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Saúde

Saúde debate os avanços e desafios da covid-19 em Mato Grosso do Sul

Para o técnico da Coordenação-Geral de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis do Ministério da Saúde, Marcelo Wada, a Covid-19 continua sendo um desafio no país.

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Com o propósito de promover a integração e intercâmbio de conhecimentos entre os profissionais da saúde de Mato Grosso do Sul, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) realiza nesta quarta-feira (7) o evento ‘Avanços e Desafios da Covid-19 em 2024’, no auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande.

No decorrer da programação, os palestrantes discorrerão acerca do tema com o objetivo de atualizar conceitos, estratégias, fluxos e auxiliar no fortalecimento de vigilância da Covid-19 no estado.

O secretário de Estado de Saúde, Dr. Maurício Simões, assegurou que o estado passa por um momento mais calmo em relação à Covid-19, mas que é importante que os profissionais se mantenham atentos.

“Nós vencemos a batalha contra a Covid-19 e nada melhor que neste momento, com mais tranquilidade, depois de todos os desafios, de toda a correria que nos foi imposta com a Pandemia da Covid-19. Que possamos de maneira mais equilibrada rever práticas e estratégias para não só impedir que a Covid-19 volte a aparecer, que eventualmente vai ocorrer, mas sem trazer os impactos que nós já vimos que é possível trazer. E, fundamentalmente, alertar a todos da importância que nós temos nesse momento de manter os reforços vacinais da Covid-19”, destacou Simões.

Para o técnico da Coordenação-Geral de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis do Ministério da Saúde, Marcelo Wada, a Covid-19 continua sendo um desafio no país.

“A Covid-19 ainda é um grande desafio apesar de já termos declarado o fim da emergência, mas ela continua ainda como um grande desafio para o Sistema Único de Saúde. Ainda temos um número de casos importante no Brasil. Apesar da redução dos casos, a redução dos óbitos ainda é um grande desafio e a vacina é um meio importante de prevenção, são vacinas seguras e que passam por um controle de qualidade. O Ministério da Saúde está à disposição, é um prazer participarmos desse evento”.

Já a presidente do Cosems/MS (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul), Josiane Oliveira Corrêa, lembrou o quão importante foi o papel do trabalhador da saúde durante a Pandemia da Covid-19.

“Estarmos aqui hoje para falarmos sobre os avanços e os desafios da Covid-19 faz com que nós tenhamos um flash. A Pandemia da Covid-19 foi um momento de muito desespero, de muita ansiedade e poder estar aqui hoje, todos nós de fato, é uma dádiva. Desejo a todos um excelente evento, a programação é bastante rica, onde iniciamos falando de como está a situação da Covid-19 no país, as novas estratégias de vacinação, então, aproveitem”, desejou Josiane.

A primeira palestrante do evento, a consultora Opas Dra. Mariana Croda, apresentou o tema “Preparação para Emergências por Vírus Respiratórios” e afirmou que o momento é ideal para os profissionais se atualizarem. “É um momento sublime de pensarmos em como não repetir tudo aquilo que vivemos”, enfatizou.

Conforme a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Maziero, no momento, Mato Grosso do Sul está em uma crescente de casos confirmados da Covid-19.

“É uma crescente discreta ainda, nada comparado ao que já passamos, mas há um aumento nas últimas três semanas epidemiológicas. Esse aumento é de casos leves, casos que foram positivos para a Covid, mas que não houve internação, não houve sinais de agravamento”.

Compuseram a mesa de abertura o secretário de Estado de Saúde, Dr. Maurício Simões, a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Dra. Crhistinne Maymone, o técnico da Coordenação-Geral de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis do Ministério da Saúde, Marcelo Wada, a presidente do Cosems/MS, Josiane Oliveira Corrêa, a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Castilho e a coordenadora de Emergência em Saúde Pública da SES, Karine Barbosa.

A programação segue até às 17h20, no auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

Saúde

Prefeitura amplia vacinação contra Influenza para toda população a partir desta sexta-feira

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Vacinação contra Influenza estará liberada em todos as UBS de Dourados a partir desta sexta-feira. Foto: A. Frota

A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, amplia a partir desta sexta-feira (15), a vacinação contra a Influenza para toda a população com idade a partir de 6 meses. A medida segue a disponibilidade de doses e tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal e reforçar a proteção da população contra os casos de gripe e suas complicações, especialmente neste período de maior circulação de doenças respiratórias.

Mesmo com a ampliação para o público geral, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que o atendimento aos grupos definidos pelo Ministério da Saúde seguirá normalmente, garantindo acesso contínuo e oportuno para gestantes, crianças, idosos e demais públicos prioritários. O município também mantém estoque estratégico de imunobiológicos para assegurar o abastecimento das unidades de saúde durante todo o período da campanha.

Até o momento, Dourados já aplicou 31 mil doses da vacina contra a Influenza. Em relação aos casos mais graves, o município contabiliza 49 notificações com internações relacionadas à doença, sendo 29 em crianças, 11 em idosos e 9 em outros grupos, além de quatro óbitos registrados.

A vacinação é considerada a forma mais eficaz de prevenção contra a gripe e suas complicações. Além de segura, a vacina ajuda a reduzir casos graves, internações e mortes causadas pelo vírus influenza. Como o vírus sofre mutações constantes, a imunização anual é fundamental para garantir proteção atualizada à população. O imunizante disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (Sistema Único de Saúde) protege contra os três subtipos do vírus influenza com maior circulação no Hemisfério Sul.

A Prefeitura orienta a população a procurar a unidade de saúde mais próxima para se vacinar e reforça que cuidar da saúde é um compromisso coletivo. Durante a semana, as unidades básicas de saúde funcionam das 7h às 11h e das 13h às 17h. As unidades da Seleta e Santo André também atendem em horário estendido das 18h às 22h e, em feriados e finais de semana, do meio-dia às 22h. Já os postos de saúde do Ildefonso Pedroso, Maracanã, Jóquei Clube e Parque do Lago II funcionam diariamente até às 19h, sem fechamento no horário de almoço. No Posto de Assistência Médica (PAM), a sala de imunização funciona das 6h às 12h.

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Saúde

Prefeitura e UFGD fortalecem parceria para vacinar contra Influenza e Chikungunya

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Vacina contra Chikungunya será aplicada em ação conjunta da Prefeitura de Dourados com a UFGD nesta sexta-feira. Foto: A. Frota

A Prefeitura de Dourados firmou parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados para promover nesta sexta-feira, 15 de maio, uma ação especial de vacinação contra Influenza e Chikungunya. A iniciativa será realizada das 13h às 20h, na Divisão de Saúde Comunitária e Estudantil (Disce), localizada no Centro de Convivência da Unidade 2 da universidade, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal e reforçar a proteção da população contra doenças respiratórias e arboviroses.

A parceria fortalece as estratégias de prevenção adotadas pela gestão Marçal Filho. Até o momento, o município já aplicou 2.697 doses da vacina contra a Chikungunya, sendo 2.100 na área urbana e 597 na saúde indígena. Já a campanha contra a Influenza contabiliza cerca de 31 mil doses aplicadas, ampliando a proteção principalmente entre os grupos prioritários.

A vacina contra a Influenza está disponível para os públicos definidos pelo Ministério da Saúde, entre eles idosos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, professores, povos indígenas, pessoas com comorbidades e demais grupos prioritários. Já a imunização contra a Chikungunya será destinada a pessoas de 18 a 59 anos, mediante avaliação médica, com contraindicação para gestantes, lactantes, imunossuprimidos e pacientes com condições clínicas específicas.

A orientação é para que os interessados compareçam ao Disce da UFGD, levando CPF e carteira de vacinação, caso possuam. A Prefeitura reforça que a vacinação continua disponível nas unidades básicas de saúde durante toda a semana, das 7h às 11h e das 13h às 17h. As unidades da Seleta e Santo André também atendem em horário estendido das 18h às 22h e, em feriados e finais de semana, do meio-dia às 22h. Já os postos de saúde do Ildefonso Pedroso, Maracanã, Jóquei Clube e Parque do Lago II funcionam diariamente até às 19h, sem fechamento no horário de almoço. No Posto de Assistência Médica (PAM), a sala de imunização funciona das 6h às 12h.

BAIXA PROCURA

O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, que também é coordenador-geral do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, classifica como altamente preocupante a baixa procura pela vacinação contra Chikungunya. “É preciso lembrar que a Chikungunya já foi responsável por 11 mortes em nossa cidade e outros 3 casos de óbitos por suspeita de complicações da doença estão em investigação, portanto, a vacina é a forma mais eficaz de se proteger”, alerta Márcio Figueiredo.

O coordenador-geral do COE enfatiza que a campanha de vacinação faz parte das estratégias definidas dentro do Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya. “É fato que nem todas as pessoas poderão tomar a dose em razão das contraindicações estabelecidas pelo Ministério da Saúde, mas é inegável que diante de um público alvo de 43 mil pessoas, pouco mais de 2.600 tenham procurado as Unidades de Saúde para receber a vacina nas duas primeiras semanas de imunização”, ressalta Márcio Figueiredo.

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COE confirma 11ª morte em Dourados por complicações da Chikungunya

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Décima primeira morte confirmada por complicações de Chikungunya estava internada no Hospital Universitário da UFGD. Foto: Divulgação/Assecom

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, confirmou nesta segunda-feira (11) que mais uma pessoa morreu morreu em decorrência de complicações da doença. O óbito ocorre num momento em que a epidemia começa dar sinal de enfraquecimento, com a Curva Epidêmica de casos notificados despencando na 19ª semana de levantamento realizado pelo Secretaria Municipal de Saúde.

A 11ª vítima era mulher, branca, tinha 46 anos de idade e estava internada no Hospital Universitário HU/UFGD desde o dia 26 de abril quando apresentou os primeiros sintomas da doença. “Lamentamos mais uma vida perdida para a Chikungunya em nossa cidade e reforçamos o apelo para que as pessoas acabem com pontos de água parada, mantenham o quintal limpo e acondicionem o lixo em sacos apropriados para coleta”, enfatiza Márcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE.

Dourados soma agora 9 mortes de indígenas e 2 de não indígenas em razão de complicações causadas pela Chikungunya. Outras 3 mortes suspeitas seguem em investigação pela Secretaria Municipal de Saúde: uma criança indígena de 12 anos; um idoso não indígena de 84 anos, portador de doença arterial coronariana; um paciente não indígena de 50 anos, que informou não possuir doenças crônicas no momento da classificação de risco, tendo evoluído para óbito na UPA em 27/04/2026.

O Informe Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (11) aponta que Dourados tem hoje 28 pacientes internados com Chikungunya, sendo 1 no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 18 no Hospital Universitário HU-UFGD, 1 no Hospital Unimed, 3 no Hospital Regional, 2 no Hospital da Vida e 3 no Hospital Evangélico Mackenzie.

Em números gerais, o município registrou 8.275 notificações para Chikungunya, com 5.410 casos prováveis, 3.374 casos confirmados, 2.865 casos descartados, 2.036 casos em investigação. A Taxa de Positividade está em 54,1% e a Taxa de Ataque por cada grupo de 100 pessoas está em 2%. Entre a população indígena, o Boletim Epidemiológico desta segunda-feira aponta que foram registradas 3.213 notificações, com 2.488 casos prováveis, 2.093 casos confirmados, 725 casos descartados e 395 casos em investigação.

A Taxa de Positividade é um importante indicador da intensidade de transmissão, sendo que valores elevados refletem maior circulação do agente infeccioso. Organismos internacionais como a World Health Organization indicam que taxas acima de 5% já sugerem transmissão não controlada, reforçando que os níveis observados no município são extremamente altos e compatíveis com cenário epidêmico.

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