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Economia

Governo normatiza produção e comercialização do Queijo Artesanal Caipira em Mato Grosso do Sul

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Normatização levou em conta regiões do Estado e variações do clima. Foto: Semagro

O tradicional queijo caipira feito em Mato Grosso do Sul passa a ter uma norma para a sua produção e comercialização no Estado. Na próxima semana, a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), órgão vinculado à Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), publica uma portaria com o RTIQ (Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade) do Queijo MS Artesanal Caipira.

O anúncio foi feito pelo secretário Jaime Verruck, da Semagro, na Live do Leite, realizada na tarde de quinta-feira (10) e na qual foram apresentadas as ações do Governo do Estado em resposta às demandas da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite. “O queijo elaborado a partir do leite cru necessitava de um padrão de qualidade na produção e uma garantia de segurança alimentar para ser comercializado ao consumidor. Foram pouco mais de dois anos de pesquisa para chegarmos a esse regulamento, num trabalho fundamental que reuniu a Semagro, Agraer, Senai e Sebrae, que possibilitou a definição de um mecanismo de mercado que vai dar segurança aos consumidores”, informou o secretário.

Normatização levou em conta regiões do Estado e variações do clima

De acordo com o superintendente de Ciência e Tecnologia, Produção e Agricultura Familiar da Semagro, Rogério Beretta, em junho de 2018 foi criado um grupo técnico e multi-institucional com a participação da Semagro, Iagro, Agraer, Senar, Sebrae e Senai, que deu início ao trabalho para definir um padrão para a produção e a comercialização do queijo caipira a partir de leite cru. “Esse grupo definiu os locais de coleta, metodologia e prazo de execução levando em conta as diferentes regiões do Estado e as variações do leite ao longo das estações do ano”, lembra Beretta.

O laboratório do Senai de Dourados foi definido como o local para a realização das análises e, em julho de 2019, foi firmado um termo de cooperação entre a Semagro, tendo o Senai com executor/financiador da pesquisa e o Sebrae, como financiador. Essa pesquisa foi conduzida de julho de 2019 a dezembro de 2020 e subsidiou a redação do relatório técnico de identidade e qualidade do queijo artesanal característico de Mato Grosso do Sul elaborado a partir de leite cru.

“O nome foi definido juntamente com a Câmara Setorial e decidimos manter a denominação Queijo Caipira, popularmente conhecida. Também estabelecemos uma categoria que deverá identificar todos os queijos de identidade cultural, regional, com características inovadoras, com RTIQ elaborados em Mato Grosso do Sul. Esses produtos, irão utilizar o prefixo: QUEIJO MS ARTESANAL + NOME. O primeiro a ser normatizado é o Caipira. Acreditamos que outros virão, em breve”, comenta Rogério Beretta.

O diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, que assinou a Portaria Iagro/MS 3670, durante a transmissão da Live do Leite, informou que o RTIQ, a ser publicado em Diário Oficial irá trazer a definição do Queijo MS Artesanal Caipira, os ingredientes obrigatórios, características sensoriais, de umidade, requisitos microbiológicos, processo de fabricação, peso e medida. “Estamos profissionalizando a elaboração artesanal de um produto tradicional de nosso Estado, com normas visando a segurança alimentar e padronização”, afirmou.

Para o coordenador da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite, Paulo Fernando Pereira Barbosa “com essa nova formatação para o Queijo Caipira, temos condições de fazer com que esse produto tradicional de nosso Estado se destaque em nível nacional”, finalizou.

Economia

Subsídio de R$ 2,12 ao diesel deve ser mantido por 30 dias

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© José Cruz/Agência Brasil

O governo federal deve manter por mais 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel, disse nesta quinta-feira (24) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. A prorrogação deverá ser anunciada ainda nesta semana.

Atualmente, o benefício é resultado da combinação de duas medidas: uma subvenção de R$ 1,12 por litro, cuja validade termina neste sábado (26), e outra de R$ 1 por litro, anunciada pelo governo no início de setembro.

Em entrevista para explicar a liberação de R$ 1,8 bilhão no Orçamento de 2026, Moretti afirmou nesta quinta-feira (24) que a tendência é manter o valor atual por mais um mês.

“Vamos levar ao presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] , mas, frente aos indicadores, a tendência é que a gente mantenha [a subvenção]”, ressaltou o ministro.

Duas medidas

A subvenção de R$ 1,12 por litro foi criada por uma medida provisória que perde validade no sábado. Já a MP mais recente, que estabeleceu o adicional de R$ 1, permite ao governo alterar o valor do benefício de acordo com as condições do mercado.

Na prática, o governo poderá elevar a subvenção prevista na medida mais recente para preservar o valor total de R$ 2,12 por litro.

A decisão ocorre em meio à preocupação com os efeitos da alta do petróleo e com problemas no mercado internacional de combustíveis relacionados ao conflito no Oriente Médio.

Pressão nos preços

A subvenção tem como objetivo reduzir a pressão sobre o preço do diesel no mercado doméstico, combustível utilizado principalmente no transporte de cargas e no transporte coletivo.

Segundo o governo, a medida também busca reduzir o risco de problemas no abastecimento interno diante das oscilações no mercado internacional.

Além do diesel, o Executivo anunciou neste mês outras medidas para reduzir os preços dos combustíveis:

  • desoneração de R$ 0,63 por litro de PIS/Cofins sobre a gasolina;
  • desoneração de R$ 0,19 por litro sobre o etanol;
  • nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel, somada ao benefício de R$ 1,12 já existente.

Somadas, as medidas adicionais anunciadas pelo governo representam um custo estimado de aproximadamente R$ 7 bilhões por mês para a União.

Decisão nesta semana

A manutenção do benefício ainda depende da formalização pelo governo. Moretti afirmou que a decisão será levada ao presidente Lula, mas indicou que a avaliação técnica da equipe econômica é favorável à continuidade da subvenção.

Caso seja confirmada, a medida evitará uma redução abrupta do benefício a partir deste sábado.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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Economia

Arrecadação federal ultrapassa R$ 2 trilhões em oito meses

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© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O governo federal acumula arrecadação de R$ 2,019 trilhões, de janeiro a agosto de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (22) pela Receita Federal. Além da inflação medida pelo IPCA, para o período, o valor representa crescimento de 7,12% na comparação com os mesmos oito meses de 2025.

Em agosto, a arrecadação federal alcançou R$ 235,5 bilhões. O valor representa alta acima de inflação de 8,25% em relação a agosto do último ano. Desse total, R$227,8 bilhões arrecadados são administrados pela Receita Federal, excluídos os fatores não recorrentes e de alterações na legislação.

De acordo com análise divulgada pelo órgão, os acréscimos são resultado do aumento na arrecadação da contribuição para a Previdência Social, Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que reflete o aumento das vendas.

Também o avanço nas arrecadações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), além do desempenho da arrecadação do Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), foi determinante nos resultados apresentados.

Neste mês, o Imposto de Exportação sobre óleo bruto também teve destaque entre os fatores que alavancaram os resultados, com arrecadação de R$1,9 bilhão em agosto, o que resultou no acumulado de R$9,9 bilhões de janeiro a agosto de 2026.

Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

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Produção agrícola brasileira superou R$ 927 bilhões em 2025

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© CNA/Wenderson Araujo/Trilux

Após ter sofrido com condições climáticas desfavoráveis em 2024, a agricultura do Brasil chegou a 345,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2025. O volume supera em 18,2% o registrado no ano anterior, quando a produção foi prejudicada por efeitos do fenômeno El Niño.

O valor da produção, que combina o volume físico produzido com os preços praticados na venda, foi de R$ 927,2 bilhões, um salto de 18,4% na comparação com 2024.

Os valores são em moeda corrente do ano de cada pesquisa, ou seja, não estão corrigidos pela inflação. O montante de 2025 é o maior, pelo menos, desde quando o Plano Real foi criado, em 1994.

Os dados fazem parte da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

>> Leia mais: Mudança no mapa tira Sorriso (MT) do topo da produção agrícola. 

Avanço de área

O levantamento mostrou também que, pela primeira vez, o Brasil rompeu a marca de 100 milhões de hectares de área colhida. Os 100,6 milhões de 2025 representam avanço de 4,4% na comparação com o ano anterior.

A área equivale a 1 milhão de quilômetros quadrados (km²), maior que todo o estado do Mato Grosso (903,2 mil km²) ou a quase toda a Bolívia (1,10 milhão km²).

Soja

Segundo o levantamento, a soja representou mais de um terço (34%) do valor da produção agrícola brasileira (R$ 315,2 bilhões), desempenho que mantém o Brasil como o maior produtor e exportador do mundo.

A safra de soja cresceu 14,4% em um ano, alcançando 165,2 milhões de toneladas, isto é, 20,8 milhões a mais que 2024.

O IBGE explica que o cenário internacional contribuiu para a manutenção do preço da soja.

“A conjuntura mostra que a guerra tarifária entre Estados Unidos e China fez com que o país asiático aumentasse a procura pelo grão de soja do Brasil, mantendo os preços internos da commodity estáveis ao longo dos últimos meses do ano”.

Veja os dez principais produtos agrícolas por valor da produção em 2025:

  • Soja: R$ 315,2 bilhões
  • Milho: R$ 122,1 bilhões
  • Cana-de-açúcar: R$ 108,9 bilhões
  • Café (em grão): R$ 100 bilhões
  • Algodão (em caroço): R$ 40,6 bilhões
  • Laranja: R$ 23,0 bilhões
  • Arroz (em casca): R$ 19,6 bilhões
  • Mandioca: R$ 18,9 bilhões
  • Banana : R$ 16,4 bilhões
  • Fumo (em folha): R$ 14,4 bilhões

O IBGE aponta que avanços tecnológicos na produção ajudaram a produção de algodão a crescer 16,4% em um ano e chegar a 6 milhões de toneladas, permitindo que o Brasil se tornasse o maior exportador mundial do produto.

“Resultado de investimentos em tecnologia, sustentabilidade e eficiência produtiva, principalmente no Cerrado brasileiro, tendo como destaque o Mato Grosso”, afirma.

“Essa conquista não apenas fortalece a economia, gerando bilhões em divisas e milhares de empregos diretos e indiretos, como também posiciona o país como referência global em práticas agrícolas modernas e competitivas, ampliando sua influência nos mercados têxtil e de commodities [matérias-primas negociadas em preços internacionais], completa.

O levantamento mostra que o valor da produção do café subiu 44,7%, ficando em quase R$ 100 bilhões. A produção atingiu 3,4 milhões de toneladas, alta de 3%, limitada por fatores climáticos e naturais, como exaurimento das plantas. No entanto, o aumento do valor da produção foi explicado pela “supervalorização do preço da saca no mercado internacional”.

Em 2025, Mato Grosso se manteve como principal celeiro do Brasil em valor da produção, que avançou 37,1% em um ano. Tudo o que foi colhido no estado representa 17,9% do total do país.

Confira os dez estados com maior valor da produção agrícola:

  • Mato Grosso: R$ 165,6 bilhões
  • São Paulo: R$ 124 bilhões
  • Minas Gerais: R$ 109,4 bilhões
  • Paraná: R$ 87,7 bilhões
  • Goiás: R$ 72,7 bilhões
  • Rio Grande do Sul: R$ 71,3 bilhões
  • Bahia: R$ 55,5 bilhões
  • Mato Grosso do Sul: R$ 47,8 bilhões
  • Pará: R$ 38,4 bilhões
  • Espírito Santo: R$ 33,7 bilhões

Centro-Oeste supera Sudeste

A análise dos valores da produção revela que, em 2025, o Centro-Oeste voltou a ultrapassar o Sudeste, invertendo a ordem de 2024.

No ano passado, o Centro-Oeste viu o valor crescer 31,8%, atingindo R$ 288 bilhões, impulsionado por soja, milho e algodão.

O Sudeste apresentou R$ 271 bilhões, com destaque para café e cana-de-açúcar.

Até 2017, o Sudeste sempre esteve à frente. De 2018 a 2023, o Centro-Oeste tomou a liderança, perdendo-a novamente em 2024, antes de retomá-la em 2025.

Ranking do valor de produção agrícola por regiões:

  • Centro-Oeste: R$ 288 bilhões
  • Sudeste: R$ 271 bilhões
  • Sul: R$ 181,1 bilhões
  • Nordeste: R$ 113,7 bilhões
  • Norte: R$ 73,4 bilhões

Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

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