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Jovens kayapó fazem elo da ancestralidade com modernidade cultural

Exposição fica em cartaz até 26 de novembro, em Niterói

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Além de ser responsável pela curadoria da exposição Mekukradjá Obikàrà: com os pés em dois mundos, o coletivo Beture – movimento dos Mekarõ opodjwyj, composto por cineastas e comunicadores indígenas Mẽbêngôkre-Kayapó – produziu o material da mostra, que faz o elo entre a ancestralidade e indígenas mais jovens desta etnia. A exposição – aberta neste sábado (28), no mezanino do Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói, no estado do Rio – segue até o dia 26 de novembro.

Beture é o nome de uma formiga de cabeça vermelha e a traseira preta, encontrada no território Kayapó, cuja característica é uma mordida bastante potente. Ela tem as mesmas cores usadas pelos indígenas da etnia quando se pintam para a guerra.

“A juventude Mẽbêngôkre-Kayapó deseja registrar a vida e a cultura de seu povo por meio de tecnologias audiovisuais e diversas mídias. Hoje, o coletivo desempenha um papel fundamental na conquista de reconhecimento cultural, assim como na visibilidade das estruturas políticas”, informaram os organizadores da mostra.

Audiovisuais

Desde 2015, quando surgiu, o Beture contribui para organizar e estruturar um movimento da juventude que vem se espalhando por muitas comunidades indígenas. Desde então, formações audiovisuais têm sido realizadas para potencializar as produções do coletivo e ofertar aos cineastas mais conhecimento sobre as técnicas de captação de imagens, de roteirização e edição.

O material da exposição com fotos e vídeos do acervo do coletivo foi obtido pelos cineastas kayapó em viagens por algumas aldeias e retrata a transformação da cultura do povo Mebêngôkre-Kayapó, que habita seis terras indígenas no sul do Pará e no norte de Mato Grosso. A mostra tem ainda três telas pintadas por 15 mulheres Kayapó durante o Acampamento Terra Livre (ATL) de 2023, que ocorreu entre 24 e 28 de abril, em Brasília.

“As histórias a gente juntou na parte de vídeos como os nossos avós foram antigamente e não estão mais presentes e, com isso, nós jovens estamos com o objetivo de trazer isso, reviver [a cultura] e fortalecer mais ainda”, contou a kayapó Kokokaroti Txukahamãe Metuktere, em entrevista à Agência Brasil e à TV Brasil.

Niterói (RJ), 27/10/2023 – A comunicadora e integrante do Coletivo Beture, Kokokaroti Txucahamãe Metuktire durante visita à exposição Mekukradjá Obikàrà: com os pés em dois mundos, no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Niterói (RJ), 27/10/2023 – A comunicadora e integrante do Coletivo Beture, Kokokaroti Txucahamãe Metuktire durante visita à exposição Mekukradjá Obikàrà: com os pés em dois mundos, no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil – Tomaz Silva/Agência Brasil

Por causa dos estudos, a jovem kayapó, de 22 anos, que integra o coletivo, passou a viver fora da Aldeia Capoto na Reserva Capoto-jarina e foi morar em Colniza, uma cidade próxima em Mato Grosso. Ela disse que, mesmo fora do local de origem, é possível manter as tradições culturais.

“Muitas vezes pode ter um jovem que se pergunta se vai perder a sua cultura, só que não. Você pode preservar a cultura usando o conhecimento indígena”, observou, acrescentando que já tem algumas formações, mas pretende fazer universidade, mais especificamente, curso de cinema.

Por meio do trabalho de pesquisa para a exposição, Kokokaroti pôde ver pela primeira vez a imagem do avô.

“Esse momento que estamos tendo aqui nessa exposição, a gente buscou, correu atrás de cada das imagens e, principalmente, eu vi uma foto do meu avô, que eu não tive oportunidade de conhecer, nem a luta dele. A gente encontrou as imagens de cada liderança, todas tiveram vozes importantes naquela época. A gente conheceu umas culturas, tipo danças tradicionais que aconteciam naquela época e não acontecem mais. Com esse objetivo, eu quero buscar conhecimento sobre cinema”, explicou.

Machismo

A jovem destacou ainda a presença das mulheres entre os kayapó. Segundo Kokokaroti, atualmente elas têm atuado de forma conjunta e isso ajuda a combater o machismo nas comunidades.

“É uma coisa muito importante ter a presença da mulher dentro dos espaços, porque existe muito machismo que a gente enfrenta e agora estamos nos juntando mais para ocupar espaço, fortalecendo [as mulheres] dentro da comunidade da aldeia e nos estudos”, observou.

Para Kokokaroti Txukahamãe Metuktere, os cantos tradicionais que vê dos antepassados e os cortes de cabelos das mulheres e dos homens são as representações que mais caracterizam a cultura kayapó. “[Isso] é iniciado pelos nossos antepassados e nossos avós. É um símbolo nosso mesmo e o corte tradicional da mulher, que o homem também pode fazer”, afirmou.

Profissionalização

Como forma de garantir uma fonte alternativa de renda para o povo Mẽbêngôkre-Kayapó, os Mekarõ opodjwyj buscam um caminho profissionalizante. Na área política, atuam para gerar a possibilidade de jovens lideranças participarem de mobilizações políticas e ainda nas trocas de conhecimento com outros povos.

O audiovisual se transformou em um instrumento potente dos Mẽbêngôkre-Kayapó para o fortalecimento cultural dos próprios registros sobre a vida, atividades cerimoniais e cotidianas.

A produção do Beture é de cerca de 30 filmes por ano, que costumam tratar do metoro, que são as festas de nominação, os eventos políticos e alguns filmes de ficção representando as narrativas da origem da mitologia Mẽbêngôkre-Kayapó, principalmente transmitida pelos mais velhos.

Os filmes são exibidos nas comunidades e são muito bem recebidos nas aldeias Mẽbêngôkre-Kayapó, mas junto a outros públicos em níveis regional, nacional e internacional também têm acesso.

(Fonte: Agência Brasil. Foto:Reprodução)

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Guarda Municipal recupera celulares furtados da Central do Cidadão e prende dois suspeitos

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Parte dos equipamentos furtados da Central de Atendimento ao Cidadão recuperados pela Guarda Municipal. Foto: Divulgação/GMD

Parte dos aparelhos celulares e outros equipamentos furtados na quarta-feira (22) da Central de Atendimento ao Cidadão (CAC) e que eram utilizados pelos setores de cobrança, cadastro econômico, cadastro imobiliário, ISSQN e Superintendência de Administração Tributária, foram recuperados na noite da mesma quarta-feira pela Guarda Municipal de Dourados. Durante policiamento preventivo nas proximidades da Central do Cidadão, a Guarda Municipal localizou dois homens com diversos objetos furtados do prédio público e encaminhou a dupla à delegacia de Polícia Civil.

A intensificação do patrulhamento ocorreu em razão do furto registrado na madrugada do mesmo dia. Durante as rondas, a equipe avistou dois indivíduos em atitude suspeita. Ao perceberem a aproximação da viatura, um deles dispensou um objeto no chão, enquanto o outro tentou escondê-lo. Na abordagem, os guardas localizaram uma pedra de substância análoga ao crack com um dos suspeitos.

Com o segundo abordado, os agentes encontraram dois aparelhos celulares que haviam sido furtados durante a invasão à Central do Cidadão. Após consulta aos sistemas policiais, foi confirmada a origem ilícita dos equipamentos, pertencentes ao patrimônio público e relacionados ao boletim de ocorrência do furto.

Durante a ocorrência, um dos detidos informou aos guardas a localização de outros objetos provenientes do crime. A equipe realizou diligências até um imóvel abandonado utilizado como ponto de consumo de drogas, onde encontrou uma mochila contendo um projetor pertencente ao Município de Dourados, uma câmera fotográfica digital, carregadores de celulares, um carregador portátil e uma chave de veículo. A mochila localizada possui características semelhantes à utilizada pelo autor da invasão, conforme imagens do circuito interno de segurança do prédio.

Um dos envolvidos negou participação no furto e alegou desconhecer a origem dos objetos, afirmando que apenas acompanhava o outro suspeito. Já o segundo apresentou informações sobre a possível dinâmica do crime e a distribuição dos bens furtados, fatos que serão apurados pela Polícia Civil.Os dois suspeitos, que possuem antecedentes criminais, foram encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC), juntamente com todo o material recuperado, para as providências legais. Foi necessário o uso de algemas devido ao elevado estado de agitação dos abordados e ao risco de fuga. A investigação prossegue para identificar outros envolvidos e recuperar os demais objetos subtraídos.

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Prefeitura promove feiras no fim de semana com música e gastronomia no Parque dos Ipês

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Parque dos Ipês será palco de feiras na sexta e sábado, com ambiente voltado para lazer entre família e amigos- Fotos: A. Frota

A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar (Semaf) prepara um fim de semana especial no Parque dos Ipês, com dois grandes eventos que devem atrair os douradenses e visitantes da região em um ambiente de lazer, cultura, gastronomia e música. Nesta sexta-feira (17), das 17h às 23h, acontece mais uma edição da tradicional Feira Sabores no Parque. Já no sábado (18), das 17h às 22h, o espaço recebe uma edição especial da Feira Julina, levando ao público uma programação temática repleta de atrações.

As feiras promovidas pela Prefeitura vêm se consolidando como um verdadeiro ponto de encontro de amigos e famílias douradenses, com investimentos constantes da gestão Marçal Filho em diversos pontos da cidade. As edições deste final de semana, além de oferecer momentos de convivência e entretenimento em um dos cartões-postais da cidade fortalecem a economia local ao abrir espaço para empreendedores, incentivar a geração de renda e o desenvolvimento dos pequenos negócios.

Outro grande atrativo é a ampla praça de alimentação, que reúne uma diversidade de sabores para agradar todos os públicos. Os visitantes poderão encontrar pratos da gastronomia regional e nacional, lanches, porções, comidas típicas, doces artesanais, sobremesas e uma grande variedade de bebidas, transformando o passeio em uma experiência completa.

Feira Julina é no sábado no Parque dos Ipês com cenários temáticos

A programação musical também é um dos destaques do fim de semana. Na sexta-feira, quem anima a Feira Sabores no Parque é a dupla Thiago e Giovani, levando ao público um repertório de sucessos do sertanejo. No sábado, durante a edição especial da Feira Julina, as apresentações ficam por conta de Cristiano Santos, Adriano Freitas e Cleyton Richard, garantindo muita música e animação ao longo da noite.

A Feira Julina chega com uma programação diferenciada e promete encantar visitantes de todas as idades. O Parque dos Ipês receberá uma decoração temática especial, com espaços cuidadosamente preparados para fotos e registros em cenários instagramáveis. O evento também será pet friendly, permitindo que os animais de estimação participem da festa ao lado de seus tutores. Um dos momentos mais aguardados será o Desfile Pet, além da tradicional pescaria com prêmios, que promete divertir crianças e adultos. O brechó já está confirmado na ação, proporcionando economia e versatilidade em vestuário.

A realização dos eventos integra o conjunto de ações da Prefeitura de Dourados para valorizar os espaços públicos e ampliar as opções de lazer, cultura e convivência para a população.

Em Dourados, feiras cada vez mais estão se consolidando como ponto de encontro de famílias e amigos

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Novos radares entram em operação nesta quarta (15)

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Os novos radares de fiscalização eletrônica instalados em Campo Grande começam a registrar infrações e aplicar multas a partir da 0h desta terça-feira (15). Após permanecerem 15 dias em operação educativa, os equipamentos entram oficialmente em fase de fiscalização.

Os oito controladores de velocidade foram implantados em importantes corredores da Capital, nas avenidas Afonso Pena, Bandeirantes, Gury Marques, Ministro João Arinos, Duque de Caxias e Euler de Azevedo. A iniciativa da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) busca ampliar a segurança no trânsito e reduzir o número de acidentes relacionados ao excesso de velocidade.

Desde o dia 30 de junho, os radares funcionavam apenas de forma orientativa. Durante esse período, os painéis eletrônicos informavam aos condutores a velocidade registrada e o limite permitido na via, sem a emissão de notificações ou penalidades.

Com o encerramento da fase educativa, os equipamentos passam a operar em caráter definitivo, registrando infrações conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Assim, os motoristas que excederem a velocidade máxima permitida estarão sujeitos às penalidades previstas na legislação.

A Agetran destaca que a fiscalização eletrônica tem como principal objetivo incentivar o respeito às normas de trânsito e promover um deslocamento mais seguro para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. O órgão reforça que obedecer aos limites de velocidade é uma medida essencial para prevenir acidentes e preservar vidas.

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