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Economia

Produção na safrinha de milho deve crescer 62% com 11,9 milhão de toneladas no Estado

Safrinha deve render mais de 11 milhões de toneladas neste ano em MS

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Mato Grosso do Sul iniciou a colheita de milho safrinha no final de junho, com expectativa de alta de mais de 62% na produção. De acordo com dados do levantamento sistemático de Safras do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) divulgado na quinta-feira (07) o Estado deve colher 11,9 milhões de toneladas.

Em relação a 2021, não houve mudanças significativas na área plantada da 2a safra (0,9%), mas é previsto aumento de 62,0% na produção do milho de 1a safra. Já a estimativa de produção de 2022 foi de 207.927 mil toneladas na primeira safra e 11,9 milhões de toneladas na 2ª safra.

Mato Grosso é maior produtor de milho do Brasil, com 38 milhões de toneladas. MS tem a terceira maior produção do País. Em junho, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em Mato Grosso do Sul para 2022 foi estimada em 21,3 milhões de toneladas, um aumento de 12,1% em relação à safra de 2021. Já a área a ser colhida é de 6,1 milhões de hectares, 13,3% maior em comparação com 2021.

A soja, milho (2ª safra) e sorgo são os três principais produtos deste grupo e, somados, representaram 97,6% da estimativa da produção e responderam por 97,0% da área a ser colhida. Em relação a 2021, houve acréscimo de 9,5% na área da soja, de 9,3% na área do milho e de 125,2% na área da sorgo.

O Estado de Mato Grosso do Sul tem a 5ª  maior participação na produção de cereais, leguminosas e oleaginosas do país, com 8,2% da produção total. A estimativa da produção da soja em Mato Grosso do Sul foi de 8,75 milhões de toneladas, uma queda de 3,14 milhões de toneladas frente a 2021. Com este valor, Mato Grosso do Sul tem a quinta maior produção de soja do país, sendo responsável por 7,4% do total. Mato Grosso continua com a maior produção nacional, com 37,43 milhões de toneladas (31,7% do total).

Sorgo

A estimativa de produção sul-mato-grossense para junho de 2022 ficou em 227.748 toneladas, um avanço de 285,4% em relação a 2021 (72.064 toneladas). Em relação ao espaço, a área plantada estimada foi de 71.524 hectares, 125,2% superior aos números obtidos em dezembro de 2021 (31.755 hectares). A produção nacional do sorgo é liderada por Goiás (1.162.617 t). MS ocupa a 4a posição entre os maiores produtores.

Cana-de-açúcar

Para 2022, em relação a 2021, estima-se estabilidade tanto na área plantada, quanto na produção do cana-de-açúcar. Entre as unidades da federação, São Paulo é o maior produtor de cana-de-açúcar (408.956.352 toneladas) e em segundo lugar fica Minas Gerais (80.095.895 toneladas). MS ocupa a 4a posição entre os maiores produtores do país. É previsto para mandioca, queda de 0,6% na área plantada, de 0,5% na área colhida e de 3,8% na produção comparada ao ano anterior. A mandioca é a quarta maior produção de MS.

Trigo

Em Mato Grosso do Sul, a estimativa da produção do trigo para 2022 (48.210 t) foi 124,5% maior em relação a 2021 (21.470 toneladas). Em relação ao espaço, a área plantada estimada para 2022 foi de 23.252 hectares, queda de 30,2% em relação a 2021 (33.330 toneladas). No Paraná, maior produtor, a produção foi estimada em 3,8 milhões de toneladas. MS ocupa a 7a posição entre as 10 UFs produtoras de trigo.

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

Economia

É melhor fazer a declaração do IRPF completa ou simplificada?

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© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Na hora de prestar contas com a Receita Federal, uma dúvida é comum a milhões de brasileiros: qual o melhor modelo de declaração para pagar menos imposto ou aumentar a restituição? 

A decisão entre o desconto simplificado e o modelo por deduções legais pode fazer uma grande diferença no seu bolso.

“A declaração completa é ideal para as pessoas que têm muitas despesas dedutíveis na área de saúde, educação, previdência privada e dependentes. Permite que eu detalhe todas as minhas despesas. Na declaração simplificada, aplica o desconto padrão de 20%, sem necessidade de comprovação das minhas despesas. É indicada para pessoas que têm pouca despesa dedutível”, explica o professor de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera, Gilder Daniel Torres.

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Despesas com educação e saúde

Para quem opta pelo modelo completo, as despesas com educação são um pilar importante, mas exigem atenção aos detalhes.

O abatimento vale para mensalidades escolares, graduação e cursos técnicos, mas deixa de fora o material escolar e os cursos de idiomas.

Agora, se o seu gasto foi com saúde, o cenário é outro: não existe limite de valor para a dedução. Mas cuidado com as exclusões.

Procedimentos puramente estéticos, compra de medicamentos em farmácias ou gasto com acompanhantes em hospitais não dão direito ao abatimento.

>> Confira no Tira-Dúvidas do IR 2026

A melhor estratégia para o contribuinte é testar os dois modelos, simplificado e completo.

“Utilizar seus gastos com saúde, educação, colocar seus dependentes na declaração. Gastos com médicos, dentistas, hospitais, plano de saúde, podem ser deduzidos sem limites, desde que comprovados os gastos com dependentes. A educação, desde que respeitado o limite anual. Também é possível utilizar os gastos com seus dependentes”, orienta a professora Ahiram Cardoso.

Já o especialista Paulo Pêgas, vice-presidente de controle interno do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRC-RJ), dá uma dica importante para não errar na escolha final.

“O contribuinte deve informar as deduções que tem, porque o próprio programa da Receita Federal informa quanto você teria que pagar no modelo completo e quanto você teria que pagar no modelo simplificado. E aí, você escolhe: o menor valor a pagar ou o maior valor a restituir.”

O modelo simplificado é mais prático, mas se você tem dependentes e gastos elevados com saúde e educação, o modelo completo pode ser o seu maior aliado. 

Organize seus recibos, compare os modelos no sistema e garanta o melhor resultado financeiro.

Edgard Matsuki – Repórter da Radioagência Nacional

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Economia

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.717 para o ano que vem, com aumento nominal de 5,92%. O valor consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.

O reajuste segue a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o crescimento da economia em 2025, limitado ao crescimento de gastos de 2,5% acima da inflação, determinado pelo arcabouço fiscal. A estimativa para o INPC também consta do PLDO.

O projeto também apresentou previsões de R$ 1.812 para o salário mínimo em 2028, de R$ 1.913 para 2029 e de R$ 2.020 para 2030. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.

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Em 2023, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB, soma das riquezas produzidas pelo país, de dois anos antes. Essa fórmula vigorou de 2006 a 2019. Por essa regra, o salário mínimo aumentaria 2,3% acima do INPC.

O pacote de corte de gastos aprovado no fim de 2024, no entanto, limitou o crescimento. Isso porque o salário mínimo entrou nos limites do arcabouço fiscal, que prevê crescimento real (acima da inflação) dos gastos entre 0,6% e 2,5%. Como o crescimento de 2,3% no PIB está abaixo do teto de 2,5%, a expansão da economia em 2025 poderá ser aplicada.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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Economia

Abono salarial começa a ser pago para nascidos em março e abril

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© Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Ministério do Trabalho e Emprego inicia, nesta quarta-feira (15), o pagamento do terceiro grupo de trabalhadores com direito ao abono salarial. Em nota, a pasta informou que serão pagos benefícios a um total de 4.272.981 trabalhadores nascidos em março e abril, com um desembolso de R$ 5,4 bilhões.

“O abono salarial será pago a 3.826.355 trabalhadores vinculados a empresas privadas cadastradas no Programa PIS, por meio da Caixa Econômica Federal, e a 446.626 trabalhadores servidores públicos vinculados ao Programa Pasep, por meio do Banco do Brasil”, destacou o comunicado.

O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2024. Em 2026, o calendário de pagamento do abono salarial teve início em 16 de fevereiro. Os valores, segundo a pasta, ficarão disponíveis aos trabalhadores até 30 de dezembro de 2026.

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Quem tem direito

Têm direito ao abono salarial trabalhadores que atendem a critérios como:

  • estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo;
  • ter recebido, de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), até o valor de referência de R$ 2.766 de remuneração mensal no ano-base 2024;
  • ter exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração;
  • ter seus dados do ano-base 2024 informados corretamente pelo empregador no eSocial.

Pagamento

O pagamento do abono salarial pela Caixa será realizado prioritariamente por crédito em conta do trabalhador (corrente, poupança ou Conta Digital) ou por meio do aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital aberta automaticamente.

Para o trabalhador não correntista, o pagamento será realizado por meio de canais como agências, lotéricas, autoatendimento, Caixa Aqui e demais canais disponibilizados pelo banco.

Já no Banco do Brasil, o pagamento será realizado prioritariamente por crédito em conta bancária, transferência via TED ou Pix e presencialmente, nas agências de atendimento, para trabalhadores não correntistas e que não possuem chave Pix.

“Informações adicionais poderão ser obtidas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho ou pelo telefone 158”, concluiu a pasta.

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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