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Saúde

Quem escolher vacina contra covid-19 pode ficar na “lanterninha”

SES estuda colocar no fim da fila pessoas que optarem por tomar um tipo específico de imunizante

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O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, vai apresentar na próxima reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) – que reúne os secretários de saúde dos 79 municípios, a proposta de colocar no final da fila pessoas que escolhem vacinas contra a Covid-19, “os sommeliers” de vacina. Atualmente, o Estado conta com imunizantes de diversos laboratórios como: Coronavac, AstraZeneca, Pfizer e Janssen – essa última com dose única contra o Coronavírus.

Segundo Resende, as vacinas não podem ser consideradas como se fosse um cardápio de restaurante. “A vacina não é uma roupa que você vai na loja e escolhe, ou uma carta ou cardápio, que escolhe o que vai tomar ou comer. Vacina boa é aquela que se aplica no braço e quem faz isso presta um total desserviço a saúde pública. Assim, quero propor que os secretários municipais possam tomar decisão e colocar essas pessoas no final da fila”.

Conforme dados do Vacinômetro MS desta segunda-feira (5), o Ministério da Saúde já encaminhou para Mato Grosso do Sul, 2.002.825 doses de Coronavac, AstraZeneca, Pfizer e Janssen. Destas, 1.809.486 já foram aplicadas, sendo 1.207.438 como primeira dose, 495.716 como segunda dose e 106.332 como dose única.

Em Chapadão do Sul

A cidade atualmente é contemplada com quatro vacinas que juntas colaboram para cada dia aumentar a imunização da nossa comunidade. Somente com os esforços de uma população empenhada com o bem-estar social é que venceremos mais breve a pandemia de Covid-19 em nosso município.

Para que imunização aconteça em nosso município, os profissionais da Saúde têm se dedicado desde o começo do mês a imunizar a nossa população prontamente, não deixando as vacinas e aplicando nos braços dos nosso cidadãos sul-chapadenses no dia subsequência ao que a vacina chega em nosso município. Foram aplicadas vacinas em dias de semana, finais de semana e até mesmo em feriados.

Atualmente, Chapadão do Sul recebe imunizantes de quatro fabricantes diferentes: Coronavac, Astranezeca, Pfizer e Janssen. Todos são aprovados pela Anvisa e tem comprovação cientifica na sua eficácia contra o Covid-19. Assim, a soma de todos eles, com o empenho dos servidores públicos da saúde que aplicam a vacina e com o comprometimento da população que recebe o imunizante colaboram para a diminuição de casos graves do covid-19 em nosso município.

Entretanto, uma parcela bem pequena da população prefere ficar escolhendo qual imunizante quer receber, e isso, atrapalha o processo de imunização em nosso município. Por isso, a partir desta sexta-feira (2), todos os ESF’s de Chapadão do Sul contarão com um Termo de Recusa e Responsabilidade daquelas pessoas que chegarem no momento da vacinação e se recusarem a tomar a vacina do COVID-19.

Assim, após a recusa, o munícipe concordará automaticamente em ir para o “final da fila”, ou seja, depois que concluir a vacinação de todos os adultos do município de Chapadão do Sul.
A Prefeitura de Chapadão do Sul e a Secretaria de Saúde reforçam que é de extrema importância que toda população aproveite a oportunidade se vacinar quando for sua vez. Todos os imunizantes são seguros e eficazes contra o Covid-19. Seja cidadão. Faça a sua parte.

Referência nacional

Mato Grosso do Sul está à frente dos demais estados em relação a tomadas de ações para o enfrentamento à Covid-19, destacam técnicos da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em nova avaliação para o Estado. Além da adoção de medidas não farmacológica como: o uso de máscara e o distanciamento físico. O Estado avança no aproveitamento de doses utilizadas de vacina e no mapeamento genômico tornando-se referência para o país.

Outro levantamento nacional destacou que Mato Grosso do Sul já havia vacinado metade da população adulta do Estado, com índice de 51,8%. Isto significa que a cada dois sul-mato-grossenses adultos, um já havia tomado uma dose de imunizante contra a Covid-19.

 

 

Saúde

Escuta e acolhimento fortalecem mães atípicas servidoras da Sesau

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Em meio à rotina de cuidados, desafios e cobranças que acompanham a maternidade, encontrar um espaço para falar, ser ouvido e compartilhar experiências também é uma forma de cuidado. Foi com essa proposta que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio da Gerência de Saúde do Servidor (Gersau), reuniu servidoras mães atípicas em um momento de escuta, acolhimento e troca de experiências.

A atividade integrou as ações do mês dedicado à valorização da vida e foi realizada na área verde da Sesau. Conduzido pela psicóloga Leyisa Sena, da Gerência de Atenção Psicossocial (GRAP/Sesau), o encontro criou um ambiente para que as participantes pudessem falar sobre sentimentos e situações que fazem parte de suas rotinas, muitas vezes marcadas pela sobrecarga e pela dificuldade de reservar tempo para si mesmas.

Mais do que uma palestra, a proposta foi abrir espaço para a escuta. Entre os temas abordados estiveram o autocuidado, a culpa, a autoexigência e a sensação de que, ao cuidar de todos, muitas mães acabam deixando as próprias necessidades em segundo plano.

“Quem era você antes de precisar cuidar tanto? O que você cobra de si que não cobra de outra mãe?”, foram algumas das reflexões propostas durante a conversa.

A partir dessas perguntas, histórias pessoais começaram a surgir. Relatos de desafios, descobertas, pequenas conquistas e também de sonhos mostraram como a identificação entre as participantes pode ser uma forma de alento.

“Meu sonho é que o meu filho fale”, compartilhou uma das servidoras. A frase, carregada de significado para aquela mãe, também evidenciou a importância de um espaço em que experiências tão particulares possam ser compreendidas por quem vive situações semelhantes.

Cuidar de quem cuida

Entre os participantes estava o único pai presente na roda de conversa, Darllon Duarte, 34 anos, gerente da USF Universitário. Pai de uma menina de 11 anos, que está em processo de diagnóstico, e de um menino de 10 anos com seletividade alimentar, ele falou sobre a culpa, a necessidade de dividir responsabilidades e a importância de reconhecer cada conquista dos filhos.

“A gente precisa olhar para a família. A gente foca na mãe da criança porque é o que está mais em evidência, é mais necessário esse olhar, muitas estão sobrecarregadas. Sabemos que existem muitas mães solo, que não têm rede de apoio, mas os pais devem se envolver. O pai precisa saber onde seu filho está, o que ele faz, o que come, como fazer aquela criança desenvolver. Temos que aprender, mas precisamos ser ouvidos também”, desabafou.

A técnica de enfermagem Nadiellen Rodrigues Brito Barbosa, 40 anos, também compartilhou sua experiência como mãe de um menino de 10 anos com seletividade alimentar. Para ela, falar sobre as dificuldades ajuda a ressignificar a culpa e a reconhecer os avanços que, para outras pessoas, podem parecer pequenos, mas têm grande significado para a família.

“Sofri muito. Sempre pensando onde errei. A culpa não adianta. Hoje levo o acolhimento. Hoje vejo ele comendo duas colheres de arroz e, para mim, já é um paraíso. É paciência, trabalhando a paciência”, relatou.

Gratidão e aprendizado

Assistente social do CAPS AD IV, Josimara Pasqualine, 51 anos, é mãe de dois filhos, entre eles um adolescente de 15 anos, nível 3 de suporte. Emocionada, ela destacou o significado de ser acolhida também enquanto mãe e não apenas no papel de profissional que cuida de outras pessoas.

“Já tenho 32 anos de serviço e esse é um momento histórico. Ser acolhida como mãe atípica e uma pessoa neurodivergente, todas as dificuldades que a gente tem, está sendo um momento grandioso. Eu me sinto recompensada, valorizada. A gente trata tanto das pessoas, cuida dos outros, e às vezes a gente não tem esse tempo. Esse olhar que a Sesau tem com o trabalhador tem sido portas e esperança. A gente precisa ser ouvida. Muito grata pelo convite e pela oportunidade”, disse.

Durante uma das dinâmicas, a psicóloga da Gersau, Cléo Cabral, escolheu a palavra “gratidão” para representar o sentimento daquele momento. Mesmo sem ser mãe, ela destacou que ouvir as experiências das servidoras também foi uma oportunidade de aprendizado.

“Ainda não sou mãe, mas sou grata por este momento. Aprendi muito com vocês. A gente aprende ouvindo e, no futuro, tenho o sonho de ainda ser mãe. Obrigada por compartilharem suas histórias e vidas”, revelou.

Para a psicóloga Leyisa Sena, proporcionar esse espaço de escuta também faz parte do cuidado com o servidor.

“A proposta é fortalecer vínculos, estimular o autocuidado e mostrar às servidoras que elas não precisam enfrentar sozinhas os desafios da maternidade”, afirmou.

A profissional também destacou o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Apoio às Mães Atípicas (NAMA), criado pela administração municipal como uma política pública voltada ao acolhimento, organização e acompanhamento dessas famílias.

O cadastramento no NAMA pode ser feito pelo telefone (67) 99179-5948, canal também destinado à atualização de informações e ao acesso aos serviços oferecidos pelo núcleo.

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Saúde

Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de enxaqueca

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

Um novo medicamento para o tratamento da enxaqueca foi aprovado nesta terça-feira (8) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Aquipta (atogepanto) é indicado para adultos que têm pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca. 

De acordo com a agência, a substância atua no bloqueio de uma via envolvida na transmissão da dor. Além disso, é capaz de prevenir o aparecimento das crises. O laboratório que solicitou o registro foi a ABBVIE Farmacêutica, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Os estudos apontam que o atogepanto é capaz de reduzir “significativamente” o número de dias mensais de enxaqueca.  

Segundo a Anvisa, apesar de existirem opções terapêuticas para prevenção da enxaqueca, “muitas delas não atuam especificamente nos mecanismos fisiopatológicos da doença”. Por essa razão, o Aquipta representa uma nova opção de tratamento oral para prevenção da doença.

Sobre a doença

A enxaqueca é caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, frequentemente acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.

A doença atinge cerca de 15% da população mundial, com impacto significativo na qualidade de vida.

Agência Brasil

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Prefeitura amplia vacinação contra chikungunya e febre amarela aos sábados no PAM

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Vacinas contra chikungunya e febre amarela serão aplicadas aos sábados, em setembro e outubro, na Sala de Vacinação do PAM. Foto: A. Frota/Arquivo/Assecom

A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está ampliando as estratégias de vacinação contra a chikungunya e a febre amarela para facilitar o acesso da população e contribuir para o aumento das coberturas vacinais no município. Durante os meses de setembro e outubro, a Sala de Vacinação do Pronto Atendimento Médico (PAM) terá atendimento aos sábados, das 8h às 14h.

No mês de setembro, os atendimentos serão realizados nos dias 5, 12, 19 e 26. Em outubro nos dias 3, 17, 24 e 31.

A vacinação aos finais de semana é uma alternativa para quem não consegue comparecer a uma unidade de saúde durante os dias úteis. A estratégia também busca ampliar a adesão da população e reforçar a proteção antes do período de verão, quando as condições ambientais podem favorecer a circulação de arboviroses.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de a população verificar a situação vacinal e procurar os serviços de saúde para colocar as doses em dia, conforme os critérios estabelecidos para cada vacina.

A preocupação é especialmente relevante diante do cenário epidemiológico da Chikungunya. Dourados já enfrentou uma importante epidemia da doença e a Secretaria de Saúde trabalha para ampliar a proteção da população e reduzir os riscos de uma nova onda de transmissão.

“A vacinação é uma das principais ferramentas de prevenção e precisamos facilitar o acesso da população. Ao oferecer a vacinação também aos sábados, estamos criando uma oportunidade para quem trabalha ou tem dificuldade de ir à unidade durante a semana. É importante que cada pessoa confira sua situação vacinal e procure a unidade de saúde”, destaca o secretário municipal de Saúde, Márcio Grei Vidal de Figueiredo.

CHIKUNGUNYA

A Secretaria de Saúde chama atenção especialmente para a vacinação contra a Chikungunya, destinada ao público que atende aos critérios definidos pelo Ministério da Saúde. A orientação é que pessoas com idade entre 18 e 59 anos verifiquem nas unidades de saúde se estão dentro dos critérios para receber a vacina.

A medida integra o conjunto de ações adotadas pelo Município para fortalecer a prevenção e preparar Dourados para os próximos meses.

FEBRE AMARELA

A campanha também reforça a importância da vacinação contra a febre amarela. A população deve verificar sua situação vacinal e buscar orientação nas unidades de saúde, especialmente quem ainda não possui o esquema recomendado. A Secretaria de Saúde orienta que a população não espere o surgimento de novos casos para procurar proteção e, também, ao ir receber a dose, levar documento pessoal e, se possível, a carteira de vacinação para conferência e atualização do esquema vacinal.

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