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Saúde

Com 6 milhões de doses aplicadas, MS completa dois anos de vacinação contra a covid

Agora o principal desafio da Saúde está na conscientização da população para que completem o esquema vacinal

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Há dois anos o primeiro avião da Força Aérea Brasileira pousava em Mato Grosso do Sul trazendo 158 mil doses de vacina Coronavac para imunizar o grupo prioritário definido pelo Ministério da Saúde. Assim, desde o ato simbólico realizado no Hospital Regional que marcou o início da Campanha Estadual de Imunização contra a Covid-19, o Estado já aplicou mais 6 milhões de doses de diferentes imunizantes.

Agora o principal desafio da Saúde está na conscientização da população para que completem o esquema vacinal e imunizem principalmente, as crianças.

O dia 18 de janeiro de 2021 ficou consagrado como um marco histórico para a imunização estadual. À época do ato simbólico gravado na memória de milhares de sul-mato-grossenses, cada passo da vacina era registrado: desde a chegada na Base Aérea de Campo Grande; logo depois o transporte escoltado pelas ruas da Capital, até chegar à sede da Coordenadoria Estadual de Vigilância Epidemiológica.

Depois de separada, foram enviadas quatro doses até ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul para iniciar a campanha de imunização e celebrar o momento histórico. Na ocasião quatro sul-mato-grossenses pertencentes à primeira fase da campanha foram vacinados.

Dois deles eram profissionais da saúde: o médico Márcio Estevão Midom, de 45 anos, e a auxiliar de enfermagem Sandra Maria de Lima, de 52 anos, ambos do Hospital Regional. Também foram vacinadas a indígena Domingas da Silva, de 92 anos, da aldeia Tereré, em Sidrolândia, e a dona Maria Bezerra de Carvalho, de 85 anos, residente no Asilo São João Bosco, no bairro Tiradentes, em Campo Grande.

“Fiquei surpresa e muito grata”, explica Sandra Maria de Lima ao relatar sua experiência no ato simbólico. A auxiliar de enfermagem conta que foi chamada para fazer a aplicação da vacina nas três pessoas que foram chamadas inicialmente.

“Eu estava ali apenas para fazer a aplicação, não estava previsto que eu fosse a quarta pessoa a ser vacinada. Logo que iniciamos a aplicação, eles perceberam que estava sobrando uma quarta doses. Na hora eles conversaram e me convidaram para tomar a vacina. Nesta hora, fiquei muito faceira, feliz, mas ao mesmo tempo levei um susto, pois não esperava que também fosse tomar o imunizante”, conta.

Sandra ainda ressalta que desde então não deixou de completar o esquema vacinal. “É como eu costumo falar, a vacina salva vidas. Eu mesmo peguei por duas vezes a covid-19, mas os sintomas foram bem leves, que se assemelhavam a uma gripe. Eu recomendo a todos, acreditem na vacina, é só olhar os números de como estávamos e como estamos agora”.

Aos 92 anos, a indígena Domingas da Silva, da aldeia Tereré, conta com orgulho que foi a primeira idosa a tomar a vacina no Estado. “Eu, a Vovó Domingas, fui a primeira vovozinha a tomar a vacina da covid-19. Graças a Deus, eu me sinto muito bem! Peço a para todos tomarem a vacina porque é muito bom para a nossa saúde. A Vovó está bem e não precisa de nada e vocês têm que tomar a vacina e não precisa ter medo”.

A coordenadora estadual de Vigilância Epidemiológica da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Ana Paula Rezende de Oliveira Goldfinger, foi a responsável por levar as doses até o HRMS, escoltada por policiais. Ela relembra como ocorreu a distribuição.

“Nós tínhamos um plano de logística e assim que recebemos as vacinas, logo de imediato fizemos a entrega aos municípios. Houve uma parceria com as forças de segurança que nos ajudaram a levar os imunizantes até os municípios. Devido à escassez dos imunizantes e alta procura, poderiam haver saques, e por isto as participações das forças de segurança foram extremamente importantes”, destaca, completando.

“O resultado foi muito importante porque meses depois ficamos por semanas a frente dos outros estados na liderança da vacinação, e isto foi muito gratificante”, frisa.

Ana Paula ainda destaca que a campanha de imunização continua no Estado. “Nós estamos aguardando novas diretrizes do Ministério da Saúde, principalmente, quanto a vacina bivalente, que vem como reforço e em específico para a população de 60 anos e mais. O Estado já empregou mais de 6 milhões de vacinas e pedimos para que a população faça a adesão, especificamente para as doses de reforço”.

Desde o início da vacinação em Mato Grosso do Sul, o Estado já realizou diversas campanhas de conscientização a fim de auxiliar os 79 municípios nas estratégias imunização. A SES recomenda que a população para que complete o esquema vacinal, que os pais ou responsáveis levem as crianças para se vacinar.

A fim de evitar novas contaminações, a SES recomenda o uso de máscaras em locais fechados e aglomerados, façam o teste em casos de suspeitas e tomem as vacinas.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

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Saúde

Escuta e acolhimento fortalecem mães atípicas servidoras da Sesau

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Em meio à rotina de cuidados, desafios e cobranças que acompanham a maternidade, encontrar um espaço para falar, ser ouvido e compartilhar experiências também é uma forma de cuidado. Foi com essa proposta que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio da Gerência de Saúde do Servidor (Gersau), reuniu servidoras mães atípicas em um momento de escuta, acolhimento e troca de experiências.

A atividade integrou as ações do mês dedicado à valorização da vida e foi realizada na área verde da Sesau. Conduzido pela psicóloga Leyisa Sena, da Gerência de Atenção Psicossocial (GRAP/Sesau), o encontro criou um ambiente para que as participantes pudessem falar sobre sentimentos e situações que fazem parte de suas rotinas, muitas vezes marcadas pela sobrecarga e pela dificuldade de reservar tempo para si mesmas.

Mais do que uma palestra, a proposta foi abrir espaço para a escuta. Entre os temas abordados estiveram o autocuidado, a culpa, a autoexigência e a sensação de que, ao cuidar de todos, muitas mães acabam deixando as próprias necessidades em segundo plano.

“Quem era você antes de precisar cuidar tanto? O que você cobra de si que não cobra de outra mãe?”, foram algumas das reflexões propostas durante a conversa.

A partir dessas perguntas, histórias pessoais começaram a surgir. Relatos de desafios, descobertas, pequenas conquistas e também de sonhos mostraram como a identificação entre as participantes pode ser uma forma de alento.

“Meu sonho é que o meu filho fale”, compartilhou uma das servidoras. A frase, carregada de significado para aquela mãe, também evidenciou a importância de um espaço em que experiências tão particulares possam ser compreendidas por quem vive situações semelhantes.

Cuidar de quem cuida

Entre os participantes estava o único pai presente na roda de conversa, Darllon Duarte, 34 anos, gerente da USF Universitário. Pai de uma menina de 11 anos, que está em processo de diagnóstico, e de um menino de 10 anos com seletividade alimentar, ele falou sobre a culpa, a necessidade de dividir responsabilidades e a importância de reconhecer cada conquista dos filhos.

“A gente precisa olhar para a família. A gente foca na mãe da criança porque é o que está mais em evidência, é mais necessário esse olhar, muitas estão sobrecarregadas. Sabemos que existem muitas mães solo, que não têm rede de apoio, mas os pais devem se envolver. O pai precisa saber onde seu filho está, o que ele faz, o que come, como fazer aquela criança desenvolver. Temos que aprender, mas precisamos ser ouvidos também”, desabafou.

A técnica de enfermagem Nadiellen Rodrigues Brito Barbosa, 40 anos, também compartilhou sua experiência como mãe de um menino de 10 anos com seletividade alimentar. Para ela, falar sobre as dificuldades ajuda a ressignificar a culpa e a reconhecer os avanços que, para outras pessoas, podem parecer pequenos, mas têm grande significado para a família.

“Sofri muito. Sempre pensando onde errei. A culpa não adianta. Hoje levo o acolhimento. Hoje vejo ele comendo duas colheres de arroz e, para mim, já é um paraíso. É paciência, trabalhando a paciência”, relatou.

Gratidão e aprendizado

Assistente social do CAPS AD IV, Josimara Pasqualine, 51 anos, é mãe de dois filhos, entre eles um adolescente de 15 anos, nível 3 de suporte. Emocionada, ela destacou o significado de ser acolhida também enquanto mãe e não apenas no papel de profissional que cuida de outras pessoas.

“Já tenho 32 anos de serviço e esse é um momento histórico. Ser acolhida como mãe atípica e uma pessoa neurodivergente, todas as dificuldades que a gente tem, está sendo um momento grandioso. Eu me sinto recompensada, valorizada. A gente trata tanto das pessoas, cuida dos outros, e às vezes a gente não tem esse tempo. Esse olhar que a Sesau tem com o trabalhador tem sido portas e esperança. A gente precisa ser ouvida. Muito grata pelo convite e pela oportunidade”, disse.

Durante uma das dinâmicas, a psicóloga da Gersau, Cléo Cabral, escolheu a palavra “gratidão” para representar o sentimento daquele momento. Mesmo sem ser mãe, ela destacou que ouvir as experiências das servidoras também foi uma oportunidade de aprendizado.

“Ainda não sou mãe, mas sou grata por este momento. Aprendi muito com vocês. A gente aprende ouvindo e, no futuro, tenho o sonho de ainda ser mãe. Obrigada por compartilharem suas histórias e vidas”, revelou.

Para a psicóloga Leyisa Sena, proporcionar esse espaço de escuta também faz parte do cuidado com o servidor.

“A proposta é fortalecer vínculos, estimular o autocuidado e mostrar às servidoras que elas não precisam enfrentar sozinhas os desafios da maternidade”, afirmou.

A profissional também destacou o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Apoio às Mães Atípicas (NAMA), criado pela administração municipal como uma política pública voltada ao acolhimento, organização e acompanhamento dessas famílias.

O cadastramento no NAMA pode ser feito pelo telefone (67) 99179-5948, canal também destinado à atualização de informações e ao acesso aos serviços oferecidos pelo núcleo.

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Saúde

Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de enxaqueca

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

Um novo medicamento para o tratamento da enxaqueca foi aprovado nesta terça-feira (8) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Aquipta (atogepanto) é indicado para adultos que têm pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca. 

De acordo com a agência, a substância atua no bloqueio de uma via envolvida na transmissão da dor. Além disso, é capaz de prevenir o aparecimento das crises. O laboratório que solicitou o registro foi a ABBVIE Farmacêutica, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Os estudos apontam que o atogepanto é capaz de reduzir “significativamente” o número de dias mensais de enxaqueca.  

Segundo a Anvisa, apesar de existirem opções terapêuticas para prevenção da enxaqueca, “muitas delas não atuam especificamente nos mecanismos fisiopatológicos da doença”. Por essa razão, o Aquipta representa uma nova opção de tratamento oral para prevenção da doença.

Sobre a doença

A enxaqueca é caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, frequentemente acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.

A doença atinge cerca de 15% da população mundial, com impacto significativo na qualidade de vida.

Agência Brasil

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Saúde

Prefeitura amplia vacinação contra chikungunya e febre amarela aos sábados no PAM

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Vacinas contra chikungunya e febre amarela serão aplicadas aos sábados, em setembro e outubro, na Sala de Vacinação do PAM. Foto: A. Frota/Arquivo/Assecom

A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está ampliando as estratégias de vacinação contra a chikungunya e a febre amarela para facilitar o acesso da população e contribuir para o aumento das coberturas vacinais no município. Durante os meses de setembro e outubro, a Sala de Vacinação do Pronto Atendimento Médico (PAM) terá atendimento aos sábados, das 8h às 14h.

No mês de setembro, os atendimentos serão realizados nos dias 5, 12, 19 e 26. Em outubro nos dias 3, 17, 24 e 31.

A vacinação aos finais de semana é uma alternativa para quem não consegue comparecer a uma unidade de saúde durante os dias úteis. A estratégia também busca ampliar a adesão da população e reforçar a proteção antes do período de verão, quando as condições ambientais podem favorecer a circulação de arboviroses.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de a população verificar a situação vacinal e procurar os serviços de saúde para colocar as doses em dia, conforme os critérios estabelecidos para cada vacina.

A preocupação é especialmente relevante diante do cenário epidemiológico da Chikungunya. Dourados já enfrentou uma importante epidemia da doença e a Secretaria de Saúde trabalha para ampliar a proteção da população e reduzir os riscos de uma nova onda de transmissão.

“A vacinação é uma das principais ferramentas de prevenção e precisamos facilitar o acesso da população. Ao oferecer a vacinação também aos sábados, estamos criando uma oportunidade para quem trabalha ou tem dificuldade de ir à unidade durante a semana. É importante que cada pessoa confira sua situação vacinal e procure a unidade de saúde”, destaca o secretário municipal de Saúde, Márcio Grei Vidal de Figueiredo.

CHIKUNGUNYA

A Secretaria de Saúde chama atenção especialmente para a vacinação contra a Chikungunya, destinada ao público que atende aos critérios definidos pelo Ministério da Saúde. A orientação é que pessoas com idade entre 18 e 59 anos verifiquem nas unidades de saúde se estão dentro dos critérios para receber a vacina.

A medida integra o conjunto de ações adotadas pelo Município para fortalecer a prevenção e preparar Dourados para os próximos meses.

FEBRE AMARELA

A campanha também reforça a importância da vacinação contra a febre amarela. A população deve verificar sua situação vacinal e buscar orientação nas unidades de saúde, especialmente quem ainda não possui o esquema recomendado. A Secretaria de Saúde orienta que a população não espere o surgimento de novos casos para procurar proteção e, também, ao ir receber a dose, levar documento pessoal e, se possível, a carteira de vacinação para conferência e atualização do esquema vacinal.

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