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Saúde

Novembro Roxo: referência em atendimento neonatal, HRMS já atendeu mais de 110 prematuros em 2024

A médica intensivista pediátrica Miriam Jorge Azevedo Dias explica que um pré-natal bem feito ajuda a reduzir as chances de um parto prematuro

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Referência no atendimento a gestantes de alto risco e em neonatologia, o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) já atendeu mais de 110 prematuros no primeiro semestre deste ano. Neste mês, é celebrado o Novembro Roxo, com o intuito de conscientizar a população acerca dos desafios dos nascimentos prematuros em todo o mundo.
O hospital conta com 35 leitos neonatais, sendo 10 de UTI neonatal, 20 na Unidade Neonatal de Cuidados Intermediários e 5 na Unidade Canguru. Além disso, o HRMS é Centro de Referência Estadual para o Método Canguru, que garante atenção humanizada, qualificada e individualizada para os bebês e suas famílias.
A médica intensivista pediátrica Miriam Jorge Azevedo Dias explica que um pré-natal bem feito ajuda a reduzir as chances de um parto prematuro. Entre as principais causas de partos prematuros estão: ausência de pré-natal, Doença Hipertensiva Específica da Gravidez, diabetes gestacional e descolamento prematuro de placenta, além de infecções maternas, que são causas evitáveis, já que podem ser diagnosticadas e tratadas, como infecção urinária, por exemplo.
“O pré-natal é uma demonstração de amor. Mesmo com um bom pré-natal, um parto prematuro pode ocorrer, mas nossa equipe tem toda a qualificação e estrutura para proporcionar o atendimento necessário, visando o bem-estar atual e futuro dos bebês”, ressalta a médica.
Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) do ano passado apontam que cerca de 12% dos bebês nascem prematuros no Brasil. A prematuridade é a principal causa de mortalidade em crianças menores de 5 anos.
A médica neonatologista da UTI Neonatal do HRMS, Bianca Stavis Conte, afirma que os prematuros que nascem com peso inferior a 1500g são os de maior risco, tanto de mortalidade quanto de sequelas relacionadas à prematuridade, como neurológicas, respiratórias, visuais, entre outras.
“Atualmente, a sobrevida tem aumentado mesmo entre os bebês mais imaturos, que têm abaixo de 1000g. Aqui no HRMS, o bebê que nasce com 1500g tem uma sobrevida superior a 80%. Os que nascem com menos de 1000g têm sobrevida de 50%. Nosso principal desafio é assegurar cuidado de qualidade para melhorar a sobrevida dos bebês mais imaturos e garantir uma qualidade de vida melhor. Isso depende do engajamento das equipes de saúde e também dos investimentos tecnológicos, pois a neonatologia tem vivido avanços tecnológicos importantes nos últimos anos”, explica.
Partos prematuros são aqueles que acontecem antes de 37 semanas de gestação. Clarice Leal já era mãe e, há cerca de 20 dias, deu à luz Gael, em um parto normal, com 31 semanas de gestação. Devido à hipertensão, sua gestação era de alto risco, e ela realizou todo o pré-natal no HRMS. O parto aconteceu antes do previsto devido a uma infecção urinária.
“Este é meu segundo parto prematuro. Meu outro filho também nasceu aqui e precisou ficar na UTI Neonatal e, depois, na Unidade Intermediária. Agora, estou passando por isso de novo, mas foi uma experiência diferente. O Gael nasceu ainda mais novo, mas não precisou de oxigênio nem ficou entubado, como meu outro filho”, relata a mãe.
Clarice destaca que um dos grandes diferenciais é a equipe e a estrutura do hospital, onde seu filho pode fazer todos os exames sem sair da unidade. “A melhor parte é que aqui tem apoio e toda uma estrutura. Não é preciso tirá-lo daqui para fazer exames. É tudo feito aqui mesmo e os resultados saem rápido. Ser acolhida é muito importante. A equipe sempre explica tudo muito bem e posso tirar dúvidas. Mesmo sendo um parto prematuro, tive contato pele a pele com ele logo após o nascimento e, hoje, faço o máximo de canguru que posso”, conta a mãe de Gael.
Na Unidade Intermediária, a mãe pode permanecer o tempo todo com o bebê. Na ausência dela, o pai pode ficar. Além disso, os pais têm acesso livre à unidade, independentemente do horário, e as visitas familiares são diárias.
Para fortalecer o vínculo familiar, todas as quartas-feiras há visitas dos irmãos a partir dos quatro anos na unidade. Independentemente da idade e com o acompanhamento da psicóloga do HRMS, eles recebem informações sobre o irmãozinho e têm a chance de conhecê-lo pessoalmente.
Mariana Leal, de 14 anos, filha de Clarice, teve a oportunidade, junto com os irmãos de 5 e 12 anos, de conhecer Gael longe da tela do celular. Até então, ela só conhecia o irmão caçula por fotos enviadas pela mãe, que também está longe de casa acompanhando o filho mais novo durante a internação. “Gostei muito de conhecê-lo, só conhecia por fotos. E estava com muita saudade da minha mãe também”, contou, ainda emocionada com o encontro.
Novembro Roxo
Para chamar a atenção para a prematuridade e os riscos que ela acarreta, o Novembro Roxo promove ações de conscientização. No dia 17 de novembro, é comemorado o Dia Mundial da Prematuridade.
Neste ano, conforme a Prematuridade.com (Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidados de Bebês Prematuros), o tema da campanha Novembro Roxo aborda o acesso a cuidados de qualidade: “Mais de 13 milhões de bebês prematuros todos os anos: acesso a cuidados maternos e neonatais de qualidade em todos os lugares”.
“No Brasil, essa iniciativa começou com um grupo de mães e profissionais que passaram pela experiência de um parto prematuro e quiseram tornar essa causa conhecida. E por que a cor roxa? Ela simboliza a sensibilidade e individualidade de cada prematurinho. O parto prematuro é um grave problema social, causando diversas mortes todos os anos”, destaca a enfermeira e coordenadora estadual do Método Canguru em Mato Grosso do Sul, Ana Carolina Pereira Aragão Oliveira.
(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

Saúde

Escuta e acolhimento fortalecem mães atípicas servidoras da Sesau

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Em meio à rotina de cuidados, desafios e cobranças que acompanham a maternidade, encontrar um espaço para falar, ser ouvido e compartilhar experiências também é uma forma de cuidado. Foi com essa proposta que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio da Gerência de Saúde do Servidor (Gersau), reuniu servidoras mães atípicas em um momento de escuta, acolhimento e troca de experiências.

A atividade integrou as ações do mês dedicado à valorização da vida e foi realizada na área verde da Sesau. Conduzido pela psicóloga Leyisa Sena, da Gerência de Atenção Psicossocial (GRAP/Sesau), o encontro criou um ambiente para que as participantes pudessem falar sobre sentimentos e situações que fazem parte de suas rotinas, muitas vezes marcadas pela sobrecarga e pela dificuldade de reservar tempo para si mesmas.

Mais do que uma palestra, a proposta foi abrir espaço para a escuta. Entre os temas abordados estiveram o autocuidado, a culpa, a autoexigência e a sensação de que, ao cuidar de todos, muitas mães acabam deixando as próprias necessidades em segundo plano.

“Quem era você antes de precisar cuidar tanto? O que você cobra de si que não cobra de outra mãe?”, foram algumas das reflexões propostas durante a conversa.

A partir dessas perguntas, histórias pessoais começaram a surgir. Relatos de desafios, descobertas, pequenas conquistas e também de sonhos mostraram como a identificação entre as participantes pode ser uma forma de alento.

“Meu sonho é que o meu filho fale”, compartilhou uma das servidoras. A frase, carregada de significado para aquela mãe, também evidenciou a importância de um espaço em que experiências tão particulares possam ser compreendidas por quem vive situações semelhantes.

Cuidar de quem cuida

Entre os participantes estava o único pai presente na roda de conversa, Darllon Duarte, 34 anos, gerente da USF Universitário. Pai de uma menina de 11 anos, que está em processo de diagnóstico, e de um menino de 10 anos com seletividade alimentar, ele falou sobre a culpa, a necessidade de dividir responsabilidades e a importância de reconhecer cada conquista dos filhos.

“A gente precisa olhar para a família. A gente foca na mãe da criança porque é o que está mais em evidência, é mais necessário esse olhar, muitas estão sobrecarregadas. Sabemos que existem muitas mães solo, que não têm rede de apoio, mas os pais devem se envolver. O pai precisa saber onde seu filho está, o que ele faz, o que come, como fazer aquela criança desenvolver. Temos que aprender, mas precisamos ser ouvidos também”, desabafou.

A técnica de enfermagem Nadiellen Rodrigues Brito Barbosa, 40 anos, também compartilhou sua experiência como mãe de um menino de 10 anos com seletividade alimentar. Para ela, falar sobre as dificuldades ajuda a ressignificar a culpa e a reconhecer os avanços que, para outras pessoas, podem parecer pequenos, mas têm grande significado para a família.

“Sofri muito. Sempre pensando onde errei. A culpa não adianta. Hoje levo o acolhimento. Hoje vejo ele comendo duas colheres de arroz e, para mim, já é um paraíso. É paciência, trabalhando a paciência”, relatou.

Gratidão e aprendizado

Assistente social do CAPS AD IV, Josimara Pasqualine, 51 anos, é mãe de dois filhos, entre eles um adolescente de 15 anos, nível 3 de suporte. Emocionada, ela destacou o significado de ser acolhida também enquanto mãe e não apenas no papel de profissional que cuida de outras pessoas.

“Já tenho 32 anos de serviço e esse é um momento histórico. Ser acolhida como mãe atípica e uma pessoa neurodivergente, todas as dificuldades que a gente tem, está sendo um momento grandioso. Eu me sinto recompensada, valorizada. A gente trata tanto das pessoas, cuida dos outros, e às vezes a gente não tem esse tempo. Esse olhar que a Sesau tem com o trabalhador tem sido portas e esperança. A gente precisa ser ouvida. Muito grata pelo convite e pela oportunidade”, disse.

Durante uma das dinâmicas, a psicóloga da Gersau, Cléo Cabral, escolheu a palavra “gratidão” para representar o sentimento daquele momento. Mesmo sem ser mãe, ela destacou que ouvir as experiências das servidoras também foi uma oportunidade de aprendizado.

“Ainda não sou mãe, mas sou grata por este momento. Aprendi muito com vocês. A gente aprende ouvindo e, no futuro, tenho o sonho de ainda ser mãe. Obrigada por compartilharem suas histórias e vidas”, revelou.

Para a psicóloga Leyisa Sena, proporcionar esse espaço de escuta também faz parte do cuidado com o servidor.

“A proposta é fortalecer vínculos, estimular o autocuidado e mostrar às servidoras que elas não precisam enfrentar sozinhas os desafios da maternidade”, afirmou.

A profissional também destacou o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Apoio às Mães Atípicas (NAMA), criado pela administração municipal como uma política pública voltada ao acolhimento, organização e acompanhamento dessas famílias.

O cadastramento no NAMA pode ser feito pelo telefone (67) 99179-5948, canal também destinado à atualização de informações e ao acesso aos serviços oferecidos pelo núcleo.

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Saúde

Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de enxaqueca

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

Um novo medicamento para o tratamento da enxaqueca foi aprovado nesta terça-feira (8) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Aquipta (atogepanto) é indicado para adultos que têm pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca. 

De acordo com a agência, a substância atua no bloqueio de uma via envolvida na transmissão da dor. Além disso, é capaz de prevenir o aparecimento das crises. O laboratório que solicitou o registro foi a ABBVIE Farmacêutica, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Os estudos apontam que o atogepanto é capaz de reduzir “significativamente” o número de dias mensais de enxaqueca.  

Segundo a Anvisa, apesar de existirem opções terapêuticas para prevenção da enxaqueca, “muitas delas não atuam especificamente nos mecanismos fisiopatológicos da doença”. Por essa razão, o Aquipta representa uma nova opção de tratamento oral para prevenção da doença.

Sobre a doença

A enxaqueca é caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, frequentemente acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.

A doença atinge cerca de 15% da população mundial, com impacto significativo na qualidade de vida.

Agência Brasil

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Prefeitura amplia vacinação contra chikungunya e febre amarela aos sábados no PAM

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Vacinas contra chikungunya e febre amarela serão aplicadas aos sábados, em setembro e outubro, na Sala de Vacinação do PAM. Foto: A. Frota/Arquivo/Assecom

A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está ampliando as estratégias de vacinação contra a chikungunya e a febre amarela para facilitar o acesso da população e contribuir para o aumento das coberturas vacinais no município. Durante os meses de setembro e outubro, a Sala de Vacinação do Pronto Atendimento Médico (PAM) terá atendimento aos sábados, das 8h às 14h.

No mês de setembro, os atendimentos serão realizados nos dias 5, 12, 19 e 26. Em outubro nos dias 3, 17, 24 e 31.

A vacinação aos finais de semana é uma alternativa para quem não consegue comparecer a uma unidade de saúde durante os dias úteis. A estratégia também busca ampliar a adesão da população e reforçar a proteção antes do período de verão, quando as condições ambientais podem favorecer a circulação de arboviroses.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de a população verificar a situação vacinal e procurar os serviços de saúde para colocar as doses em dia, conforme os critérios estabelecidos para cada vacina.

A preocupação é especialmente relevante diante do cenário epidemiológico da Chikungunya. Dourados já enfrentou uma importante epidemia da doença e a Secretaria de Saúde trabalha para ampliar a proteção da população e reduzir os riscos de uma nova onda de transmissão.

“A vacinação é uma das principais ferramentas de prevenção e precisamos facilitar o acesso da população. Ao oferecer a vacinação também aos sábados, estamos criando uma oportunidade para quem trabalha ou tem dificuldade de ir à unidade durante a semana. É importante que cada pessoa confira sua situação vacinal e procure a unidade de saúde”, destaca o secretário municipal de Saúde, Márcio Grei Vidal de Figueiredo.

CHIKUNGUNYA

A Secretaria de Saúde chama atenção especialmente para a vacinação contra a Chikungunya, destinada ao público que atende aos critérios definidos pelo Ministério da Saúde. A orientação é que pessoas com idade entre 18 e 59 anos verifiquem nas unidades de saúde se estão dentro dos critérios para receber a vacina.

A medida integra o conjunto de ações adotadas pelo Município para fortalecer a prevenção e preparar Dourados para os próximos meses.

FEBRE AMARELA

A campanha também reforça a importância da vacinação contra a febre amarela. A população deve verificar sua situação vacinal e buscar orientação nas unidades de saúde, especialmente quem ainda não possui o esquema recomendado. A Secretaria de Saúde orienta que a população não espere o surgimento de novos casos para procurar proteção e, também, ao ir receber a dose, levar documento pessoal e, se possível, a carteira de vacinação para conferência e atualização do esquema vacinal.

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