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Saúde

“O número de horas de sono não é um padrão fixo para todos”, diz especialista

Médico explica que sono tem várias fases, um mais superficial e um mais profundo

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Nada como relaxar depois de um dia intenso no serviço, mas já teve dificuldade para dormir? Não consegue desligar ou não ficar pensando nos problemas de um dia intenso no trabalho ao ir para cama?

Muitos dos distúrbios do sono, como a insônia, têm origem em nossos hábitos. Para falar mais sobre este assunto o Dr. Leonardo Higa Nakao, especialista na medicina do sono e otorrinolaringologista da Unimed Campo Grande, explica como dormir bem é necessário para nossa vida.  Confira!

Dormir bem é dormir 8 horas por dia?  

Isso gera muita controvérsia. Dormir bem não é questão do número de horas por dia. Tem gente que precisa de 8 horas de sono, outras menos. Tem também os que precisam de mais tempo para dormir, 9, 10 horas. Tudo depende de como a pessoa acorda e como ela se sente bem no dia seguinte.

O número de horas não é um padrão fixo para todos, é uma questão de como você acorda no outro dia.

Variação fisiológica de acordo com a idade 

Existe, sim, uma variação no número de horas dormidas conforme a faixa etária. Há essa variação ao longo da vida do ser humano.   

O recém-nascido, por exemplo, vai dormir muito mais, de 13 a 15 horas durante o dia. Na medida em que esse bebê vai crescendo começa a dormir um pouco menos, de 12 a 13 horas.

O adolescente fica muito próximo ao adulto, dormindo por volta de 7 a 9 horas por dia. Já o idoso não necessita de tantas horas, então ele acaba dormindo de 6 até 8 horas ao dia.

Qual a importância de dormir bem? 

É essencial descansar e recuperar a energia (física e mental) para os dias seguintes. Quando dormimos nossa atividade muscular tende diminuir em relação ao período de alerta, mas o cérebro também precisa descansar.

Em curto prazo dormir bem é uma medida de descanso, tanto do ponto de vista físico como mental. Se isso não for seguido pode acarretar problemas.

Para crianças, por exemplo, o sono é importante por conta do hormônio de crescimento, para que ela tenha um crescimento saudável, mas não é somente isso. Durante o sono, se a pessoa não dorme de forma adequada ela pode acordar irritada. Isso mexe com nosso cognitivo e emocional.

Na adolescência isso pode afetar o aprendizado, a concentração e a memória. No adulto atrapalha na concentração, memória, inter-relação entre as pessoas. A sonolência pode causar também outros fatores, como um acidente de trânsito e dificuldade de atenção no trabalho.

Tipos de sono 

O sono tem várias fases, um mais superficial e um mais profundo.

Sono superficial – É aquele início, em que se dá apenas alguns cochilos e vai aprofundando o sono. O cérebro vai mudando a atividade neurológica e relaxando o músculo.

Sono profundo (sono REM) – É o sono onde relaxamos, temos o movimento rápido dos olhos, sonhamos e descansamos. É a fase do sono mais importante, o sono reparador.

Distúrbios do sono 

– Insônia

– Apneia do sono

– Bruxismo

– Sonambulismo

– Pessoas que falam enquanto dormem

– Terror noturno

Por conta de alguns distúrbios o individuo, muitas vezes, não consegue atingir a forma mais profunda do sono ou não consegue ter a quantia adequada do sono REM para que ele possa descansar e, ao acordar, terá a sensação de que não dormiu direito.

Algumas pessoas que não dormem de forma adequada acabam produzindo mais cortisol (hormônio do estresse), levando a ter mais estresse. A depressão e ansiedade podem também ter essa correlação.

Como detectar um distúrbio? 

Por meio de histórico clínico, exames físicos, além de direcionar o paciente para um exame do sono, a polissonografia, onde, por meio de monitores, ele é monitorado, podendo ser feito em um ambiente hospitalar ou domiciliar.

Feita a polissonografia, um diagnóstico preciso será feito e, posteriormente, o paciente é encaminhado para tratamento.

Importante 

O paciente, as pessoas, precisam saber que o momento de dormir é a hora que vão relaxar. Não pode ficar pensando nos problemas do dia a dia. Precisamos deixar tudo de lado, senão pode levar a um quadro de insônia, de acordar várias vezes durante a noite, checar várias vezes se está na hora de acordar ou se o despertador tocou ou não.

Dicas

Então, sempre oriento o paciente que no momento de dormir é importante:

– O quarto, se possível for, ter um ambiente arejado

– Iluminação adequada

– Temperatura boa

– No momento de dormir, não pensar em problemas

– Evitar ligar a televisão e mexer no celular até duas horas antes de dormir, pois iluminação é informação para o cérebro ficar em alerta

– Evitar comer muito à noite

– Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas

– Preferir fazer atividades físicas mais cedo, não muito próximo ao horário de dormir

– Evitar substâncias estimulantes à noite, como cafeína, tereré e energético

– Ter uma qualidade de vida boa, como uma boa alimentação, uma rotina de atividades físicas e equilíbrio emocional

– Buscar ajuda médica quando necessário

Para saber mais sobre o assunto acompanhe o episódio “DISTÚRBIOS DO SONO: COMO EVITÁ-LOS” do podcast Cuidar de Você, com o Dr. Leonardo.  Basta acessar nosso Spotify (https://bit.ly/PodcastUnimedCG ) e Youtube (https://bit.ly/PodcastUnimedCGYoutube ).

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

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Saúde

Escuta e acolhimento fortalecem mães atípicas servidoras da Sesau

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Em meio à rotina de cuidados, desafios e cobranças que acompanham a maternidade, encontrar um espaço para falar, ser ouvido e compartilhar experiências também é uma forma de cuidado. Foi com essa proposta que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio da Gerência de Saúde do Servidor (Gersau), reuniu servidoras mães atípicas em um momento de escuta, acolhimento e troca de experiências.

A atividade integrou as ações do mês dedicado à valorização da vida e foi realizada na área verde da Sesau. Conduzido pela psicóloga Leyisa Sena, da Gerência de Atenção Psicossocial (GRAP/Sesau), o encontro criou um ambiente para que as participantes pudessem falar sobre sentimentos e situações que fazem parte de suas rotinas, muitas vezes marcadas pela sobrecarga e pela dificuldade de reservar tempo para si mesmas.

Mais do que uma palestra, a proposta foi abrir espaço para a escuta. Entre os temas abordados estiveram o autocuidado, a culpa, a autoexigência e a sensação de que, ao cuidar de todos, muitas mães acabam deixando as próprias necessidades em segundo plano.

“Quem era você antes de precisar cuidar tanto? O que você cobra de si que não cobra de outra mãe?”, foram algumas das reflexões propostas durante a conversa.

A partir dessas perguntas, histórias pessoais começaram a surgir. Relatos de desafios, descobertas, pequenas conquistas e também de sonhos mostraram como a identificação entre as participantes pode ser uma forma de alento.

“Meu sonho é que o meu filho fale”, compartilhou uma das servidoras. A frase, carregada de significado para aquela mãe, também evidenciou a importância de um espaço em que experiências tão particulares possam ser compreendidas por quem vive situações semelhantes.

Cuidar de quem cuida

Entre os participantes estava o único pai presente na roda de conversa, Darllon Duarte, 34 anos, gerente da USF Universitário. Pai de uma menina de 11 anos, que está em processo de diagnóstico, e de um menino de 10 anos com seletividade alimentar, ele falou sobre a culpa, a necessidade de dividir responsabilidades e a importância de reconhecer cada conquista dos filhos.

“A gente precisa olhar para a família. A gente foca na mãe da criança porque é o que está mais em evidência, é mais necessário esse olhar, muitas estão sobrecarregadas. Sabemos que existem muitas mães solo, que não têm rede de apoio, mas os pais devem se envolver. O pai precisa saber onde seu filho está, o que ele faz, o que come, como fazer aquela criança desenvolver. Temos que aprender, mas precisamos ser ouvidos também”, desabafou.

A técnica de enfermagem Nadiellen Rodrigues Brito Barbosa, 40 anos, também compartilhou sua experiência como mãe de um menino de 10 anos com seletividade alimentar. Para ela, falar sobre as dificuldades ajuda a ressignificar a culpa e a reconhecer os avanços que, para outras pessoas, podem parecer pequenos, mas têm grande significado para a família.

“Sofri muito. Sempre pensando onde errei. A culpa não adianta. Hoje levo o acolhimento. Hoje vejo ele comendo duas colheres de arroz e, para mim, já é um paraíso. É paciência, trabalhando a paciência”, relatou.

Gratidão e aprendizado

Assistente social do CAPS AD IV, Josimara Pasqualine, 51 anos, é mãe de dois filhos, entre eles um adolescente de 15 anos, nível 3 de suporte. Emocionada, ela destacou o significado de ser acolhida também enquanto mãe e não apenas no papel de profissional que cuida de outras pessoas.

“Já tenho 32 anos de serviço e esse é um momento histórico. Ser acolhida como mãe atípica e uma pessoa neurodivergente, todas as dificuldades que a gente tem, está sendo um momento grandioso. Eu me sinto recompensada, valorizada. A gente trata tanto das pessoas, cuida dos outros, e às vezes a gente não tem esse tempo. Esse olhar que a Sesau tem com o trabalhador tem sido portas e esperança. A gente precisa ser ouvida. Muito grata pelo convite e pela oportunidade”, disse.

Durante uma das dinâmicas, a psicóloga da Gersau, Cléo Cabral, escolheu a palavra “gratidão” para representar o sentimento daquele momento. Mesmo sem ser mãe, ela destacou que ouvir as experiências das servidoras também foi uma oportunidade de aprendizado.

“Ainda não sou mãe, mas sou grata por este momento. Aprendi muito com vocês. A gente aprende ouvindo e, no futuro, tenho o sonho de ainda ser mãe. Obrigada por compartilharem suas histórias e vidas”, revelou.

Para a psicóloga Leyisa Sena, proporcionar esse espaço de escuta também faz parte do cuidado com o servidor.

“A proposta é fortalecer vínculos, estimular o autocuidado e mostrar às servidoras que elas não precisam enfrentar sozinhas os desafios da maternidade”, afirmou.

A profissional também destacou o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Apoio às Mães Atípicas (NAMA), criado pela administração municipal como uma política pública voltada ao acolhimento, organização e acompanhamento dessas famílias.

O cadastramento no NAMA pode ser feito pelo telefone (67) 99179-5948, canal também destinado à atualização de informações e ao acesso aos serviços oferecidos pelo núcleo.

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Saúde

Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de enxaqueca

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

Um novo medicamento para o tratamento da enxaqueca foi aprovado nesta terça-feira (8) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Aquipta (atogepanto) é indicado para adultos que têm pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca. 

De acordo com a agência, a substância atua no bloqueio de uma via envolvida na transmissão da dor. Além disso, é capaz de prevenir o aparecimento das crises. O laboratório que solicitou o registro foi a ABBVIE Farmacêutica, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Os estudos apontam que o atogepanto é capaz de reduzir “significativamente” o número de dias mensais de enxaqueca.  

Segundo a Anvisa, apesar de existirem opções terapêuticas para prevenção da enxaqueca, “muitas delas não atuam especificamente nos mecanismos fisiopatológicos da doença”. Por essa razão, o Aquipta representa uma nova opção de tratamento oral para prevenção da doença.

Sobre a doença

A enxaqueca é caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, frequentemente acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.

A doença atinge cerca de 15% da população mundial, com impacto significativo na qualidade de vida.

Agência Brasil

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Saúde

Prefeitura amplia vacinação contra chikungunya e febre amarela aos sábados no PAM

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Vacinas contra chikungunya e febre amarela serão aplicadas aos sábados, em setembro e outubro, na Sala de Vacinação do PAM. Foto: A. Frota/Arquivo/Assecom

A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está ampliando as estratégias de vacinação contra a chikungunya e a febre amarela para facilitar o acesso da população e contribuir para o aumento das coberturas vacinais no município. Durante os meses de setembro e outubro, a Sala de Vacinação do Pronto Atendimento Médico (PAM) terá atendimento aos sábados, das 8h às 14h.

No mês de setembro, os atendimentos serão realizados nos dias 5, 12, 19 e 26. Em outubro nos dias 3, 17, 24 e 31.

A vacinação aos finais de semana é uma alternativa para quem não consegue comparecer a uma unidade de saúde durante os dias úteis. A estratégia também busca ampliar a adesão da população e reforçar a proteção antes do período de verão, quando as condições ambientais podem favorecer a circulação de arboviroses.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de a população verificar a situação vacinal e procurar os serviços de saúde para colocar as doses em dia, conforme os critérios estabelecidos para cada vacina.

A preocupação é especialmente relevante diante do cenário epidemiológico da Chikungunya. Dourados já enfrentou uma importante epidemia da doença e a Secretaria de Saúde trabalha para ampliar a proteção da população e reduzir os riscos de uma nova onda de transmissão.

“A vacinação é uma das principais ferramentas de prevenção e precisamos facilitar o acesso da população. Ao oferecer a vacinação também aos sábados, estamos criando uma oportunidade para quem trabalha ou tem dificuldade de ir à unidade durante a semana. É importante que cada pessoa confira sua situação vacinal e procure a unidade de saúde”, destaca o secretário municipal de Saúde, Márcio Grei Vidal de Figueiredo.

CHIKUNGUNYA

A Secretaria de Saúde chama atenção especialmente para a vacinação contra a Chikungunya, destinada ao público que atende aos critérios definidos pelo Ministério da Saúde. A orientação é que pessoas com idade entre 18 e 59 anos verifiquem nas unidades de saúde se estão dentro dos critérios para receber a vacina.

A medida integra o conjunto de ações adotadas pelo Município para fortalecer a prevenção e preparar Dourados para os próximos meses.

FEBRE AMARELA

A campanha também reforça a importância da vacinação contra a febre amarela. A população deve verificar sua situação vacinal e buscar orientação nas unidades de saúde, especialmente quem ainda não possui o esquema recomendado. A Secretaria de Saúde orienta que a população não espere o surgimento de novos casos para procurar proteção e, também, ao ir receber a dose, levar documento pessoal e, se possível, a carteira de vacinação para conferência e atualização do esquema vacinal.

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