Nesta semana, os Jogos Escolares da Juventude de Mato Grosso do Sul apresentam um novo bloco de modalidades, com handebol e voleibol entrando em cena, tendo disputas nas capital. Com 55 municípios representados, 16 modalidades e mais de 3.500 atletas na faixa etária de 15 a 17 anos, a edição de 2024 tem superado recordes. A competição é organizada pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer) e Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura).
Este ano, os Jogos Escolares da Juventude de MS coincidem com as Olimpíadas de Paris, que ocorrem de 26 de julho a 11 de agosto. A competição escolar sul-mato-grossense, por sua vez, estende-se até 19 de agosto. O esporte escolar e o de alto rendimento caminham juntos, com os jovens atletas dos Jogos Escolares, especialmente os de 15 a 17 anos, representando a futura geração de atletas olímpicos. O incentivo na base é essencial para formar competidores aptos para as Olimpíadas. Em geral, os atletas de hoje são os futuros campeões olímpicos de amanhã.
“As Olimpíadas servem como uma poderosa fonte de inspiração para nossos jovens atletas. Ver os melhores do mundo competindo em Paris motiva nossos estudantes a se dedicarem ainda mais ao esporte. Essa conexão entre os Jogos Escolares da Juventude e as Olimpíadas é fundamental para nutrir o sonho olímpico e fortalecer a base do esporte em nosso estado”, afirma o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda.
Paulo Ricardo Nuñez, diretor-presidente da Fundesporte, ressalta a importância das Olimpíadas como um incentivo para os jovens atletas sul-mato-grossenses: “A dedicação e o talento que observamos nos Jogos Escolares da Juventude nos dão a certeza de que futuros campeões olímpicos podem surgir daqui. Nosso estado tem potencial e, com todo o suporte oferecido pelo Governo do Estado, da iniciação esportiva até o alto rendimento, tenho certeza de que poderemos ver esses atletas brilharem no cenário internacional”.
Atletas de handebol dos Jogos Escolares da Juventude de MS se inspiram nas Olimpíadas de Paris para alcançar novos patamares (Foto: Henrique Kawaminami/Coollab)
Para Karina Quaini, diretora de Gestão de Políticas de Formação Esportiva, a faixa etária de 15 a 17 anos é crucial, pois os atletas estão mais próximos do alto rendimento. “Essa faixa etária é um passo importante para um futuro atleta olímpico. Os jogos têm uma sequência: passamos pela base, que é dos 12 aos 14 anos, e com os atletas de 15 a 17 é onde eles definem se realmente conseguirão chegar ao nível olímpico e se é isso que querem. É uma fase muito importante para o desenvolvimento e o futuro do atleta”.
O professor Ricardo Benítez Florenciano, de 39 anos, que treina a equipe de Ponta Porã desde 2018, destaca a importância do incentivo ao esporte na base. “Se não houver um investimento adequado, com incentivo, não sai nada. Nossos atletas olímpicos vêm da base, então deve haver investimento, não só para os atletas, mas também para os professores. Com apoio, esses meninos se sentem mais motivados para treinar e tentar ser campeões. Os governantes devem ter um olhar atento para isso. Estamos no caminho certo e, através da Fundesporte, podemos melhorar ainda mais. É daqui que saem os futuros campeões olímpicos”.
Danilo Gabriel Ferreira, de 17 anos, atleta de voleibol há três anos em Ponta Porã, fala sobre os momentos de diversão que os jogos proporcionam. “Estou achando tudo muito produtivo e divertido, principalmente na hora do refeitório. Lá, há algumas animações, o pessoal dança. Este é meu último ano, então vou tentar aproveitar ao máximo, porque é uma experiência única que todos querem ter, mas nem todos podem, né? Às vezes, por causa de algumas condições específicas, não há time”.
O atleta ponta-poranense também compartilha suas inspirações olímpicas. “Estou conseguindo acompanhar as Olimpíadas, mas não todas as modalidades. Estava acompanhando natação, vôlei de quadra masculino e feminino, vôlei de areia masculino e ginástica. A ginástica foi muito legal. A Rebeca é excelente. Um atleta que me inspira muito é o Maique Reis, líbero da seleção, embora ele não esteja nas Olimpíadas. Também me inspiro muito no Thales Gustavo, que é um ótimo líbero”.
Os Jogos
A etapa de 15 a 17 anos dos Jogos Escolares foi dividida em bloco de modalidades. De 1º a 5 de agosto, aconteceram as disputas individuais de atletismo, badminton, ciclismo, judô, taekwondo, tênis de mesa, vôlei de praia e wrestling (luta olímpica). O segundo bloco, que começou no dia 5 e segue até 12 de agosto, abrange as modalidades voleibol e handebol, na primeira e segunda divisões. De 12 a 19 de agosto, o terceiro bloco também será dedicado às modalidades coletivas, com basquetebol e futsal. Por fim, de 16 a 19 de agosto, haverá competições de ginástica artística, ginástica rítmica, natação e xadrez.
Os Jogos Escolares da Juventude de Mato Grosso do Sul promovem a prática esportiva entre os jovens e garantem classificação dos melhores atletas para a etapa nacional, os Jogos da Juventude, organizados pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil). Neste ano, a etapa nacional ocorrerá de 13 a 28 de novembro, em João Pessoa (PB).
Confira todos os resultados até o momento, calendário de jogos, locais de competição e demais detalhes nos boletins dos Jogos Escolares da Juventude de Mato Grosso do Sul nos boletins abaixo:
Disputas de voleibol acontecerão na quadra do complexo esportivo Jorjão. Foto: A. Frota
A Prefeitura de Dourados, por meio da Fundação de Esportes de Dourados (Funed), dá início nesta segunda-feira (24) aos Jogos Abertos de Dourados (JADs) 2026. A abertura das competições será marcada por partidas de futsal e vôlei, que acontecem simultaneamente, a partir das 19h, em dois espaços esportivos da cidade.
No Ginásio Municipal de Esportes Ulysses Guimarães, o futsal terá três confrontos na primeira rodada. Almeida Futsal enfrenta o Floriana Lopes; A.S. Maxwell encara o Pelotão F.C.; e UFD – União Futsal joga contra o AFC – Alvinegos.
As disputas de vôlei serão no Complexo Esportivo Jorge Antônio Salomão, o Jorjão. Pelo masculino, entram em quadra Skill Sub 19 e Águias Sub 21, além de SMB Green e Águias Master. No feminino, os confrontos serão entre Aquafil e Skill Sports e entre La Liga e Mercado ABC.
A edição 2026 dos Jogos Abertos de Dourados reforça o compromisso do município com o incentivo ao esporte, à integração e à promoção de atividades esportivas para diferentes públicos. A competição também movimenta os espaços esportivos da cidade e proporciona momentos de confraternização entre atletas, equipes e torcedores.
As partidas de futsal serão disputadas no Ginásio Municipal de Esportes. Foto: A. Frota
Com duas modalidades em disputa e jogos acontecendo simultaneamente em diferentes locais, a expectativa é de uma noite de muita competição e emoção para marcar o início dos JADs 2026. Além do vôlei e do futsal, a competição tem disputas de handebol, basquete e atletismo, todas nas modalidades as categorias masculino e feminino. A abertura dos JADs 2026 será transmitida e pode ser acompanhada por meio desse link: https://youtube.com/@elbioantunes7301?si=XpfNzBM9zcJ8yoCE
Ao todo, 67 equipes estão inscritas para participar do JADs 2026, que reúne atletas de Dourados e região nas cinco modalidades. Serão 15 equipes no futsal masculino e três no feminino; nove no voleibol masculino e nove no feminino; seis no handebol feminino e cinco no masculino; nove no basquetebol masculino e cinco no feminino. No atletismo, são seis equipes inscritas, considerando os naipes masculino e feminino.
Promovidos pela Prefeitura de Dourados, por meio da Fundação de Esportes de Dourados (Funed), os Jogos Abertos de Dourados integram o calendário esportivo do município e têm como objetivo incentivar a prática esportiva, promover a integração entre atletas e fortalecer as diferentes modalidades desenvolvidas em Dourados.
Dois atletas de Campo Grande voltaram do Chile com quatro medalhas conquistadas em competições internacionais de Kickboxing. Beneficiados pelo Auxílio-Atleta da Fundação Municipal de Esportes (Funesp), Silas Rafael e Bruna Marques integraram a Seleção Brasileira e competiram em torneios realizados neste mês.
Silas Rafael foi campeão na modalidade Light Contact e conquistou a medalha de bronze no Kick Light durante o Campeonato Pan-Americano de Kickboxing 2026, realizado entre os dias 12 e 16 de agosto. Já Bruna Marques foi vice-campeã e conquistou a prata no Light Contact, além do bronze no Kick Light, durante o Campeonato Sul-Americano, também disputado no Chile.
O resultado representa ainda uma evolução para Bruna, que havia conquistado a medalha de bronze no Campeonato Pan-Americano do ano passado.
Os atletas foram acompanhados pelo técnico Raphael Lubacheski, que também integrou a comissão técnica da Seleção Brasileira. Para ele, os resultados refletem a qualidade dos competidores de Campo Grande diante de adversários de diferentes países.
“Ficamos muito felizes e emocionados com essas conquistas. Foi um resultado muito importante, principalmente pelo nível da competição e pelo número de países participantes. Estavam presentes grandes potências do Kickboxing, como México, Estados Unidos, Chile, Argentina, Guatemala e demais países que têm muita força na modalidade. Conseguir um título Pan-Americano e um vice-campeonato Sul-Americano diante de adversários desse nível mostra a qualidade dos nossos atletas e o trabalho que vem sendo desenvolvido”, afirmou.
Silas Rafael ao lado do técnico Raphael Lubacheski, que também integrou a comissão técnica da Seleção Brasileira no Pan-Americano de Kickboxing 2026, no Chile.
Além das medalhas, a participação no Chile marcou o retorno dos atletas campo-grandenses a competições internacionais após convocações anteriores não serem concretizadas por falta de recursos.
“Foi uma alegria e uma responsabilidade muito grande representar Campo Grande. Nós tivemos outras convocações em anos anteriores, mas não conseguimos participar das competições por falta de apoio. Desta vez, graças ao apoio da Funesp, por meio do Auxílio-Atleta, conseguimos levar dois atletas para representar a nossa Capital. Isso mostra que temos atletas de alto nível na nossa cidade e que, quando existe oportunidade e apoio, conseguimos chegar ao topo das Américas”, ressaltou o técnico.
Por meio do Auxílio-Atleta, esportistas do município podem contar com suporte para despesas relacionadas à participação em competições, contribuindo para que tenham condições de representar Campo Grande em disputas estaduais, nacionais e internacionais.
Silas Rafael no pódio do Pan-Americano de Kickboxing 2026, no Chile.
Para Raphael, as conquistas também reforçam a necessidade de criar condições para que os atletas continuem participando de competições de alto nível.
“O que fica é a certeza de que temos atletas com potencial para chegar ainda mais longe. Precisamos apenas conseguir dar a eles as condições necessárias para que possam competir”, concluiu.
Mais do que os resultados conquistados nas competições, o desempenho dos atletas mostra como o incentivo ao esporte pode criar oportunidades e abrir novos caminhos para talentos locais.
#ParaTodosVeem: A imagem de capa mostra Bruna Marques, atleta de Campo Grande, vestindo moletom verde do Brasil e sorrindo segurando a medalha de prata no pódio do Campeonato Sul-Americano de Kickboxing, no Chile, ao lado de outras três competidoras.
A seleção feminina do Brasil abrirá a Copa do Mundo do ano que vem no dia 24 de junho, no Maracanã. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (20) em evento na sede da Federação Internacional de Futebol (Fifa), em Zurique (Suíça). O estádio do Rio de Janeiro também será sede da grande final, marcada para 25 de julho.
Por ser o país-sede, o Brasil já está garantido no Grupo A do Mundial. Após a estreia, as brasileiras voltam a campo no dia 29 de junho, desta vez na Neo Química Arena, em São Paulo. A campanha na primeira fase termina em 4 de julho, no Mané Garrincha, em Brasília. Os demais jogos da chave serão na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador (dois) e na Arena Pernambuco, em Recife.
Caso avance na liderança do grupo, a jornada rumo à final no Maracanã prevê jogos na Arena Castelão, em Fortaleza (oitavas de final), Mineirão, em Belo Horizonte (quartas) e novamente em São Paulo (semifinal). Se passar em segundo lugar, a caminhada do Brasil terá, na ordem: Mineirão (oitavas), Arena Castelão (quartas) e Maracanã (semi).
A Copa Feminina terá 64 jogos em oito cidades. A que terá mais partidas é São Paulo: dez, seguida por Rio e Fortaleza (nove), Belo Horizonte (oito), Brasília, Salvador, Porto Alegre – que tem como estádio o Beira-Rio – e Recife (sete). O sorteio dos grupos será em dezembro deste ano, novamente na sede da Fifa.
A última vez que a seleção feminina do Brasil atuou no Maracanã foi pelas semifinais da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, contra a Suécia. Após um empate sem gols no tempo normal, as escandinavas ganharam nos pênaltis por 4 a 3. O time europeu era dirigido pela sueca Pia Sundhage, que, três anos depois, assumiu a Amarelinha.
A estreia das brasileiras no Maracanã ocorreu em 20 de julho de 2007, na fase de grupos dos Jogos Pan-Americanos do Rio, com goleada por 7 a 0 sobre o Canadá. Seis dias depois, o estádio presenciou a conquista da medalha de ouro pela seleção de Marta, Cristiane e Formiga em outra grande vitória: 6 a 0 sobre os Estados Unidos.
Nos bastidores, o Maracanã disputava com a Neo Química Arena o posto de sede da abertura. A casa do Corinthians, clube mais vitorioso da modalidade no país, recebeu sete jogos da seleção feminina desde a inauguração, em 2016. O último no último dia 6 de julho, quando o Brasil venceu o Estados Unidos por 2 a 1 em amistoso. O retrospecto no estádio é de seis triunfos (consecutivos) e uma derrota.