Agentes do Centro de Controle de Zoonoses estão intensificando a fiscalização nas áreas com maiores índices de infestação do mosquito Aedes aegypti. Foto: Arquivo/Assecom
A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria de Saúde e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), reforça o alerta à população sobre o aumento de casos de dengue e chikungunya e a importância das ações preventivas no município. De acordo com o Boletim Epidemiológico de Arboviroses, referente à 40ª semana (de 28 de setembro a 4 de outubro), Dourados registrou 1.314 casos notificados de dengue, sendo 159 confirmados, 2 óbitos e 34 internações. Entre os casos confirmados, as faixas etárias mais atingidas estão entre 10 e 49 anos, que somam 101 registros.
Em relação à chikungunya, o município contabiliza 1.202 casos notificados, 137 confirmados, 21 internações e 1 óbito. O número preocupa a Vigilância Epidemiológica, que aponta um crescimento expressivo em comparação ao mesmo período do ano passado. “O que tem preocupado nossa equipe é que, no ano passado, tínhamos 30 casos nesse período e agora já são 137 registros de chikungunya”, destaca Devanildo de Souza Santos, gerente da Vigilância Epidemiológica de Dourados.
No cenário estadual, o Mato Grosso do Sul já soma 13.438 casos prováveis de dengue, sendo 8.172 confirmados e 18 óbitos. Para chikungunya, são 13.552 casos prováveis, 7.430 confirmados e 16 óbitos registrados em dez municípios.
VACINAÇÃO DENGUE
O Estado já recebeu 241.030 doses da vacina contra a dengue, com 188.875 aplicadas até o momento. Em Dourados, mais de 6 mil crianças e adolescentes receberam as doses, oferecendo uma cobertura de 31,83%. O imunizante continua disponível em todas as unidades de saúde para faixa etária de 10 a 14 anos, que é preconizada pelo Ministério da Saúde e concentra o maior número de hospitalizações pela doença. O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas.
Até setembro, o CCZ notificou 5.714 imóveis e emitiu 1.128 multas por descumprimento da legislação municipal que obriga a limpeza de quintais e terrenos baldios. No início do mês, foram publicados no Diário Oficial do Município os Editais de Notificação e Auto de Infração nº 22/2025, que convocam proprietários de imóveis em bairros como Jardim Água Boa, Jardim São Pedro, Vila Planalto, Jardim Guaicurus, Parque dos Jequitibás e Jardim Ibirapuera a regularizarem a situação.
Os responsáveis têm 10 dias úteis para realizar a limpeza dos terrenos e 15 dias úteis para apresentar defesa, no caso de autuações. O não cumprimento das determinações pode resultar em multas, conforme a Lei nº 3.965, de 22 de fevereiro de 2016. A população pode colaborar denunciando imóveis sujos ou com possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti pelo telefone ou WhatsApp (67) 2222-2074, durante o horário de atendimento do CCZ.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que, diante de sintomas como febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, manchas vermelhas ou náuseas, a recomendação é não se automedicar e procurar imediatamente uma unidade de saúde.
A Prefeitura de Campo Grande publicou no Diário Oficial desta quarta-feira (22) os resultados preliminares de dois processos seletivos simplificados para contratação temporária. Os editais também estabelecem o prazo para interposição de recursos administrativos por parte dos candidatos.
As seleções são conduzidas pela Secretaria Municipal de Administração e Inovação (Semadi) e contemplam as funções de assistente educacional inclusivo e preceptores em diversas áreas da saúde. Os candidatos têm dois dias úteis para interposição de recursos, contados a partir da data de publicação do edital.
Assistente educacional inclusivo
No caso do processo seletivo para assistente educacional inclusivo, foi divulgado o resultado preliminar da prova de títulos, além de listas complementares com informações relevantes para os candidatos.
Entre os dados publicados estão a relação de candidatos que apresentaram certificado de curso de Libras, utilizado como critério de desempate, e a lista de candidatos desclassificados por não atenderem aos requisitos previstos no edital.
Os candidatos que não localizarem seus nomes, identificarem inconsistências nos dados ou discordarem da pontuação ou da desclassificação podem apresentar recurso administrativo dentro do prazo estabelecido.
O envio deve ser feito para o e-mail inclusivo.2026@gmail.com, com justificativa clara e documentação comprobatória.
Preceptores da área da saúde
Já o processo seletivo para preceptores contempla profissionais das áreas de enfermagem, odontologia, serviço social, farmácia, fisioterapia, educação física e psicologia.
O edital apresenta o resultado preliminar da prova de títulos e tem como objetivo a formação de cadastro reserva para atuação na rede municipal de saúde, conforme a demanda.
Os candidatos também podem interpor recurso administrativo em caso de ausência do nome na lista, necessidade de correção de dados ou discordância da pontuação.
Neste processo, não é permitido o envio de novos documentos para alteração da pontuação, sendo considerada apenas a documentação já apresentada anteriormente.
Regras e orientações
O prazo para interposição de recursos segue as regras estabelecidas em edital, e pedidos fora do período previsto não serão aceitos. Também não há previsão de nova etapa de recurso após a análise pela comissão organizadora.
Os editais completos, com todas as listas e orientações, estão disponíveis no Diário Oficial de Campo Grande, no endereço eletrônico: https://diogrande.campogrande.ms.gov.br
A orientação é que os candidatos acompanhem as publicações oficiais, verifiquem atentamente seus dados e sigam corretamente as instruções para garantir a análise adequada de eventuais recursos.
O combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor de arboviroses como Dengue, Zika e Chikungunya, será reforçado em cinco bairros de Campo Grande, com o uso do serviço de borrifação ultrabaixo volume (UBV) – conhecido como Fumacê, nesta sexta-feira (17).
As equipes da Gerência de Controle de Endemias Vetoriais (GCEV) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) circularão das 16h às 22h pelas ruas dos seguintes bairros: Carvalho, Taquarussu, Jockey Club, Lageado e Los Angeles.
Para uma maior eficácia do inseticida, é necessário que o morador abra portas e janelas, assim o veneno consegue atingir os locais onde há maior probabilidade de estarem os mosquitos.
Os serviços podem ser adiados ou até mesmo cancelados em caso de chuvas, ventos ou neblina, uma vez que tais atividades meteorológicas prejudicam a aplicação do veneno.
O inseticida atinge os mosquitos adultos, preferencialmente as fêmeas, que são as transmissoras das doenças. Ainda assim é possível que outras espécies sejam atingidas e, por isso, é necessária uma aplicação criteriosa do veneno.
Formação oferecida pela Semaf, voltada a feirantes e empreendedores de food trucks, visa melhoria da qualidade de serviços prestados à população. Foto – A. Frota
A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar (Semaf), realiza no próximo dia 27 de abril a capacitação “Foco na regulamentação e boas práticas”, voltada a feirantes e empreendedores de food trucks que atuam no município. O treinamento será realizado no anfiteatro do Centro Administrativo Municipal, sede da Prefeitura, e abordará temas como regulamentação, diretrizes legais e sanitárias, além de orientações sobre boas práticas nas feiras livres e nos espaços públicos destinados à comercialização de alimentos.
De acordo com o secretário municipal de Agricultura Familiar, Bruno Pontim, a participação é obrigatória e está prevista na Lei Municipal nº 4.380, de 6 de dezembro de 2019, que regulamenta o funcionamento das feiras livres em Dourados. “Quem atua no setor de alimentação precisa estar atualizado com as regras sanitárias e de saúde pública”, observa Bruno Pontim. “Nossa obrigação, além de fiscalizar, é proporcionar condições para que esses profissionais fiquem em sintonia com a legislação”, completa o secretário.
A legislação estabelece normas detalhadas para a organização, funcionamento e fiscalização das feiras. Entre os pontos previstos, está a definição das feiras livres como centros de exposição, produção e comercialização a varejo de uma ampla variedade de produtos, incluindo gêneros alimentícios, hortifrutigranjeiros, produtos de origem animal inspecionados, itens de apicultura, piscicultura, artesanato, comidas típicas, bebidas, além de artigos de uso doméstico e pessoal.
A lei também determina a setorização obrigatória das feiras, organizando os espaços conforme o tipo de produto comercializado, como hortifrutigranjeiros, praça de alimentação, secos e molhados e armarinhos. Essa divisão busca garantir melhor organização, segurança alimentar e conforto ao público.
Outro ponto importante é a regulamentação sobre localização e funcionamento. As feiras devem respeitar critérios como distância mínima entre si e restrições quanto à proximidade de unidades de saúde e segurança pública, além de operar em dias e horários previamente definidos pelo poder público.
A norma ainda prevê exigências estruturais, como o uso obrigatório de coberturas adequadas nas barracas, padronização dos espaços e organização por segmentos comerciais, além da proibição de circulação de veículos não autorizados durante o funcionamento das feiras.
O secretário recorda que para atuar regularmente, os feirantes precisam estar cadastrados junto ao município, obter o alvará de funcionamento e participar de capacitações obrigatórias, incluindo treinamentos em empreendedorismo oferecidos pela Semaf em parceria com outros órgãos municipais.
A fiscalização é realizada por equipes da Prefeitura, com atuação integrada de fiscais de postura, Vigilância Sanitária e órgãos de defesa do consumidor, garantindo o cumprimento das normas e a qualidade dos serviços oferecidos à população.
Segundo ainda o titular da Semaf, a capacitação tem como objetivo orientar os trabalhadores quanto às exigências legais e sanitárias, contribuindo para a melhoria da qualidade dos produtos e serviços, além de fortalecer a segurança alimentar e a organização das feiras livres no município.
A legislação estabelece normas para organização, localização e concessão de permissões para atuação nesses espaços, definindo as feiras livres como centros de exposição, produção e comercialização a varejo. Entre os produtos contemplados estão gêneros alimentícios, hortifrutigranjeiros, itens de olericultura, apicultura, piscicultura, além de artesanato, entre outros.
A iniciativa, reforça a Semaf, busca orientar os trabalhadores quanto ao cumprimento das exigências legais e sanitárias, contribuindo para a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população e para a segurança alimentar nos espaços públicos.
SERVIÇO
Capacitação: “Foco na regulamentação e boas práticas”
Data: 27 de abril
Local: Anfiteatro da Prefeitura de Dourados
Público-alvo: Feirantes e empreendedores de food trucks