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Saúde

Vacinação contra a covid-19 precisa ser mantida em dia e ampliada

Patrícia Boccolini destaca que é preciso continuar e intensificar o esforço para que as vacinas cheguem a todos os países

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A vacinação teve papel determinante para que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretasse o fim da emergência de saúde pública de importância internacional da covid-19, afirmam especialistas.

Para eles, com o encerramento do período mais crítico provocado pela doença, a imunização precisa ser mantida e ampliada, chegando a grupos ainda pouco protegidos pelos imunizantes, como as crianças.

Integrante do comitê estratégico de especialistas em vacinação da OMS, a professora da Universidade Federal de Goiás Cristiana Toscano acompanhou de perto o desenvolvimento e a utilização das vacinas contra a covid-19. Com o fim da emergência sanitária, a infectologista considera que, além de lembrar que a doença não vai desaparecer, é preciso reforçar que a vacinação continua tendo importância.

“Estamos em uma situação que está mudando para o que chamamos de rotina, mas a gente vai continuar vendo a circulação e a ocorrência da doença. A gente vai continuar precisando manter a vacinação em dia, principalmente nos grupos de maior risco”, afirma ela.

A infectologista, que também é membro da Sociedade Brasileira de Imunizações, destaca que, por conta das vacinas, não se espera mais tantas mudanças do cenário de transmissão do vírus e da doença, o que possibilitou o fim da emergência sanitária, na sexta-feira (5). Mesmo assim, a circulação da variante Ômicron e suas subvariantes torna as doses de reforço indispensáveis.

“Com a variante Ômicron e suas subvariantes derivadas, a gente precisa de três doses, pelo menos, para ter a proteção contra a doença grave e morte. E, nos grupos de maior risco, a gente precisa de reforços periódicos, conforme as orientações específicas para cada grupo”, afirma ela.

“Sim, é uma boa notícia. Sim, é importante a gente aprender o que a gente tem aprendido com essa experiência, e muito importante que a gente avance em relação ao aumento das coberturas vacinais, não só de covid, mas de outras doenças preveníveis por vacinas, e nos preparemos para outras emergências sanitárias de saúde pública no mundo todo”.

Desde o início da vacinação contra a covid-19, 13,3 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas em todo o mundo, segundo a OMS. No Brasil, mais de 514 milhões de doses foram aplicadas, segundo o Ministério da Saúde, e mais de 166 milhões de pessoas tomaram ao menos duas doses.

Crianças desprotegidas

A coordenadora do Observatório de Saúde da Infância, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Faculdade de Medicina de Petrópolis do Centro Arthur de Sá Earp Neto (Unifase), Patrícia Boccolini, lembra que, apesar de as vacinas terem possibilitado o fim da emergência sanitária, muitas pessoas foram privadas do acesso a elas em todo o mundo. Entre essa população, estão as crianças que não foram levadas por seus responsáveis para serem vacinadas.

“Dados do próprio Observa Infância que a gente levantou mostram que a cobertura vacinal para crianças de 3 e 4 anos não chegou a 20%. A gente tem uma cobertura muito baixa para esse público. E, segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, em 2022, a gente teve 550 mortes de crianças por covid”.

Patrícia Boccolini destaca que é preciso continuar e intensificar o esforço para que as vacinas cheguem a todos os países e a toda parcela da população dentro de cada país, corrigindo as discrepâncias que existem atualmente.

“A gente tem que ter em mente que a mensagem do comitê é que os países continuem vacinando e continuem combatendo desinformação e fake news sobre vacinas, principalmente focados na covid-19. A gente vai conviver muito com o vírus. Não podemos deixar que as coberturas vacinais caiam e precisamos ampliar as coberturas vacinais das crianças menores de 5 anos”.

Vírus em evolução

Virologista responsável pelo sequenciamento da variante Gamma antes do momento mais crítico da pandemia no país, o pesquisador da Fiocruz Amazônia Felipe Naveca comemora o fim da emergência sanitária, que causou mais de 700 mil mortes no Brasil. Apesar de a notícia ser “um alento”, ele defende que o trabalho de vigilância genômica deve continuar.

“A gente precisa continuar monitorando pelo menos um percentual desses casos ao longo do tempo para que a gente veja se o vírus vai, em algum momento, evoluir de maneira que se torne uma ameaça. Mas, nesse momento, essa é uma informação muito boa, uma notícia muito boa”, afirma ele.

“A gente continua vendo o vírus evoluir, com diversas linhagens surgindo, às vezes, até com aumento do número de casos. Mas não estamos vendo um avanço significativo no aumento de casos graves”.

(Fonte: Agência Brasil. Foto:Reprodução)

Saúde

Prefeitura mantém serviços essenciais e plantões na saúde durante feriado prolongado

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Seleta atenderá em sistema de plantão nos próximos dias- Foto: A. Frota

A Prefeitura de Dourados decretou ponto facultativo na segunda-feira (20), em razão do feriado nacional de Tiradentes, celebrado no dia 21 de abril, terça-feira. Com isso, parte dos órgãos municipais param as atividades nesta sexta-feira, a partir das 13h30 e retomam os trabalhos na manhã de quarta-feira (22). A medida está estabelecida no Decreto nº 624, publicado no Diário Oficial nº 6.608, desta quinta-feira (16).

Durante o período, os serviços essenciais serão mantidos, garantindo o atendimento à população. Na área da saúde, o funcionamento seguirá em regime de plantão, com unidades estratégicas abertas para atender a demanda.

A decisão de manter os serviços de saúde em funcionamento durante o feriado prolongado foi motivada por dois fatores importantes: 1 – o avanço da epidemia de Chikungunya, que começa a se espalhar por diversos bairros de Dourados e tem provocado uma alta demanda por consultas médicas nas Unidades Básicas e UPA. 2 – o aumento de casos de síndromes respiratórias, sobretudo em virtude da Influenza, que também tem elevado a procura por atendimento médico.

O Hospital da Vida e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) continuarão com atendimento ininterrupto. Já as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da Seleta e do Santo André funcionarão em regime especial no sábado (18), domingo (19) e terça-feira (21), das 12h às 22h. Na segunda-feira (20), todas as UBS do município atenderão normalmente, bem como o Posto Atendimento Médico (PAM), sendo que na Seleta e no Santo André, o atendimento será estendido das 18h às 22h.

As farmácias municipais também terão funcionamento diferenciado. Nos dias 18, 19 e 21, as unidades localizadas nas UBS do Santo André e da Seleta atenderão das 12h às 22h, enquanto a farmácia do Pronto Atendimento Médico funcionará das 7h às 17h. Já na segunda-feira (20), todas as farmácias operam em horário habitual.

A coleta de lixo será mantida normalmente durante todo o período, assegurando a continuidade dos serviços de limpeza urbana. Os ecopontos municipais terão interrupção apenas no dia 21, retomando o atendimento nos demais dias conforme cronograma habitual.

A Secretaria de Assistência Social mantém a Casa da Acolhida sem interrupção nos serviços prestados à população vulnerável durante o feriado prolongado, bem como o plantão funeral prestado pela Pasta.

Os demais órgãos e autarquias municipais não terão atendimento ao público na segunda-feira (20) e no feriado de terça-feira (21), com retorno das atividades na quarta-feira (22).

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Saúde

COE cria Plano de Ação Incidente para enfrentamento da epidemia de Chikungunya

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Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya foi apresentado aos integrantes do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública- Divulgação/ Assecom

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, apresentou nesta quarta-feira (15) o Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya, um documento de 36 páginas com um conjunto de medidas fundamentais para vencer o avanço da doença. “Plano de Ação considera o cenário epidemiológico caracterizado pela evidência de transmissão sustentada e expansão do agravamento da doença com com impacto significativo na rede de atenção à saúde, incluindo aumento da demanda por atendimentos, internações e potencial sobrecarga dos serviços”, explica Márcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE.

O plano leva em consideração o fato de o município de Dourados abrigar a Reserva Indígena, o que impõe especificidades operacionais à resposta e demanda articulação permanente entre a gestão municipal e o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS), que compartilham a condução das ações no âmbito do COE. “Essa integração é fundamental para assegurar a efetividade das medidas adotadas, respeitando as particularidades socioculturais e garantindo equidade no acesso às ações de saúde.

O Plano de Ação de Incidente de Dourados traz uma abordagem estratégica, estruturado em eixos que organizam e orientam de forma integrada o planejamento, a operação, o monitoramento e a avaliação das ações, com foco no fortalecimento da resposta à chikungunya no território indígena e na zona urbana. A estratégia central fundamenta-se na ampliação do acesso, na qualificação da assistência e na redução da morbimortalidade, tendo a Atenção Primária à Saúde como eixo ordenador do cuidado, articulada de forma resolutiva com os demais níveis de atenção.

Os eixos estratégicos direcionam intervenções prioritárias voltadas à organização da rede assistencial, ao fortalecimento da capacidade diagnóstica e à padronização dos fluxos, assegurando estratificação de risco, manejo clínico oportuno e encaminhamento ágil dos casos. De forma complementar, incorporam a integração entre os pontos da Rede de Atenção à Saúde, o desenvolvimento contínuo das equipes e a gestão qualificada da informação como pilares para a tomada de decisão.

O plano estabelece uma lógica operacional dinâmica, baseada no acompanhamento sistemático do cenário epidemiológico e na capacidade de adaptação das ações, consolidando-se como instrumento estratégico para uma resposta coordenada, eficiente e orientada por evidências. A implantação do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública para enfrentamento da Chikungunya (COE-Chikungunya) constitui medida estratégica prevista neste Plano de Ação de Incidente, integrando a resposta à emergência em saúde pública decorrente da transmissão do vírus chikungunya.

ESTRATÉGIAS DO PLANO

O Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya tem como estratégia assegurar a coordenação e execução eficiente das ações de resposta, por meio do planejamento estratégico, gestão de recursos, monitoramento contínuo e uso qualificado da informação.

Os desafios do plano são: coordenar a governança e articulação institucional; planejar e executar ações prioritárias; monitorar indicadores e analisar cenários; integrar ações intersetoriais; coordenar recursos financeiros, contratos e equipes; garantir transparência e suporte logístico-operacional.

O objetivo central do plano é coordenar a resposta à situação epidemiológica de Chikungunya, atuando na mitigação/redução da incidência e dos impactos à saúde pública, de forma integrada e articulada nos componentes da assistência e vigilância. O plano busca ainda fortalecer a organização da rede de atenção à saúde, de forma integrada à vigilância em saúde, para ampliação da capacidade de resposta técnica, operacional e logística no âmbito da gestão municipal, para assegurar o cuidado integral, oportuno e resolutivo às pessoas com suspeita ou confirmação de Chikungunya.

Outros desafios são detectar oportunamente alterações no padrão de transmissão da doença, subsidiando a tomada de decisão e a implementação de medidas de controle; reduzir a ocorrência de casos graves e óbitos por chikungunya, por meio da implementação de estratégias direcionadas na rede de atenção à saúde, com ênfase no diagnóstico precoce e manejo oportuno dos casos; promover assistência adequada às pessoas acometidas, assegurando acesso oportuno ao diagnóstico, tratamento e ao manejo clínico qualificado.

Em outra frente, o Plano de Ação de Incidente vai analisar o perfil epidemiológico e os determinantes dos casos e óbitos, com vistas à reorientação das ações de assistência e à prevenção de novos óbitos; apoiar na realização de ações de educação em saúde para eliminação de criadores do Aedes aegypti , e controle vetorial, em ação conjunta com Sesai no território indígena, Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Estado e município; realizar ações de controle vetorial e ações intersetorais para reduzir a disponibilidade de criadouros e a infestação no município, incluindo ações de controle focal.

Por fim, o plano terá ainda a missão de ampliar em ação conjunta com o Estado através da Central de Regulação Estadual, a oferta de serviços de saúde (leitos, Serviço de Apoio Diagnóstico Terapêutico – SADT, Recursos Humanos – RH) especialmente 20 no pólo indígena, e nas demais regiões do município de Dourados com grande circulação vetorial e aumento no número de atendimentos garantindo assistência imediata às pessoas afetadas.

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Saúde

Postos de Saúde de Naviraí Recebem Novos Equipamentos e Climatização

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Prefeitura de Naviraí, por meio da Gerência Municipal de Saúde e em parceria com o Governo do Estado, iniciou nessa segunda-feira (13-04) a entrega de equipamentos para a rede de atenção básica (postos de saúde) do município. Ao todo, foram investidos R$ 169.739,68 em aparelhos que já estão sendo instalados nas Estratégias de Saúde da Família (ESFs), visando garantir mais conforto para os pacientes e melhores condições de trabalho para os servidores.

 

A entrega foi acompanhada pelo prefeito Rodrigo Sacuno e pela coordenadora de Imunizações, Cristina Gradella. Com os novos aparelhos, as unidades modernizam o atendimento diário garantindo dede a organização de prontuários até a segurança na conservação de medicamentos e vacinas. Com destaque para o refrigerador é considerado um item essencial para o armazenamento seguro de produtos biológicos sensíveis, fundamentais para as campanhas de vacinação e rotina de cuidados da rede municipal.

 

O investimento inclui a climatização dos ambientes com novos aparelhos de ar-condicionado. Para agilizar o atendimento administrativo, os kits incluem computadores e nobreaks, que asseguram que o sistema não sofra interrupções mesmo em situações de queda ou oscilação de energia elétrica.

A atual gestão destinou os aparelhos para as seguintes unidades: ESF Dr. Carlos Vidoto, ESF Ipê, ESF Maria de Lourdes dos Santos, ESF Paraíso I e II, ESF Pe. Antonio Koreman, ESF São Pedro e ESF Vila Nova.

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