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Educação

Governo terá reforço na ronda policial, ampliação do monitoramento e botão de pânico nas escolas

Ridel destacou que já existe um plano de segurança nas escolas em andamento

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Com foco na segurança dos estudantes e profissionais de educação, o governador Eduardo Riedel anunciou que haverá reforço da ronda policial nas escolas, com viaturas e até helicópteros, ampliação do monitoramento com novas câmeras e “botão do pânico” nas unidades para casos de emergência.

Ele destacou que já existe um plano de segurança nas escolas em andamento, com programas e projetos em execução, que agora recebem ampliações e novas ações emergenciais em função dos casos de violência (escolas) em todo Brasil.

“O momento é de levar tranquilidade para as escolas, mas com atenção total, estando preparados para lidar com qualquer situação. Aqui apresentamos ações novas, reforçamos programas que já estão em andamento, com monitoramento total das escolas, tempo de resposta rápida e serviço de inteligência nas investigações”, afirmou o governador.

Riedel citou novidades como o “botão do pânico” nas escolas estaduais, assim como capacitação dos profissionais de educação. “Todos passarão por treinamento e capacitação. É uma situação nova que eles estão vivendo. Do outro lado equipes preparadas para agir, com monitoramento em tempo real”.

Ronda policial

A ronda policial será reforçada nas escolas estaduais pela Polícia Militar, com definição de regiões estratégicas, tendo a presença de monitoramento aéreo com helicópteros da corporação. Além das viaturas já fornecidas para este serviço, todas as outras poderão contribuir e auxiliar nesta vigilância.

“Nós estamos com nossos policiais militares capacitados e indo nas escolas mesmo não sendo acionados pelos diretores, com abordagens técnicas,  orientando a todos. Não se assustem com o sobrevoo dos nossos helicópteros, que farão parte desta ação preventiva”, disse a coronel Neidy Centurião, subcomandante-geral da Polícia Militar.

Esta ação está dentro do programa “Escola Segura, Família Forte”, que será ampliado pelo Governo do Estado. Ele tem uma série de ações preventivas junto à comunidade escolar, em projetos como Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência), Bom de Bola, Bom na Escola, Projeto Florestinha e Bombeiros do Amanhã.

O foco é que além de levar um ambiente mais seguro aos estudantes, também haja uma boa relação das forças de segurança com alunos e família. Existe inclusive a comunicação entre eles por meio de celulares, para troca de informações.

Monitoramento

Desde 2022 começou a funcionar o Centro de Monitoramento das escolas da Rede Estadual, por meio de câmeras e equipes que ficam em vigilância 24 horas por dia, em tempo real. Até o final de abril já estarão instaladas em 298 das 348 escolas estaduais de Mato Grosso do Sul.

O Centro localizado em Campo Grande conta com 10 salas e 240 funcionários. O monitoramento das escolas é feito em quatro turnos. Em caso de incidentes, o tempo de resposta é de 5 a 10 minutos, com equipes de motos e veículos. Cada escola que dispõe do sistema tem de 2 a 8 câmeras, de acordo com o tamanho da unidade.

Haverá a inclusão de novas câmeras de vídeo, que serão posicionadas na entrada das unidades, voltadas para o controle da circulação das pessoas na porta da escola. Também serão disponibilizados “botão de pânico”, para acionar as equipes em casos de emergência nas dependências.

Em Mato Grosso do Sul a execução do projeto é feito por intermédio do COSI (Centro de Operações de Segurança Integrado). “Temos o videomonitoramento, com uma equipe de intervenção rápida, com uma ampliação da cobertura. É importante salientar que essas situações estão sendo muito bem observadas e encaminhadas num trabalho articulado”, disse o secretário de Educação, Hélio Daher.

Investigação

A Polícia Civil apresentou um plano de ações para evitar casos de violência nas escolas públicas e privadas, utilizando inclusive de ferramentas cibernéticas para identificar eventuais ameaças e incitação ao crime. Também serão feitas investigações para desarticular planos de atentados, com ações de campo e na área virtual.

Foi lançado inclusive o Núcleo de Inteligência e Segurança Escolar (NISE), que será um espaço dentro da Central de Monitoramento das Escolas, que vai dispor de profissionais da Polícia Civil, que vão acompanhar ações ocorridas nas unidades.

A instituição também participa de um grupo nacional com todas as policias civis do Brasil e integrantes do Ministério da Justiça, que monitora casos, ações, postagens de ameaças envolvendo alunos e escolas.

“Toda a ação e fato tem sido firmemente apurados. A Polícia Civil tem trabalhado em dois focos: primeiro num eventual e possível ataque numa escola. O segundo foco na possibilidade de causar pânico, alarde, principalmente, em redes sociais. Já temos um plano reservado que diz respeito à atuação investigativa. A nossa orientação é que as escolas notifiquem à polícia todo e qualquer situação de divulgação ou mesmo ameaça. Não apaguem as provas”, afirmou Rozeman de Paula, delegada-geral adjunta da Polícia Civil.

Orientação

Outro foco importante na área de segurança é o Núcleo de Pesquisa e Prevenção de Acidentes nas Escolas (NUPPAE), que vai atuar na área de orientação e treinamentos nas unidades escolares, para que professores e alunos possam saber como agir em caso de incêndios ou quando a escola precisar ser evacuada.

Este trabalho será feito em parceria com o Corpo de Bombeiros, que vai promover as orientações e treinamentos. Ainda serão destacas “ações de resposta” em situações que envolvam a entrada de pessoas estranhas no ambiente escolar, que possam gerar riscos aos alunos e profissionais.

A SED também disponibiliza cartilhas para estabelecer protocolos e orientações para elaboração de ações pedagógicas para combater as diferentes formas de violência na escola, assim como situações que envolvam ameaças.

Apoio familiar

Durante o evento as autoridades destacaram a importância da família na orientação e diálogo com seus filhos. “Nenhum instrumento, nenhuma ação vai substituir a participação da família, dentro de casa. Que elas estejam atentas neste momento, conversando e dialogando. Isto sem dúvida vai minimizar eventuais problemas”, ponderou o governador.

Rozeman de Paula também destacou a importância deste contato. “Peço as famílias cuidem de seus adolescentes. Busquem saber o que estão consumindo na Internet. Procurem e observem, olhem suas mochilas. Nós temos conhecimento de crianças estão levando armamento para escolas para se proteger. Muito cuidado também para não transmitir fake news”.

A Subcomandante Neidy Centurião ainda recomendou que os pais observem os celulares dos filhos, sendo mais uma medida preventiva, que vai contribuir com as forças de segurança na proteção dos estudantes nas escolas.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

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Educação

Dia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola

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© Rosângela Cardoso/Arquivo pessoal

Na festa junina da escola na última semana, Lúcio, de 4 anos, se divertia, mas, em um momento seguinte, passou a reclamar do barulho da música. Por isso, resolveu não ficar mais no meio da roda. 

“As professoras respeitaram. Ficaram ao lado e seguraram a mão dele. Depois, ele voltou e continuou. Eu achei tão bonito”, diz a mãe, a esteticista Rosângela Cardoso, de 50 anos. Lúcio tem diagnóstico de transtorno do espectro autista. Ele frequenta o jardim de infância de uma escola pública no Distrito Federal.

O menino tem esse diagnóstico assim como o irmão dele, João, de 11 anos.  Ambos gostam muito de ir para a escola. Rosângela entende que a cena na festa junina simboliza o que ela quer no ambiente escolar para os meninos: respeito e inclusão. Esses temas estão no centro das preocupações em dias de visibilidade como hoje (18), Dia do Orgulho Autista.

Legislação

Respeito e inclusão não são favores prestados por uma escola, seja pública ou privada, em qualquer nível educacional. Trata-se de obrigação prevista na legislação brasileira, conforme explica a advogada  Adriana Monteiro, de 50 anos. Ela é especializada na defesa de pessoas com deficiência.

Brasília (DF), 18/06/2026 – Advogada Adriana Monteiro com os filhos. Dia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola
Foto: Adriana Monteiro/Arquivo pessoal
A advogada Adriana Monteiro, com os filhos, diz que respeito e inclusão são obrigações previstas na legislação – Foto Adriana Monteiro/Arquivo pessoal

Nem sempre essa foi a área de atenção dela. A advogada era especialista na defesa de mulheres vítimas de violência doméstica. Trocou, há duas décadas, de abnegação por uma missão de vida depois que os dois filhos (ambos hoje adultos, uma de 25 e o outro de 23) foram diagnosticados com autismo.

“Eu descobri o quanto era difícil conseguir qualquer direito para uma pessoa com deficiência. E acabei migrando de área”, recorda. Ficou abismada depois que escolas em Brasília recusaram a matrícula da filha. Sentiu a dor do filho experimentar o bullying no lugar que deveria ser um ambiente de proteção.

Para a advogada, o Brasil tem excelente legislação voltada para a inclusão de pessoas com deficiência.

“Acompanhamos de perto o nascer da Lei Brasileira de Inclusão, publicada em 2015. É robusta, mas ainda há ignorância sobre ela”, afirma.

Além dessa legislação, a Lei Berenice Piana instituiu, na prática, uma política nacional de proteção dos direitos da pessoa com autismo e garantiu direitos ao considerar o transtorno uma “deficiência persistente”.

Direito de exigir

A advogada Adriana Monteiro defende que as famílias precisam saber que têm o direito de exigir que a escola se comporte como uma rede de proteção.

 “As famílias têm o direito de cobrar que a criança tenha materiais, provas e avaliações adaptadas. Tudo precisa ser adaptado à forma de aprendizado que vai trazer maiores frutos pedagógicos”, explica.

Segundo ela, a escola tem a obrigação de fornecer material pedagógico, aulas adaptadas e profissionais, inclusive além do professor, para que as crianças possam contar dentro de sala de aula. “Tanto de mediação ou apoio para alimentação, ir ao banheiro e todo suporte emocional que essa criança precisa ter”. 

Adriana acrescentou que pessoas com autismo podem se desregular dentro de sala de aula e cometem atos que, às vezes, podem ser entendidos como atitudes que precisam ser repreendidas. “Mas há escolas que não fazem o dever de casa de saber como evitar as crises e de como preveni-las”.

Por isso, se torna importante que a unidade de ensino garanta a contratação de profissional que atue de forma individualizada com essa criança. “Todos nós, enquanto sociedade, somos responsáveis, por aquilo que acontece com essa pessoa, que é vulnerável”. Por isso, os custos devem ser divididos pela comunidade escolar. 

Outro direito é que nenhuma escola, pública ou privada, pode negar a matrícula a uma criança com deficiência, inclusive autismo, conforme está previsto no artigo 8º da Lei Brasileira de Inclusão. “A escola também não pode suspender, expulsar ou tomar medidas de não inclusão em razão da deficiência”, afirma a advogada.

Espaços de denúncia

As queixas de eventuais violações podem ser denunciadas em uma delegacia de polícia, na Defensoria Pública ou no Ministério Público. Na história da família dela e de outras pessoas ouvidas pela Agência Brasil, foi comum a ocorrência de, depois que é identificado que o aluno a ser matriculado tem o espectro autista, a vaga “some”.

“A família não é obrigada a dar essa informação para a escola no ato da matrícula. Pode deixar para falar sobre isso depois que o aluno estiver matriculado”.

Também inspirada pela experiência em casa com o Pedro, hoje com 18 anos, a professora de química Joanna de Paoli se transformou em ativista e pesquisadora dos direitos da pessoa com autismo. Ela passou a capacitar professores para promoverem inclusão. “O que eu percebo é como a infraestrutura e a parte material de formação ainda seguem não condizentes com as necessidades com as realidades desses alunos”.

A escola, um espaço público de direito de todos, ainda não traz, segundo ela, as condições de acesso para todos. “Os alunos que já estão na escola regular, ainda não têm as suas necessidades atendidas. Então, falta suporte”. 

Brasília (DF), 18/06/2026 –  Joanna de Paoli e o filho PedroDia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola
Foto: Joanna de Paoli/Arquivo pessoal
Joanna de Paoli, com o filho Pedro, diz que escola ainda não traz condições de acesso para todos – Foto Joanna de Paoli/Arquivo pessoal

Segundo o que ela percebe e pesquisa, um desafio é que muitos alunos não alfabetizados ou com deficiência intelectual estão com dificuldades de serem incluídos nos anos finais da educação básica.

Adriana lembra que há carência de pedagogos alfabetizadores com especificidade nessas particularidades do desenvolvimento. “Como que eu vou incluir numa aula de física, de química, de biologia, um aluno que sequer está alfabetizado?”. Ela lamenta que a maior responsabilidade está nas costas dos professores, mas entende que falta a participação do Estado para formar equipes que realmente consigam atender a essas necessidades. Pior: há falta de continuidade nos trabalhos nas unidades públicas com a contratação de mais professores temporários e menos concursos, lamenta a professora Joanna de Paoli.

Depois da decepção

A administradora Patrícia Bonetti tem duas filhas com autismo (uma de 20 e outra de oito anos) e experimentou a decepção de ouvir da direção de uma escola privada em Brasília que a mais nova estava convidada a se retirar da unidade. “Ela falou que um colégio maior seria melhor para a Bianca a fim de poder correr mais. Eu já tinha feito a matrícula e comprado material escolar”.

Ela também experimentou negativas. A mais velha chegou ao ensino superior e cursa relações internacionais. Segundo apontam as pesquisadoras no tema, as faculdades também devem prover os recursos de inclusão, como são obrigadas as escolas em qualquer nível. “A faculdade dela é um lugar muito acolhedor e ela está adorando”.

Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil

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Educação

Enem 2026: MEC amplia prazo para pagar taxa de inscrição até dia 22

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© Jose Cruz/Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciaram, na manhã desta quarta-feira (17), a ampliação do prazo para pagamento da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 até a segunda-feira (22). Antes do anúncio oficial, a data final de pagamento seria nesta quarta-feira.

A retificação do edital do Enem já está publicada no Diário Oficial da União.

O valor da taxa de inscrição é R$ 85 e a Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) para pagamento é gerada na Página do Participante  no portal do Inep.

Os candidatos não isentos devem usar a senha cadastrada no portal de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

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Meios de pagamento

O pagamento da taxa de inscrição do exame pode ser feito pelos candidatos não isentos em qualquer banco, casa lotérica ou por meio de aplicativos bancários.

Não serão aceitos pagamentos de inscrições por meio de depósito em caixa eletrônico, via postal, transferência ou depósito em conta corrente, nem ordem de pagamento.

As opções de pagamento da GRU Cobrança são o Pix, cartão de crédito, débito em conta corrente ou poupança, dentre outros e pode variar de acordo com a instituição financeira do pagador.

Nos casos de Pix, a GRU Cobrança traz o QR Code para o participante quitar a taxa de inscrição.

Somente a quitação da taxa é o que garante a participação dos candidatos não isentos no exame nacional.

Sem devolução de valor

O Inep avisa que o valor referente ao pagamento da taxa de inscrição não será devolvido, se realizado em duplicidade ou se for diferente de R$ 85.

Assim como não será devolvido o pagamento da taxa de inscrição, exceto em caso de cancelamento desta edição do Enem.

edital público  do exame esclarece que é proibido transferir o valor referente ao pagamento da taxa de inscrição do Enem para outro participante.

Isentos do Enem

No Enem 2026, o Inep concedeu gratuidade para pessoas dos seguintes perfis e, por isso, não será gerada GRU Cobrança para pagamento.

·  alunos matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública, em 2026;

·  alunos que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou como bolsistas integrais em escola privada e que possuam renda familiar de até 1,5 salário-mínimo por pessoa;

·  estudantes participantes do programa Pé-de-Meia do Ministério da Educação (MEC).

·  pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, pertencentes a famílias de baixa renda e com registro no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico);

·  participantes que informaram na inscrição que usarão os resultados das provas para solicitar o certificado de conclusão do ensino médio e têm registro no CadÚnico.

Cronograma do Enem 2026

· novo prazo para pagamento da taxa de inscrição: de 25 de maio a 22 de junho;

· resposta à solicitação de atendimento especializado: 26 de junho;

· recurso à negativa de atendimento especializado: de 29 de junho a 3 de julho;

· resultado do recurso: 10 de julho;

· aplicação das provas: 8 e 15 de novembro.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

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Educação

Prefeitura lança o projeto EcoVerdinho na Feira do Galo

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Com a participação de alunos das escolas Milton Dias Porto e José Carlos da Silva, escolhidas para receber a iniciativa, o EcoVerdinho 2026 foi lançado em Naviraí. De posse da moeda social, obtida por meio da entrega de materiais recicláveis, os estudantes já fizeram as primeiras compras na feira que acontece nas manhãs de domingo, na Avenida Campo Grande.

O prefeito Rodrigo Sacuno, as vereadoras Rosângela Sofa e Sara Castelão, além de diretores das escolas envolvidas e do gerente de Educação e Cultura, André Santana, participaram de uma rápida cerimônia para mostrar à comunidade a importância de fazer a correta coleta e destinação do lixo doméstico. O ato contou também com a presença de Fábio Schroeter, criador do Recicla Verdinho.

Projeto EcoVerdinho é uma iniciativa da Prefeitura de Naviraí por intermédio da Gerência de Desenvolvimento Econômico, com o apoio da Gerência de Educação e Cultura e empresa Nilcatex e da cooperativa de recicláveis Recicla Naviraí, unindo educação ambiental, financeira e alimentar. Ele funciona como uma moeda social, incentivando estudantes a trocarem materiais recicláveis por créditos para comprar alimentos frescos de produtores locais.

Os investimentos e o aprimoramento do projeto no município possibilitaram a consolidação de resultados de impacto ecológico e social. Entre 2023 e 2025, o volume recolhido praticamente dobrou, saltando de 28.243 para 55.504 itens recicláveis retirados do meio ambiente (alta de 96,5%). O avanço reflete a expansão da rede, que fez o número de alunos atendidos crescer 113,1%, saltando de 175 para 373 estudantes. Com reflexos diretos na agricultura familiar, parceiros e a Gerência de Desenvolvimento Econômico projetam superar esses resultados em 2026.

A cada 10 embalagens recicláveis entregues nas escolas, o aluno recebe 1 “Verdinho” (moeda social) creditado em seu cartão educativo. Os créditos são utilizados pelos estudantes para adquirir frutas, verduras e outros produtos da agricultura familiar diretamente na Feira do Galo. Todo o material reciclável arrecadado nas instituições é doado para a Cooperativa Recicla Naviraí, gerando renda para os cooperados.

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