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Indígenas pedem fim da violência em Mato Grosso do Sul

Grupo se reuniu em Brasília, em frente ao Ministério da Justiça

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Indígenas realizaram nesta quinta-feira (8), em Brasília, um protesto por mais segurança para as comunidades guarani e kaiowá em Mato Grosso do Sul e pela conclusão do processo de reconhecimento de parte dos territórios originalmente pertencente a seus antepassados.

Portando faixas e cartazes, 45 representantes das duas etnias e apoiadores da causa indígena se reuniram diante do Ministério da Justiça e Segurança Pública, chegando a interromper, por alguns minutos, o fluxo de veículos que trafegavam pela Esplanada dos Ministérios, no sentido Congresso Nacional-centro. Uma pequena delegação foi recebida por representantes da pasta, mas até a publicação desta reportagem, os detalhes da conversa ainda não tinham sido divulgados.

Os participantes classificaram a manifestação como um “ato pelo fim do massacre em curso na Terra Indígena Panambi – Lagoa Rica”. Localizada em Douradina (MS), cidade do noroeste sul-mato-grossense a 195 quilômetros de Campo Grande, a reserva de cerca de 12 mil hectares foi delimitada em 2011 – cada hectare corresponde, aproximadamente, às medidas de um campo de futebol oficial. Desde então, sucessivos recursos judiciais impedem a conclusão do processo de reconhecimento do direito indígena ao usufruto exclusivo da área e à consequente retirada dos não indígenas do local.

Brasília, (DF), 08.08.2024 - Lideranças indígenas Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul realizam ato pelo fim do massacre em curso na TI Panambi – Lagoa Rica. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Lideranças indígenas participam de ato na Esplanada dos Ministérios – Valter Campanato/Agência Brasil

 

Cansados de esperar, grupos indígenas que já ocupavam parte da área destinada à criação da terra indígena resolveram “retomar” o território, avançando sobre áreas sobrepostas a propriedades rurais. A iniciativa gerou uma violenta reação, intensificando o conflito fundiário que se arrasta há décadas.

Só no último fim de semana, lideranças indígenas e organizações indigenistas denunciaram dois grandes ataques de homens armados a acampamentos montados no interior da área delimitada.

De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), órgão vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ao menos nove indígenas foram feridos. Barracos, objetos pessoais e símbolos da cosmologia guarani-kaiowá foram destruídos e incendiados. Vídeos compartilhados nas redes sociais flagram a presença ostensiva de caminhonetes, tratores e automóveis ao redor das áreas de retomadas.

“Vamos resistir até o último indígena”, proclamou o cacique Ednaldo Tabajara, membro do Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI), durante o protesto desta tarde. “Não podemos nos calar porque tem balas do outro lado. [Se necessário] morre todo mundo. Temos que nos mobilizar para descermos todos para Mato Grosso do Sul e demonstrar que também sabemos lutar e que não vai ser do jeito deles”, acrescentou o cacique antes de manifestar sua esperança de que o Estado consiga conter os confrontos e fazer valer os direitos dos povos indígenas.

Em meados de julho, o governo federal já tinha autorizado o envio de efetivos da Força Nacional de Segurança Pública para o estado a fim de tentar conter a escalada da violência e garantir a integridade pessoal e patrimonial dos moradores da região, incluindo as comunidades indígenas. Após os ataques armados do último fim de semana, o efetivo foi reforçado, e a ministra dos Povos Indígenas viajou à região para tentar mediar o conflito entre indígenas e produtores rurais. Já o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, recebeu lideranças guarani-kaiowá em seu gabinete, em Brasília, na quarta-feira (7).

(Fonte: Agência Brasil. Foto: Reprodução)

 

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Risco de tempestade aumenta e alerta evolui para laranja

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Ana Paula Fernandes

A Coordenadoria de Proteção de Defesa Civil de Campo Grande emitiu, nesta quinta-feira (10), um alerta laranja para o risco de tempestades, com vigência a partir das 23h de hoje, até às 22h59 de sexta-feira (11). O alerta já existia anteriormente, era considerado baixo e evoluiu para risco intermediário.

Conforme o comunicado, há riscos de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora, ou de 50 a 100 milímetros em um único dia, além de ventos intensos. O risco de corte de energia, estrago em plantações, quedas de árvores e alagamentos também aumentou em decorrência da atualização do aviso.

O alerta foi feito pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Caso seja atingido por alguma intempérie, o munícipe pode acionar a Defesa Civil através do contato 199, ou solicitar serviços, como a remoção de árvores pelo 156.

Naqueles casos em que a queda total ou parcial da árvore aconteceu sobre a fiação e há riscos de o imóvel ou planta estar eletrificada, o contato deve ser feito ao 193.

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Emha sorteia 24 contratos para quitação de até 100%

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A Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) realiza, nesta sexta-feira (11), às 14h, o sorteio de quitação de contratos habitacionais de mutuários que mantiveram os pagamentos em dia durante o ano de 2025. Ao todo, 24 contratos serão sorteados, com possibilidade de quitação de 50%, 70% ou 100% do saldo devedor, conforme as regras estabelecidas.

O sorteio será transmitido ao vivo pelos canais oficiais da Emha, garantindo transparência e publicidade ao processo. Podem participar os mutuários habilitados conforme o Edital Informativo Emha nº 56, de 13 de agosto de 2026, publicado no Diogrande nº 8.428.

A iniciativa integra o Programa Minha Casa Legal, instituído pela Lei Complementar nº 549/25, que prevê benefícios para incentivar a adimplência dos contratos habitacionais administrados pela Agência.

A ação também busca reconhecer as famílias que mantêm seus compromissos em dia e contribuir para a regularização e quitação dos contratos habitacionais.

A gravação completa do sorteio será disponibilizada no canal oficial da Emha no YouTube, permitindo que o procedimento seja consultado posteriormente.

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Samu capacita equipes para reforçar atendimento de urgências e emergências psiquiátricas

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O médico Otávio Miguel Liston, coordenador do Samu Dourados, foi um dos profissionais que ministraram conteúdo aos participantes do evento – Foto: A. Frota

O Núcleo de Educação em Urgências (NEU) do Samu 192 Regional Dourados promoveu nesta quinta-feira (10) uma capacitação técnica presencial voltada ao aprimoramento das equipes que atuam em ocorrências de urgência e emergência no município.

Realizada durante a manhã, na Faculdade Anhanguera, a atividade reuniu profissionais do Samu, Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, trabalhadores dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e acadêmicos. A proposta foi fortalecer conhecimentos técnicos, aproximar os serviços envolvidos na rede de atendimento e qualificar as respostas dadas à população.

Um dos principais temas abordados foi o manejo em emergências psiquiátricas. Conforme o coordenador-geral do Samu Regional Dourados, médico Otávio Miguel Liston, tem aumentado em todo o país o número de atendimentos relacionados a pessoas em sofrimento ou crise psiquiátrica, cenário que também se repete em Dourados.

A programação foi dividida em dois módulos. O primeiro, sobre “Natureza de Atendimento e Limitações Institucionais”, foi conduzido por Otávio Miguel Liston e pelo capitão QOBM Rafael Henrique Fernandes, do Centro de Operações do Corpo de Bombeiros (Cobom/CBMMS).

O conteúdo tratou das atribuições de cada instituição, dos limites de atuação dos serviços e da necessidade de uma resposta integrada durante as ocorrências. Segundo Liston, novos protocolos foram criados recentemente pela Secretaria de Estado de Saúde para organizar e qualificar os atendimentos em Mato Grosso do Sul, inclusive em cidades menores que não possuem equipes próprias do Samu ou do Corpo de Bombeiros.

O segundo módulo, “Manejo em Emergências Psiquiátricas”, foi ministrado pelo médico psiquiatra Luis Felipe Gonçalves Colpo e pela técnica de enfermagem Geovania dos Santos de Oliveira. A discussão abordou a necessidade de preparo técnico, acolhimento adequado e articulação entre os serviços de saúde para atender pacientes em situações de crise.

A capacitação faz parte das ações permanentes desenvolvidas pelo NEU do Samu 192. Para Otávio Miguel Liston, a atualização constante das equipes contribui para abordagens mais seguras e para uma assistência mais eficiente à população de Dourados e região.

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