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Saúde

SES capacita profissionais das salas de vacinação para a população indígena de MS

A capacitação teve início nesta segunda-feira (27) e segue até sexta-feira (1º), na UFMS

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A SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da coordenadoria de Imunização, e em parceria com as coordenadorias de imunização do DSEI-MS (Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul) e Sesau (Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande) realizam curso de qualificação em sala de vacina com o objetivo de capacitar os profissionais de saúde atuantes na vacinação para a população indígena de Mato Grosso do Sul. A capacitação teve início nesta segunda-feira (27) e segue até sexta-feira (1º), na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

A coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, lembra que o estado possui a segunda maior população indígena do país e, para tanto, a SES tem um grande trabalho a ser desenvolvido.

“Nós iniciamos hoje junto ao DSEI-MS um curso em sala de vacina que visa qualificar o profissional de saúde atuante na vacinação para a população indígena. Esses profissionais serão qualificados e retornarão ao seu município com uma expertise, com aprendizado, com uma carga maior de conhecimento”.

Conforme a enfermeira do DSEI-MS e responsável pela pasta da imunização indígena no estado, Fernanda Molina, o curso tem o papel de padronizar os procedimentos executados pela equipe de enfermagem. “Nosso curso tem como público-alvo 40 profissionais, sendo eles técnicos de enfermagem e enfermeiros que atuam nos 14 polos do estado”.

O curso de sala de vacina faz parte do projeto MS Vacina Mais, idealizado pela SES, e que nesta oportunidade estabeleceu parceria com o DSEI-MS – órgão responsável por levar atenção primária aos povos indígenas aqui do estado.

Para o gerente de Imunização da SES, Frederico Jorge Pontes de Moraes, a expectativa é boa e estes profissionais retornarão aos seus territórios para colocar em prática os conhecimentos adquiridos.

“Ao longo da semana os profissionais receberão conhecimentos técnicos em relação à imunização, que abrange as boas práticas de imunização, calendário vacinal básico, cuidados com a Rede de Frio, entre outros temas relacionados”.

A programação segue até sexta-feira (1º), confira:

Segunda-feira – 27/11

MANHÃ

· 08:00 – Abertura (Coordenador Distrital DSEI-MS e Coordenadoria Estadual de Imunização)

· 08:30 – Pré-teste

· 09:00 – 09:30 – Intervalo

· 09:30 – 11:30 – Coberturas Vacinais DSEI-MS

TARDE

· 13:00 – 15:00 – SUS, História da vacina e Bases Imunológicas

· 15:00 – 15:30 – Intervalo

· 15:30 – 17:00 – Biossegurança

Terça-feira – 28/11 – Teórico

MANHÃ

· 08:00 – Calendário Vacinal da Criança no SUS – Elisângela

(Vacina BCG/ Vacina Hepatite B/ Vacina Oral Rotavírus Humano/ Vacina Inativada Poliomielite – VIP/ Vacina Oral Poliomielite – Vopb/ Vacina Pentavalente)

· 09:00 – 09:30 – Intervalo

· 09:30 – 11:30 – Calendário Vacinal da Criança no SUS – Frederico

(Vacina Pneumocócica 10 Valente/ Vacina Meningocócica C/ Conjugada Vacina Febre Amarela/ Vacina Hepatite A)

TARDE

· 13:00 – 15:00 – Calendário Vacinal da Criança no SUS – Elisângela

(Vacina Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola) /Vacina Tetra Viral (Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela) / Vacina Varicela/ Vacina Tríplice Bacteriana – DTP (Difteria, Tétano e Coqueluche) / Vacina Dupla Bacteriana – dT (Difteria e Tétano)

· 15:00 – 15:30 – Intervalo

· 15:30 – 17:00 – Calendário Vacinal da Criança no SUS – Frederico

(Vacina Meningocócica ACWY Conjugada/ Vacina Papiloma Vírus Humano – HPV/ Vacina Tríplice Bacteriana Acelular – dTpa (Difteria, Tétano e Coqueluche Acelular) / Vacina Influenza/ Vacina Pneumocócica 23 Polissacarídica)

Quarta-feira – 29/11 – Prático

MANHÃ

· 08:00 – Calendário Vacinal da Calendário Vacinal da Criança no SUS – Dinâmica do Quadro – Arlete e Sirlei

· 09:00 – 09:30 – Intervalo

· 09:30 – 11:30 – Estudo de caso (Verificação da Situação Vacinal) – Arlete e Sirlei

TARDE (TEÓRICO)

· 13:00 – 15:00 – Calendário Vacinal Adolescente, adulto, gestante e idoso – Frederico

· 15:00 – 15:30 – Intervalo

· 15:30 – 17:00 –Calendário Vacinal contra Covid-19 – Arlete e Sirlei

Quinta-feira – 30/1 – Teórico

MANHÃ

· 08:00 – Cuidados aplicáveis à rede de frio (Conceitos em Rede de Frio/ Câmaras Refrigeradas/ Cuidados com o refrigerador doméstico/ Cuidados com a bobina de gelo reutilizável/ Organização das Caixas Térmicas de Uso Diário/ Controle e monitoramento da temperatura/ Situações de emergência/ Gerenciamento dos Resíduos Serviços de Saúde) – Frederico

· 09:00 – 09:30 – Intervalo

· 09:30 – 11:30 – Boas Práticas em Sala de Vacina – Elisângela

· Procedimentos em sala de vacinação (Momento da triagem/ Preparo e administração dos imunobiológicos/ Processos do cuidado na administração da vacina, segundo a via de administração/ Cuidados na vacinação/ Registro de vacinação/ Acompanhamento pós-vacinação/ (Ao final do trabalho diário de vacinação/ Ao final do trabalho mensal de vacinação/ Cálculo de cobertura vacinal e indicadores de vacinação)

TARDE

· 13:00 – 15:00 – Responsabilidades do Enfermeiro da sala de vacinação/ Funções da equipe que trabalha na sala de vacinação/ Cuidados com a sala de vacinação/ O início do trabalho rotineiro na sala de vacinação) – Elisângela

· 15:00 – 15:30 – Intervalo

· 15:30 – 17:00 – Aula Prática de manipulação e aspiração de Imunobiológicos e montagem da caixa de vacina Dinâmica do acolhimento do usuário e rotina de administração de vacinação/ Excursão de Temperatura – Arlete e Sirlei

Sexta-feira – 1/12

MANHÃ

· 08:00 – ESAVI e Erros de Imunização, CRIE – Frederico e Elisângela

· 09:00 – 09:30 – Intervalo

· 09:30 – 11:30 – Sistemas de Informação (SIASI e Novo SI-PNI) – Sirlei e Arlete

TARDE

· 13:00 – 15:00 – Pós-Teste

· 15:00 – 15:30 – Intervalo

· 15:30 – 17:00 – Encerramento

MS Vacina Mais

Instituído em caráter provisório o Projeto ‘MS Vacina Mais’ estabelece os critérios e o fluxo para o repasse de incentivo financeiro estadual de custeio para o fortalecimento das ações de vacinação dos municípios em Mato Grosso do Sul.

A Resolução nº 112/2023/SES/MS, publicada no Diário Oficial no dia 7 de novembro, instituiu a Campanha de vacinação em Escolares, Gestantes e População de Difícil Acesso como fomento ao Pacto Nacional pela Consciência Vacinal e tem o intuito de fortalecer e expandir as ações de imunização, possibilitando a realização de estratégias que contribuam para a melhoria das coberturas vacinais, seja de vacinas ofertadas na rotina, assim como para campanhas de vacinação, estas para todas as fases da vida – multivacinação.

As atividades de vacinação envolvendo população indígena serão articuladas e executadas em conjunto com os Polos Bases de referência do município quando se tratar de população vivendo em terras indígenas.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

Saúde

Saúde Dia Mundial Sem Tabaco alerta para avanço dos vapes entre jovens e reforça ações de prevenção em MS

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Estado amplia ações de combate ao tabagismo e fortalece atendimento para quem deseja parar de fumar

Celebrado em 31 de maio, o Dia Mundial Sem Tabaco reforça o alerta sobre os impactos do tabagismo e o avanço do uso de dispositivos eletrônicos para fumar, especialmente entre adolescentes e jovens. Em 2026, o tema escolhido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e adotado pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer) no Brasil é “Desmascarando o apelo – combatendo a dependência”, chamando atenção para estratégias da indústria do tabaco que tornam os produtos mais atrativos e favorecem a dependência precoce.

Em Mato Grosso do Sul, a SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da Gerência de Prevenção e Controle do Tabagismo, tem intensificado ações educativas, preventivas e de tratamento em parceria com os municípios, escolas, universidades e Vigilância Sanitária. O objetivo é ampliar o acesso à informação, prevenir a experimentação entre jovens e fortalecer o atendimento aos fumantes que desejam abandonar o cigarro.

Crescimento do uso de vapes preocupa especialistas

Dados da PeNSE 2024 (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) apontam crescimento expressivo da experimentação de cigarros eletrônicos entre adolescentes de 13 a 17 anos. Em cinco anos, o percentual saltou de 16,8% para quase 30%, indicando que praticamente três em cada dez estudantes brasileiros nessa faixa etária já utilizaram o dispositivo ao menos uma vez.

Os dados do Vigitel Brasil 2006–2024 também reforçam o alerta sobre a persistência da dependência da nicotina no país e mostram mudanças importantes no padrão de consumo, com aumento do uso dos dispositivos eletrônicos para fumar. Os levantamentos evidenciam que, apesar dos avanços no controle do tabagismo convencional, novos desafios passaram a exigir respostas ainda mais efetivas da saúde pública.

 

Segundo a gerente de Prevenção e Controle do Tabagismo da SES, Carla Tatiane Soares, a preocupação é impedir que o apelo dos produtos eletrônicos transforme uma nova geração em dependente da nicotina.

“A indústria utiliza sabores doces, refrescantes e estratégias de marketing que tornam esses produtos mais atrativos, especialmente para crianças e adolescentes. Nosso trabalho é justamente ampliar o acesso à informação, prevenir a experimentação e fortalecer o cuidado para quem deseja abandonar o tabagismo”, destaca.

 

Tratamento alcança mais de 90% dos municípios

A SES também tem ampliado o incentivo aos municípios para fortalecimento do Programa de Tratamento para Cessação do Tabagismo, que atualmente possui cobertura em mais de 90% das cidades sul-mato-grossenses.

Dados do monitoramento estadual mostram crescimento significativo nos atendimentos realizados pelo programa, que passaram de 2.787 em 2024 para 4.163 em 2025. O resultado conta com apoio do Ministério da Saúde na capacitação de profissionais de saúde para ampliar o número de equipes habilitadas.

Além do atendimento aos fumantes, o Estado vem fortalecendo ações educativas em escolas estaduais e particulares, capacitações para profissionais da Atenção Primária e Especializada e atividades voltadas à prevenção do uso de cigarros eletrônicos entre jovens.

Parcerias fortalecem fiscalização e conscientização

Entre as ações desenvolvidas neste ano está a intensificação das atividades conjuntas com a Vigilância Sanitária estadual e municipal. As estratégias serão reforçadas entre o Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, e o Dia Nacional de Combate ao Fumo, em 29 de agosto, com foco no cumprimento das normas da Anvisa relacionadas ao comércio de produtos fumígenos e dispositivos eletrônicos para fumar.

Segundo o gerente de Apoio aos Municípios e de Supervisão do Sistema Estadual de Vigilância Sanitária, Matheus Pirolo, a atuação integrada busca fortalecer o enfrentamento à comercialização irregular desses produtos em Mato Grosso do Sul.

“A Vigilância Sanitária vem atuando de forma contínua, em parceria com os municípios, para garantir o cumprimento do marco regulatório da Anvisa relacionado ao comércio tabagista. Neste período, vamos intensificar ações estratégicas e intersetoriais de orientação, fiscalização e conscientização para fortalecer o controle desses produtos no Estado”, destaca.

A SES também ampliou parcerias com instituições de ensino superior. Como parte da programação alusiva à data, a Gerência de Prevenção e Controle do Tabagismo participa da Jornada Universitária Odontológica (Pré-JUNO), promovida pela Uniderp, com palestra voltada à conscientização sobre os impactos do tabagismo.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: Divulgação SES

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Saúde

SUS vai ampliar proteção vacinal contra doença pneumocócica

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© Tomaz Silva/Agência Brasil

A partir de junho, o Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a oferecer um imunizante mais abrangente contra a doença pneumocócica. A vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20 ou Pneumo 20) vai substituir a 10-valente, dobrando os sorotipos prevenidos.

O Ministério da Saúde publicou nesta quarta-feira (27) um guia técnico preliminar com orientações sobre a mudança para profissionais de saúde. Os municípios poderão começar a aplicar a vacina assim que receberem o imunizante.

doença pneumocócica é uma infecção causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, ou pneumococo, que pode ocasionar quadros leves, como inflamação no ouvido ou sinusite, ou graves, como pneumonia bacteriana, meningite e sepse.

Estima-se que o pneumococo seja responsável por até 50% de todos os casos de meningite bacteriana em crianças. A mortalidade nesses casos é de cerca de 30%. Além das crianças pequenas, idosos e indivíduos com comorbidades ou imunossupressão também são mais vulneráveis.

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A vacinação contra a doença, com a VPC10, foi incluída no calendário básico infantil em 2010 e desde então, houve redução de 60% dos casos de doença meningocócica causada por algum dos 10 sorotipos combatidos pela vacina em crianças de até dois anos. Os casos de meningite pneumocócica na mesma faixa etária também caíram 65%.

No entanto, em anos mais recentes os casos vêm crescendo. De 2013 a 2019, o Brasil registrou uma média de 164 casos anuais de meningite pneumocócica em crianças de até 5 anos. De 2022 a 2024, a média anual subiu para 211,3 casos.

A Diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Flávia Bravo, explica que esta fato é reflexo de uma mudança epidemiológica decorrente da própria efetividade da vacinação.

“A introdução da vacina 10-valente foi excelente na redução desses dez tipos, o que representou uma queda importante nas doenças graves. Mas o pneumococo tem uma característica que a gente chama de “replacement“: você controlando um tipo, reduzindo a circulação, outro tipo pode começar a ganhar o espaço”

Dados da vigilância do Ministério da Saúde mostram que quase 40% dos casos graves com amostra coletada entre 2018 e 2023 foram causados por apenas dois tipos da bactéria não prevenidos pela VPC10, mas incluídos na formulação da VPC20.

“Além disso, nos menores de 1 ano, cerca de 11% dos casos de meningite meningocócica são causados pelos outros tipos adicionais da vacina 20-valente. Isso significa que há a possibilidade da gente voltar a reduzir a curva de incidência porque estaremos protegendo exatamente contra os sorotipos que hoje prevalecem”, complementa Flávia. 

As vacinas pneumocócicas conjugadas, que são o caso tanto da VPC10 quanto da VPC20, também evitam que o pneumococo se instale na nasofaringe de pessoas vacinadas. Por isso, além de evitar que elas desenvolvam a doença, a vacina também impede a transmissão, promovendo proteção indireta às pessoas não vacinadas.

Programa Nacional de Imunizações já oferece outras vacinas mais abrangentes contra a doença pneumocócica, a VPC13 e a VPP23, mas apenas para públicos específicos, com determinadas condições de saúde que aumentam a vulnerabilidade às formas graves da doença. Esses imunizantes também serão substituídos pela VPC20 após o fim dos estoques.

Fazem parte dos grupos de alto risco que devem tomar a vacina: pessoas vivendo com HIV/aids; pacientes oncológicos; transplantados de órgãos sólidos ou medula; imunodeficientes; pessoas com nefropatias, pneumopatias, cardiopatias e hepatopatias crônicas; asmáticos graves; diabéticos; pessoas com síndrome de down e prematuros.

O calendário básico de vacinação prevê que os bebês devem receber duas doses da vacina pneumocócica, aos 2 e aos 4 meses de idades, com mais uma dose de reforço aos 12 meses. Crianças menores de 5 anos que não tenham sido vacinadas na idade correta devem atualizar a carteira o mais breve possível.

Durante o período de transição da VPC10 para a VPC20, as crianças receberão a vacina 20-valente na primeira dose e no reforço, e a 10-valente na segunda dose. Crianças que já receberam a primeira dose da vacina 10-valente, serão vacinadas com a 20-valente na segunda dose e no reforço. Uma dose de reforço da VPC20 também será aplicada nas crianças menos de 5 anos que completaram apenas o esquema básico de duas doses com a VPC10.

A vacina só é contraindicada para pessoas com alergia grave a algum componente da fórmula, ou que apresentaram reação alérgica severa em doses anteriores. Recomenda-se também que quem estiver com febre espere melhorar antes de se imunizar.

Tâmara Freire – Repórter da Agência Brasil

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Saúde

COE confirma 13ª morte por complicações da Chikungunya e queda nas notificações

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Décima terceira morte confirmada por complicações de Chikungunya em Dourados era uma paciente de 82 anos de idade que estava internado no Hospital da Vida – Foto: A. Frota

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, confirmou nesta terça-feira (26) que mais uma pessoa morreu morreu em decorrência de complicações da doença. A vítima era uma paciente do sexo feminino, tinha 82 anos de idade e apresentava comorbidades como hipertensão arterial e diabetes. Moradora do Jardim Joquei Clube, ela começou a sentir os primeiros sintomas da Chikungunya no dia 8 de maio, foi internada no Hospital da Vida no dia 15 e faleceu no dia 24 de maio.

Com essa nova confirmação sobe para 13 o número de mortes por complicações da Chikungunya em Dourados, sendo 10 entre moradores das aldeias Bororó e Jaguapiru e 3 de moradores do perímetro urbano. O município ainda tem 4 mortes em investigação, sendo uma mulher de 74 anos, um homem de 71 anos, ambos brancos e com comorbidades como doença renal crônica e diabetes, além de um terceiro idoso de 84 anos, portador de doença arterial coronariana e um homem de 50 anos, que informou não possuir doenças crônicas no momento da classificação de risco.

O Informe Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública traz ainda o panorama geral da Chikungunya em Dourados, com 8.904 casos notificados, 4.879 casos prováveis, 4.306 casos confirmados, 4.025 casos descartados e 573 casos em investigação. Na Reserva Indígena o cenário epidemiológico aponta 3.209 casos notificados, com 2.139 casos confirmados, 787 casos descartados e 263 casos em investigação.

Os números mostram ainda uma queda acentuada no número de leitos ocupados por pacientes com complicações por Chikungunya. No período mais crônico da epidemia o número de internações variava entre 52 e 58 pacientes e atualmente são 28 pessoas internadas, sendo 23 no Hospital Universitário HU-UFGD, 1 no Hospital Regional, 1 no Hospital da Vida e 3 no Hospital Evangélico Mackenzie.

RECUO DA EPIDEMIA

O 13º obito é confirmado num momento em que a epidemia recua em Dourados com a Curva Epidêmica registrando 240 notificações na 20ª semana de levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde. “O número de focos do mosquito nas fiscalizações realizadas pelos agentes de combate às endemias também tem recuado acentuadamente nas últimas semanas, mas a população precisa manter a vigilância e continuar seguindo as medidas preventivas, sobretudo de combate aos pontos com água parada nos quintais e no interior das residências”, alerta o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, que também é coordenador-geral do COE.

Na semana 1, quando quando iniciou o monitoramento, foram registradas 19 notificações, com esse número chegando a 16 na semana 2, passando para 32 na semana 3 e ficando em 35 notificações na semana 4. A Semana Epidemiológica 5 registrou 40 notificações, com o número saltando para 72 notificações na semana 6, ficando em 65 na semana 7. A escalada da epidemia começou na Semana Epidemiológica 8 quando foram recebidas 143 notificações, com o volume saltando para 217 na semana 9 e chegando a 358 na semana 10.

Na Semana Epidemiológica 11 foram registradas 791 notificações de casos de Chikungunya em Dourados, com o auge da epidemia ocorrendo na semana 12 com 1207 notificações, recuando para 897 na semana 13 e voltando a subir para 1151 na semana 14. Na semana 15 foram registradas 1068 notificações da doença, com o volume de casos começando a cair a partir da Semana Epidemiológica 16 quando foram registrado 852 notificações, recuando para 621 na semana 17, oscilando para 681 na semana 18, caindo para 399 na semana 19 e ficando em 240 notificações na Semana Epidemiológica 20.

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