O cooperativismo tem importantes investimentos que proporcionam crescimento, oportunidades e empregos em Mato Grosso do Sul, além de representar aproximadamente 10% do PIB (Produto Interno Bruno) do Estado.
Com este cenário de desenvolvimento e progresso, o governador Eduardo Riedel participou da abertura da Semana do Cooperativismo 2023, realizada na noite deste sábado (24), em Dourados. O evento também contou com a participação do vice-governador José Carlos Barbosa, além dos secretários Maurício Simões (SES) e Jaime Verruck (Semadesc).
“O Mato Grosso do Sul tem o privilégio de crescer baseado no cooperativismo, um modelo de buscar a união das pessoas, a participação de todos em conjunto. A metade dos investimentos acontecendo hoje no Estado, com exceção da indústria da celulose, tem a participação direta do cooperativismo. Sou muito grato a organização da sociedade em todos os setores econômicos que tem ajudado muito o Estado a ter este desempenho destacado em todo o Brasil”, pontuou Riedel.
Governador durante evento em Dourados
A cerimônia reuniu mais de 1,5 mil pessoas e marcou o início da Semana do Cooperativismo, celebração em alusão ao Dia Internacional do Cooperativismo que é comemorado sempre no primeiro sábado de julho, e neste ano tem como tema “Cooperativas pelo desenvolvimento sustentável”.
O titular da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) Jaime Verruck, observou que o Estado tem recebido inúmeras cooperativas, especialmente do Paraná. “Houve um transbordamento das cooperativas paranaenses em Mato Grosso do Sul, para investir permanentemente. Os novos investimentos geram crescimento, oportunidades de emprego, desenvolvimento econômico”.
Veruck pontuou sobre os recursos específicos às cooperativas, do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste). “Temos um Programa Estadual de Fortalecimento do Cooperativismo, e conseguimos estabelecer o valor de 10% dos investimentos do FCO para as cooperativas, que hoje aplicam muito rapidamente esses recursos. E apresentamos uma proposta de ampliação desse índice”.
Este ano o CEIF (Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis) do FCO, já aprovou mais de 450 cartas-consulta pleiteando financiamentos que superam R$ 1,030 milhão, quase metade do volume global destinado ao Estado – R$ 2,2 bilhões – divididos em igual valor para as modalidades Rural e Empresarial.
Evento destacou a importância do Cooperativismo em MS
O presidente do Sistema OCB/MS, Celso Régis, destacou a importância do cooperativismo sul-mato-grossense, que tem 400 mil cooperados em 126 cooperativas. “Temos recebido apoio de diversas frentes da gestão estadual e por isso o cooperativismo se mantém firme e com estimativa de crescimento no Estado”.
O cooperativismo é um dos setores que mais cresce na economia de Mato Grosso do Sul, e atualmente o Sistema OCB MS (Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras de Mato Grosso do Sul) garante pelo menos 11 mil postos de trabalho no Estado.
“As inúmeras cooperativas que buscam o Mato Grosso do Sul para investir, é resultado e fruto da participação direta dos cooperados no processo. Hoje temos cooperativas atuando na suinocultura, soja, algodão. É assim que se faz o desenvolvimento, o compromisso do público com a sociedade”, finalizou Riedel.
A decisão entre o desconto simplificado e o modelo por deduções legais pode fazer uma grande diferença no seu bolso.
“A declaração completa é ideal para as pessoas que têm muitas despesas dedutíveis na área de saúde, educação, previdência privada e dependentes. Permite que eu detalhe todas as minhas despesas. Na declaração simplificada, aplica o desconto padrão de 20%, sem necessidade de comprovação das minhas despesas. É indicada para pessoas que têm pouca despesa dedutível”, explica o professor de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera, Gilder Daniel Torres.
A melhor estratégia para o contribuinte é testar os dois modelos, simplificado e completo.
“Utilizar seus gastos com saúde, educação, colocar seus dependentes na declaração. Gastos com médicos, dentistas, hospitais, plano de saúde, podem ser deduzidos sem limites, desde que comprovados os gastos com dependentes. A educação, desde que respeitado o limite anual. Também é possível utilizar os gastos com seus dependentes”, orienta a professora Ahiram Cardoso.
Já o especialista Paulo Pêgas, vice-presidente de controle interno do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRC-RJ), dá uma dica importante para não errar na escolha final.
“O contribuinte deve informar as deduções que tem, porque o próprio programa da Receita Federal informa quanto você teria que pagar no modelo completo e quanto você teria que pagar no modelo simplificado. E aí, você escolhe: o menor valor a pagar ou o maior valor a restituir.”
O modelo simplificado é mais prático, mas se você tem dependentes e gastos elevados com saúde e educação, o modelo completo pode ser o seu maior aliado.
Organize seus recibos, compare os modelos no sistema e garanta o melhor resultado financeiro.
Edgard Matsuki – Repórter da Radioagência Nacional
O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.717 para o ano que vem, com aumento nominal de 5,92%. O valor consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.
O reajuste segue a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o crescimento da economia em 2025, limitado ao crescimento de gastos de 2,5% acima da inflação, determinado pelo arcabouço fiscal. A estimativa para o INPC também consta do PLDO.
O projeto também apresentou previsões de R$ 1.812 para o salário mínimo em 2028, de R$ 1.913 para 2029 e de R$ 2.020 para 2030. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.
Em 2023, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB, soma das riquezas produzidas pelo país, de dois anos antes. Essa fórmula vigorou de 2006 a 2019. Por essa regra, o salário mínimo aumentaria 2,3% acima do INPC.
O pacote de corte de gastos aprovado no fim de 2024, no entanto, limitou o crescimento. Isso porque o salário mínimo entrou nos limites do arcabouço fiscal, que prevê crescimento real (acima da inflação) dos gastos entre 0,6% e 2,5%. Como o crescimento de 2,3% no PIB está abaixo do teto de 2,5%, a expansão da economia em 2025 poderá ser aplicada.
O Ministério do Trabalho e Emprego inicia, nesta quarta-feira (15), o pagamento do terceiro grupo de trabalhadores com direito ao abono salarial. Em nota, a pasta informou que serão pagos benefícios a um total de 4.272.981 trabalhadores nascidos em março e abril, com um desembolso de R$ 5,4 bilhões.
“O abono salarial será pago a 3.826.355 trabalhadores vinculados a empresas privadas cadastradas no Programa PIS, por meio da Caixa Econômica Federal, e a 446.626 trabalhadores servidores públicos vinculados ao Programa Pasep, por meio do Banco do Brasil”, destacou o comunicado.
O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2024. Em 2026, o calendário de pagamento do abono salarial teve início em 16 de fevereiro. Os valores, segundo a pasta, ficarão disponíveis aos trabalhadores até 30 de dezembro de 2026.
Têm direito ao abono salarial trabalhadores que atendem a critérios como:
estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo;
ter recebido, de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), até o valor de referência de R$ 2.766 de remuneração mensal no ano-base 2024;
ter exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração;
ter seus dados do ano-base 2024 informados corretamente pelo empregador no eSocial.
Pagamento
O pagamento do abono salarial pela Caixa será realizado prioritariamente por crédito em conta do trabalhador (corrente, poupança ou Conta Digital) ou por meio do aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital aberta automaticamente.
Para o trabalhador não correntista, o pagamento será realizado por meio de canais como agências, lotéricas, autoatendimento, Caixa Aqui e demais canais disponibilizados pelo banco.
Já no Banco do Brasil, o pagamento será realizado prioritariamente por crédito em conta bancária, transferência via TED ou Pix e presencialmente, nas agências de atendimento, para trabalhadores não correntistas e que não possuem chave Pix.
“Informações adicionais poderão ser obtidas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho ou pelo telefone 158”, concluiu a pasta.