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Economia

Obra da Ponte Bioceânica supera 20% de execução e previsão é de inauguração em 2025

Sobre o acesso a ponte do lado brasileiro que terá 15 quilômetros a um custo total de R$ 180 milhões

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Com mais de 20% das obras executadas, a ponte da Rota Bioceânica ligando a cidade de Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai tem previsão de ser inaugurada no primeiro semestre de 2025. A expectativa é do secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), que esteve no último sábado (20) em Porto Murtinho e representou o governador Eduardo Riedel na primeira edição do Ação Cidadania, evento realizado pelo Sistema Fiems, que prevê mais de 3,8 mil atendimentos gratuitos durante todo o dia.

O secretário também visitou as obras da ponte sobre o Rio Paraguai, obra fundamental da Rota Bioceânica, corredor rodoviário que vai promover a integração geopolítica do Brasil, vai reduzir custos logísticos, tempo de viagem, além de promover novos investimentos em infraestrutura para o Estado, gerar novos empregos, oportunidades no setor de turismo, aumentar a importação e exportação, entre outros pontos.

De acordo com o titular da Semadesc, o governador Eduardo Riedel deve publicar, nos próximos dias, “um decreto para a instituição de um nível de governança a fim de atendermos as demandas da obra, entre elas, algumas pontuais, como a questão da energia elétrica, com acesso trifásico do lado brasileiro, o acesso provisório da ponte e a melhoria na conexão de internet”.

“Hoje visitamos o canteiro de obras da Ponte Bioceânica, onde se vê claramente um avanço mais intenso das obras no lado paraguaio. E essa é uma estratégia da própria construtora que depois vai desenvolver o lado brasileiro. O que nós percebemos claramente primeiro é o andamento do cronograma previsto. Ou seja nós temos aí a previsão que a ponte seja concluída até dezembro de 2024, para que seja inaugurada ainda no primeiro semestre de 2025”, destacou.

Sobre o acesso a ponte do lado brasileiro que terá 15 quilômetros a um custo total de R$ 180 milhões, o secretário adiantou que o governador Eduardo Riedel teve uma reunião recente com o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes) para debater a licitação de acesso a ponte com recurso do Governo federal. “Para este ano já são R$ 95 milhões alocados. Isso é importante para que o Estado consiga conciliar os cronogramas. Nós já estamos no limite de término da ponte na questão da construção do acesso”, frisou.

A ponte internacional que está sendo executada por um consórcio binacional, tem investimento de US$ 85 milhões ou o equivalente a R$ 425 milhões (na cotação do dólar de ontem) da administração paraguaia da Itaipu. A estrutura, de 1.310 metros de comprimento e 20,10 metros de largura, é fundamental para viabilizar a Rota Bioceânica rodoviária, que possibilitará ligar o oceano Atlântico ao Pacífico, no Chile, tendo Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, como ponto de saída do Brasil.

Alfândegas

Durante a visita, Jaime Verruck lembrou que as obras continuam avançando rapidamente na ponte, mas que agora o Estado foca na questão alfandegária. “Percebemos aqui a grande necessidade de agilizar a questão alfandegária. Este é um foco que a Semadesc tem dado neste ano que é a constituição das alfândegas. Fica muito claro que a estrutura alfandegária disponível hoje no Mercosul não é suficiente para dar competividade para a Rota. Então, hoje aqui tivemos disponibilidade de verificar onde será instalada a alfândega. Mas o mais importante disso é que o Estado avance em toda a estruturação legal dessas alfândegas para que possamos pensar em 2025 e 2026 a Rota já operando”, sinalizou.

Sobre a Ação Cidadania no município, o secretário Jaime Verruck destacou que é um evento fundamental para o município. “Hoje em Porto Murtinho observamos a grande necessidade de potencializar a cidade com capacitação de mão-de-obra e cidadania. E este projeto que hoje a Fiems está fazendo a chamada ação global é essencial para que possamos ter sucesso nesta preparação da cidade para os impactos da Rota”, finalizou.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

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Economia

É melhor fazer a declaração do IRPF completa ou simplificada?

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© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Na hora de prestar contas com a Receita Federal, uma dúvida é comum a milhões de brasileiros: qual o melhor modelo de declaração para pagar menos imposto ou aumentar a restituição? 

A decisão entre o desconto simplificado e o modelo por deduções legais pode fazer uma grande diferença no seu bolso.

“A declaração completa é ideal para as pessoas que têm muitas despesas dedutíveis na área de saúde, educação, previdência privada e dependentes. Permite que eu detalhe todas as minhas despesas. Na declaração simplificada, aplica o desconto padrão de 20%, sem necessidade de comprovação das minhas despesas. É indicada para pessoas que têm pouca despesa dedutível”, explica o professor de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera, Gilder Daniel Torres.

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Despesas com educação e saúde

Para quem opta pelo modelo completo, as despesas com educação são um pilar importante, mas exigem atenção aos detalhes.

O abatimento vale para mensalidades escolares, graduação e cursos técnicos, mas deixa de fora o material escolar e os cursos de idiomas.

Agora, se o seu gasto foi com saúde, o cenário é outro: não existe limite de valor para a dedução. Mas cuidado com as exclusões.

Procedimentos puramente estéticos, compra de medicamentos em farmácias ou gasto com acompanhantes em hospitais não dão direito ao abatimento.

>> Confira no Tira-Dúvidas do IR 2026

A melhor estratégia para o contribuinte é testar os dois modelos, simplificado e completo.

“Utilizar seus gastos com saúde, educação, colocar seus dependentes na declaração. Gastos com médicos, dentistas, hospitais, plano de saúde, podem ser deduzidos sem limites, desde que comprovados os gastos com dependentes. A educação, desde que respeitado o limite anual. Também é possível utilizar os gastos com seus dependentes”, orienta a professora Ahiram Cardoso.

Já o especialista Paulo Pêgas, vice-presidente de controle interno do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRC-RJ), dá uma dica importante para não errar na escolha final.

“O contribuinte deve informar as deduções que tem, porque o próprio programa da Receita Federal informa quanto você teria que pagar no modelo completo e quanto você teria que pagar no modelo simplificado. E aí, você escolhe: o menor valor a pagar ou o maior valor a restituir.”

O modelo simplificado é mais prático, mas se você tem dependentes e gastos elevados com saúde e educação, o modelo completo pode ser o seu maior aliado. 

Organize seus recibos, compare os modelos no sistema e garanta o melhor resultado financeiro.

Edgard Matsuki – Repórter da Radioagência Nacional

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Economia

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.717 para o ano que vem, com aumento nominal de 5,92%. O valor consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.

O reajuste segue a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o crescimento da economia em 2025, limitado ao crescimento de gastos de 2,5% acima da inflação, determinado pelo arcabouço fiscal. A estimativa para o INPC também consta do PLDO.

O projeto também apresentou previsões de R$ 1.812 para o salário mínimo em 2028, de R$ 1.913 para 2029 e de R$ 2.020 para 2030. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.

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Em 2023, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB, soma das riquezas produzidas pelo país, de dois anos antes. Essa fórmula vigorou de 2006 a 2019. Por essa regra, o salário mínimo aumentaria 2,3% acima do INPC.

O pacote de corte de gastos aprovado no fim de 2024, no entanto, limitou o crescimento. Isso porque o salário mínimo entrou nos limites do arcabouço fiscal, que prevê crescimento real (acima da inflação) dos gastos entre 0,6% e 2,5%. Como o crescimento de 2,3% no PIB está abaixo do teto de 2,5%, a expansão da economia em 2025 poderá ser aplicada.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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Economia

Abono salarial começa a ser pago para nascidos em março e abril

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© Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Ministério do Trabalho e Emprego inicia, nesta quarta-feira (15), o pagamento do terceiro grupo de trabalhadores com direito ao abono salarial. Em nota, a pasta informou que serão pagos benefícios a um total de 4.272.981 trabalhadores nascidos em março e abril, com um desembolso de R$ 5,4 bilhões.

“O abono salarial será pago a 3.826.355 trabalhadores vinculados a empresas privadas cadastradas no Programa PIS, por meio da Caixa Econômica Federal, e a 446.626 trabalhadores servidores públicos vinculados ao Programa Pasep, por meio do Banco do Brasil”, destacou o comunicado.

O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2024. Em 2026, o calendário de pagamento do abono salarial teve início em 16 de fevereiro. Os valores, segundo a pasta, ficarão disponíveis aos trabalhadores até 30 de dezembro de 2026.

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Quem tem direito

Têm direito ao abono salarial trabalhadores que atendem a critérios como:

  • estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo;
  • ter recebido, de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), até o valor de referência de R$ 2.766 de remuneração mensal no ano-base 2024;
  • ter exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração;
  • ter seus dados do ano-base 2024 informados corretamente pelo empregador no eSocial.

Pagamento

O pagamento do abono salarial pela Caixa será realizado prioritariamente por crédito em conta do trabalhador (corrente, poupança ou Conta Digital) ou por meio do aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital aberta automaticamente.

Para o trabalhador não correntista, o pagamento será realizado por meio de canais como agências, lotéricas, autoatendimento, Caixa Aqui e demais canais disponibilizados pelo banco.

Já no Banco do Brasil, o pagamento será realizado prioritariamente por crédito em conta bancária, transferência via TED ou Pix e presencialmente, nas agências de atendimento, para trabalhadores não correntistas e que não possuem chave Pix.

“Informações adicionais poderão ser obtidas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho ou pelo telefone 158”, concluiu a pasta.

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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