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Saúde

Inca registra queda de 30% no número de doadores de sangue em setembro

Média diária ideal é de 50 bolsas de todos os tipos sanguíneos

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As doações de sangue recebidas pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) em setembro deste ano caíram 30% em relação ao mesmo mês do ano passado, o que significou menos 272 bolsas. Ao longo deste ano, foram coletadas pouco mais de 7 mil bolsas, cerca de mil a menos do que no ano anterior.

Segundo o hemoterapeuta do Inca, Edmilson Assunção, o ideal, para abastecer o banco de sangue do órgão, vinculado ao Ministério da Saúde, é garantir média diária de 50 bolsas de todos os tipos sanguíneos para as transfusões.

Assunção disse à Agência Brasil que, em alguns períodos, os doadores têm dificuldade de chegar ao Serviço de Hemoterapia . O médico lembrou que o Inca não dispõe de um sistema em que o sangue seja coletado no local onde o doador está ou que o leve até o setor onde poderá fazer a doação.

“A primeira dificuldade diz respeito às pessoas chegarem até aqui. Em segundo lugar, independentemente do transporte, também não temos estacionamento para os candidatos a doar sangue”. Outras dificuldades para que os interessados se apresentem para fazer doações são os deslocamentos em períodos chuvosos, ou quando vêm as doenças sazonais, como a gripe e a covid-19, acrescentou.

Preocupação

Uma preocupação do Inca, no momento, é aumentar o número de doadores ante a proximidade dos feriados que ocorrerão em novembro. Por isso, o médico pediu que a população se mobilize. “Nós continuamos a precisar de doadores de sangue. Funcionamos aqui de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h30 para coleta e, aos sábados, das 8h às 12h.”

Assunção destacou que, embora o Inca não disponha de transporte para coletar o sangue do doador ou para levá-lo ao Serviço de Hemoterapia, as pessoas podem marcar a doação pelo Serviço Social do instituto ou fazer o agendamento para recebimento de vans ou outro tipo de transporte, para que os funcionários do Inca se organizem e recebam essas pessoas. Segundo Assunção, os doadores que usam o serviço de vans costumam preferir os sábados para fazer as doações.

O Serviço de Hemoterapia do Inca está localizado na Praça da Cruz Vermelha, 23, 2º andar, região central do Rio de Janeiro, O agendamento pode ser feito pelos números 3207-1580 ou 3207-1021.

“Precisamos de doações regulares de sangue. Os protocolos de tratamento devem ser mantidos e o sangue disponibilizado no exato momento que o paciente precisar. A queda acentuada tem grande impacto no tratamento das pessoas”, reforçou a chefe do setor de Hemoterapia do Inca, Iara Motta.

Componentes

As bolsas se dividem por tipos de componentes do sangue em concentrados de hemácias e concentrados de plaquetas, plasma fresco congelado e crioprecipitado, que é um concentrado de proteínas.

Edmilson Assunção informou que o Inca tem estoques razoáveis de plasma e crioprecipitado, mas ressaltou que a demanda maior na transfusão é pelos concentrados de hemácias e de plaquetas, inclusive porque têm período de validade bem inferior aos dos demais componentes. Os concentrados de hemácias têm 35 dias de validade e os de plaquetas, prazo máximo de cinco dias para uso. “Nossa necessidade diz respeito, particularmente, aos concentrados de hemácias e de plaquetas.”

Existem também dois tipos de doações: a doação de sangue total, cuja bolsa é, habitualmente, fracionada nos quatro componentes do sangue citados, e a doação de plaquetas por aférese, ou doação de plaquetas por doador único. “Um único indivíduo vem aqui e doa exclusivamente, de forma seletiva, um determinado tipo de componente do sangue chamado plaquetas.” Aférese é a separação dos componentes do sangue por centrifugação, por meio de um equipamento automatizado.

Para a doação de plaquetas, entretanto, há alguns requisitos a mais a serem cumpridos que na doação do sangue total. Uma das condições é que a pessoa tenha doado sangue total nos últimos cinco meses, com todos os resultados negativos. Em segundo lugar, ele deve ter calibre venoso melhor que o do doador de sangue total. Isso é avaliado pela equipe do Serviço de Hemoterapia.

De acordo com Assunção, a doação de sangue total dura em torno de 10 minutos, enquanto a de doador único vai de uma hora a uma hora e 30 minutos. É feito na hora um hemograma completo para ver se o doador preenche todos os requisitos – estando tudo correto, a doação é feita no mesmo dia. “Isso é fundamental porque a plaqueta é um elemento indispensável para pacientes submetidos a cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, quando cai muito a quantidade de plaquetas e eles podem sangrar, o que, inclusive, os coloca sob risco de morte em algumas circunstâncias. Então, plaqueta é um dos componentes do sangue que a gente mais precisa ter em estoque.”

Apelo

O médico Edmilson Assunção insistiu que o Inca precisa de doadores de sangue, porque a quantidade que tem vindo no momento é pequena para atender à demanda dos pacientes.

“E mais do que isso, o Inca, se tiver estoque adequado, pode disponibilizar sangue para outros lugares, como o Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio); o Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro ; e o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro”, concluiu.

(Fonte: Agência Brasil. Foto:Reprodução)

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Saúde

Prefeitura amplia grupos terapêuticos para ajudar quem deseja parar de fumar

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Rede municipal de saúde oferece apoio e tratamento para quem busca se livrar da dependência do cigarro, gratuitamente. Foto: Divulgação

A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça as ações do Programa de Combate ao Tabagismo, que oferece acompanhamento gratuito aos moradores que desejam abandonar o cigarro. O atendimento é realizado pela Atenção Primária à Saúde (APS), com apoio das equipes multiprofissionais (eMulti), seguindo as orientações do Ministério da Saúde. A iniciativa ganha ainda mais importância diante do cenário nacional, que aponta aumento no número de fumantes após quase duas décadas de queda.

Levantamento do Ministério da Saúde divulgado neste ano, mostram que quase 12% da população adulta brasileira fumava em 2024. Embora o índice seja menor que os 15,7% registrados em 2006, ele representa uma alta em relação a 2023, quando 9,2% dos adultos declararam fumar. Entre os homens, a prevalência passou de 19,5% em 2006 para 13,9% em 2024. Entre as mulheres, o percentual caiu de 12,4% em 2006 para 9,5% em 2024, mas também apresentou aumento em relação aos 7,3% registrados em 2023.

Os dados também chamam atenção para o uso de dispositivos eletrônicos para fumar. A frequência de adultos que fumam ou utilizam esses dispositivos aumentou, mas entre jovens de 18 a 24 anos, o crescimento foi ainda maior. O índice passou de 7,4% em 2019 para 10,1% em 2024, o maior percentual da série histórica para essa faixa etária. O avanço entre os jovens representa um desafio adicional para as ações de prevenção e controle do tabagismo.

Em Dourados, a procura pelo serviço também vem aumentando ao longo do ano, principalmente de mulheres. Atualmente, dois grupos estão em andamento e novas turmas estão sendo organizadas pelas unidades de saúde, que mantêm listas de espera para os próximos ciclos. O atendimento é realizado em grupos de até 20 participantes, favorecendo uma abordagem mais acolhedora e participativa. Todas as Unidades Básicas de Saúde da Atenção Primária são referência para o Programa de Combate ao Tabagismo. O morador que deseja parar de fumar deve procurar a unidade de referência para receber informações e realizar o cadastro para os próximos grupos ou verificar a possibilidade de atendimento individualizado.

O cuidado ao paciente envolve diferentes etapas, começando pela identificação do uso de tabaco e avaliação do grau de dependência e da motivação para abandonar o cigarro. Na sequência, os profissionais orientam sobre os benefícios da cessação, auxiliam na preparação para a mudança, definem estratégias de tratamento e acompanham a evolução do paciente. O trabalho também inclui o manejo de possíveis recaídas e o reforço das estratégias para manter a abstinência.

O período ativo dos grupos dura, em média, quatro meses, com sessões estruturadas e encontros periódicos conforme a organização das equipes. Considerando as etapas de avaliação, intervenção e manutenção da abstinência, o tempo total sugerido para o tratamento pode chegar a 12 meses.

No dia 29 de agosto, quando é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo, a Prefeitura de Dourados reforça a importância da prevenção, da conscientização e do acesso ao tratamento. A data é uma oportunidade para alertar sobre os riscos do tabagismo, prevenir a iniciação ao consumo de produtos derivados do tabaco, especialmente entre os jovens, e incentivar quem já fuma a procurar ajuda para abandonar o hábito.

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Saúde

Construção do CAPS AD III acelera e amplia rede de saúde mental em Dourados

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Prefeito Marçal Filho e secretário de saúde Márcio Figueiredo percorreram o canteiro de obras do mais novo CAPS em Dourados – Fotos: A. Frota

A construção do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD III) atingiu 45% de conclusão em Dourados. As equipes trabalham atualmente na finalização da laje e, na sequência, a obra entrará na etapa de cobertura. Nesta segunda-feira (24), o prefeito Marçal Filho vistoriou o canteiro de obras acompanhado do secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo. Durante a vistoria, eles percorreram os futuros espaços da unidade e conversaram com a equipe de engenharia responsável pela construção.

O prefeito destacou a importância do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas para as pessoas. “Estamos construindo uma estrutura moderna, ampla e preparada para acolher pessoas que precisam de atendimento especializado”, enfatizou. “Cuidar da saúde mental é uma prioridade e esse novo CAPS vai ampliar a rede de proteção, oferecendo tratamento contínuo, digno e humanizado para os pacientes e suas famílias”, destacou Marçal Filho.

O projeto, bem como toda rede de atendimento que será implantada com o novo serviço, é parte da prioridade da atual gestão de cuidar integralmente das pessoas, proporcionando acolhimento, atendimento de excelência e atenção às famílias de Dourados. “Sempre defendi que o serviço público deve ser de qualidade e que a atenção com a saúde da população deve ser integral, de forma que as pessoas sintam-se acolhidas pela prefeitura”, enfatizou Marçal Filho.

O prédio está sendo erguido em terreno público de 7.802,56 metros quadrados, na Rua Abílio de Mattos Pedroso, nº 1.565, no Jardim Novo Horizonte, nas proximidades do Clube Indaiá. A estrutura terá 722,92 metros quadrados de área construída. As paredes, o contrapiso e o reboco já foram concluídos.

O investimento total é de R$ 4.825.527,58. Desse montante, R$ 2.351.000 são recursos do Governo Federal, por meio do Novo PAC Saúde, enquanto R$ 2.474.527,58 correspondem à contrapartida do Município. A nova unidade contará com recepção, salas de acolhimento e atividades coletivas, farmácia, sala de aplicação de medicamentos, espaço de convivência, refeitório, dormitórios, cozinha, sanitários, lavanderia e ambientes de apoio.

O CAPS AD III terá funcionamento 24 horas, inclusive com acolhimento noturno. O serviço atenderá pessoas em situações relacionadas ao uso prejudicial de álcool e outras drogas, com suporte em crises, acompanhamento clínico, terapias individuais e em grupo, além de ações voltadas à reinserção social.

Segundo o secretário de Saúde, Márcio Figueiredo, o atendimento será realizado por uma equipe multiprofissional, que atuará de forma integrada na elaboração do Projeto Terapêutico Singular para cada paciente, com participação da família e articulação com toda a rede de saúde.

Atualmente, Dourados mantém três unidades de CAPS: o CAPS i, voltado a crianças e adolescentes com sofrimento psíquico; o CAPS AD, para atendimento relacionado ao uso de álcool e outras drogas; e o CAPS II, destinado a pessoas de todas as idades com sofrimento psíquico, com residência terapêutica. Juntas, as unidades funcionam das 7h às 18h, atendem cerca de 1,5 mil pacientes por mês e realizam mais de 2,5 mil procedimentos mensais.

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Saúde

Prefeitura e universidades públicas debatem saúde e mudanças climáticas

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Efeitos das mudanças climáticas na saúde e no trabalho serão debatidos durante o PET-Saúde e Clima. Foto: Divulgação/Assecom

A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), realiza no dia 2 de setembro de 2026, a partir das 16h, o evento de abertura do PET-Saúde Clima. A programação será realizada no Anfiteatro do Bloco A da Uems.

O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde Clima ) é uma iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação do Governo Federal. O programa une universidades, serviços de saúde e comunidade para preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) e formar profissionais aptos a enfrentar os impactos das mudanças climáticas na saúde pública, com vigência entre 2026 e 2028.

A iniciativa tem como proposta fortalecer a integração entre formação em saúde, mudanças climáticas, equidade e proteção das populações em situação de maior vulnerabilidade. O projeto também busca estimular a reflexão e a construção coletiva de estratégias para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde da população.

A programação terá início às 16h, com a abertura oficial do evento. Na sequência, às 16h30, será realizada a palestra “Mudanças e emergências climáticas: eventos extremos e seus impactos socioambientais”, ministrada pelo professor doutor Charlei Aparecido da Silva. Após breve intervalo para um coffee break, serão apresentados os planos de trabalho dos grupos que integram o PET-Saúde Clima.

Para o professor Bruno Ferezim Morales, da Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais da UFGD, o início das atividades representa um importante momento para aproximar universidade, gestão pública e comunidade na discussão de estratégias de prevenção, cuidado e promoção da saúde diante dos desafios relacionados às mudanças climáticas e aos eventos extremos.

“A parceria entre a UFGD, a Uems e a Secretaria Municipal de Saúde de Dourados reforça a importância da atuação integrada entre ensino, pesquisa, serviço e sociedade, contribuindo para a formação de profissionais preparados para responder aos novos desafios socioambientais e de saúde pública”, enfatiza o professor.

SERVIÇO

Evento: Abertura do PET-Saúde Clima

Data: 2 de setembro de 2026

Horário: A partir das 16h

Local: Anfiteatro do Bloco A – Uems

Palestra: “Mudanças e emergências climáticas: eventos extremos e seus impactos socioambientais”

Palestrante: Prof. Dr. Charlei Aparecido da Silva

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