O Camelódromo de Campo Grande foi contemplado com o projeto de eficiência energética e contará com energia fotovoltaica, produzida a partir da luz solar. O Governo do Estado, por meio da AGEMS (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul) e em parceria com a Energisa, entregou hoje (9) as benfeitorias.
Com o projeto foram investidos aproximadamente R$ 188 mil para a troca de 271 lâmpadas incandescentes para as de LED, bem como para troca de cinco aparelhos de ar condicionado e instalação de energia solar. A estimativa é de que o valor da conta de luz dos comerciantes do Camelódromo diminua em torno de 20%.
“Quando visitei o camelódromo, chamou minha atenção as condições das instalações elétricas, que era um dos grandes problemas. E em parceria com a Energisa fizemos um investimento para que ter a redução da conta de energia e mais segurança. O programa de eficiência energética fez a troca das lâmpadas de menor consumo instalou as placas de energia fotovoltaica que ajuda na geração de energia. Eficiência e segurança, alinhado com as diretrizes que temos no Estado”, afirmou o governador Eduardo Riedel.
O projeto vai beneficiar quase 1 mil vendedores, que trabalham em 473 boxes e 16 salas. O Camelódromo, em funcionamento há 24 anos, tem fluxo diário de aproximadamente 5 mil pessoas.“O projeto vai trazer economia para os permissionados e clientes que fazem compras. É importantíssimo para nós, uma energia limpa”, afirmou o presidente do Associação dos Vendedores do Camelódromo de Campo Grande, Narciso Soares dos Santos.
Eficiência energética
O programa prevê que as concessionárias de energia destinem anualmente 0,5% da sua receita operacional líquida em projetos de eficiência energética, com o objetivo de estimular o uso racional de energia elétrica. O recurso é direcionado para ações em locais de grande fluxo de pessoas.
“O projeto é de eficiência energética trabalhou a iluminação, com a substituição total por LED, refrigeração e instalamos uma mini usina solar no telhado do Camelódromo. A gente prioriza recursos em projetos que tenham benefício para a sociedade, que a população perceba o investimento”, afirmou o diretor-presidente da Energisa, Marcelo Vinhaes.
“Além de gerar economia financeira aos comerciantes, a modernização reduzirá impactos ambientais com a troca de equipamentos antigos por outros mais eficientes”, disse o diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis.
Na Capital, o Parque Belmar Fidalgo e a Feira Central estão entre os locais públicos contemplados pelo projeto. E a parceria também vai executar a ação de eficiência energética no Mercadão Municipal.
“O Mercadão Municipal é a próxima área que vai receber, já fizemos na Feira Central. E todo o Parque dos Poderes foi revitalizado no programa. Temos uma linha muito clara que é o MS Carbono Neutro 2030 e atuamos para evitar grandes situações de perdas de energia elétrica”, finalizou Riedel.
Para quem trabalha no Camelódromo a melhoria é elogiada. “Montei a barbearia junto com meus sócios aqui há cinco meses por conta da segurança. Acredito que qualquer projeto para diminuir o consumo de energia é para o nosso bem. É muito bom para quem trabalha e é cliente”, afirmou o barbeiro Marco Antônio Rodrigues, 35 anos.
Um mês após elevar o percentual de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para financiamentos a projetos de inovação, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou o incentivo à produção nacional nas linhas de crédito indexadas pela Taxa Referencial (TR).
Em reunião nessa quinta-feira (23), o CMN fez ajustes nos critérios de escolha para os financiamentos à inovação e à digitalização com os recursos do FAT remunerados pela TR, atualmente entre 0,16% e 0,17% ao mês, equivalente a pouco mais de 2% ao ano. O fundo repassa esses recursos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que opera os financiamentos.
A mudança permite dar prioridade à compra de equipamentos de informática e automação desenvolvidos com tecnologia nacional. Ao mesmo tempo, não impede que também sejam utilizados recursos para financiar bens produzidos no país que sigam o chamado Processo Produtivo Básico (PPB), que estabelece regras mínimas de fabricação local.
Em nota, o Ministério da Fazenda explicou que a nova regra amplia o incentivo à produção nacional sem excluir outras opções já existentes. O governo ressalta que a medida não terá impacto fiscal, uma vez que os recursos vêm do FAT constitucional, já previstos em lei, sem envolver despesas primárias da União.
Segundo o ministério, por causa da urgência do tema, a resolução do CMN passa a valer imediatamente após sua publicação. A intenção, explicou a pasta, é evitar impactos negativos no curto prazo, especialmente para empresas que dependem desse tipo de financiamento com recursos do FAT.
Criado pela Constituição de 1988, o FAT tem três finalidades: servir de fonte de recursos para o BNDES, financiar o abono salarial e o seguro-desemprego e oferecer cursos de qualificação profissional.
Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o CMN também tem a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
Cerca de 415 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco podem saber se receberão restituição. Às 10h desta quinta-feira (23), a Receita Federal libera a consulta ao lote da malha fina de abril. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.
Ao todo, 415.277 contribuintes receberão R$ 592,2 milhões. Desse total, R$ 256,8 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.
As restituições estão distribuídas da seguinte forma:
334.614 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
32.231 contribuintes sem prioridade;
28.572 contribuintes de 60 a 79 anos;
10.521 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
4.731 contribuintes acima de 80 anos;
4.608 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.
A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.
O pagamento será feito em 30 de abril, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.
A decisão entre o desconto simplificado e o modelo por deduções legais pode fazer uma grande diferença no seu bolso.
“A declaração completa é ideal para as pessoas que têm muitas despesas dedutíveis na área de saúde, educação, previdência privada e dependentes. Permite que eu detalhe todas as minhas despesas. Na declaração simplificada, aplica o desconto padrão de 20%, sem necessidade de comprovação das minhas despesas. É indicada para pessoas que têm pouca despesa dedutível”, explica o professor de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera, Gilder Daniel Torres.
A melhor estratégia para o contribuinte é testar os dois modelos, simplificado e completo.
“Utilizar seus gastos com saúde, educação, colocar seus dependentes na declaração. Gastos com médicos, dentistas, hospitais, plano de saúde, podem ser deduzidos sem limites, desde que comprovados os gastos com dependentes. A educação, desde que respeitado o limite anual. Também é possível utilizar os gastos com seus dependentes”, orienta a professora Ahiram Cardoso.
Já o especialista Paulo Pêgas, vice-presidente de controle interno do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRC-RJ), dá uma dica importante para não errar na escolha final.
“O contribuinte deve informar as deduções que tem, porque o próprio programa da Receita Federal informa quanto você teria que pagar no modelo completo e quanto você teria que pagar no modelo simplificado. E aí, você escolhe: o menor valor a pagar ou o maior valor a restituir.”
O modelo simplificado é mais prático, mas se você tem dependentes e gastos elevados com saúde e educação, o modelo completo pode ser o seu maior aliado.
Organize seus recibos, compare os modelos no sistema e garanta o melhor resultado financeiro.
Edgard Matsuki – Repórter da Radioagência Nacional