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Saúde

MS Saúde abre credenciamento para duas novas especialidades cirúrgicas no Estado

Para atendimento à pacientes com fissura labiopalatina e procedimento para aplicação de espuma em varizes

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O Projeto ‘MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila’ abriu propostas aos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, para adesão a dois tipos de novos procedimentos cirúrgicos eletivos: para atendimento à pacientes com fissura labiopalatina e procedimento para aplicação de espuma em varizes. A Resolução publicada no Diário Oficial do Estado apresenta o valor disponível de R$ 3.207.600,00 de recursos federais com previsão de execução do projeto entre os meses de novembro de 2023 a abril de 2024.

O atendimento a pacientes com fissura labiopalatina se torna uma novidade no Estado, considerando que quem precisa deste serviço, antes era encaminhado de forma ambulatorial de Campo Grande (MS) à cidade de Bauru, interior do Estado de São Paulo, para a realização de cirurgia. O que dentro do projeto ‘MS Saúde’ não será mais preciso com a realização do procedimento na Capital.

Para a superintendente de Gestão Estratégica e coordenadora do Projeto ‘MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila’ da SES-MS, Maria Angélica Benetasso. “Dentro do levantamento prévio realizado para a execução desta especialidade, nós identificamos 294 pacientes fissurados que estão prontos para serem operados no Estado”.

O tratamento completo para esta anomalia de acometimento craniofacial é multidisciplinar onde requer equipe de profissionais especializados nas áreas de enfermagem, fonoaudiologia, odontopediatria, ortodontia, otorrinolaringologia, pediatria, neuropediatria, psicologia e serviço social, sendo o tratamento oferecido para todas as faixas etárias visando à integração, reabilitação e inserção na vida social e comunitária. A iniciativa tem o apoio da Funcraf (Fundação para o Estudo das Deformidades Craniofaciais).

“Nós estamos muito felizes com esta notícia. É muito importante para os familiares e para a Funcraf esta ação uma vez que estávamos enfrentando dificuldades para a realização destas cirurgias. Hoje, nós temos uma grande demanda de pacientes que estão no aguardo destas cirurgias no Estado. E temos certeza que com a publicação desta resolução, muitas mães ficarão felizes com a inclusão destas cirurgias no projeto da Secretaria de Estado de Saúde. É o Estado olhando para nossa demanda e ajudando tanto a quem necessita destas cirurgias”, diz Anna Claudia Jorge Amaral, responsável técnica pelo Departamento de Fissura Labiopalatina da Funcraf, em Campo Grande.

“Os recursos estão disponibilizados pela União e organizado para a execução das cirurgias. Mas antes precisamos que os municípios assim como os estabelecimentos de saúde façam a adesão ao projeto do ‘MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila’”, ressalta Maria Angélica.

Adesão

A resolução destaca que a adesão juntamente com a proposta contendo a estimativa com a quantidade de procedimentos a serem executados/mês deverão ser encaminhadas à SES/MS pelo email: ms.saude.2023@gmail.com para aprovação. O período para que os municípios e os estabelecimentos de saúde contratualizados/contratados pelo SUS têm para aderir a nova proposta será de cinco dias úteis, a contar da data desta publicação realizada em Diário Oficial.

Assim, dentro da nova proposta da especialidade de cirurgia das vias áreas superiores, da face, da cabeça e do pescoço estão inclusas 59 tipos de procedimentos, sendo labioplastia em paciente com anomalia crânio e bucomamaxilofacial, septoplastia em paciente com anomalia crânio e bucomaxilofacial, reconstrução total de lábio em paciente com anomalia crânio e bucomaxilofacial, dentre outros.

Já para a cirurgia do aparelho circulatório, com o procedimento de aplicação de espuma em varizes, estão dois tipos de procedimento sendo o tratamento esclerosante não estético de varizes dos membros inferiores (unilateral) e tratamento esclerosante não estético de varizes dos membros inferiores (bilateral).

“Os recursos para estes novos procedimentos estão disponibilizados pela união e organizado para a execução das cirurgias. Mas antes, precisamos que os municípios assim como os estabelecimentos de saúde façam a adesão ao projeto do ‘MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila’, diz a superintendente de Gestão Estratégica e coordenadora do Projeto ‘MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila’ da SES-MS, Maria Angélica Benetasso.

MS Saúde

O projeto ‘MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila’ ocorre em 33 municípios que já iniciaram procedimentos para reduzir filas no Estado. Diversos procedimentos cirúrgicos foram realizados nas especialidades de cirurgia geral, oftalmológica, vascular, ortopédica, otorrinolaringologia, urológica e ginecológica.

Para o Ano I do projeto MS Saúde, 38 estabelecimentos de saúde de 33 municípios fizeram a adesão ao programa para a realização de cirurgias eletivas. E mais 34 estabelecimentos de saúde de 19 municípios fizeram a adesão para a realização de exames de diagnóstico. Com recurso federal, há 22 estabelecimentos de saúde de 20 municípios que estão credenciados para a realização de cirurgias eletivas na especialidade de oftalmologia.

O projeto prevê que prefeituras e estabelecimentos de saúde estabeleçam convênios que vão garantir a realização de 15 mil cirurgias eletivas em diversas especialidades.
Também estão previstas a realização de 42,5 mil exames diagnósticos como ressonância magnética com contraste, ressonância magnética (sedação), tomografia computadorizada, endoscopia, densitometria, colonoscopia, holter 24 horas, cintilografia, entre outros.

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

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Saúde

Medicamentos podem ter reajuste de até 3,81% a partir desta terça

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© Joédson Alves/Agência Brasil

Medicamentos vendidos no Brasil podem ter o preço reajustado em até 3,81% a partir desta terça-feira (31), conforme estabelecido em resolução publicada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

O texto prevê três níveis máximos de reajuste aplicáveis a diferentes grupos de medicamentos, conforme a competitividade de cada categoria:

  • 3,81% para medicamentos com concorrência;
  • 2,47% para medicamentos de média concorrência;
  • 1,13% para medicamentos de pouca ou nenhuma concorrência.

Algumas categorias não se encaixam nesses critérios, como fitoterápicos, homeopáticos e determinados medicamentos isentos de prescrição com alta concorrência no mercado, que possuem regras específicas dentro do sistema de regulação de preços.

Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) destacou que o reajuste médio permitido por lei ficará em até 2,47%, o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, de 3,81%.

“A redução consecutiva do índice desde 2023 é fruto da política de combate à inflação e reforça a importância da regulação para proteger o consumidor de preços abusivos. Nos anos anteriores, houve um aumento expressivo do percentual, ultrapassando 10%.”

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A Anvisa destaca que os aumentos não são automáticos. “Na prática, fabricantes e farmácias podem aplicar reajustes inferiores ou até manter os preços atuais, dependendo das condições do setor e do nível de concorrência entre as empresas”.

“A regulação econômica dos medicamentos no Brasil garante a proteção do consumidor e, ao mesmo tempo, busca a sustentabilidade do setor para a continuidade do fornecimento de medicamentos no país.”

Entenda

O reajuste dos preços de medicamentos é feito uma vez ao ano e segue uma fórmula regulatória que parte da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e desconta o ganho de produtividade da indústria.

A Cmed é o órgão federal responsável pela regulação econômica do mercado farmacêutico no Brasil e estabelece critérios para a fixação e o reajuste dos preços de medicamentos, com o objetivo de estimular a concorrência e garantir o acesso da população aos produtos.

A câmara de regulação é composta pelo Ministério da Saúde, pela Casa Civil e pelos Ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A Anvisa, por sua vez, exerce a função de secretaria executiva, fornecendo suporte técnico às decisões.

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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Saúde

União reconhece situação de emergência em saúde pública por causa da chikungunya

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Decreto publicado hoje no Diário Oficial da União reconhece a situação de emergência, em razão da epidemia de chikungunya no município de Dourados. Foto: A. Frota

O Governo Federal reconheceu hoje, através da Portaria número 1.047, editada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, a situação de emergência da saúde pública do município de Dourados. O documento, assinado por Wolnei Wolff Barreiros, secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, foi publicado na editação desta segunda-feira do Diário Oficial da União, homologando o Decreto número 587, de 20 de março de 2026, editado pelo prefeito Marçal Filho em razão da epidemia de chikungunya no município de Dourados.

O Artigo 1º da Portaria 1.047 é taxativo ao informar que a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, reconhece, em caráter sumário, a situação de emergência no município de Dourados, em decorrência do desastre de doenças infecciosas virais. Com o reconhecimento da situação de emergência em saúde, a Prefeitura de Dourados poderá enfrentar de forma mais contundente o avanço da doença sobre os bairros e, também, ampliar as ações que já estão sendo realizadas na Reserva Indígena, em parceria com o Governo Federal e com o Governo do Estado.

Na sexta-feira, o prefeito Marçal Filho editou o Decreto número 608, de 27 de março de 2026, declarando situação de emergência nas áreas do município de Dourados afetadas pela epidemia de chikungunya. A medida via dar maior autonomia à Defesa Civil de Dourados para atuar no combate à doença. Para editar o decreto, o prefeito considerou o avanço epidemiológico da chikungunya apontado no Relatório Epidemiológico Diário de 26 de março de 2026, quando foram contabilizados 1.915 notificações, 1.455 casos prováveis, 785 casos confirmados, 900 casos em investigação, 39 internações de casos suspeitos/confirmados na área urbana e 1.396 notificações, 539 casos em investigação, 629 casos confirmados, 1.168 casos prováveis, 7 internações, 428 casos com atendimento hospitalar e 5 óbitos confirmados na Reserva Indígena de Dourados.

O decreto, publicado em edição suplementar do Diário Oficial do Município, autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem sob o comando da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Dourados, nas ações de resposta ao desastre e reconstrução das áreas afetadas. O decreto autoriza ainda a convocação de voluntários e a realização de campanhas de arrecadação de recursos para reforçar as ações de resposta ao desastre, com o objetivo de assistir a população afetada pelo desastre.

Em seu Artigo 4º, o Decreto número 608 autoriza as autoridades administrativas e os agentes de proteção e defesa civil, diretamente responsáveis pelas ações de resposta aos desastres, em caso de risco iminente, a adentrarem residências para prestar socorro ou para determinar a pronta evacuação e usar de propriedade particular, no caso de iminente perigo público, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano.

O Art. 6º do Decreto número 608, define que, sem prejuízo das restrições da Lei de Responsabilidade Fiscal, fica dispensável a licitação nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a continuidade dos serviços públicos ou a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou particulares.

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Saúde

Prefeitura inicia sábado vacinação contra Influenza com foco em grupos prioritários

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Prefeitura de Dourados inicia neste sábado a campanha de vacinação contra Influenza com foco nos grupos prioritários. Foto: A. Frota

A Prefeitura de Dourados, através da Secretaria Municipal de Saúde, inicia no próximo sábado, dia 28 de março, a campanha de vacinação contra a Influenza, em um cenário de alerta provocado pelo aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus no Mato Grosso do Sul. “A vacina é a forma mais eficaz de prevenção contra o vírus Influenza, que tem elevado potencial para evoluir para quadros graves quando encontra um paciente debilitado ou portador de comorbidades”, alerta Márcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde.

Dados epidemiológicos apontam que os casos de SRAG por Influenza cresceram significativamente em Dourados, entre os anos 2024 e 2025. Em 2024, foram registrados 60 casos, enquanto em 2025 o número subiu para 86, um aumento de 43%, indicando maior circulação do vírus e avanço dos quadros graves. Apesar da redução no número de mortes, de 20 óbitos em 2024 para 15 em 2025, a doença ainda apresenta impacto relevante. A taxa de letalidade, embora tenha reduzido, segue considerada alta, principalmente entre os grupos mais vulneráveis.

De acordo com o secretário Márcio Figueiredo os dados também confirmam que a população idosa continua sendo a mais afetada. Pessoas com 70 anos ou mais concentram a maior parte dos casos graves e óbitos, padrão que se manteve nos dois anos. “Outro ponto de atenção é o avanço da Influenza A entre os vírus respiratórios. Em 2024, foram registrados 53 casos, número que saltou para 176 em 2025, um crescimento superior a 230%, consolidando o vírus como um dos principais responsáveis por internações em Dourados”, enfatiza.

Diante desse cenário dos últimos dois anos, a Prefeitura reforça a importância da vacinação como principal estratégia de prevenção. No município, a campanha terá início com o Dia D de mobilização, no sábado, dia 28 de março, com atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) das 8h às 16h, com exceção das UBS Novo Horizonte, Vila Rosa, Chácara Caiuás, Vila São Pedro, Distrito Panambi, Distrito de Indápolis e Vila Macaúba. A sala de vacina do PAM, das 8h às 16h. Para ampliar o acesso, também haverá uma ação especial em praça Antônio João, das 8h às 12h.

A princípio, imunização é destinada aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, incluindo idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e da educação, povos indígenas e quilombolas, além de pessoas com comorbidades e outros grupos em situação de vulnerabilidade.

A meta da Secretaria Municipal de Saúde é vacinar cerca de 100 mil pessoas durante a campanha. Neste primeiro momento, o município receberá aproximadamente 6 mil doses, com distribuição gradual conforme o envio do Governo Federal. “As pessoas que fazem parte dos grupos prioritários precisam procurar as unidades de saúde e receber a vacina contra o Influenza, pois somente assim ficarão protegidas da gripe”, completa Márcio Figueiredo.

A Prefeitura de Dourados reforça que a vacinação é a forma mais eficaz de evitar casos graves, internações e óbitos por Influenza, especialmente em um período de maior circulação de vírus respiratórios, e orienta que a população procure a unidade de saúde mais próxima para se proteger.

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