O Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, localizado em Ponta Porã e administrado pelo Instituto Acqua em parceria com a SES (Secretaria de Estado da Saúde), celebra 30 anos de fundação com destaque no cenário nacional, alcançando certificações inéditas para Mato Grosso do Sul.
A unidade obteve e manteve o Nível 2 Pleno da ONA (Organização Nacional de Acreditação), que define padrões internacionais de qualidade e segurança do paciente. Além disso, a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital recebeu o selo UTI Top Performer por se destacar entre as melhores UTIs brasileiras, com excelente performance nos parâmetros de mortalidade hospitalar e uso de recursos. Este reconhecimento é concedido pela AMIB (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) e Epimed Solutions.
Nesta semana, a unidade recebeu a visita de profissionais do IBES (Instituto Brasileiro para Excelência em Saúde), responsável pela fiscalização e manutenção do processo de acreditação hospitalar via ONA. Após dois dias de apresentações e avaliações, o hospital garantiu a manutenção do selo de Acreditação Nível 2.
Para a diretora-geral da unidade, Letícia Carneiro, essas conquistas refletem a evolução do trabalho realizado. “É evidente o progresso de cada colaborador neste processo, iniciado em 2021 e mantido até hoje graças ao empenho e colaboração de todos”, destacou.
Avaliação ONA
A avaliação para manutenção da acreditação ONA ocorre a cada 8 meses. Cada setor deve apresentar seus indicadores aos avaliadores, que fazem questionamentos e discutem possibilidades de melhorias para que a unidade alcance, futuramente, o próximo nível de acreditação. A acreditação é um método de avaliação que promove a qualidade e segurança da assistência no setor de saúde. Para ser acreditada, a organização deve atender aos padrões definidos pela ONA, reconhecidos internacionalmente.
Para obter a Acreditação Nível 1, o Hospital Regional Dr. José de Simone Netto cumpriu 70% dos padrões de qualidade e segurança definidos pela ONA, avaliados em 698 itens nas diversas áreas da instituição, incluindo aspectos estruturais e assistenciais. O Nível 2 Acreditado Pleno foi conquistado após a unidade cumprir ou superar, em 80% ou mais, os padrões de qualidade e segurança.
UTI Eficiente
Idealizada em 2010, a iniciativa ‘UTIs Brasileiras’ tem o objetivo de caracterizar o perfil epidemiológico das unidades de terapia intensiva no Brasil e compartilhar informações para orientar políticas de saúde e estratégias, visando melhorar o cuidado dos pacientes críticos no país. A ação também estimula o uso de indicadores de qualidade e desempenho na gestão das UTIs adulto e pediátricas.
A lista de hospitais com UTIs contempladas com o selo ‘Top Performer’ não é um ranking, pois a distinção é concedida às UTIs que, no último ano, estiveram no melhor tercil (abaixo de 33,3%) em dois parâmetros: mortalidade hospitalar ajustada à gravidade e uso de recursos, também ajustado à gravidade.
O diretor-presidente do Instituto Acqua, Samir Siviero, reforça o compromisso da instituição com a unidade.
“O Hospital Dr. José de Simone Netto é uma grande referência para nós do Instituto Acqua. A população merece o melhor e, sem a dedicação, conhecimento e empenho dos profissionais, não teríamos alcançado sucesso. Parabenizo a todos que ajudam a transformar a unidade em um modelo de hospital público. Esse esforço garante um trabalho focado na qualidade. É um orgulho ver este hospital conquistando a Acreditação ONA e o reconhecimento da AMIB como uma das melhores UTIs do Brasil”, ressalta o gestor.
“Alimentação Verde”
O hospital também recebeu o certificado ‘Green Kitchen’, um programa que visa promover refeições puras e sem adição de produtos químicos e hormônios, tornando os alimentos mais naturais para o organismo. Em Mato Grosso do Sul, a unidade é a primeira entre entidades públicas e privadas a obter o selo de sustentabilidade nacional do ‘Green Kitchen’.
Idealizado em 2008 pela FUPAM (Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente), o ‘Green Kitchen’ reconhece instituições que desenvolvem práticas sustentáveis e oferece o certificado de qualidade e sustentabilidade. O objetivo é reduzir o impacto ambiental, oferecendo alimentos com sabores naturais, sem aditivos artificiais que possam causar indigestão ou reações alérgicas. O programa também promove práticas sustentáveis como a manutenção do ar limpo e o uso de água filtrada na preparação dos alimentos.
Humanização
A humanização é uma parte essencial da política administrativa do hospital. Nos últimos cinco anos, destacam-se os serviços de acolhimento, parto humanizado, visitas assistidas por familiares e ações voltadas para o bem-estar do paciente. “Contamos com uma grande contribuição do serviço social, que atua em conjunto com o núcleo de psicologia e a comissão de humanização hospitalar para garantir um atendimento de qualidade”, destaca Letícia Carneiro.
Práticas de pré-parto, parto e pós-parto, além de rodas de conversa sobre diversos temas e métodos não-farmacológicos para alívio da dor, fazem parte do modelo administrativo que prioriza o cuidado com cada paciente e acompanhante.
Assistência, CCIH, NEPEP e SESMT
O Hospital Regional Dr. José de Simone Netto também se destacou pelo atendimento assistencial. As equipes de Assistência Social e Psicologia realizaram diversas visitas assistidas e acompanhamentos emocionais para colaboradores e pacientes. A CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar) promoveu treinamentos, palestras e capacitações, colaborando com o Núcleo de Vigilância Epidemiológica.
As educações permanentes, coordenadas pelo NEPEP (Núcleo de Educação Permanente Ensino e Pesquisa), realizaram mais de 630 palestras, destacando campanhas como “Abril Verde”, “Outubro Rosa” e “Novembro Azul”.
O SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho) organizou eventos como a SIPAT (Semana Interna de Prevenção a Acidentes de Trabalho) e a eleição da CIPA (Comissão Interna de Prevenção a Acidentes). O SESMT também atua na notificação de acidentes de trabalho e na manutenção do bom andamento das atividades.
Em meio à rotina de cuidados, desafios e cobranças que acompanham a maternidade, encontrar um espaço para falar, ser ouvido e compartilhar experiências também é uma forma de cuidado. Foi com essa proposta que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio da Gerência de Saúde do Servidor (Gersau), reuniu servidoras mães atípicas em um momento de escuta, acolhimento e troca de experiências.
A atividade integrou as ações do mês dedicado à valorização da vida e foi realizada na área verde da Sesau. Conduzido pela psicóloga Leyisa Sena, da Gerência de Atenção Psicossocial (GRAP/Sesau), o encontro criou um ambiente para que as participantes pudessem falar sobre sentimentos e situações que fazem parte de suas rotinas, muitas vezes marcadas pela sobrecarga e pela dificuldade de reservar tempo para si mesmas.
Mais do que uma palestra, a proposta foi abrir espaço para a escuta. Entre os temas abordados estiveram o autocuidado, a culpa, a autoexigência e a sensação de que, ao cuidar de todos, muitas mães acabam deixando as próprias necessidades em segundo plano.
“Quem era você antes de precisar cuidar tanto? O que você cobra de si que não cobra de outra mãe?”, foram algumas das reflexões propostas durante a conversa.
A partir dessas perguntas, histórias pessoais começaram a surgir. Relatos de desafios, descobertas, pequenas conquistas e também de sonhos mostraram como a identificação entre as participantes pode ser uma forma de alento.
“Meu sonho é que o meu filho fale”, compartilhou uma das servidoras. A frase, carregada de significado para aquela mãe, também evidenciou a importância de um espaço em que experiências tão particulares possam ser compreendidas por quem vive situações semelhantes.
Cuidar de quem cuida
Entre os participantes estava o único pai presente na roda de conversa, Darllon Duarte, 34 anos, gerente da USF Universitário. Pai de uma menina de 11 anos, que está em processo de diagnóstico, e de um menino de 10 anos com seletividade alimentar, ele falou sobre a culpa, a necessidade de dividir responsabilidades e a importância de reconhecer cada conquista dos filhos.
“A gente precisa olhar para a família. A gente foca na mãe da criança porque é o que está mais em evidência, é mais necessário esse olhar, muitas estão sobrecarregadas. Sabemos que existem muitas mães solo, que não têm rede de apoio, mas os pais devem se envolver. O pai precisa saber onde seu filho está, o que ele faz, o que come, como fazer aquela criança desenvolver. Temos que aprender, mas precisamos ser ouvidos também”, desabafou.
A técnica de enfermagem Nadiellen Rodrigues Brito Barbosa, 40 anos, também compartilhou sua experiência como mãe de um menino de 10 anos com seletividade alimentar. Para ela, falar sobre as dificuldades ajuda a ressignificar a culpa e a reconhecer os avanços que, para outras pessoas, podem parecer pequenos, mas têm grande significado para a família.
“Sofri muito. Sempre pensando onde errei. A culpa não adianta. Hoje levo o acolhimento. Hoje vejo ele comendo duas colheres de arroz e, para mim, já é um paraíso. É paciência, trabalhando a paciência”, relatou.
Gratidão e aprendizado
Assistente social do CAPS AD IV, Josimara Pasqualine, 51 anos, é mãe de dois filhos, entre eles um adolescente de 15 anos, nível 3 de suporte. Emocionada, ela destacou o significado de ser acolhida também enquanto mãe e não apenas no papel de profissional que cuida de outras pessoas.
“Já tenho 32 anos de serviço e esse é um momento histórico. Ser acolhida como mãe atípica e uma pessoa neurodivergente, todas as dificuldades que a gente tem, está sendo um momento grandioso. Eu me sinto recompensada, valorizada. A gente trata tanto das pessoas, cuida dos outros, e às vezes a gente não tem esse tempo. Esse olhar que a Sesau tem com o trabalhador tem sido portas e esperança. A gente precisa ser ouvida. Muito grata pelo convite e pela oportunidade”, disse.
Durante uma das dinâmicas, a psicóloga da Gersau, Cléo Cabral, escolheu a palavra “gratidão” para representar o sentimento daquele momento. Mesmo sem ser mãe, ela destacou que ouvir as experiências das servidoras também foi uma oportunidade de aprendizado.
“Ainda não sou mãe, mas sou grata por este momento. Aprendi muito com vocês. A gente aprende ouvindo e, no futuro, tenho o sonho de ainda ser mãe. Obrigada por compartilharem suas histórias e vidas”, revelou.
Para a psicóloga Leyisa Sena, proporcionar esse espaço de escuta também faz parte do cuidado com o servidor.
“A proposta é fortalecer vínculos, estimular o autocuidado e mostrar às servidoras que elas não precisam enfrentar sozinhas os desafios da maternidade”, afirmou.
A profissional também destacou o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Apoio às Mães Atípicas (NAMA), criado pela administração municipal como uma política pública voltada ao acolhimento, organização e acompanhamento dessas famílias.
O cadastramento no NAMA pode ser feito pelo telefone (67) 99179-5948, canal também destinado à atualização de informações e ao acesso aos serviços oferecidos pelo núcleo.
Um novo medicamento para o tratamento da enxaqueca foi aprovado nesta terça-feira (8) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Aquipta (atogepanto) é indicado para adultos que têm pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca.
De acordo com a agência, a substância atua no bloqueio de uma via envolvida na transmissão da dor. Além disso, é capaz de prevenir o aparecimento das crises. O laboratório que solicitou o registro foi a ABBVIE Farmacêutica, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Os estudos apontam que o atogepanto é capaz de reduzir “significativamente” o número de dias mensais de enxaqueca.
Segundo a Anvisa, apesar de existirem opções terapêuticas para prevenção da enxaqueca, “muitas delas não atuam especificamente nos mecanismos fisiopatológicos da doença”. Por essa razão, o Aquipta representa uma nova opção de tratamento oral para prevenção da doença.
Sobre a doença
A enxaqueca é caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, frequentemente acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.
A doença atinge cerca de 15% da população mundial, com impacto significativo na qualidade de vida.
Vacinas contra chikungunya e febre amarela serão aplicadas aos sábados, em setembro e outubro, na Sala de Vacinação do PAM. Foto: A. Frota/Arquivo/Assecom
A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está ampliando as estratégias de vacinação contra a chikungunya e a febre amarela para facilitar o acesso da população e contribuir para o aumento das coberturas vacinais no município. Durante os meses de setembro e outubro, a Sala de Vacinação do Pronto Atendimento Médico (PAM) terá atendimento aos sábados, das 8h às 14h.
No mês de setembro, os atendimentos serão realizados nos dias 5, 12, 19 e 26. Em outubro nos dias 3, 17, 24 e 31.
A vacinação aos finais de semana é uma alternativa para quem não consegue comparecer a uma unidade de saúde durante os dias úteis. A estratégia também busca ampliar a adesão da população e reforçar a proteção antes do período de verão, quando as condições ambientais podem favorecer a circulação de arboviroses.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de a população verificar a situação vacinal e procurar os serviços de saúde para colocar as doses em dia, conforme os critérios estabelecidos para cada vacina.
A preocupação é especialmente relevante diante do cenário epidemiológico da Chikungunya. Dourados já enfrentou uma importante epidemia da doença e a Secretaria de Saúde trabalha para ampliar a proteção da população e reduzir os riscos de uma nova onda de transmissão.
“A vacinação é uma das principais ferramentas de prevenção e precisamos facilitar o acesso da população. Ao oferecer a vacinação também aos sábados, estamos criando uma oportunidade para quem trabalha ou tem dificuldade de ir à unidade durante a semana. É importante que cada pessoa confira sua situação vacinal e procure a unidade de saúde”, destaca o secretário municipal de Saúde, Márcio Grei Vidal de Figueiredo.
CHIKUNGUNYA
A Secretaria de Saúde chama atenção especialmente para a vacinação contra a Chikungunya, destinada ao público que atende aos critérios definidos pelo Ministério da Saúde. A orientação é que pessoas com idade entre 18 e 59 anos verifiquem nas unidades de saúde se estão dentro dos critérios para receber a vacina.
A medida integra o conjunto de ações adotadas pelo Município para fortalecer a prevenção e preparar Dourados para os próximos meses.
FEBRE AMARELA
A campanha também reforça a importância da vacinação contra a febre amarela. A população deve verificar sua situação vacinal e buscar orientação nas unidades de saúde, especialmente quem ainda não possui o esquema recomendado. A Secretaria de Saúde orienta que a população não espere o surgimento de novos casos para procurar proteção e, também, ao ir receber a dose, levar documento pessoal e, se possível, a carteira de vacinação para conferência e atualização do esquema vacinal.