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Pesquisa de longo prazo aponta impacto ambiental da agricultura

Estudo realizado em dez microbacias do Rio Xingu, em Mato Grosso

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Como conciliar a expansão das fronteiras agrícolas com a manutenção da paisagem das bacias e a integridade do ciclo hidrológico tão necessários à vida humana? E de que forma tudo isso tem a ver com a segurança alimentar? A busca por essas respostas moveu a pesquisadora Márcia Macedo a desenvolver, junto com outros pesquisadores, um estudo de longo prazo em dez microbacias do Rio Xingu, em Mato Grosso.

Foi a partir do Projeto Tanguro, uma iniciativa do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) na cidade de Querência, que a pesquisadora encontrou o ambiente perfeito para desenvolver seu primeiro experimento em busca dessas respostas. Em um laboratório a céu aberto, que reúne pesquisadores de vários países, Márcia também teve à disposição cursos de água inseridos em terras com usos diferentes. “É um lugar onde a gente pode comparar bacias florestadas, ou seja, integrais e bacias com agricultura intensiva. Então nós pesquisamos quatro bacias em floresta e seis bacias em agricultura”, explica.

Mato Grosso - 09/03/2024 - A pesquisadora é Márcia Macedo, fala sobre o impacto da agricultura no ciclo hídrico, na Fazenda Tanguro em MT. Foto: Fabiola Sinimbu/Agência Brasil
 A pesquisadora é Márcia Macedo, fala sobre o impacto da agricultura no ciclo hídrico, na Fazenda Tanguro em MT. Foto:- Fabiola Sinimbu/Agência Brasil

De acordo com o Código Florestal, esses cursos de água com menos de 10 metros de largura são considerados, em 30 metros de margem para cada lado, Áreas de Proteção Permanentes (APPs). Após esses limites, a terra recebe a destinação escolhida pelo proprietário.

Por ser uma fazenda de uso inicialmente de pecuária e que passou por uma transição para uso da terra pelas lavouras de soja, milho e algodão, a Tanguro, destinada também à ciência, possibilita a busca pelo entendimento do impacto dessas escolhas.

Pesquisadora da Organização Não Governamental norte-americana Woodwell Climate Research Center, Márcia passou a trabalhar com a equipe do Ipam, por meio de uma parceria entre as duas instituições. “Com isso, a gente conseguiu medir vários parâmetros que mostram como que essa grande mudança de uso da vegetação afeta o balanço da água e de energia”.

Foram instalados vários equipamentos de medição para diferentes parâmetros e os pesquisadores passaram a monitorar os cursos de água em relação à vasão dos córregos, existência de nutrientes, temperatura e outros fatores de avaliação do ambiente aquático que permitem entender o habitat de toda a cadeia alimentar existente.

Segundo Márcia, um dos achados mais significativos representa uma grave interferência no ciclo hídrico, já que as vegetações de raízes consideravelmente menores da agricultura não conseguem cumprir o mesmo papel que a vegetação presente originalmente na região estudada, situada em uma área de transição entre a Amazônia e o Cerrado.

Mato Grosso - 09/03/2024 - A pesquisadora é Márcia Macedo e o pesquisador é Leonardo Santos, falam sobre o impacto da agricultura no ciclo hídrico, na Fazenda Tanguro em MT. Foto: Fabiola Sinimbu/Agência Brasil
Mato Grosso –  A pesquisadora Márcia Macedo e o pesquisador é Leonardo Santos. O impacto da agricultura no ciclo hídrico, na Fazenda Tanguro, em MT. Foto: Fabiola Sinimbu/Agência Brasil

“As florestas usam muita água, ao longo do ano todo, e elas bombeiam essa água do solo para a atmosfera, em um processo que se chama evapotranspiração, e as áreas de lavoura usam muito menos água e por menos tempo”, explica.

Na prática, no lugar de ir para a atmosfera a água acumula no solo e é drenada pelos córregos em quantidades maiores deixando menos água disponível na região, o que, além de aumentar a temperatura também diminui os períodos de chuvas. Em regiões de relevo maior, o alto volume drenado pode esvaziar o curso de água durante a seca.

“Quando a vegetação joga água para a atmosfera tem o efeito de resfriar a terra, então você muda isso e você esquenta bastante. Pudemos observar que as bacias nas áreas não florestadas são entre 4 e 5 graus Célcius mais quentes, então isso também afeta a temperatura da água, afeta todo o microclima a traz várias sequelas para vida existente naquele córrego”, explica.

De acordo com a pesquisadora, se for levado para uma escala maior pode representar, inclusive, uma ameaça à própria produção de alimentos, em longo prazo. “Na escala macro, se você começa a mudar a quantidade de água que está sendo reciclada da chuva, que está sendo reciclada da atmosfera, os impactos acontecem nos rios voadores que abastecem as grandes áreas de agricultura”, afirmou.

Flora

Enquanto Márcia se dedicou aos cursos de água, o pesquisador do Ipam, Leonardo Maracahipes Santos estudou a própria vegetação da floresta ripária, ou seja, as margens dos córregos preservadas por lei, e comparou as que permaneceram inseridas na floresta original com as que passaram a integrar área de agricultura. E a conclusão foi de que a agricultura também interferiu na estrutura da vegetação e na composição das espécies dessas APPs.

De acordo com o pesquisador, na floresta que passou por mudança de paisagem é possível observar um comportamento chamado de efeito de borda, que se aplica às faixas de cerca de 100 metros limítrofes com terras degradadas, onde as espécies menos resistentes não conseguem sobreviver, o ambiente fica mais pobre de espécies, o que diminui a cobertura vegetal e aumenta a entrada da luz do sol. “Com isso prevalecem árvores menores, portanto com menos biomassa, que estocam menos carbono, têm copas menores e deixam a luz entrar, tornando o ambiente mais quente e seco, e isso afeta os serviços ecossistêmicos, já que o ambiente passa a ter maior número de indivíduos da mesma espécie”, explica.

Fauna

Como em uma floresta em equilíbrio tudo se conecta, a mudança na vegetação e nos rios também afeta os animais e insetos que habitam a região. O pesquisador do Ipam, Filipe Arruda, se dedicou a entender como as abelhas, formigas e aves são afetadas por todas essas mudanças provocadas pelo uso do solo para a agricultura.

Segundo o pesquisador, os grupos taxinômicos de insetos são afetados de formas diferentes, e durante a pesquisa foi observada tanto a perda total de uma espécie naquela floresta inserida em uma área de agriculta, quanto a troca de espécies, ou seja, desapareceram as que costumam viver em ambientes de mata fechada e passaram a viver naquela área, espécies acostumadas com menos vegetação.

“A perda pôde ser observada em algumas espécies de formiga, e a troca, nós observamos entre as espécies de abelha. Lembrando que as formigas e as abelhas desempenham importantes serviços ecossistêmicos, como a dispersão secundária de sementes pelas formigas e a predação de pragas como a lagarta da soja. Já as abelhas exercem um papel fundamental de polinização”, ressalta.

Longo Prazo

Mato Grosso - 09/03/2024 - A pesquisadora é Márcia Macedo e o pesquisador é Leonardo Santos, falam sobre o impacto da agricultura no ciclo hídrico, na Fazenda Tanguro em MT. Foto: Fabiola Sinimbu/Agência Brasil
Mato Grosso – A pesquisadora é Márcia Macedo e o pesquisador é Leonardo Santos, falam sobre o impacto da agricultura no ciclo hídrico, na Fazenda Tanguro em MT. Foto: Fabiola Sinimbu/Agência Brasil

Como o Projeto Tanguro está inserido no Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (Peld), de fomento às pesquisas contínuas sobre ecossistemas e a biodiversidade, os estudos ganham desdobramentos em novos projetos que aprofundam ainda mais os conhecimentos e oferecem ferramentas às políticas públicas.

Márcia Macedo atualmente trabalha em novo estudo sobre as represas existentes nas microbacias da Tanguro e, para isso, montou uma equipe com jovens cientistas que buscam não apenas entender as mudanças causadas pela ação humana no meio ambiente, mas também auxiliam no desenvolvimento de tecnologias para aprimorar os métodos de coletas de dados e amostras para as pesquisas.

“O fato de ter a presença de pesquisadores por tanto tempo atuando no mesmo lugar permite à gente montar um quebra-cabeça de várias perguntas, de várias perspectivas. O financiamento do governo também nos permite trazer colaboradores da região, ter a experiência fantástica dos técnicos do Ipam, oferecer bolsas para alunos e treinar a próxima geração”, conclui.

(Fonte: Agência Brasil. Foto:Reprodução)

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Negociação de dívidas com a Prefeitura começa hoje

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Começou nesta segunda-feira (6) o programa que permite a regularização de débitos municipais com descontos de até 90% sobre juros, multas e outros acréscimos legais.

Podem ser negociados débitos tributários e não tributários com fato gerador, vencimento ou origem ocorridos até 31 de dezembro de 2025, estejam eles inscritos ou não em dívida ativa, em cobrança administrativa ou judicial.

A negociação pode ser feita até o dia 7 de agosto de 2026, de forma totalmente online, por meio do portal da Prefeitura, sem necessidade de atendimento presencial.

Quais são os descontos?

Os descontos variam conforme o ano de origem da dívida e são válidos apenas para pagamento à vista:

90% de desconto sobre juros, multas e demais acréscimos legais para débitos com origem até 31 de dezembro de 2018;

70% de desconto para débitos de 2019 e 2020;

50% de desconto para débitos de 2021 a 2025;

30% de desconto sobre acréscimos legais remanescentes em determinados parcelamentos previstos no edital.

Como fazer?

O contribuinte deve acessar o portal da Prefeitura de Campo Grande e entrar no ambiente utilizado para emissão de guias de tributos municipais. O sistema calculará automaticamente os descontos previstos no edital e emitirá a guia para pagamento.

A negociação somente será efetivada após o pagamento integral da guia emitida.

O que não pode ser negociado?

Não entram na transação débitos relacionados a multas de trânsito, indenizações ao Município, contratos administrativos, penalidades ambientais, dívidas originadas após 31 de dezembro de 2025, casos de fraude reconhecida e parcelamentos que já tenham recebido benefícios semelhantes em programas anteriores.

A medida busca incentivar a regularização fiscal dos contribuintes, reduzir litígios administrativos e judiciais e ampliar a recuperação de créditos municipais.

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Retirada dos kits para a 7ª Meia Maratona do Fogo será no sábado

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Competição de 2025 foi sucesso e edição de 2026 já conta com participantes de vários Estados inscritos- Foto: A. Frota/ Arquivo

A Prefeitura de Dourados, por meio da Fundação de Esportes (Funed), em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, informa que a retirada dos kits da 7ª Meia Maratona do Fogo será realizada neste sábado, 11 de julho, das 15h às 18h, no Quartel do Corpo de Bombeiros, localizado na Av. Presidente Vargas, 1167 – Vila Progresso, Dourados. Os atletas inscritos nas provas de 21 km e 10 km e kids (foguinho) deverão comparecer dentro do horário estabelecido para retirar seus kits. A retirada poderá ser feita por terceiros, desde que seja apresentado um documento do atleta inscrito.

As inscrições para as provas de 21 km e 10 km estão oficialmente encerradas, confirmando o grande sucesso da edição deste ano. Para quem ainda deseja participar do evento, restam as últimas vagas para a Corrida Kids Foguinho, destinada às crianças.

Os participantes também já podem conferir o percurso oficial da prova por meio do link do Strava: Percurso Oficial – 7ª Meia Maratona do Fogo (https://www.strava.com/routes/3503941300286740494). Neste ano, os atletas largarão do Quartel do Corpo de Bombeiros Militar, na Avenida Presidente Vargas, seguirão até a área da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, na Rodovia Guaicurus, e retornarão ao ponto de partida, completando o trajeto de ida e volta. O tempo máximo para conclusão da prova será de três horas.

A 7ª Meia Maratona do Fogo é promovida pela Prefeitura de Dourados, por meio da Fundação de Esportes (FUNED), em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar, em homenagem ao aniversário da corporação. O evento reunirá atletas de diversos estados brasileiros e reforça o compromisso do município com o incentivo ao esporte, à saúde e à integração da comunidade.

A 7ª edição da Meia Maratona do Fogo será realizada no dia 12 de julho, a partir das 6h, com largada e chegada no Quartel do Corpo de Bombeiros Militar, na Avenida Presidente Vargas. A prova será 100% pelas ruas de Dourados, com os atletas passando por importantes vias até retornar ao Corpo de Bombeiros para a chegada. A principal novidade deste ano é a criação da Corrida Kids “Foguinho”, modalidade recreativa voltada às crianças, pensada para incentivar a participação das famílias e despertar na infância o interesse pela prática esportiva. A proposta é transformar a Meia Maratona do Fogo em um evento ainda mais inclusivo, reunindo competidores profissionais, corredores amadores e famílias em um momento de integração através do esporte.

A diretora-presidente da Funed, Sandra Giselly Amaral, ressalta a importância da participação popular no evento. “Nossa expectativa é envolver toda a comunidade em um momento de lazer, integração e incentivo à prática esportiva, fortalecendo os hábitos saudáveis entre crianças, jovens e adultos”, afirmou.

As competições contarão com cronometragem eletrônica por chip obrigatório, enquanto a Corrida Kids terá caráter participativo e recreativo. Os atletas disputarão categorias gerais masculina e feminina, além de categorias militares e divisões por faixa etária. Todos os participantes que concluírem as provas receberão medalha de participação. Os melhores colocados poderão receber troféus, medalhas especiais e premiação em dinheiro, conforme divulgação oficial da organização.

Programação Oficial – Domingo (12 de julho)

  • 06h00 – Largada da Meia Maratona (21K) e Corrida (10K)
  • Largada e chegada em frente ao Quartel do Corpo de Bombeiros
  • 08h00 (previsão) – Largada da Corrida Kids Foguinho
  • 09h00 – Cerimônia Oficial de Premiação das provas de 21K e 10K

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PrefCG convoca 268 aprovados em processos seletivos

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A Prefeitura de Campo Grande publicou, em diário oficial desta quinta-feira (02), a convocação de 268 candidatos aprovados nos processos seletivos simplificados do município. Os selecionados atuarão em diversas secretarias.

A maioria dos convocados são auxiliares administrativos e financeiros, que deverão comparecer às secretarias nos dias e horários informados no edital para receber orientações. Dentre os chamados também estão merendeiros e motoristas.

Aqueles candidatos convocados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), devem comparecer à sede da pasta, na Rua Bahia, 280, às 8h de amanhã (03). Na mesma data e horário devem se apresentar os selecionados pela Secretaria Municipal de Educação (Semed). O endereço em que os candidatos devem comparecer é a Rua Onicieto Severo Monteiro, 460, na Vila Margarida.

Também foram convocados candidatos para a Secretaria Municipal de Administração e Inovação (Semadi), que devem se apresentar às 8h de sexta-feira na Av. Afonso Pena, 3.297, no centro. Às 11h, na mesma data, a candidata selecionada pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande (Agereg) deverá se apresentar na Rua Eduardo Santo Pereira, 1.725, na Vila Gomes.

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