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Economia

Investimentos do Estado e trabalho conjunto garantem a Bonito resultado expressivo no turismo

Fundtur MS e trade turístico comemoram até 100% de ocupação hoteleira e quase 3 mil desembarques em dezembro

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A organização do destino, premiado em segurança com o cumprimento dos protocolos sanitários elaborados por todos os segmentos, a presença da Fundação de Turismo (Fundtur/MS) no fomento e promoção, e os investimentos do Governo do Estado em infraestrutura e serviços, foram determinantes para Bonito superar os impactos da pandemia do coronavírus e alcançar resultados positivos na temporada turística de 2021.

Nesta semana, foi apresentado o boletim do movimento de turistas de dezembro e anual do melhor destino de ecoturismo e aventura do país e referência mundial nos segmentos. Foram 205.460 visitantes no acumulado de 2021, com taxa de ocupação hoteleira de 80 e 100% no Natal e no Réveillon, segundo dados do Bonito Convention & Visitors Bureau (BCVB). Destaque também para o melhor mês aéreo do ano, com 2.983 desembarques em dezembro.

ealizado mensalmente pelo Observatório de Turismo de Bonito (OTEB), coordenado pelo BCVB, o boletim registrou a visita de 27.941 turistas em dezembro, recorde dos últimos seis anos – período em que é feita a pesquisa. Foram 679.650 visitações aos mais de 40 atrativos, inferior apenas a 2019 (711.515), com o último quadrimestre superando todas as demais temporadas com um total de 336.255 vouchers comercializados, sendo 92.710 em dezembro.

Investimento facilita acesso

A conquista do voo da Gol, de Congonhas para Bonito – a nova rota foi inaugurada em 2 de dezembro, a primeira lançada pela empresa desde 2019 -, foi um marco para o turismo do Estado e Bonito e a materialização da presença do governo estadual na região. Somente no município são investidos mais de R$ 170 milhões em obras estruturantes, como a pavimentação de rodovias, e nas demais áreas prioritárias (saneamento, saúde e educação).

A intervenção administrativa do Estado no aeroporto local, retomando a sua gestão, foi fundamental para mantê-lo em operação e captar recurso federais para adequações na pista, no terminal e implantação de moderno sistema de segurança à navegação, com investimentos de R$ 10 milhões. O aeródromo é um dos únicos do interior do Brasil com certificação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para operar aeronaves de grande porte.

 

A melhoria do acesso rodoviário qualifica a rota. Por determinação do governador Reinaldo Azambuja, foi concluída a pavimentação da MS-178, que se interliga à BR-267 (Porto Murtinho), e está em obras a restauração da MS-382, entre Guia Lopes e Bonito, e a pavimentação do trecho entre Guia Lopes e a fronteira com o Paraguai. Também está em execução o asfaltamento da MS-345 (Estrada do 21), polo de pesca esportiva na região.

De olho nas oportunidades

Bonito registrou um incremento do público do Estado, no ano passado, representando 7,40% do total de visitantes. A pesquisa aponta ainda um aumento no período de permanência do turista no destino, entre cinco a uma semana. São Paulo continua sendo o principal emissor de turistas nacionais, com 32,92% dos visitantes, seguido de RJ (11,76%), PR (1,10%) e SC (7,77%) Os maiores emissores internacionais foram Paraguai, Estados Unidos, França, Bolívia e Alemanha.

“Os bons números refletem as oportunidades geradas no mercado interno e ao trabalho da Fundação de Turismo e do trade que se mantiveram ativos em ações de promoção desde o início da pandemia”, avalia Bruno Wendling, diretor-presidente da FundturMS. Uma das grandes ações do Estado, segundo ele, foi a captação do voo direto do aeroporto de Congonhas para Bonito, por meio do programa Decola MS de atração das companhias aéreas.

Wendling disse que o planejamento da fundação para 2022 leva em conta vários cenários, de forma a responder rapidamente às oportunidades, lembrando que o momento ainda é de atenção e com expectativa de que a pandemia comece a enfraquecer com a eficácia da vacinação e redução dos casos graves de Covid-19. “Ainda não tivemos normalização de acessos aéreos nacionais e internacionais, porém continuamos trabalhando nos dois cenários”, observa.

Para o presidente do BCVB, Rodrigo Coinete, os números recordes de demanda turística em Bonito no último período é fruto de um trabalho consistente e da parceria entre trade e poder público, principalmente Fundtur e prefeitura de Bonito. “Foram várias ações integradas de promoção e muito profissional. Mas, mesmo diante desses excelentes resultados estamos sempre vigilantes quanto à pandemia, tanto no monitoramento do número de casos de infectados, quanto ao respeito às regras sanitárias”, disse.

A secretária de Turismo, Indústria e Comércio de Bonito, Juliane Salvadori, também destacou o trabalho em conjunto da prefeitura, trade, Fundtur e a secretaria estadual de Infraestrutura e o volume de obras do Estado no município, como a melhoria da logística, reformas do aeroporto e do hospital e construção do quartel do Corpo de Bombeiros. “Além dessa parceria, o importante é continuarmos ofertando serviços de altíssima qualidade e manter os protocolos de biossegurança”, frisou.

Para conferir na íntegra o boletim do Observatório do Turismo e Eventos de Bonito-MS | dezembro 2021, clique AQUI.

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

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Economia

Produtividade permite reduzir jornada sem cortar salário, diz Durigan

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© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o aumento de produtividade obtido com o uso de novas tecnologias possibilitará que a redução da escala de trabalho 6×1 seja implementada sem que haja corte nos salários dos trabalhadores.

Durigan participou, nesta quarta-feira (6), do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Durante a entrevista, ele disse que mudanças estruturais no mundo do trabalho resultaram em avanços em termos de produção.

“O mundo avançou. As pessoas estão mais produtivas e há ganhos digitais, de comunicação. É preciso reconhecer isso e não passar a conta para a população”, argumentou o ministro ao reafirmar o compromisso do governo com a defesa dos interesses dos trabalhadores, de forma a garantir que a redução da escala não venha acompanhada de reduções salariais.”

“Vamos fazer questão de incluir, em qualquer medida que seja aprovada no Congresso, a proteção à não redução de salário. Não vai haver redução de salário”, disse.

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O ministro lembrou que três em cada dez trabalhadores brasileiros cumprem jornada de seis dias por semana, e que a maioria recebe até dois salários mínimos.

“Estamos falando de 80% que ganham até dois salários mínimos. É o trabalhador de mais baixa renda. Quem tem mais alta renda está conseguindo escalas mais razoáveis. A ideia é reconhecer o ganho de produtividade e fazer com que a gente transecione de uma realidade em que a pessoa tem um dia para descansar, para dois dias de descanso”, argumentou.

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

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Economia

Desenrola Fies prevê desconto de até 99% das dívidas; confira regras

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© ILUM/Divulgação

O programa Novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal nesta segunda-feira (6), conta com uma linha voltada a atender estudantes que acumularam dívidas por meio do Fies. O programa financia o acesso à educação superior privada, oferecendo financiamento a estudantes de cursos de graduação a juros mais baixos do que os de mercado. 

O objetivo do Desenrola Fies é reduzir a inadimplência e facilitar a regularização financeira dos participantes. De acordo com o MEC, a expectativa é de que mais de 1 milhão de estudantes sejam atendidos pela medida. 

De acordo com o ministro da Educação, Leonardo Barchini, as regras preveem a renegociação de dívidas com descontos de até 99% dos valores, com condições especiais para os inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Quem pode participar

Podem participar estudantes com débitos vencidos e não pagos até a publicação da Medida Provisória que instituiu o programa.

Como vai funcionar

O programa vai permitir a liquidação das dívidas com descontos e parcelamentos especiais. A renegociação conta com condições diferenciadas de acordo com o tempo de atraso e o perfil do estudante.

Os interessados em aderir devem acionar diretamente os bancos e instituições financeiras nas quais possuam dívidas

CadÚnico

Por estarem em situação de vulnerabilidade social, os estudantes inscritos no CadÚnico com débitos vencidos há mais de 360 dias poderão obter desconto de até 99% do valor consolidado da dívida, para quitação integral do saldo devedor. 

Já o demais que contam com débitos vencidos há mais de 360 dias poderão ser liquidados com desconto de até 77% do valor total consolidado, incluindo também o principal.

No caso dos débitos vencidos há mais de 90 dias, o estudante terá duas opções:

  • pagamento à vista, com desconto total dos encargos e redução de até 12% do valor principal;
  • parcelamento em até 150 parcelas mensais, com redução de 100% dos juros e multas.

Novo Desenrola Brasil

O programa busca ajudar famílias, estudantes e pequenos empreendedores a renegociar dívidas, limpar o nome e recuperar o acesso ao crédito.

A nova fase da iniciativa terá duração de 90 dias e prevê descontos de até 90%, juros reduzidos e a possibilidade de uso do FGTS para abatimento de débitos.

Formalizada com a assinatura de uma medida provisória pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a estratégia visa promover a reorganização financeira de milhões de brasileiros e ampliar o acesso ao crédito em condições mais favoráveis.

Agência Brasil

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Economia

Desemprego no 1º trimestre é de 6,1%, o menor já registrado no período

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© Fernando Frazão/Agência Brasil Versão em áudio

A taxa de desemprego no primeiro trimestre do ano ficou em 6,1%. O indicador fica acima do registrado no quarto trimestre de 2025 (5,1%), porém é a menor taxa de desocupação para um primeiro trimestre desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

Nos três primeiros meses do ano passado, o desemprego tinha marcado 7%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

Desde o trimestre encerrado em maio de 2025, a taxa de desemprego não ultrapassava 6%. No trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2026, a taxa de desocupação foi de 5,8%.

No entanto, o IBGE não recomenda comparação em meses imediatamente seguidos, pois há sobreposição de dados. Por exemplo, os números de fevereiro se repetem nas duas últimas divulgações da pesquisa. Por isso, o instituto prefere fazer comparações com o quarto trimestre de 2025.

Trabalhadores

O primeiro trimestre de 2026 terminou com 6,6 milhões em busca de emprego. É a chamada população desocupada. O contingente é 19,6% superior (1,1 milhão de pessoas) ao do quarto trimestre de 2025, porém fica 13% a menos que o primeiro trimestre de 2025.

No mesmo trimestre, o total de ocupados chegou a 102 milhões de pessoas, 1 milhão a menos que no último trimestre de 2025 e 1,5 milhão acima do contingente do primeiro trimestre do ano passado, ou seja, comparação anual.

Comportamento sazonal

O comportamento do mercado de trabalho no primeiro trimestre foi marcado por características sazonais, ou seja, típicas do período do ano, como explica a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy.

“A redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que, tipicamente, apresentam esse comportamento; seja devido à tendência de recuo no comércio nesse período do ano; seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporário nas atividades de educação e saúde no setor público municipal.”

De todos os 10 agrupamentos de atividades apurados pelo IBGE, nenhum apresentou crescimento de ocupados, e três tiveram queda: comércio (1,5%, ou menos 287 mil pessoas ocupadas), administração pública (2,3%, ou menos 439 mil pessoas) e serviços domésticos (2,6%, ou menos 148 mil pessoas).

Queda na informalidade

Apesar de a taxa de desocupação ter aumentado no primeiro trimestre de 2026 em relação ao último trimestre de 2025, o Brasil vivenciou redução da informalidade.

No trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o que equivale a 38,1 milhões de trabalhadores informais, ou seja, sem direitos trabalhistas garantidos.

No fim de 2025, a taxa era de 37,6%, enquanto no primeiro trimestre de 2025 era 38%.

O número de empregados com carteira assinada no setor privado ficou em 39,2 milhões, sem variações significativas no trimestre, mas subindo 1,3% (504 mil pessoas a mais) em um ano.

O contingente de trabalhadores sem carteira no setor privado teve retração de 2,1% (menos 285 mil pessoas) no trimestre, chegando a 13,3 milhões. Em um ano, houve estabilidade, isto é, sem mudança estatística significativa.

O número de trabalhadores por conta própria ficou estável no trimestre: 26 milhões. Em comparação ao primeiro trimestre de 2025, houve alta de 2,4% (607 mil pessoas a mais).

Pnad

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisaSão visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

A Pnad é divulgada no dia seguinte a outro indicador de comportamento do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que acompanha apenas o cenário de empregados com carteira assinada.

De acordo com o Caged, março apresentou saldo positivo de 228 mil vagas formais. Em 12 meses, o balanço é positivo em 1,2 milhão de postos com carteira assinada.

Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

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