Para fomentar novos investimentos, Eduardo Riedel anuncia entrada de MS no BRDE
Durante o evento, o governador citou que o Estado tem uma carteira de investimentos privados na ordem de R$ 58 bilhões, em diferentes áreas de desenvolvimento
Durante reunião do Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul), em Porto Alegre, o governador Eduardo Riedel anunciou que Mato Grosso do Sul fará parte do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), inclusive fazendo aporte de recursos no banco. Isto vai permitir que empreendedores do Estado possam fazer financiamentos na instituição financeira, promovendo novos investimentos.
“Mato Grosso do Sul passará a fazer parte do BRDE aportando recursos, para que estes retornem ao setor produtivo que vai tomá-lo para poder desenvolver o nosso Estado. Nossa entrada foi deliberada por unanimidade pelos governadores do Sul. Agora começa a discussão mais técnica entre o banco e o Estado, para que sejam definidos os detalhes”, afirmou o governador.
O BRDE foi fundado pelos estados da região Sul, sendo uma instituição financeira pública de fomento e apoio a projetos de desenvolvimento, para aumentar a competitividade de empreendimentos de todos os portes. Ele é uma referência em financiamento de longo prazo no País. É administrado pelos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
“Vai ser formado um grupo de trabalho que junto com nossa equipe possa discutir valores e linhas de ação. Esta participação já está sendo construída ao longo do tempo. Uma decisão que tinha sido tomada desde que Mato Grosso do Sul entrou no Codesul”, completou Riedel.
Durante o evento, o governador citou que o Estado tem uma carteira de investimentos privados na ordem de R$ 58 bilhões, em diferentes áreas de desenvolvimento. “Boa parte deste volume de recursos vem inclusive das cooperativas da região Sul”, revelou.
Encontro
O governador agradeceu a recepção e a acolhida que teve na reunião do Codesul. “Mato Grosso do Sul está à disposição para somar com este time. Nós também fazemos parte do Consórcio Brasil Central, mas estamos no Codesul há mais tempo, com uma parceria madura. Nossa expectativa é que esta união de esforços traga resultados concretos para nossa gente”.
Ainda ponderou que o bloco tem não apenas características regionais, mas também afinidades culturais. “Nos sentimos absolutamente à vontade em participar do bloco, que sem dúvida vai ajudar muito Mato Grosso do Sul”.
Na pauta esteve assuntos como planejamento do bloco até 2040, medidas de mitigação dos efeitos pandêmicos no nível de aprendizagem, projetos de infraestrutura e logística enviados ao Governo Federal e temas como vigilância sanitária (Influencia Aviária). Além de Riedel, participaram da reunião os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho Júnior (Paraná) e Jorginho Mello (Santa Catarina).
O Codesul foi fundado em 1961, a partir de convênio entre os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No ano de 1992, Mato Grosso do Sul também aderiu ao Conselho. Ele foi planejado para colaborar com o crescimento e encontrar alternativas aos desequilíbrios regionais.
Codesul é formado pelos governadores dos estados da região Sul e por MS (foto: Eduardo Valente SECOM/SC)
Participaram do evento também os secretários de Mato Grosso do Sul Pedro Arlei Caravina (Governo e Gestão Estratégica) e Hélio Daher (Educação), entre outras autoridades.
Um mês após elevar o percentual de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para financiamentos a projetos de inovação, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou o incentivo à produção nacional nas linhas de crédito indexadas pela Taxa Referencial (TR).
Em reunião nessa quinta-feira (23), o CMN fez ajustes nos critérios de escolha para os financiamentos à inovação e à digitalização com os recursos do FAT remunerados pela TR, atualmente entre 0,16% e 0,17% ao mês, equivalente a pouco mais de 2% ao ano. O fundo repassa esses recursos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que opera os financiamentos.
A mudança permite dar prioridade à compra de equipamentos de informática e automação desenvolvidos com tecnologia nacional. Ao mesmo tempo, não impede que também sejam utilizados recursos para financiar bens produzidos no país que sigam o chamado Processo Produtivo Básico (PPB), que estabelece regras mínimas de fabricação local.
Em nota, o Ministério da Fazenda explicou que a nova regra amplia o incentivo à produção nacional sem excluir outras opções já existentes. O governo ressalta que a medida não terá impacto fiscal, uma vez que os recursos vêm do FAT constitucional, já previstos em lei, sem envolver despesas primárias da União.
Segundo o ministério, por causa da urgência do tema, a resolução do CMN passa a valer imediatamente após sua publicação. A intenção, explicou a pasta, é evitar impactos negativos no curto prazo, especialmente para empresas que dependem desse tipo de financiamento com recursos do FAT.
Criado pela Constituição de 1988, o FAT tem três finalidades: servir de fonte de recursos para o BNDES, financiar o abono salarial e o seguro-desemprego e oferecer cursos de qualificação profissional.
Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o CMN também tem a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
Cerca de 415 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco podem saber se receberão restituição. Às 10h desta quinta-feira (23), a Receita Federal libera a consulta ao lote da malha fina de abril. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.
Ao todo, 415.277 contribuintes receberão R$ 592,2 milhões. Desse total, R$ 256,8 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.
As restituições estão distribuídas da seguinte forma:
334.614 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
32.231 contribuintes sem prioridade;
28.572 contribuintes de 60 a 79 anos;
10.521 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
4.731 contribuintes acima de 80 anos;
4.608 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.
A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.
O pagamento será feito em 30 de abril, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.
A decisão entre o desconto simplificado e o modelo por deduções legais pode fazer uma grande diferença no seu bolso.
“A declaração completa é ideal para as pessoas que têm muitas despesas dedutíveis na área de saúde, educação, previdência privada e dependentes. Permite que eu detalhe todas as minhas despesas. Na declaração simplificada, aplica o desconto padrão de 20%, sem necessidade de comprovação das minhas despesas. É indicada para pessoas que têm pouca despesa dedutível”, explica o professor de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera, Gilder Daniel Torres.
A melhor estratégia para o contribuinte é testar os dois modelos, simplificado e completo.
“Utilizar seus gastos com saúde, educação, colocar seus dependentes na declaração. Gastos com médicos, dentistas, hospitais, plano de saúde, podem ser deduzidos sem limites, desde que comprovados os gastos com dependentes. A educação, desde que respeitado o limite anual. Também é possível utilizar os gastos com seus dependentes”, orienta a professora Ahiram Cardoso.
Já o especialista Paulo Pêgas, vice-presidente de controle interno do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRC-RJ), dá uma dica importante para não errar na escolha final.
“O contribuinte deve informar as deduções que tem, porque o próprio programa da Receita Federal informa quanto você teria que pagar no modelo completo e quanto você teria que pagar no modelo simplificado. E aí, você escolhe: o menor valor a pagar ou o maior valor a restituir.”
O modelo simplificado é mais prático, mas se você tem dependentes e gastos elevados com saúde e educação, o modelo completo pode ser o seu maior aliado.
Organize seus recibos, compare os modelos no sistema e garanta o melhor resultado financeiro.
Edgard Matsuki – Repórter da Radioagência Nacional