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Cidades

Presos com 230 kg de cocaína em veículo do Exército, militares são condenados

Ex-sargento é réu confesso e receberia R$ 75 mil para transportar a droga de Corumbá a Campo Grande

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Dois ex-militares do Exército foram condenados a quatro anos de prisão em regime semiaberto por tráfico de drogas. Eles foram presos em flagrante em agosto de 2022 com 230 kg de cocaína na carroceria de caminhonete Hilux pertencente ao 17º Batalhão de Fronteira, de Corumbá. A apreensão da droga e a prisão de ambos ocorreu dentro do CMO (Comando Militar do Oeste), em Campo Grande.

O ex-sargento Giovani Vinícius da Silva e o ex-soldado Felipe dos Santos Neves foram denunciados pelo MPM (Ministério Público Militar) em setembro de 2022 e julgamento de primeiro grau os condenou em julho do ano passado. Ambos recorreram da decisão, que deve ser julgada depois do retorno do recesso do STM (Superior Tribunal Militar).

No dia dos fatos, em 22 de agosto de 2022, o Setor Inteligência do Exército acionou a Polícia do Exército sobre veículo suspeito vindo do 17º Batalhão na BR-262, próximo ao Distrito de Indubrasil. Abordada, a caminhonete era conduzida por Neves e chefiada por Silva, que após terem a documentação conferida, foram escoltados até o CMO.

Lá, antes mesmo de os cães farejadores realizarem a revista da viatura, o então 3º sargento confessou que havia entorpecentes na carroceria.

“Com a confirmação do transporte ilegal, foram recolhidos os armamentos dos denunciados e realizada uma revista completa em todos os objetos com o auxílio dos cães, quando foi possível constatar a existência de 214 (duzentos e quatorze) tabletes de cocaína acondicionados dentro de 3 (três caixas) e 3 (três) sacolas guardadas na carroceria”, cita denúncia do MPM.

Presos em flagrante, o ex-soldado e o ex-sargento tiveram a prisão preventiva decretada, mas acabaram sendo soltos e passaram a responder à ação penal em liberdade. Em sua defesa, o ex-soldado afirmou que o então sargento, antes de seguir viagem em missão a Campo Grande, pediu que ele desviasse a viatura para carregá-la, mas que não sabia do que se tratava o carregamento.

Já Silva, confessou que aproveitou a oportunidade da missão para o tráfico e receberia R$ 75 mil pelo serviço. Alegou que tal valor seria usado para pagar advogado em ação contra o padrasto de sua filha e que não sabia o local para entrega da droga, o que somente seria informado ao chegar na cidade com o entorpecente. Também declarou que Neves não sabia do transporte ilegal.

Na denúncia, o Ministério Público Militar sustentou que “os denunciados, utilizando-se de sua função como militares do Exército (o documento constante no evento 56 comprova a designação para a missão), pretendiam se livrar de possíveis revistas, por isso o uso da viatura militar e da farda serviriam perfeitamente para o transporte ilegal, que só não foi bem sucedido devido ao trabalho dos órgãos de inteligência”.

Afirmou também que apesar de haver negação por parte do soldado e do sargento, seria pouco provável que Neves não soubesse da irregularidade por duas razões: ele questionaria o desvio de rota e qual seria a carga transportada, e principalmente porque houve um pedido explícito por parte do sargento para que Neves fosse o motorista designado para a missão até Campo Grande, pois haveria entre eles “mais afinidade”, conforme foi informado pelo comando do 17º Batalhão em depoimento.

Apelação – Em recurso de apelação contra a sentença, o ex-sargento pediu, através de sua defesa, a atenuante devido à sua confissão espontânea do crime; fixação da pena-base no mínimo legal; o não reconhecimento da agravante por promover cooperação no crime; que o regime inicial fosse aberto; e a concessão do direito de apelar em liberdade.

Já a defesa do ex-soldado pontuou que a ação deve ser julgada improcedente e ele completamente absolvido, alegando que “a escolha do acusado para dirigir a viatura não foi fruto da intervenção do réu (ex-sargento), mas, ao contrário, seguiu a previsão sequencial da escala e a conveniência militar”.

Também alegou que “segundo os militares que testemunharam em juízo, o comandante da viatura, pela condição de superior hierárquico, poderia dar ordem ao motorista da missão para mudar a rota da viatura e que o réu (ex-sargento) afirmou a inocência de seu assistido, desde a fase inquisitorial”.

A reportagem entrou em contato com o CMO, através da assessoria de imprensa para comentar o caso, mas não obteve retorno até o fechamento deste material. O espaço segue aberto.

(Fonte: Campo Grande News. Foto: Reprodução)

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Cidades

Escolas, postos de saúde e espaços públicos recebem mutirão de limpeza

As ações prosseguem nos próximos dias.

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A Prefeitura de Dourados está realizando um mutirão de limpeza em diversos pontos da cidade, com ênfase nas escolas municipais, diante da proximidade da volta às aulas, e também em unidades de saúde e equipamentos públicos. Nesta primeira quinzena de janeiro, atendendo determinação do prefeito Marçal Filho, as equipes da Semsur (Secretaria de Serviços Urbanos) atuaram de forma intensa com roçada, poda e/ou supressão de árvores, pintura e outros serviços que têm impactado em asseio e beleza no município. As ações prosseguem nos próximos dias.

Nesta quinta-feira (16), equipes da Semsur concentram os trabalhos na Escola Municipal Professora Efantina de Quadros, Ceim (Centro de Educação Municipal Infantil) Ivo Benedito, no distrito de Itahum, Terminal Rodoviário Renato Lemes Soares, Pavilhão de Eventos Dom Teodardo Leitz, Parque Rego D’Água, Praça do Transbordo, Ceper do 3º Plano, e nas avenidas Marcelino Pires e Weimar Gonçalves Torres.

Já foram atendidas as escolas municipais Frei Eucário Schmitt,  Armando Campos Belo, Aurora Pedroso de Camargo, Professora Maria da Conceição Angélica e Sócrates Câmara. A UPA (Unidade de Pronto Atendimento), o estádio Frédis Saldivar (Douradão), o Centro de Convivência do Idoso “Andre´s Chamorro” , o Cras (Centro de Referência da Assistência Social) da Vila Cachoeirinha, a Secretaria Municipal de Saúde e Prefeitura também receberam os serviços. Além desses locais, o quadrilátero central entre as ruas Monte Alegre e Cuiabá e Toshinobu Katayama e Albino Torraca contou com as intervenções.

O prefeito Marçal Filho ressalta que os serviços são uma necessidade eminente no município e além de levarem mais asseio e beleza aos locais, geram impacto positivo em outros pontos, como saúde pública, por exemplo. “Encontramos o centro da cidade com o mato muito alto, condições críticas de limpeza, o que também era notório em espaços públicos”, ressalta Marçal Filho. “Logo no dia 2 começamos os serviços que estão mudando o aspecto da nossa cidade e ainda ajudam a prevenir infestação de insetos, mosquito da dengue e animais peçonhentos”, destaca o prefeito.

As ações continuarão de forma intensificada na área urbana e na área rural do município levando os serviços de limpeza, poda de árvores, pintura, conforme as necessidades de cada local.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

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Marçal consegue reverter no TCE perda de 3 mil vagas na Educação

Marçal Filho destaca os esforços junto ao Tribunal de Contas do Estado para reverter a perda das 3 mil vagas na Educação em Dourados

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Em tempo recorde, com apenas 9 dias úteis de trabalho à frente da Prefeitura de Dourados, o prefeito Marçal Filho e sua equipe jurídica conseguiram reverter no Tribunal de Contas do Estado (TCE) a perda de 3 mil vagas na educação infantil em razão de erros grosseiros cometidos pela gestão anterior na contratação de escolas conveniadas. A irresponsabilidade do governo passado foi atestada pela Divisão de Fiscalização de Educação do TCE, que apontou erros graves, como a omissão em relação ao formato de distribuição de merenda escolar, uniformes, material didático e pedagógico para as crianças.

O Tribunal de Contas do Estado apontou ainda que o contrato da governo passado não previa a avaliação da aptidão das escolas para a prestação de serviços de educação infantil e ainda criava notas para classificá-las com o objetivo de excluir as escolas que estiverem acima do número de vagas solicitadas. Ainda segundo o TCE, o contrato barrado pela Divisão de Contas do Estado eliminava a possibilidade de entrada de novas escolas interessadas em firmar convênio com o município, comprometendo a isonomia na contratação das instituições.

Após tomar posse, em 1 de janeiro, o prefeito Marçal Filho foi informado que o Tribunal de Contas do Estado havia concedido liminar ao Ministério Público de Contas no dia 27 de dezembro de 2024 suspendendo a contração das 3 mil vagas juntos às escolas e creches particulares de Dourados. “Essa notícia caiu como uma bomba para nosso governo e, também, para os pais das crianças já que é público e notório que a Rede Municipal de Ensino encerrou 2024 com um déficit de mais de 1.000 vagas na educação infantil e caso se confirmasse a perda dessas 3.000 vagas conveniadas a situação ficaria insustentável”, enfatiza Marçal Filho.

Uma das primeiras medidas adotadas pelo prefeito na primeira semana de governo foi bater às portas do Tribunal de Contas do Estado, em Campo Grande, acompanhado pela equipe jurídica do município para revogar a liminar que suspendeu o processo de contratação das 3.000 vagas. “Demonstramos no processo do TCE que os problemas criados no contrato pelo governo passado seriam corrigidos pelo nosso governo e que a manutenção da liminar iria causar um prejuízo gigantesco para a Educação em Dourados, já que o município não teria como criar milhares de vagas no espaço de 30 dias”, explica Marçal.

Para corrigir os problemas no contrato do governo anterior, o prefeito determinou a adoção de critérios transparentes para o envio de merenda escolar às entidades filantrópicas que forem contratadas, enquanto as escolas não filantrópicas ficariam responsáveis pelo fornecimento da merenda por conta própria. O prefeito também determinou que a Secretaria Municipal de Educação assumisse a responsabilidade pelo fornecimento dos kits de material escolar e que as escolas contratadas pelo município ficariam responsáveis pelo fornecimento dos uniformes escolares.

Ao receber a manifestação da Prefeitura de Dourados no processo que havia barrado liminarmente a contratação das 3.000 vagas, o conselheiro Flávio Kayatt decidiu pela revogação da liminar e determinou a exclusão do edital da previsão de classificação com o objetivo de excluir instituições da contratação, bem como pela manutenção do credenciamento de novas escolas e creches particulares durante todo o ano letivo de 2025.

O prefeito Marçal Filho recebeu com entusiasmo a decisão do Tribunal de Contas do Estado ao mesmo tempo em que lamenta a falta de planejamento das gestões anteriores que não investiram na construção de novas escolas municipais e, muito menos, em creches. “Estamos mobilizando esforços para receber o maior número possível de crianças neste ano letivo, mas infelizmente não teremos como garantir vagas para todas elas”, alerta. “No Censo de 2010 Dourados tinha 173.647 habitantes, chegou a 243.367 habitantes no Censo 2022 e no final do ano passado o IBGE apontou uma população de mais de 261 mil pessoas, ou seja, a cidade ganhou 17.273 habitantes em apenas 2 anos e quantas escolas foram construídas nesse período?”, questiona o prefeito.

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

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Cidades

Prefeitura de Dourados convoca empresas do transporte escolar para vistoria dos veículos

Para a Agetran conceder a emissão do alvará que autoriza a atividade de transporte de alunos em Dourados, os proprietários das vans devem ter registro no Cadastro Econômico do município.

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A Prefeitura de Dourados, por meio da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), publicou portaria convocando as empresas proprietárias de Vans utilizadas no transporte de estudantes para a vistoria nos veículos. A fiscalização inicia na segunda-feira, dia 20, e se estende até o dia 31 de janeiro, sempre das 7h30 às 12h30.

A Agetran informa que a vistoria é realizada pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e suas autorizadas. Após essa etapa, o documento emitido deve ser apresentado na Escola Pública de Trânsito (EPT), localizada à Rua Vivaldi de Oliveira, número 5795, Jardim Márcia.

Para a Agetran conceder a emissão do alvará que autoriza a atividade de transporte de alunos em Dourados, os proprietários das vans devem ter registro no Cadastro Econômico do município.
Na vistoria, deve ser entregue apresentado o documento do veículo, cópia da vistoria do Detran, documentos do proprietário, motorista e monitor, certificado do curso de transporte escolar dos motoristas e monitores, certidões negativas civil e criminal do proprietário, motorista e monitor e seguro de passageiros.

O não comparecimento no prazo determinado poderá acarretar sanções administrativas na Lei Municipal n° 2174, de 31 de março de 1998 e Decreto Municipal n° 434, de 17 de agosto de 2001. A não realização da vistoria será considerada serviço clandestino, que é ilegal. Em caso de dúvidas e outras informações, os interessados podem entrar em contato no telefone 2222-1204.

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

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