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Educação

Aprender Mais na Reme é ampliado pela Prefeitura com mais duas turmas em 2024

O projeto de recomposição da aprendizagem é pioneiro no Brasil ocorre no contraturno das aulas.

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O projeto Aprender Mais na Reme, de alfabetização e letramento, lançado nesta segunda-feira (01), pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), foi ampliado para o ano letivo de 2024 e será empregado aos alunos dos 7º e 8º anos, com alguma dificuldade em Língua Portuguesa e Matemática. O projeto de recomposição da aprendizagem é pioneiro no Brasil ocorre no contraturno das aulas. Aplicado em 2023 para turmas dos 4º e 5º anos, a recomposição na alfabetização atendeu 5 mil alunos da Rede Municipal.

Segundo o secretário municipal de Educação, Lucas Henrique Bitencourt, os professores atuantes no projeto são escolhidos pelos diretores das unidades escolares. “Vamos trabalhar em uma recomposição daquilo que o aluno não finalizou ainda. Tudo com muito respeito, para que ele possa ser inserido no contraturno. O aluno vai para a escola com um horário exato e com um planejamento desse professor alfabetizador que vai trabalhar especificamente com esse grupo de estudantes”.

Para fazer parte do projeto, o aluno passa por uma avaliação diagnóstica. “A recomposição da aprendizagem acontece em função da pandemia da Covid-19. O projeto ocorreu no ano passado, para as séries dos anos iniciais, e foi ampliado para mais turmas, dando sequência e consolidando a alfabetização. Agora esse aluno que já está no 7º e 8º ano, terá o que precisa, de fato, pois ele já possui a alfabetização fidelizada”, acrescentou o secretário.

Conforme a chefe da Divisão do Ensino Fundamental e Médio da Secretaria Municipal de Educação, Ana Ribas, com a implementação do simulado REME, foi identificada uma lacuna na aprendizagem dos alunos dos anos finais, que hoje estão nos 7º e 8º anos, em Língua Portuguesa e Matemática. “Este ano, em 2024, a novidade é fazer a recomposição em Língua Portuguesa e Matemática desses alunos que estão também matriculados nos anos finais. Outras cidades e capitais do Brasil já entraram em contato conosco pedindo o protótipo do projeto, porque atende efetivamente a todas as etapas de ensino. Então, temos um projeto específico com adaptação da matriz curricular para a educação infantil, ensino fundamental nas etapas iniciais e finais, e EJA”.

De acordo com a superintendente de Políticas Educacionais, Ana Dorsa, são de 15 a 20 alunos por turma. “É uma aula com metodologias que atendam às necessidades desses alunos com um número reduzido. Nós vamos ter salas de 4º e 5º anos com foco na alfabetização e letramento. Vamos ter salas com Língua Portuguesa e salas com Matemática para atender os anos finais. Porque nem sempre será o mesmo aluno. Pode ser que eu tenha dificuldade em Língua Portuguesa, mas não esteja tão mal em Matemática. Então, nós vamos atender uma diversidade de alunos da Reme”.

Eliane Alves de Rezende, diretora da Escola Municipal Prof. Virgílio Alves de Campos, diz que o Aprender Mais na Reme é um projeto inovador. “Com o projeto os alunos avançaram bastante, principalmente na questão da alfabetização. Ter a continuidade do projeto é bastante positivo porque nós estamos com uma certa defasagem de aprendizagem”.

Coordenadora dos 5º anos da Escola Municipal Professor Fauze Scaff Gattass Filho, Claudette Elisa Sigari, afirma que em 2023, foram mais de 50 alunos atendidos na unidade pelo projeto. “Ajudou muito as nossas crianças que estavam com essa defasagem devido à pandemia. Acho a expansão do projeto maravilhosa, porque sempre tem aqueles alunos que em um ano não conseguem atingir todas as habilidades. Estávamos ansiosos para que começasse logo”.

Segundo o diretor da Escola Municipal Professora Arlene Marques de Almeida, Anderson Soares Muniz, no ano passado, foram sete turmas do 5º ano do projeto. “À medida que eles iam avançando, a gente trazia alunos do 4º ano para a alfabetização. É um ganho muito grande, porque nossos alunos estão caminhando para a conclusão do ciclo estudantil e eles têm oportunidade de serem multiplicadores. Trabalhamos muito com atividades em grupo, e mesmo o formador dando as aulas, dando reforço, trabalhando com atividade diferenciadas, os alunos acabavam se ajudando”.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

Educação

Prefeitura reforça prioridade à primeira infância e anuncia avanços na educação infantil

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Na abertura do Seminário da Primeira Infância, o prefeito Marçal Filho destacou ações da gestão que garantem avanços na educação. Fotos – A. Frota

A primeira infância entrou no centro das prioridades da Prefeitura de Dourados. Na abertura do 1º Seminário da Primeira Infância, realizado na noite desta terça-feira (11), na Unigran, o prefeito Marçal Filho destacou que os primeiros anos de vida são determinantes para a formação das crianças e reforçou o compromisso da administração municipal com a ampliação do atendimento, a melhoria da estrutura e a qualificação dos profissionais da educação.

“De 0 a 6 anos é o momento que mais a criança apreende e não apenas aprende, ela é uma verdadeira esponja”, afirmou o prefeito, ao defender que o cuidado com a primeira infância deve começar dentro de casa, mas precisa contar também com políticas públicas capazes de garantir acolhimento, educação e desenvolvimento. Lembrou que o Município tem mais de 9 mil alunos na rede municipal de ensino e mais de 3 mil crianças de 0 a 6 nas conveniadas e ressaltou que a gestão tem trabalhado para ampliar a oferta de vagas.

Diante de profissionais, gestores e representantes de instituições que atuam na área, Marçal apresentou ações que já estão sendo realizadas pela administração municipal para ampliar o atendimento às crianças. Entre os principais avanços citou a retomada das obras de quatro Centros de Educação Infantil Municipal (Ceims) que estavam paralisadas há anos: no Parque do Lago, na Vila Erondina, na Sitioca Campina Verde e no Jardim Vitória.

A conclusão das unidades deverá representar a abertura de novas vagas para crianças de Dourados, especialmente na faixa etária de zero a cinco anos. “Minha determinação desde o início sempre foi para que pudéssemos retomar essas obras”, destacou Marçal, lembrando que a paralisação prolongada provocou não apenas prejuízo financeiro, com o aumento dos custos das construções, mas também adiou o acesso de muitas crianças à educação infantil.

Além dos Ceims, o prefeito citou investimentos em outras unidades da rede municipal, como a construção de novas salas de aula na região do Jardim Guaicurus e a reforma da Escola Municipal Profª Avani Carneglutti Fehlauer, que atende mais de mil alunos.

Para Marçal, o investimento na educação precisa ir além da ampliação do número de vagas. A qualidade dos espaços onde as crianças estudam também é fundamental para garantir um ambiente adequado ao desenvolvimento. “O que nós estamos fazendo é mudar essa chave. A escola, o posto de saúde têm que ser da mesma qualidade de uma obra particular. Quando eu utilizo recursos da Prefeitura para fazer uma obra, tenho que cuidar muito mais, porque não é meu dinheiro, é da população”, afirmou.

O prefeito também destacou o papel dos professores, coordenadores e demais profissionais que atuam diretamente com as crianças. Segundo ele, a estrutura física é importante, “mas o acolhimento e o ambiente construído dentro de cada unidade fazem diferença no desenvolvimento infantil”.

Marçal ressaltou os investimentos em formação continuada dos profissionais da educação e afirmou que cada unidade pode se tornar um espaço ainda mais acolhedor a partir do comprometimento de suas equipes. “Vocês que estão à frente dessas instituições é que fazem a diferença. Depende do empenho de cada um de vocês”, disse aos profissionais presentes no seminário.

INCLUSÃO

Outro destaque da fala do prefeito foi a inclusão. Marçal lembrou que a Prefeitura convocou mais de 200 professores de apoio para atender crianças que necessitam de acompanhamento especializado. Reconheceu que ainda existem desafios e que o número de profissionais precisa avançar, mas afirmou que a administração vem trabalhando para ampliar o atendimento dentro das possibilidades orçamentárias do município.

Marçal Filho ainda destacou que, embora o Plano Municipal pela Primeira Infância tenha sido aprovado em dezembro de 2024, a atual administração vem avançando em sua implementação desde o início do mandato, com ações voltadas, entre outras áreas, à inclusão. Como exemplo, citou a convocação de mais de 200 professores de apoio para atender crianças com deficiência e transtornos. Segundo Marçal, a medida representa um avanço importante, embora ainda não seja suficiente diante da demanda.

O prefeito também ressaltou os desafios financeiros enfrentados pelos municípios, especialmente Dourados, que possui cerca de 265 mil habitantes e atende, na área da saúde, uma população de mais de 900 mil pessoas de 34 municípios. Para ele, ampliar as políticas públicas para a primeira infância exige planejamento e o uso responsável dos recursos disponíveis, diante da limitação dos repasses federais.

Por fim, o prefeito destacou que o seminário representa justamente a oportunidade de unir diferentes setores em torno de um objetivo comum: garantir melhores condições para que as crianças de Dourados cresçam, aprendam e se desenvolvam em ambientes seguros e acolhedores. “Não é apenas para ser a segunda maior cidade do Estado ou a segunda maior economia. É cuidar das pessoas, principalmente das nossas crianças, para que elas se sintam cada vez mais acolhidas”, concluiu.

O 1º Seminário da Primeira Infância reúne profissionais, gestores, especialistas e representantes de instituições para discutir políticas públicas, estratégias e ações voltadas ao desenvolvimento integral das crianças, fortalecendo a rede de proteção e o compromisso coletivo com a primeira infância em Dourados.

A programação segue durante toda esta quarta-feira (12), até às 17h, com várias palestras sobre o tema primeira infância, debates, painéis e troca de experiências. O encerramento ocorrerá com a palestra “O papel da Assistência Social na Primeira Infância”, ministrada pela secretária municipal de Assistência Social, Shirley Flores Zarpelon, que apresentará as ações desenvolvidas pela rede socioassistencial e a importância da atuação integrada da Assistência Social na promoção dos direitos das crianças e no fortalecimento das famílias, compartilhando experiências e ações desenvolvidas pelo município voltadas ao fortalecimento dos vínculos familiares, à proteção social e ao atendimento das crianças e suas famílias.

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Educação

Consulta pública sobre educação a distância vai até sexta-feira

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© Divulgação/MCTIC

O Ministério da Educação (MEC) recebe até a próxima sexta-feira (14) as contribuições da consulta pública sobre o novo marco regulatório dos cursos de graduação com oferta de educação a distância (EaD) nos cursos superiores de graduação do Brasil.

A atualização das diretrizes dos cursos de graduação em EaD busca adaptar as normas da educação a distância às transformações digitais e aos novos critérios de acompanhamento acadêmico e tem o objetivo é aperfeiçoar as políticas públicas educacionais.

A iniciativa é voltada a estudantes, professores, pesquisadores, gestores de instituições de ensino superior públicas e privadas, entidades da sociedade civil e demais interessados.

A necessidade de regulamentação da EaD no Brasil está prevista no Decreto nº 12.456/2025.

Passo a passo

Para participar, os interessados devem acessar a plataforma Brasil Participativo e fazer o login com a conta Gov.br.

O participante terá acesso ao texto de referência, disponível na página do Conselho Nacional de Educação (CNE), na seção Audiências e Consultas Públicas.

Quem responder à consulta pública deverá também preencher o formulário de coleta de dados relativos à identificação do perfil sociogeográfico.

O governo federal esclarece que as informações serão usadas exclusivamente para fins estatísticos, de avaliação institucional e formulação de políticas públicas, sem divulgação individualizada dos participantes em qualquer hipótese.

Diretrizes

A minuta da proposta sugere novas regras para a oferta de cursos, mediação pedagógica, suporte ao estudante e atuação do corpo docente em instituições de educação superior que atuam na modalidade EaD.

A proposta define critérios para atividades presenciais e conteúdos digitais, garantindo que os padrões acadêmicos exigidos sejam equivalentes em todas as modalidades de ensino.

A minuta elaborada pela Comissão da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CES/CNE) está dividida em pontos organizacionais para a oferta de cursos superiores EaD:

  •          regulamentação da modalidade semipresencial: estabelece percentuais e critérios para carga horária presencial obrigatória (como práticas de laboratório e extensão) combinada com atividades síncronas (tempo real) e assíncronas mediadas, no ambiente virtual de aprendizagem;
  •          critérios para mediação e docência: parâmetros para a atuação de professores e tutores, com determinações sobre interatividade com os estudantes e regras para o trabalho acadêmico.
  •          estrutura dos polos de apoio: define requisitos para os polos de apoio presencial no suporte tecnológico e acadêmico aos estudantes.
  •      suporte acadêmico: estabelece parâmetros de acompanhamento pedagógico ao longo da jornada do estudante de graduação.

Consolidação

Após o término do prazo de contribuição, será aberto o período de sistematização das proposições recebidas, entre os dias 15 e 22 de agosto.

De acordo com o MEC, as sugestões serão analisadas para a consolidação da redação final do parecer e do projeto de resolução pelo CNE.

Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

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Educação

Prouni 2026: divulgado resultado de nova chamada para o 2º semestre

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© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Estudantes que participam do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni), referente ao segundo semestre de 2026, já podem conferir o resultado da segunda chamada no Portal Acesso Único ao Ensino Superior.

Em nota, o Ministério da Educação reforçou que o prazo para os pré-selecionados comprovarem as informações da inscrição começa nesta quarta-feira (5) e segue até o dia 14 de agosto.

A documentação exigida deve ser apresentada diretamente na instituição de ensino superior para a qual o estudante foi pré-selecionado.

“As instituições podem oferecer serviço eletrônico para isso, mas é de inteira responsabilidade de cada participante verificar quais são os horários e locais de atendimento para a entrega da documentação”, destacou o ministério.

A perda do prazo ou a não comprovação das informações implicará na reprovação para a obtenção da bolsa.

Lista de espera

Ainda segundo a pasta, candidatos que não foram pré-selecionados em nenhuma das chamadas feitas até o momento podem aderir à lista de espera. Para isso, é preciso manifestar interesse nos dias 26 e 27 de agosto.

A divulgação da lista com a classificação de todos os que manifestarem interesse está prevista para o dia 1° de setembro.

Cronograma

– Resultado da 2ª chamada: 5 de agosto

– Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 2ª chamada: 5 a 14 de agosto

– Lista de espera: 26 e 27 de agosto

– Resultado da lista de espera: 1º de setembro

– Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera: 1º a 14 de setembro.

Bolsas

Nesta edição do Prouni, estão sendo ofertadas 471.304 bolsas de estudo em 380 cursos de graduação, distribuídas entre ampla concorrência e cotas, de 879 instituições privadas de educação superior.

Do total de bolsas ofertadas, 219.725 são integrais, cobrindo todo o valor da mensalidade, e 251.579 são parciais, arcando com 50% do valor do curso. 

O programa reserva vagas a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos.

Para pessoas com deficiência, são ofertadas 35.365 bolsas; para pretos, pardos e indígenas, são 188.880; e para a ampla concorrência, as demais 247.059 bolsas de estudo.

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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