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Economia

Volume dos Serviços recua 0,6% em outubro

O setor de serviços está 10,2% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 3,2% abaixo de dezembro de 2022 (auge da série histórica).

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Em outubro de 2023, o volume de serviços no Brasil recuou 0,6% frente a setembro, na série com ajuste sazonal. Foi o terceiro resultado negativo consecutivo do indicador, período em que acumulou perda de 2,3%. O setor de serviços está 10,2% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 3,2% abaixo de dezembro de 2022 (auge da série histórica).

PERÍODO VARIAÇÃO (%)
VOLUME RECEITA NOMINAL
Outubro 23 / Setembro 23* -0,6 -0,1
Outubro 23 / Outubro 22 -0,4 3,9
Acumulado Janeiro-Outubro 3,1 6,9
Acumulado nos Últimos 12 Meses 3,6 7,8
*série com ajuste sazonal  

Na série sem ajuste sazonal, frente a outubro de 2022, o volume de serviços recuou 0,4%. O acumulado do ano mostrou expansão de 3,1% frente a igual período de 2022. O acumulado em doze meses mostrou perda de dinamismo ao passar de 4,4% em setembro para 3,6% em outubro de 2023 e registrou o resultado menos intenso desde julho de 2021 (2,9%).

PESQUISA MENSAL DE SERVIÇOS  –  VOLUME DE SERVIÇOS, SEGUNDO AS ATIVIDADES DE DIVULGAÇÃO  –  OUTUBRO 2023 – VARIAÇÃO (%)
ATIVIDADES DE DIVULGAÇÃO MÊS/MÊS
ANTERIOR (1)
MENSAL (2) ACUMULADO
NO ANO (3)
ÚLTIMOS 12 MESES (4)
AGO SET OUT AGO SET OUT JAN-AGO JAN-SET JAN-OUT ATÉ AGO ATÉ SET ATÉ OUT
Volume de Serviços – Brasil -1,4 -0,3 -0,6 0,6 -1,1 -0,4 4,1 3,5 3,1 5,3 4,4 3,6
1. Serviços prestados às famílias -3,7 2,5 -2,1 -1,0 2,8 0,1 5,0 4,7 4,2 7,1 5,9 5,0
1.1 Serviços de alojamento e alimentação -4,0 0,7 -0,5 -1,4 0,6 0,8 5,2 4,6 4,2 7,0 5,6 4,8
   1.1.1 Alojamento  –  –  – 1,1 6,5 5,5 8,5 8,3 8,0  –  –  –
   1.1.2 Alimentação  –  –  – -0,2 -0,9 -1,6 4,7 4,1 3,4  –  –  –
1.2 Outros serviços prestados às famílias -1,7 19,8 -18,1 0,9 15,4 -4,3 4,1 5,4 4,4 8,0 7,7 5,9
2. Serviços de informação e comunicação -0,9 -0,6 0,3 2,4 -0,6 -0,5 4,9 4,2 3,7 4,6 4,1 3,3
2.1 Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC) -1,1 -1,0 1,2 1,8 -1,2 -0,6 5,2 4,4 3,9 5,0 4,3 3,4
2.1.1 Telecomunicações -0,7 0,3 1,7 2,1 0,0 5,1 2,6 2,3 2,6 -0,2 0,2 1,0
2.1.2 Serviços de tecnologia da informação -1,7 -0,7 1,4 1,5 -2,5 -5,9 7,9 6,7 5,2 10,7 8,8 6,0
2.2 Serviços audiovisuais 4,9 -0,6 -3,8 7,5 5,4 1,3 2,9 3,2 3,0 2,0 2,5 3,0
3. Serviços profissionais, administrativos e complementares 0,8 -1,1 1,0 4,2 0,8 3,9 4,5 4,0 4,0 5,5 4,9 4,6
3.1 Serviços técnico-profissionais 2,0 -3,3 2,8 6,5 -3,2 6,2 6,0 4,8 5,0 6,8 5,7 5,5
3.2 Serviços administrativos e complementares -0,5 0,4 -0,5 2,8 2,5 2,3 4,1 3,9 3,8 5,2 4,8 4,4
   3.2.1 Aluguéis não imobiliários 1,9 1,7 3,4 17,9 16,8 20,3 20,9 20,4 20,4 24,1 22,9 22,0
   3.2.2 Serviços de apoio às atividades empresariais -1,0 -0,1 -1,8 -1,3 -1,6 -2,9 -0,4 -0,5 -0,8 0,3 0,1 -0,4
4. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio -2,1 -0,2 -2,0 -1,2 -2,1 -1,2 4,1 3,4 2,9 6,6 5,2 4,1
4.1 Transporte terrestre -1,1 -0,2 -1,8 3,2 2,2 2,8 8,6 7,8 7,3 11,5 9,9 8,6
   4.1.1 Rodoviário de cargas  –  –  – 10,9 4,9 7,0 12,5 11,6 11,1  –  –  –
   4.1.2 Rodoviário de passageiros  –  –  – -8,9 -10,7 -7,2 2,2 0,7 -0,1  –  –  –
   4.1.3 Outros segmentos do transporte terrestre  –  –  – 0,8 9,6 1,4 2,5 3,3 3,1  –  –  –
4.2 Transporte aquaviário -1,4 3,3 -4,6 -2,0 4,9 -1,2 8,0 7,7 6,7 8,8 8,2 7,3
4.3 Transporte aéreo -0,5 -2,4 0,8 8,5 2,0 12,9 1,5 1,5 2,5 3,9 2,4 2,7
4.4 Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio -5,0 2,3 -1,2 -13,3 -13,7 -12,4 -4,5 -5,6 -6,3 -1,7 -3,2 -4,6
5. Outros serviços -1,6 -0,4 0,0 -6,1 -4,7 -4,2 -0,3 -0,8 -1,2 1,1 0,9 0,0
    5.1 Esgoto, gestão de resíduos, recuperação de materiais e descontaminação  –  –  – 1,0 0,4 1,4 3,3 3,0 2,8  –  –  –
    5.2 Atividades auxiliares dos serviços financeiros  –  –  – -2,9 -5,2 -3,7 -4,6 -4,7 -4,6  –  –  –
    5.3 Atividades imobiliárias  –  –  – 14,1 5,7 14,1 14,5 13,5 13,5  –  –  –
    5.4 Outros serviços não especificados anteriormente  –  –  – 4,3 4,1 -2,7 8,1 7,7 6,6  –  –  –
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas. (1) Base: mês imediatamente anterior – com ajuste sazonal; (2) Base: igual mês do ano anterior;  (3) Base: igual período do ano anterior; (4) Base: 12 meses anteriores.

A retração do volume de serviços (-0,6%), de setembro para outubro de 2023, foi acompanhada por duas das cinco atividades investigadas: transportes (-2,0%) e serviços prestados às famílias (-2,1%), com o primeiro setor acumulando uma perda de 4,3% entre agosto e outubro; e o último eliminando quase todo o ganho de setembro (2,5%).

Em sentido oposto, os serviços profissionais, administrativos e complementares (1,0%) e os de informação e comunicação (0,3%) assinalaram as únicas expansões do mês, com a primeira atividade recuperando quase toda retração observada em setembro (-1,1%); e a última apontando um ligeiro acréscimo depois de três resultados negativos seguidos, quando teve perda acumulada de 1,6%. Por fim, os outros serviços (0,0%) registraram estabilidade neste mês, após recuarem 2,0% no período agosto-setembro.

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral foi de -0,8% no trimestre encerrado em outubro frente ao nível do mês anterior. Entre os setores, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, houve disseminação de taxas negativas, já que quatro das cinco atividades recuaram frente ao nível do trimestre terminado em setembro: transportes (-1,4%); serviços prestados às famílias (-1,1%); outros serviços (-0,7%); e informação e comunicação (-0,4%), ao passo que os profissionais, administrativos e complementares (0,3%) apontaram o único resultado positivo.

Frente a outubro de 2022, o volume do setor de serviços, ao recuar 0,4% em outubro de 2023, registra o segundo revés seguido. A queda deste mês foi acompanhada por três das cinco atividades de divulgação e contou ainda com crescimento em 56,0% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, outros serviços (-4,2%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,2%) exerceram os principais impactos negativos, pressionados, principalmente, pela queda da receita em atividades auxiliares dos serviços financeiros; corretores e agentes de seguros, de previdência complementar e de saúde; administração de fundos por contrato ou comissão; e administração de bolsas e mercados de balcão organizados, no primeiro ramo; e gestão de portos e terminais; rodoviário coletivo de passageiros; atividades de agenciamento marítimo; e operação de aeroportos, no último.

O outro recuo veio de informação e comunicação (-0,5%), explicado, em grande parte, pela menor receita vinda de suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação; portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet; operadoras de TV por assinatura por satélite; e TV aberta.

Em sentido oposto, os serviços profissionais, administrativos e complementares (3,9%) e os prestados às famílias (0,1%) exerceram as únicas contribuições positivas sobre o volume total de serviços, impulsionados pelo aumento de receita das empresas que atuam com locação de automóveis; consultoria em gestão empresarial; serviços de engenharia; agências de viagens; administração de cartões de desconto e de programas de fidelidade; e locação de meios de transporte (exceto automóveis), no primeiro setor; e com serviços de bufê e hotéis, no último.

O índice acumulado no ano do setor de serviços, frente a igual período de 2022, foi de 3,1%, com quatro das cinco atividades de divulgação apontando taxas positivas e crescimento 57,8% dos 166 tipos de serviços investigados. A contribuição positiva mais importante ficou com o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,9%), impulsionado pelo aumento das receitas das empresas de transporte rodoviário de cargas; aéreo de passageiros; navegação de apoio marítimo e portuário; transporte por navegação interior de carga; rodoviário coletivo de passageiros; dutoviário; e armazenamento.

Os demais avanços vieram de informação e comunicação (3,7%); de serviços profissionais, administrativos e complementares (4,0%) e de serviços prestados às famílias (4,2%), explicados, principalmente, pelo aumento na receita das empresas de telecomunicações; desenvolvimento e licenciamento de softwares; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; consultoria em tecnologia da informação; e desenvolvimento de programas de computador sob encomenda, no primeiro ramo; de locação de automóveis; serviços de engenharia; cobranças e informações cadastrais; agências de viagens; e atividades de intermediação de negócios em geral, no segundo; e de hotéis; serviços de bufê; restaurantes; e atividades de condicionamento físico, no último.

A única influência negativa no acumulado no ano veio de outros serviços (-1,2%), devido à menor receita vinda de serviços financeiros auxiliares; corretoras de títulos e valores mobiliários; e administração de bolsas e mercados de balcão.

Serviços recuam em 12 das 27 unidades da Federação em outubro

Houve retrações em 12 das 27 unidades da Federação em outubro de 2023, frente a setembro. Entre os locais que apontaram taxas negativas nesse mês, o impacto mais importante veio do Rio de Janeiro (-2,9%), seguido por Mato Grosso (-7,0%) e Paraná (-2,1%). Em contrapartida, São Paulo (0,4%), seguido por Minas Gerais (1,2%), Rio Grande do Sul (1,9%) e Distrito Federal (2,5%) exerceram as principais contribuições positivas do mês.

Frente a outubro de 2022, houve retrações no volume de serviços em apenas 5 das 27 unidades da federação. A influência negativa mais importante ficou com São Paulo (-6,1%). Já os principais avanços foram de Minas Gerais (7,3%) e Paraná (9,6%), seguidos por Rio de Janeiro (2,4%), Rio Grande do Sul (5,5%) e Bahia (5,9%).

No acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (3,1%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 25 das 27 unidades da federação também mostraram expansão na receita real de serviços. Os principais impactos positivos foram em Minas Gerais (8,3%), Paraná (11,7%) e Rio de Janeiro (4,9%), seguidos por Mato Grosso (16,9%), Santa Catarina (8,7%) e Rio Grande do Sul (5,9%). As únicas influências negativas vieram de São Paulo (-1,3%) e Amapá (-3,6%).

Atividades turísticas recuam 1,1% em outubro

Em outubro de 2023, o índice de atividades turísticas apontou retração de 1,1% frente ao mês imediatamente anterior, após ter mostrado expansão de 1,5% em setembro. Com isso, o segmento de turismo se encontra 5,0% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 2,4% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014.

Regionalmente, sete dos 12 locais pesquisados acompanharam este movimento de retração verificado na atividade turística nacional (-1,1%). A influência negativa mais relevante ficou com Rio de Janeiro (-9,0%), seguido por Santa Catarina (-5,1%) e Bahia (-2,6%). Em sentido oposto, São Paulo (1,9%), seguido por Pernambuco (4,2%) e Distrito Federal (3,5%) assinalaram os principais avanços em termos regionais.

Na comparação outubro de 2023 / outubro de 2022, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil apresentou expansão de 6,5%, trigésima primeira taxa positiva seguida, sendo impulsionado, principalmente, pelo aumento na receita de empresas que atuam nos ramos de locação de automóveis; transporte aéreo; serviços de bufê; agências de viagens; transporte rodoviário coletivo de passageiros; e hotéis.

Nove das doze unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (6,8%), seguido por Rio de Janeiro (11,6%) e Minas Gerais (14,1%). Em contrapartida, Ceará (-11,3%), Espírito Santo (-6,1%) e Goiás (-0,7%) exerceram os principais impactos negativos do mês.

No acumulado no ano, o agregado especial de atividades turísticas subiu 7,9% frente a igual período do ano passado, impulsionado, sobretudo, pelos aumentos de receita obtidos por empresas dos ramos de locação de automóveis; transporte aéreo; hotéis; serviços de bufê; agências de viagens; rodoviário coletivo de passageiros; e restaurantes.

Regionalmente, onze dos doze locais investigados também registraram taxas positivas, onde sobressaíram os ganhos vindos de São Paulo (6,9%), seguido por Rio de Janeiro (11,7%), Minas Gerais (17,1%), Bahia (13,7%) e Paraná (12,7%). Em sentido oposto, Ceará (-0,3%) apontou o único resultado negativo.

Transporte de passageiros avança e o de cargas apresenta retração em outubro

Em outubro de 2023, o volume de transporte de passageiros no Brasil registrou expansão de 0,7% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, recuperando, assim, parte da queda de 1,1% verificada em setembro. Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 0,6% abaixo do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 23,5% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).

Por sua vez, o volume do transporte de cargas apontou retração de 2,3% em outubro de 2023, terceiro revés seguido, período em que acumulou uma perda de 4,7%. Dessa forma, o segmento se situa 4,7% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 36,9% acima de fevereiro de 2020.

No confronto com igual mês do ano anterior, sem ajuste sazonal, o transporte de passageiros mostrou expansão de 1,4% em outubro de 2023, após ter recuado 3,9% em setembro; ao passo que o transporte de cargas, no mesmo tipo de confronto, cresceu 4,9%, assinalando, assim, o trigésimo oitavo resultado positivo consecutivo.

No acumulado no ano, o transporte de passageiros mostrou expansão de 1,7% frente a igual período de 2022, enquanto o de cargas avançou 9,0% no mesmo intervalo investigado.

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

Economia

Brasil confirma nova rodada de negociação com EUA sobre tarifas

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© Rovena Rosa/Agência Brasil

O governo brasileiro confirmou nesta quinta-feira (2) uma nova etapa das negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.

Após reunião de alto nível entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, os dois países decidiram intensificar as tratativas com encontros técnicos já no início da próxima semana.

Segundo nota divulgada pelo Mdic, o diálogo foi considerado “construtivo”, mas ainda será necessário mais tempo para detalhar propostas e reduzir divergências. A expectativa é promover um novo encontro ministerial antes de 15 de julho, prazo estabelecido pelo governo norte-americano para definir eventuais medidas comerciais.

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Diálogo mantido

Esta foi a quarta reunião de alto nível entre Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer. Os encontros anteriores ocorreram em 19 e 28 de maio e 13 de junho, além de sucessivas reuniões técnicas entre as equipes dos dois países.

De acordo com o ministério, as negociações cumprem a orientação definida pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante encontro ocorrido em 7 de maio, com o objetivo de buscar uma solução negociada para o comércio bilateral.

Temas em debate

As conversas abordaram os seis eixos da investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. Entre os temas discutidos estão:

  • comércio digital;
  • tarifas preferenciais;
  • combate à corrupção;
  • proteção à propriedade intelectual;
  • etanol;
  • desmatamento ilegal.

O governo brasileiro também apresentou argumentos para contestar críticas feitas por Washington em relação às políticas nacionais de comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico e decisões judiciais brasileiras.

Corrida contra o prazo

Márcio Elias Rosa afirmou que o governo trabalha para alcançar um consenso antes do prazo final.

“Estamos tentando construir um consenso. O tempo corre contra. O prazo é 15 de julho”, declarou o ministro, em evento no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, fatores externos têm dificultado o avanço das negociações.

“Toda vez que caminhamos positivamente surge um novo atropelo que precisamos superar.”

Críticas à politização

Sem citar nomes, Márcio Elias Rosa criticou brasileiros que, segundo ele, levam disputas políticas para uma negociação comercial. “Essas pessoas poluem o debate político, ou colocam num debate econômico comercial um debate político que não deveria estar”

O ministro também defendeu que o Brasil permaneça na mesa de negociação e reiterou o compromisso do governo com o multilateralismo.

“Se o Brasil sair da mesa técnica, vai cair no equívoco daqueles que patrocinam o unilateralismo.”

Próximos passos

Ao fim do encontro, Brasil e Estados Unidos determinaram que as equipes técnicas voltem a se reunir no início da próxima semana para aprofundar as discussões e preparar um novo encontro de alto nível antes de 15 de julho.

No comunicado, o Mdic informou que ambos os governos reconheceram o caráter construtivo das negociações e a necessidade de ampliar o diálogo para aproximar posições sobre os temas em disputa.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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Economia

Com alívio da guerra, Petrobras reduz preço do querosene de aviação

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© Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) que reduziu o preço de venda do querosene de aviação (QAV) em 14,5%. O preço do combustível vendido às distribuidoras é reajustado sempre no início do mês, e a variação de julho é o segundo recuo seguido.  

A mudança representa diminuição de R$ 0,81 por litro. Nas refinarias da companhia, o novo preço varia de R$ 4,67 a R$ 4,93 por litro.

A estatal explicou que o movimento de baixa no preço foi possível por causa da “atenuação” dos efeitos que o conflito no Oriente Médio impôs ao preço internacional dos derivados do petróleo.

No ano, no entanto, o combustível usado por aviões e helicópteros está 40,5% mais alto que o do final de 2025. Isso representa acréscimo de R$ 1,39 por litro. 

Com a eclosão da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, a cadeia logística da indústria do petróleo sofreu perturbações, o que levou à disparada de preços.

O motivo principal foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, ao sul do Irã. Antes da guerra, 20% da produção internacional de óleo e gás passava pela região. Com menos oferta de petróleo nos mercados, o preço subiu. 

Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o produto e seus derivados, por serem commodities (matéria-prima negociada em grandes quantidades), têm o preço definido no mercado internacional.

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Últimos meses

Em abril, a Petrobras reajustou o QAV em 55%. Em maio houve alta de 18%. Na ocasião, para suavizar o efeito do encarecimento nos caixas das companhias, a estatal permitiu que as distribuidoras parcelassem o reajuste. Em junho a empresa reduziu o QAV em 14,2%.

A atenuação dos efeitos da guerra fez também com que o governo federal iniciasse o processo de retirada de subsídios (espécie de reembolso) às empresas produtoras e importadoras de combustíveis. A medida era uma forma de impedir choque de preços para o consumidor final.

Cadeia de comércio

A Petrobras comercializa para as distribuidoras o QAV produzido nas refinarias da empresa ou importado. Uma vez comprado pelas distribuidoras, as empresas transportam o combustível e vendem para companhias de transporte e outros consumidores finais nos aeroportos ou ainda para revendedores.

A estatal tem participação de cerca de 85% da produção do QAV, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras.

Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

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Economia

Mercado de trabalho formal cresce 2,6%; serviço público puxa alta

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O mercado de trabalho formal brasileiro registrou crescimento de 3,6% em um ano e alcançou 62,2 milhões de vínculos ativos em fevereiro de 2026, segundo dados da nova Relação Anual de Informações Sociais (Rais) Mensalizada, divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento do número de servidores públicos, que superou o ritmo de expansão dos empregos com carteira assinada.

O total representa acréscimo de 2,17 milhões de vínculos em relação a fevereiro de 2025. Do estoque registrado, 48 milhões eram trabalhadores celetistas e 13,8 milhões correspondiam a agentes públicos, incluindo servidores estatutários, contratados por tempo determinado e ocupantes de cargos em comissão.

Confira os destaques:

  • 62,2 milhões de vínculos formais em fevereiro de 2026;
  • +2,17 milhões de postos em 12 meses;
  • 13,8 milhões de agentes públicos;
  • 48 milhões de trabalhadores celetistas;
  • 3,6% de crescimento anual do emprego formal.

 

Setor público avança

Os vínculos no setor público cresceram 8,6% na comparação anual, com a criação de 1,09 milhão de postos. Já os trabalhadores com carteira assinada tiveram expansão de 2,2%, com aumento de 1,04 milhão de vínculos.

Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, o mercado formal ganhou 1,39 milhão de trabalhadores. O destaque novamente ficou com os agentes públicos, que avançaram 7,81% no período, passando de 12,8 milhões para 13,8 milhões de vínculos.

Segundo o levantamento, cerca de 886,9 mil das novas contratações públicas registradas no início do ano foram por tempo determinado.

Alta no início do ano

O resultado também está relacionado ao comportamento sazonal do mercado de trabalho nos primeiros meses do ano, período em que alguns setores retomam contratações após férias coletivas e recesso.

Apesar do crescimento dos vínculos formais, o avanço dos empregos privados ocorreu em ritmo mais moderado. O número de celetistas passou de 47,6 milhões em dezembro para 48 milhões em fevereiro, alta de 0,81%.

Diferenças regionais

As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentaram os maiores crescimentos proporcionais no período.

  • Norte: alta de 4,16%;
  • Nordeste: crescimento de 3,27%;
  • Centro-Oeste: avanço de 2,70%.

Considerando o crescimento absoluto do número de empregos formais, Minhas Gerais e São Paulo se destacam com 271,2 mil e 148,5 mil novos vínculos, respectivamente.

Mulheres ganham espaço

A participação feminina no emprego formal aumentou no período. O número de vínculos ocupados por mulheres chegou a 28,6 milhões em fevereiro, alta de 4,7% em relação ao ano anterior.

Entre os homens, o crescimento foi de 2,7%, alcançando 33,5 milhões de vínculos. Com isso, a participação das mulheres no mercado formal passou de 45,6% para 46,1%.

O levantamento também apontou crescimento mais forte entre trabalhadores indígenas, pretos e pardos, além de avanço expressivo entre jovens de 18 a 24 anos, que tiveram aumento de 1,21 milhão de vínculos em 12 meses.

Dados salariais

A massa salarial mensal passou de R$ 235,7 bilhões em janeiro de 2025 para R$ 240,7 bilhões em dezembro do mesmo ano, alta de 2,1%. A massa salarial engloba a soma de todos os rendimentos recebidos pelos trabalhadores em um determinado período.

A remuneração média mensal chegou a R$ 4.369 em dezembro de 2025, contra R$ 4.208,6 em fevereiro, aumento de 3,8%.

O setor de serviços concentrou a maior parcela da massa salarial, com cerca de R$ 155 bilhões no último mês analisado.

Governo revisa registros

O Ministério do Trabalho informou que identificou inconsistências nos dados de remuneração enviados pelos empregadores. Embora o número de vínculos formais tenha crescido de 60 milhões para 62,2 milhões em um ano, a quantidade de registros com remuneração válida caiu de 55,26 milhões para 53,53 milhões.

Diante das divergências, o governo decidiu divulgar os dados salariais apenas até dezembro de 2025 e aprofundar a análise das informações antes das próximas atualizações da Rais Mensalizada.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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