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Cidades

Agepen orienta empresários sobre contratação de mão de obra carcerária em Naviraí

Atualmente a agência penitenciária possui 200 parcerias com empresas e instituições na ocupação de mão de obra

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Cerca de 200 pessoas participaram do 2º Encontro Estadual de Incentivo à Contratação de Mão de Obra Carcerária, realizado no Salão de Eventos da Associação Comercial e Empresarial de Naviraí (ACEN), na noite dessa quarta-feira (18).

Organizado pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), em conjunto com a ACEN, o evento teve como foco orientar a sociedade naviraiense sobre os benefícios decorrentes da ocupação laboral das pessoas em situação de prisão, entre eles a redução de custos aos empresários e a contribuição social na redução da violência.

Dados apresentados pelo diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, revelaram que Mato Grosso do Sul se destaca no cenário nacional, com 36% de custodiados do sistema prisional trabalhando, o que representa quase o dobro da média nacional que é de 19%. “Nossa meta é ampliarmos ainda mais, pois quanto maior o índice de trabalho, menor é o de reincidência criminal e isso reflete diretamente na segurança de toda a população”, destacou.

Segundo o dirigente, atualmente a agência penitenciária possui 200 parcerias com empresas e instituições na ocupação de mão de obra carcerária, entre as quais oito são de Naviraí. “Temos muitas possibilidades de ampliarmos estas parcerias aqui na cidade”, ressaltou.

Números que deverão ser ampliados, segundo o público presente. Proprietária de empresas na área de refrigeração e de fabricação de gelo em Naviraí, a empresária Rosângela Farias Sofa revelou que não tinha conhecimento que empresas particulares também podem se conveniar à Agepen para contratação de reeducandos. “Eventos assim são muito necessários, fazem as informações chegar até nós empresários. Saímos daqui motivados, pois podemos estar contratando, auxiliando na ressocialização e com uma mão de obra que irá se esforçar pelo trabalho”, elogiou.

Já o empresário Cláudio Rech Rios, que possui um supermercado na cidade, comentou que nunca tinha se interessado pelo assunto, mas considerou muito importante as orientações que recebeu. “Até ontem eu não contrataria ninguém, hoje eu entendo que poderemos sim utilizar esta mão de obra, pois estaremos ajudando eles e suas famílias, e estaremos ajudando a sociedade também”, disse.

Representando o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o coordenador-geral de Cidadania e Alternativas Penais, Cristiano Torquato, veio ao estado especialmente para participar do encontro e destacou a necessidade de políticas de reinserção social, com papel fundamental da sociedade neste processo.

“É preciso entender que não há prisão perpétua aqui, que essas pessoas que estão momentaneamente presas vão voltar ao nosso convívio, então é necessário ter todo nesse processo, e o trabalho é muito significativo para que a reincidência não aconteça”, pontuou Torquato.

O juiz titular da Vara de Execução Penal do Interior (VEPIn), Luiz Felipe Medeiros Vieira, também defendeu a importância da ocupação da mão de obra prisional e esclareceu ao público que existe uma avaliação prévia do apenado que é encaminhado para o trabalho, sendo feita análise do perfil criminoso.

Dentre as vantagens para contratar a mão de obra prisional, apresentadas durante o encontro, estão os benefícios fiscais e trabalhistas, o que não gera encargos como pagamento de 13º salário, férias, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Isso se deve graças à relação de trabalho não ser regida pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e sim pela Lei de Execução Penal (LEP).

O encontro contou ainda com a participação de diversas autoridades locais, representantes do Judiciário, Ministério Público, Defensoria, universidades, forças de segurança entre outros segmentos.

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

 

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Funsat disponibiliza mais de 1,6 mil oportunidades de emprego na Capital

As vagas exigem níveis diversos de escolaridade e podem ser preenchidas a qualquer momento, sem aviso prévio.

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A semana começa agitada para quem está em busca de uma nova oportunidade de emprego! A Funsat (Fundação Social do Trabalho de Campo Grande) disponibiliza mais de 1,6 mil oportunidades de emprego em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, nesta segunda-feira (08).

Há chances para profissionais com os mais variados perfis e níveis de escolaridade ou senioridade. O serviço oferecem também postos exclusivos para Pessoas Com Deficiência (PCDs). Veja a lista completa com todas as vagas aqui.

Interessados nas vagas precisam comparecer na sede da Funsat, munidos de documentos pessoais (RG, CPF, Carteira de trabalho, etc) ou acessar o aplicativo Sine Fácil.

As vagas exigem níveis diversos de escolaridade e podem ser preenchidas a qualquer momento, sem aviso prévio.

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

 

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Famílias do Águas do Miranda recebem cartões do Mais Social

O Mais Social é um auxílio pensado pela equipe do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul para atender as famílias em situação de vulnerabilidade social

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A equipe do programa ‘Mais Social’ em Bonito, acompanhada do prefeito Josmail Rodrigues e do secretário de Governo, Jary Neto, realizaram a entrega de 22 cartões e o cadastro de 200 novas famílias no Distrito Águas do Miranda, nesta semana.

O Mais Social é um auxílio pensado pela equipe do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul para atender as famílias em situação de vulnerabilidade social, insegurança alimentar e nutricional. O programa paga R$ 300 mensais para beneficiários que têm renda mensal familiar per capita inferior a meio salário mínimo. As 100 mil famílias beneficiárias do Mais Social estão sendo extraídas conforme dados disponibilizados pelo CadÚnico.

Equipes da Sedhast estão realizando o contato com os beneficiários, portanto é necessário aguardar a visita desses grupos de trabalho que estarão devidamente identificados e respeitando as normas de biossegurança adequadas ao atual momento de pandemia.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

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Cidades

Três Lagoas registra os dois primeiros casos suspeitos de Varíola Monkeypox

Os casos suspeitos envolvem um homem e uma mulher que tiveram contato com pessoas suspeitas e positivas para a doença.

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A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Vigilância Epidemiológica (VIGEP), informa que registrou os dois primeiros casos SUSPEITOS da Varíola Monkeypox no Município. Os casos suspeitos envolvem um homem e uma mulher – que não tem relação entre si – que tiveram contato, durante viagem recente, com pessoas suspeitas e positivas para a doença.

Ambos os casos foram notificados na quinta-feira (04), porém o primeiro caso a ser atendido pela SMS foi o da mulher de 29 anos de idade. Ela tem histórico de viagem recente para fora do estado de Mato Grosso do Sul e após contato físico com pessoa suspeita da doença, apresentou erupções cutâneas associada à cefaleia, dor nas costas, artralgia (dor nas articulações), dor muscular, náusea, vômito, fotosensibilidade, calafrios e dor de garganta.

O segundo caso é de um homem de 33 anos de idade. Ele procurou atendimento médico com quadro de febre, lesões na pele, dores ao engolir alimentos e linfadenopatia (inchaço dos nódulos linfáticos). Esse paciente também tem histórico de viagem recente para fora do estado de Mato Grosso do Sul.

De acordo com a VIGEP, os dois estão clinicamente bem e em isolamento domiciliar. A SMS realizou coleta de amostras que serão encaminhadas para o Laboratório Central de Saúde Pública em Campo Grande que serão analisadas no intuito de confirmar ou descartar a doença.

Apesar de terem sido notificados no mesmo dia, os casos não têm nenhuma relação entre si.

SOBRE A DOENÇA

A Monkeypox é uma doença causada pelo vírus do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. Embora seja conhecido por causar a “varíola de macacos” ou “varíola símia”, é um VÍRUS QUE INFECTA ROEDORES NA ÁFRICA. Porém, os MACACOS são, provavelmente, HOSPEDEIROS ACIDENTAIS, ASSIM COMO O SER HUMANO.

Além disso, devido a um momento que ocorreu casos isolados em macacos na natureza, o NOME FOI CUNHADO ERRONEAMENTE. A identificação pela primeira vez nessas condições ocorreu em 1958 em um surto da doença em macacos de cativeiro usados em pesquisa. Em 1970, o primeiro surto em humanos foi relatado na África.

VACINA

A vacinação contra a varíola, então usada rotineiramente na época, protege contra infecção por Monkeypox virus. Porém, o número e amplitude dos surtos começaram a subir com a suspensão da vacinação antivariólica mundialmente no início da década de 1980.

O número de pessoas suscetíveis, desde então, certamente aumenta a cada ano. Contudo, até maio de 2022, todos os surtos estavam restritos ao continente Africano com a exportação eventual de casos para outros países por viajantes infectados, com taxa de transmissão secundária bem baixa.

A secretária municipal de Saúde, Elaine Fúrio, destaca que apesar de não ser uma doença nova, é algo que necessita de atenção. Além disso, muitas orientações e procedimentos ainda estão sendo construídos pelas autoridades nacionais e mundiais.

“A cada dia temos uma novidade que altera a forma de atendimento, identificação e tratamento da doença, por isso é de suma importância a população se manter atenta às orientações e tomar muito cuidado com notícias falsas que possam surgir sobre o assunto”, enfatizou Elaine.

PRECAUÇÕES E ORIENTAÇÕES

O vírus é transmitido pelo contato físico (sexual ou não), gotículas de saliva direta entre indivíduos ou sobre superfícies, bem como pelo ar e, por isso, as orientações de prevenção são basicamente as mesmas das adotadas contra a covid-19, ou seja, uso de máscaras de proteção facial (no mínimo cirúrgicas de camada tripla), higienizar as mãos, superfícies e objetos de uso comum com álcool em gel 70%.

Além disso, o Ministério da Saúde, assim como a Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda que as pessoas evitem terem diversos parceiros sexuais, algo que amplia as possibilidades de transmissão e contágio pela doença.

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

Outra orientação importante é que, a pessoa que for suspeita ou positiva deve manter isolamento total, inclusive dos animais de estimação, pois esses também podem contrair o vírus e transmitir para outras pessoas que virem a ter contato com ele. Por isso, é recomendado que outras pessoas evitem contato direto (sem proteções) com animais da pessoa suspeita ou positiva.

O tempo médio de isolamento recomendado para uma pessoa positiva para a doença, até o momento, é variável, podendo ser 2 a 4 semanas em média, pois vai depender do quadro de remissão (diminuição e desaparecimento) dos sintomas.

ONDE BUSCAR ATENDIMENTO?

A orientação atual é que caso alguém apresente os sintomas característicos da doença, procure atendimento em uma Unidade de Saúde (VEJA LISTA AQUI) de segunda à sexta-feira das 7h às 17h ou nas Unidade de Saúde na Hora das 7h às 19h e, aos finais de semana, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA24h).

São Unidade de Saúde na Hora: Santo André, Atenas, Santa Rita, Vila Haro, Paranapungá, Jardim Maristela, Vila Piloto, Interlagos, São Carlos e Vila Nova.

QUAIS OS SINTOMAS COMUNS?

De acordo com artigo recente publicado no periódico British Medical Journal, que levou em consideração o acompanhamento de 197 pacientes que testaram positivo para o vírus na cidade de Londres, no Reino Unido, todos os participantes tiveram lesões na pele ou na mucosa (na parede interna da boca ou do ânus, por exemplo).

Além disso, em 56% dos casos essas feridas apareceram nos genitais e em 41% elas foram observadas no ânus, 61% dos pacientes tiveram febre, 57% apresentaram inchaço dos gânglios linfáticos, 31% se queixaram de dor muscular e 13% tiveram apenas as lesões, sem febre ou outros sintomas.

Outros sintomas comuns foram dor no reto (acometeu 36% dos participantes), dor de garganta (16%) e inchaço ou vermelhidão no pênis (15%).

 

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

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