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Presidente de Conselho de Reitores destaca investimentos do Estado na ciência e tecnologia

Ms é um dos poucos estados que priorizam ações de fomento ao ensino, pesquisa e inovação tecnológica

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Todo processo de desenvolvimento econômico e social passa hoje pela ciência, tecnologia e inovação, o que justificaria a destinação de maior volume de recursos ao fomento do ensino e da pesquisa, destaca a presidente do Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (CRIE-MS), Elaine Cassiano, reitora do Instituto Federal de MS (IFMS). Segundo ela, para a sociedade se beneficiar dos avanços tecnológicos, é preciso não apenas uma ação forte do governo, como acontece no Estado, onde há investimentos e ações importantes, mas também a participação da iniciativa privada no desenvolvimento do ensino e da pesquisa. A reitora não vê sentido relegar a ciência num momento em que a tecnologia é hoje o principal condutor do progresso e da integração social, econômica e cultural.

Elaine Cassiano diz que Mato Grosso do Sul, diferentemente da maior parte dos estados e do governo federal, busca ampliar os investimentos e parcerias com as universidades. As iniciativas do poder público têm sido fundamentais para os avanços, segundo ela. A seu ver, MS é um Estado privilegiado, por ter um governo focado na ciência, com importantes centros de pesquisa nas áreas da agricultura, pecuária e biodiversidade.

Outro ponto destacado pela reitora do IFMS é o investimento permanente do Governo do Estado na produção de conhecimento científico, por meio da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia), que passou de um orçamento de R$ 28,6 milhões para R$ 44,3 milhões nos últimos cinco anos. Para a presidente do CRIE-MS, a busca pelo desenvolvimento econômico e social tem ensinado que este caminho tem como pontos fundamentais a ciência, a tecnologia e a inovação. Considera que a iniciativa privada deveria investir mais em inovação e vê que hoje a capacitação científica tem sido um bem público, de grande alcance social, mas com poucos investimentos privados. Daí a importância das parcerias, com o governo e empresas bancando os custos do ensino e da pesquisa.

Em Mato Grosso do Sul, além do orçamento anual de R$ 44,3 milhões em 2022, o Governo do Estado lançou o programa MS +Ciência, por meio da Fundect, que prevê a destinação de R$ 30 milhões. O programa prevê chamadas para bolsas de pós-graduação (consolidados e profissionais), Inovatec e edital de inovação para a indústria; assinou convênio com o Sebrae-MS e Fundação Chapadão e Fundação MS, Termo de Cooperação e Apoio à Piscicultura com a Universidade Estadual (UEMS) e Embrapa-Pantanal.

Pergunta – No plano federal sabemos que houve nos últimos dois anos um corte substancial no orçamento público destinado às ações de desenvolvimento da ciência, ensino e pesquisa. Por outro lado, no entanto, parcerias público-privada e alocação de recursos de outras fontes para programas regionais, como o MS +Ciência, lançado em dezembro do ano passado, preenchem essas lacunas de investimentos. Como o Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul avalia essas parcerias? Elas têm o alcance esperado?

Reitora Elaine Cassiano – Nós tivemos, nos últimos dois anos, um corte substancial no orçamento público do governo federal. Suprimos essa lacuna pela Fundect, que é subsidiada pelo Governo do Estado e que tem ajudado muito para a continuidade da pesquisa dentro da universidade e do Instituto Federal. A Fundect tem sido muito parceira. E o Governo do Estado muito mais, não só no apoio à pesquisa, mas também na pavimentação das estradas de acesso aos campi. Nós temos uma gratidão muito grande por esse olhar de cuidado com o nosso estudante. O governo é um parceiro fundamental nessa empreitada de fazer educação pública, gratuita e de qualidade, mesmo com o orçamento diminuindo desde 2019.

Pergunta – No conjunto das ações, a srª acredita que as parcerias podem atender as demandas do ensino, pesquisa e inovação ou é necessária participação mais forte do poder público?

Reitora Elaine Cassiano – Eu entendo que só o poder público pode subsidiar a pesquisa que vai ajudar no desenvolvimento do Estado e do país. A iniciativa privada ainda não tem a cultura de apoiar os projetos de inovação. Mas, no governo, este assunto já é debatido e instituído, de forma que o próprio Estado tem ajudado a abrir a mente dos empresários para que entendam que as instituições de ensino são a porta de entrada para as inovações, que eles não conseguem desenvolver em suas empresas. Algumas empresas têm a pesquisa e o desenvolvimento muito atuante, mas isso com um investimento muito alto. Então, por que não utilizar as instituições de ensino como instrumento para desenvolver novos produtos, novos serviços, dentro dos nossos laboratórios. O papel do Governo do Estado é esse, de disseminar que a inovação é importante, para que ela seja disruptiva e para que a empresa consiga agregar valor ao seu produto, melhorando o atendimento ao consumidor. No IFMS, nós somos capazes e estamos intermediando isso. Nossos laboratórios são públicos e podem ser utilizados pela comunidade.

Pergunta –  Em Mato Grosso do Sul o Governo do Estado está respondendo às demandas e dando a devida atenção à ciência e ao desenvolvimento do ensino e da pesquisa?

Reitora Elaine Cassiano – O Governo do Estado é um dos melhores do Brasil, pelo que tenho presenciado. Nós temos o Conif [Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica], composto por instituições federais de ensino. Não vemos no conselho relatos sobre governos tão atuantes como o de Mato Grosso do Sul. Me arrisco a dizer que estamos entre os três melhores. Por exemplo, o Governo do Estado tem olhado para a ciência, para a pesquisa, para outras questões de ensino, que alguns gestores estaduais e municipais não olham. Em alguns municípios, que não têm transporte público, é o governo que apoia os estudantes, dando condições para que eles cheguem ao Instituto Federal. Nós precisamos de mais atitudes e mais trabalhos assim em todo o país.

Pergunta – Como a srª vê a produção científica no âmbito das instituições de ensino superior de Mato Grosso do Sul?

Reitora Elaine Cassiano – Posso falar dos Institutos Federais, pois a nossa pesquisa é, em sua maioria, aplicada. Nós temos melhorado bastante a produção científica. E entendo produção científica como tudo o que aquela pesquisa pode dar de resultados. Atualmente, nas feiras e eventos científicos, nós estamos sempre entre os dez primeiros, em premiações nacionais e internacionais. As instituições federais de ensino têm produzido inovações para patentes e tem reconhecimento de produtos. São diversas formas de mostrar a grandiosidade dessa produção científica.

Pergunta – Qual a sua perspectiva sobre o futuro da ciência e da pesquisa em nosso Estado, considerando as demandas da iniciativa privada, como a indústria e os diversos elos das cadeias produtivas da agropecuária e setor de serviços, e as demandas naturais, considerando a biodiversidade de Mato Grosso do Sul?

Reitora Elaine Cassiano – Somos um Estado pujante em inteligência e quanto mais instrumentos e mecanismos criamos para incentivar a pesquisa, mais isso se expressará em resultados. Acredito em nossos jovens pesquisadores e sei que o trabalho deles, com o apoio do Governo do Estado, com os programas de bolsas que ofertamos e os editais de incentivo à pesquisa, vão transformar para melhor a vida de muitas pessoas. A parceria com o setor privado precisa ser fomentada, para que eles entendam as instituições de ensino como parceiras na inovação. Temos uma biodiversidade fantástica, recursos naturais de valor inestimável, só a pesquisa, a ciência e o olhar disruptivo podem assegurar o uso adequado dessas riquezas de forma sustentável.

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

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Escolas, postos de saúde e espaços públicos recebem mutirão de limpeza

As ações prosseguem nos próximos dias.

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A Prefeitura de Dourados está realizando um mutirão de limpeza em diversos pontos da cidade, com ênfase nas escolas municipais, diante da proximidade da volta às aulas, e também em unidades de saúde e equipamentos públicos. Nesta primeira quinzena de janeiro, atendendo determinação do prefeito Marçal Filho, as equipes da Semsur (Secretaria de Serviços Urbanos) atuaram de forma intensa com roçada, poda e/ou supressão de árvores, pintura e outros serviços que têm impactado em asseio e beleza no município. As ações prosseguem nos próximos dias.

Nesta quinta-feira (16), equipes da Semsur concentram os trabalhos na Escola Municipal Professora Efantina de Quadros, Ceim (Centro de Educação Municipal Infantil) Ivo Benedito, no distrito de Itahum, Terminal Rodoviário Renato Lemes Soares, Pavilhão de Eventos Dom Teodardo Leitz, Parque Rego D’Água, Praça do Transbordo, Ceper do 3º Plano, e nas avenidas Marcelino Pires e Weimar Gonçalves Torres.

Já foram atendidas as escolas municipais Frei Eucário Schmitt,  Armando Campos Belo, Aurora Pedroso de Camargo, Professora Maria da Conceição Angélica e Sócrates Câmara. A UPA (Unidade de Pronto Atendimento), o estádio Frédis Saldivar (Douradão), o Centro de Convivência do Idoso “Andre´s Chamorro” , o Cras (Centro de Referência da Assistência Social) da Vila Cachoeirinha, a Secretaria Municipal de Saúde e Prefeitura também receberam os serviços. Além desses locais, o quadrilátero central entre as ruas Monte Alegre e Cuiabá e Toshinobu Katayama e Albino Torraca contou com as intervenções.

O prefeito Marçal Filho ressalta que os serviços são uma necessidade eminente no município e além de levarem mais asseio e beleza aos locais, geram impacto positivo em outros pontos, como saúde pública, por exemplo. “Encontramos o centro da cidade com o mato muito alto, condições críticas de limpeza, o que também era notório em espaços públicos”, ressalta Marçal Filho. “Logo no dia 2 começamos os serviços que estão mudando o aspecto da nossa cidade e ainda ajudam a prevenir infestação de insetos, mosquito da dengue e animais peçonhentos”, destaca o prefeito.

As ações continuarão de forma intensificada na área urbana e na área rural do município levando os serviços de limpeza, poda de árvores, pintura, conforme as necessidades de cada local.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

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Marçal consegue reverter no TCE perda de 3 mil vagas na Educação

Marçal Filho destaca os esforços junto ao Tribunal de Contas do Estado para reverter a perda das 3 mil vagas na Educação em Dourados

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Em tempo recorde, com apenas 9 dias úteis de trabalho à frente da Prefeitura de Dourados, o prefeito Marçal Filho e sua equipe jurídica conseguiram reverter no Tribunal de Contas do Estado (TCE) a perda de 3 mil vagas na educação infantil em razão de erros grosseiros cometidos pela gestão anterior na contratação de escolas conveniadas. A irresponsabilidade do governo passado foi atestada pela Divisão de Fiscalização de Educação do TCE, que apontou erros graves, como a omissão em relação ao formato de distribuição de merenda escolar, uniformes, material didático e pedagógico para as crianças.

O Tribunal de Contas do Estado apontou ainda que o contrato da governo passado não previa a avaliação da aptidão das escolas para a prestação de serviços de educação infantil e ainda criava notas para classificá-las com o objetivo de excluir as escolas que estiverem acima do número de vagas solicitadas. Ainda segundo o TCE, o contrato barrado pela Divisão de Contas do Estado eliminava a possibilidade de entrada de novas escolas interessadas em firmar convênio com o município, comprometendo a isonomia na contratação das instituições.

Após tomar posse, em 1 de janeiro, o prefeito Marçal Filho foi informado que o Tribunal de Contas do Estado havia concedido liminar ao Ministério Público de Contas no dia 27 de dezembro de 2024 suspendendo a contração das 3 mil vagas juntos às escolas e creches particulares de Dourados. “Essa notícia caiu como uma bomba para nosso governo e, também, para os pais das crianças já que é público e notório que a Rede Municipal de Ensino encerrou 2024 com um déficit de mais de 1.000 vagas na educação infantil e caso se confirmasse a perda dessas 3.000 vagas conveniadas a situação ficaria insustentável”, enfatiza Marçal Filho.

Uma das primeiras medidas adotadas pelo prefeito na primeira semana de governo foi bater às portas do Tribunal de Contas do Estado, em Campo Grande, acompanhado pela equipe jurídica do município para revogar a liminar que suspendeu o processo de contratação das 3.000 vagas. “Demonstramos no processo do TCE que os problemas criados no contrato pelo governo passado seriam corrigidos pelo nosso governo e que a manutenção da liminar iria causar um prejuízo gigantesco para a Educação em Dourados, já que o município não teria como criar milhares de vagas no espaço de 30 dias”, explica Marçal.

Para corrigir os problemas no contrato do governo anterior, o prefeito determinou a adoção de critérios transparentes para o envio de merenda escolar às entidades filantrópicas que forem contratadas, enquanto as escolas não filantrópicas ficariam responsáveis pelo fornecimento da merenda por conta própria. O prefeito também determinou que a Secretaria Municipal de Educação assumisse a responsabilidade pelo fornecimento dos kits de material escolar e que as escolas contratadas pelo município ficariam responsáveis pelo fornecimento dos uniformes escolares.

Ao receber a manifestação da Prefeitura de Dourados no processo que havia barrado liminarmente a contratação das 3.000 vagas, o conselheiro Flávio Kayatt decidiu pela revogação da liminar e determinou a exclusão do edital da previsão de classificação com o objetivo de excluir instituições da contratação, bem como pela manutenção do credenciamento de novas escolas e creches particulares durante todo o ano letivo de 2025.

O prefeito Marçal Filho recebeu com entusiasmo a decisão do Tribunal de Contas do Estado ao mesmo tempo em que lamenta a falta de planejamento das gestões anteriores que não investiram na construção de novas escolas municipais e, muito menos, em creches. “Estamos mobilizando esforços para receber o maior número possível de crianças neste ano letivo, mas infelizmente não teremos como garantir vagas para todas elas”, alerta. “No Censo de 2010 Dourados tinha 173.647 habitantes, chegou a 243.367 habitantes no Censo 2022 e no final do ano passado o IBGE apontou uma população de mais de 261 mil pessoas, ou seja, a cidade ganhou 17.273 habitantes em apenas 2 anos e quantas escolas foram construídas nesse período?”, questiona o prefeito.

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

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Prefeitura de Dourados convoca empresas do transporte escolar para vistoria dos veículos

Para a Agetran conceder a emissão do alvará que autoriza a atividade de transporte de alunos em Dourados, os proprietários das vans devem ter registro no Cadastro Econômico do município.

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A Prefeitura de Dourados, por meio da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), publicou portaria convocando as empresas proprietárias de Vans utilizadas no transporte de estudantes para a vistoria nos veículos. A fiscalização inicia na segunda-feira, dia 20, e se estende até o dia 31 de janeiro, sempre das 7h30 às 12h30.

A Agetran informa que a vistoria é realizada pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e suas autorizadas. Após essa etapa, o documento emitido deve ser apresentado na Escola Pública de Trânsito (EPT), localizada à Rua Vivaldi de Oliveira, número 5795, Jardim Márcia.

Para a Agetran conceder a emissão do alvará que autoriza a atividade de transporte de alunos em Dourados, os proprietários das vans devem ter registro no Cadastro Econômico do município.
Na vistoria, deve ser entregue apresentado o documento do veículo, cópia da vistoria do Detran, documentos do proprietário, motorista e monitor, certificado do curso de transporte escolar dos motoristas e monitores, certidões negativas civil e criminal do proprietário, motorista e monitor e seguro de passageiros.

O não comparecimento no prazo determinado poderá acarretar sanções administrativas na Lei Municipal n° 2174, de 31 de março de 1998 e Decreto Municipal n° 434, de 17 de agosto de 2001. A não realização da vistoria será considerada serviço clandestino, que é ilegal. Em caso de dúvidas e outras informações, os interessados podem entrar em contato no telefone 2222-1204.

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

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