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Saúde

Hemosul completa 36 anos com destaque nacional e cases de sucesso para ajudar a salvar vidas

Para doação de medula óssea tem o 3° sábado de setembro que comemora o dia mundial, além da semana nacional que vai de 14 a 21 de dezembro.

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Referência e destaque nacional, a Rede Hemosul MS completou 36 anos de história de apoio e contribuição com a saúde pública de Mato Grosso do Sul. Ajudar a salvar vidas através da doação. Além de desempenhar este papel essencial, também tem na sua trajetória “cases de sucesso” que estão sendo usados em outros estados.

O Hemosul comemorou o aniversário no domingo (8). Ele dispõe de 12 unidades no Estado, sendo três na Capital e nove no interior, que contam em média com 5.635 candidatos par doação por mês, além de dispor de 4.668 bolsas coletadas (mensais), tendo a distribuição de 104 mil hemocomponentes (hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado) por ano.

“Nós somos uma rede 100% pública e atendemos todos os hospitais públicos e privados do Mato Grosso do Sul. A importância do Hemosul para saúde coletiva e pública do Estado é imensa. A doação solidária chega aos hospitais para atender os pacientes. Temos que parabenizar toda equipe do Hemosul, que vive a causa do sangue. Sem eles não conseguiríamos atender a população com qualidade”, afirmou a coordenadora do Hemosul, Marina Salwada.

Com o lema de salvar vidas, a rede conseguiu construir “cases de sucesso” que são usados como referência e estão sendo copiados em outros estados. Entre eles está o “Selo Conexão Hemosul”, que é concedido a empresas parceiras e amigas. Elas podem contribuir com campanhas entre os funcionários (doações), na função de multiplicadoras, apoio institucional (cooperação técnica ou financeira) e as consideradas “Premium”, quando realizam as três funções citadas.

Com destaque, o Hemocentro de Brasília procurou o Hemosul para implantar a ideia (selo) na sua cidade e outras empresas de fora do Estado quiseram participar, como uma instituição de Avaré (SP). Por esta razão o selo foi ampliado a empresas de fora do Mato Grosso do Sul, caso sejam parceiras.

Outra inovação inédita no Brasil foi a criação do aplicativo para cartão e declarações digitais do doador. Eles estão dentro do programa “MS Digital”, por meio de uma parceria com o CTEC da SES (Secretaria Estadual de Saúde). A Secretária de Saúde do Espírito Santo inclusive entrou em contato e fez uma reunião com o Hemosul, pois pretende implantar o modelo no seu estado pelo HEMOES (Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo).

Hemosul Coordenador em Campo Grande

Referência nacional

 As ações do Hemosul se tornaram referência nacional. A rede ganhou em 2022 o prêmio “Roche Farma Brasil” com seu projeto de brinquedoteca e biblioteca para crianças com hemofilia. Este espaço foi criado no Hemosul do Hospital Regional do MS, Hemosul Santa Casa e no Hemosul Coordenador. Além de um mini estúdio para divulgar as ações da rede.

O espaço que tem parceria com a APHEMS (Associação de Pessoas com Hemofilia de Mato Grosso do Sul) conta eventualmente com “contações de história”. O objetivo visa promover lazer, bem-estar e educação por meio de brincadeiras e leituras par estas crianças. Um ambiente acolhedor e adaptado, que além de suavizar o processo, auxilia também na compreensão e recuperação dos pacientes.

Outro destaque é o NAT (Laboratório de Tecnologia Biomolecular) do Hemosul que está entre os 13 sítios testadores do Brasil. Uma tecnologia que nos elevou ao patamar de última geração para exames sorológicos. O projeto está em funcionamento desde 2011 no Hemosul Coordenador. Hoje faz exames ao Mato Grosso e atende outros estados em casos de contingência.

Já o projeto “Ambulância Terapia” atende aos pacientes com hemofilia que não podem ir buscar os “fatores”. As ambulâncias dos municípios vão até as unidades do Hemosul e levam até os pacientes, chegando inclusive até a zona rural do Estado.

Doação para salvar vidas

 Mesmo com todo esforço e dedicação da Rede Hemosul, a sua tarefa só vai ser cumprida com a participação do doador. A sua ação voluntária faz toda diferença e ajuda a salvar vidas todos os dias.

O médico-veterinário Leandro Menezes, de 32 anos, já faz a sua doação de sangue há muito tempo e diz que é um habito ajudar o próximo. “Faz tempo que sou doador, a primeira vez foi quando alguém me pediu para doar a algum parente e depois fui criando hábito, se conscientizando sobre doar sem olhar para quem. Faz a diferença na vida de alguém, inclusive já tive amigos e parentes que precisaram”. Ele faz sua doação de duas a três vezes por ano.

A dentista Suzana Rezende conta que sente vontade de doar sangue. “Faz um tempo que sou doadora. Meu pai já precisou por exemplo e sei da importância do ato. Aqui no Hemosul faço a doação a cada seis meses, sempre com atendimento excelente, local sempre limpo e os funcionários bem-dispostos”.

Além da rotina semanal de atendimento, o Hemosul sempre faz ações especiais em datas importantes como no “junho vermelho”, que é mês nacional de incentivo a doação de sangue, que é sempre um período que cai o estoque devido a época do frio ou de muitas doenças respiratórias. Assim como no dia 25 de novembro (dia nacional do doador de sangue).

Para doação de medula óssea tem o 3° sábado de setembro que comemora o dia mundial, além da semana nacional que vai de 14 a 21 de dezembro.

Quem quiser mais informações sobre como ser um doador é só acessar o site do Hemosul que tem todas as regras e horários de atendimento das unidades.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

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Saúde

Escuta e acolhimento fortalecem mães atípicas servidoras da Sesau

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Em meio à rotina de cuidados, desafios e cobranças que acompanham a maternidade, encontrar um espaço para falar, ser ouvido e compartilhar experiências também é uma forma de cuidado. Foi com essa proposta que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio da Gerência de Saúde do Servidor (Gersau), reuniu servidoras mães atípicas em um momento de escuta, acolhimento e troca de experiências.

A atividade integrou as ações do mês dedicado à valorização da vida e foi realizada na área verde da Sesau. Conduzido pela psicóloga Leyisa Sena, da Gerência de Atenção Psicossocial (GRAP/Sesau), o encontro criou um ambiente para que as participantes pudessem falar sobre sentimentos e situações que fazem parte de suas rotinas, muitas vezes marcadas pela sobrecarga e pela dificuldade de reservar tempo para si mesmas.

Mais do que uma palestra, a proposta foi abrir espaço para a escuta. Entre os temas abordados estiveram o autocuidado, a culpa, a autoexigência e a sensação de que, ao cuidar de todos, muitas mães acabam deixando as próprias necessidades em segundo plano.

“Quem era você antes de precisar cuidar tanto? O que você cobra de si que não cobra de outra mãe?”, foram algumas das reflexões propostas durante a conversa.

A partir dessas perguntas, histórias pessoais começaram a surgir. Relatos de desafios, descobertas, pequenas conquistas e também de sonhos mostraram como a identificação entre as participantes pode ser uma forma de alento.

“Meu sonho é que o meu filho fale”, compartilhou uma das servidoras. A frase, carregada de significado para aquela mãe, também evidenciou a importância de um espaço em que experiências tão particulares possam ser compreendidas por quem vive situações semelhantes.

Cuidar de quem cuida

Entre os participantes estava o único pai presente na roda de conversa, Darllon Duarte, 34 anos, gerente da USF Universitário. Pai de uma menina de 11 anos, que está em processo de diagnóstico, e de um menino de 10 anos com seletividade alimentar, ele falou sobre a culpa, a necessidade de dividir responsabilidades e a importância de reconhecer cada conquista dos filhos.

“A gente precisa olhar para a família. A gente foca na mãe da criança porque é o que está mais em evidência, é mais necessário esse olhar, muitas estão sobrecarregadas. Sabemos que existem muitas mães solo, que não têm rede de apoio, mas os pais devem se envolver. O pai precisa saber onde seu filho está, o que ele faz, o que come, como fazer aquela criança desenvolver. Temos que aprender, mas precisamos ser ouvidos também”, desabafou.

A técnica de enfermagem Nadiellen Rodrigues Brito Barbosa, 40 anos, também compartilhou sua experiência como mãe de um menino de 10 anos com seletividade alimentar. Para ela, falar sobre as dificuldades ajuda a ressignificar a culpa e a reconhecer os avanços que, para outras pessoas, podem parecer pequenos, mas têm grande significado para a família.

“Sofri muito. Sempre pensando onde errei. A culpa não adianta. Hoje levo o acolhimento. Hoje vejo ele comendo duas colheres de arroz e, para mim, já é um paraíso. É paciência, trabalhando a paciência”, relatou.

Gratidão e aprendizado

Assistente social do CAPS AD IV, Josimara Pasqualine, 51 anos, é mãe de dois filhos, entre eles um adolescente de 15 anos, nível 3 de suporte. Emocionada, ela destacou o significado de ser acolhida também enquanto mãe e não apenas no papel de profissional que cuida de outras pessoas.

“Já tenho 32 anos de serviço e esse é um momento histórico. Ser acolhida como mãe atípica e uma pessoa neurodivergente, todas as dificuldades que a gente tem, está sendo um momento grandioso. Eu me sinto recompensada, valorizada. A gente trata tanto das pessoas, cuida dos outros, e às vezes a gente não tem esse tempo. Esse olhar que a Sesau tem com o trabalhador tem sido portas e esperança. A gente precisa ser ouvida. Muito grata pelo convite e pela oportunidade”, disse.

Durante uma das dinâmicas, a psicóloga da Gersau, Cléo Cabral, escolheu a palavra “gratidão” para representar o sentimento daquele momento. Mesmo sem ser mãe, ela destacou que ouvir as experiências das servidoras também foi uma oportunidade de aprendizado.

“Ainda não sou mãe, mas sou grata por este momento. Aprendi muito com vocês. A gente aprende ouvindo e, no futuro, tenho o sonho de ainda ser mãe. Obrigada por compartilharem suas histórias e vidas”, revelou.

Para a psicóloga Leyisa Sena, proporcionar esse espaço de escuta também faz parte do cuidado com o servidor.

“A proposta é fortalecer vínculos, estimular o autocuidado e mostrar às servidoras que elas não precisam enfrentar sozinhas os desafios da maternidade”, afirmou.

A profissional também destacou o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Apoio às Mães Atípicas (NAMA), criado pela administração municipal como uma política pública voltada ao acolhimento, organização e acompanhamento dessas famílias.

O cadastramento no NAMA pode ser feito pelo telefone (67) 99179-5948, canal também destinado à atualização de informações e ao acesso aos serviços oferecidos pelo núcleo.

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Saúde

Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de enxaqueca

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

Um novo medicamento para o tratamento da enxaqueca foi aprovado nesta terça-feira (8) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Aquipta (atogepanto) é indicado para adultos que têm pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca. 

De acordo com a agência, a substância atua no bloqueio de uma via envolvida na transmissão da dor. Além disso, é capaz de prevenir o aparecimento das crises. O laboratório que solicitou o registro foi a ABBVIE Farmacêutica, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Os estudos apontam que o atogepanto é capaz de reduzir “significativamente” o número de dias mensais de enxaqueca.  

Segundo a Anvisa, apesar de existirem opções terapêuticas para prevenção da enxaqueca, “muitas delas não atuam especificamente nos mecanismos fisiopatológicos da doença”. Por essa razão, o Aquipta representa uma nova opção de tratamento oral para prevenção da doença.

Sobre a doença

A enxaqueca é caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, frequentemente acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.

A doença atinge cerca de 15% da população mundial, com impacto significativo na qualidade de vida.

Agência Brasil

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Saúde

Prefeitura amplia vacinação contra chikungunya e febre amarela aos sábados no PAM

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Vacinas contra chikungunya e febre amarela serão aplicadas aos sábados, em setembro e outubro, na Sala de Vacinação do PAM. Foto: A. Frota/Arquivo/Assecom

A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está ampliando as estratégias de vacinação contra a chikungunya e a febre amarela para facilitar o acesso da população e contribuir para o aumento das coberturas vacinais no município. Durante os meses de setembro e outubro, a Sala de Vacinação do Pronto Atendimento Médico (PAM) terá atendimento aos sábados, das 8h às 14h.

No mês de setembro, os atendimentos serão realizados nos dias 5, 12, 19 e 26. Em outubro nos dias 3, 17, 24 e 31.

A vacinação aos finais de semana é uma alternativa para quem não consegue comparecer a uma unidade de saúde durante os dias úteis. A estratégia também busca ampliar a adesão da população e reforçar a proteção antes do período de verão, quando as condições ambientais podem favorecer a circulação de arboviroses.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de a população verificar a situação vacinal e procurar os serviços de saúde para colocar as doses em dia, conforme os critérios estabelecidos para cada vacina.

A preocupação é especialmente relevante diante do cenário epidemiológico da Chikungunya. Dourados já enfrentou uma importante epidemia da doença e a Secretaria de Saúde trabalha para ampliar a proteção da população e reduzir os riscos de uma nova onda de transmissão.

“A vacinação é uma das principais ferramentas de prevenção e precisamos facilitar o acesso da população. Ao oferecer a vacinação também aos sábados, estamos criando uma oportunidade para quem trabalha ou tem dificuldade de ir à unidade durante a semana. É importante que cada pessoa confira sua situação vacinal e procure a unidade de saúde”, destaca o secretário municipal de Saúde, Márcio Grei Vidal de Figueiredo.

CHIKUNGUNYA

A Secretaria de Saúde chama atenção especialmente para a vacinação contra a Chikungunya, destinada ao público que atende aos critérios definidos pelo Ministério da Saúde. A orientação é que pessoas com idade entre 18 e 59 anos verifiquem nas unidades de saúde se estão dentro dos critérios para receber a vacina.

A medida integra o conjunto de ações adotadas pelo Município para fortalecer a prevenção e preparar Dourados para os próximos meses.

FEBRE AMARELA

A campanha também reforça a importância da vacinação contra a febre amarela. A população deve verificar sua situação vacinal e buscar orientação nas unidades de saúde, especialmente quem ainda não possui o esquema recomendado. A Secretaria de Saúde orienta que a população não espere o surgimento de novos casos para procurar proteção e, também, ao ir receber a dose, levar documento pessoal e, se possível, a carteira de vacinação para conferência e atualização do esquema vacinal.

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