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Economia

Estrada de Porto Esperança levará prosperidade a comunidade isolada

A construção do acesso, de 11,2 quilômetros e custo de R$ 20,7 milhões

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O traçado aberto pelas máquinas em meio a vegetação nativa da planície pantaneira começa a transformar em realidade um sonho de décadas da comunidade de Porto Esperança, distrito centenário de Corumbá: a implantação de uma estrada com ligação a BR-262 que tire o lugar do isolamento. A construção do acesso, de 11,2 quilômetros e custo de R$ 20,7 milhões, foi autorizada no dia 10 de agosto pelo governador Reinaldo Azambuja, em visita ao povoado.

A abertura da estrada, a cargo da empresa Equipe Construtora, começou em um trecho próximo à rodovia federal, de onde se avista a movimentação de operários e máquinas. Os trabalhos iniciais consistem em marcação do seu eixo e topografia, que está praticada concluída (85%). Dois quilômetros da via já foram abertos e recebe serviço de nivelamento para implantação do aterro, que chegará a 3,5 metros em alguns pontos.

 

O acesso a Porto Esperança pela BR-262 terá uma interseção no cruzamento com a rodovia a uma distância de 6,5 quilômetros da ponte sobre o Rio Paraguai (sentido Miranda-Corumbá), no Porto Morrinho. Será uma estrada de revestimento primário recebendo dois tipos de materiais: camadas de cascalho e resíduos de minério de ferro cedidos pela mineradora Vale, que opera porto fluvial no distrito. O projeto inclui, ainda, duas pontes de concreto e bueiros.

Antecipar conclusão

A sonhada estrada foi projetada distante da margem do Rio Paraguai levando em consideração as grandes inundações que ocorrem na região, conhecida como Nabileque. O antigo acesso, aberto pelos próprios moradores, margeia o rio sem infraestrutura e torna-se intransitável na cheia e quando chove. O solo é característico do Pantanal: argila saturada (acúmulo de água), que se apresenta úmida mesmo nas condições atuais de seca extrema no bioma.

 

“Vai trazer algumas dificuldades operacionais para trabalhar o solo e levantar a estrada”, aponta Maykon Lennon, engenheiro da obra. Trabalhando em duas frentes com serviços de topografia e terraplenagem e 30 trabalhadores, a construtora pretende antecipar a conclusão da estrada (o prazo contratual é de um ano), a pedido do governador Reinaldo Azambuja. “Vamos acelerar a obra para aproveitar o período de estiagem”, disse Lennon.

Para o governador, a implantação da estrada representa o resgate de Porto Esperança, citando as dificuldades de acessibilidade do povoado nos tempos atuais. Segundo a presidente da associação de moradores, Natalina Mendes, uma viagem de ida e volta a Corumbá custa em média R$ 300,00, incluindo barco e ônibus. “Quando alguém fica doente é um Deus nos acuda, pois nem todo morador tem condições de pagar o transporte pelo rio”, lamenta ela.

Mudança completa

“O governador está trazendo prosperidade para nossa comunidade, uma maneira ilustre da gente viver a vida”, agradece Natalina. Moradores mais antigos, Jorgina Guató e Sérgio Matos, ambos com 70 anos, já sonham em ampliar a pequena pousada da família na beira do Rio Paraguai para atrair os pescadores esportivos “Agora vai melhorar, a estrada vai trazer o turista e prosperidade”, aposta Jorgina. “Com o fim do trem (de passageiros) ficamos sem direção.”

O secretário estadual de Infraestrutura, Eduardo Riedel, considera o investimento em infraestrutura primordial para proporcionar qualidade de vida e alavancar o desenvolvimento de uma comunidade até então sem perspectivas. “É uma mudança completa, um resgate da sociedade histórica em Mato Grosso do Sul. A população merece, eles estão isolados, por conta da falta de acesso. Será uma transformação na vida desses moradores”, afirmou.

 

Autor do pedido aprovado na Assembleia Legislativa para construção da estrada, o deputado Evander Vendramini disse que a representatividade política que Corumbá sempre buscou está valendo a pena porque o Governo do Estado tem sido um grande parceiro. “É uma obra emblemática para a comunidade tradicional e o governador foi sensível com a situação de isolamento. A estrada potencializará Porto Esperança como polo turístico”, disse o parlamentar.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

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Economia

Consulta ao segundo lote de restituição do IRPF 2026 inicia hoje

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© Bruno Peres/Agência Brasil

A Receita Federal libera nesta terça-feira (23) a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). O crédito bancário será realizado no dia 30 de junho. 

A consulta pode ser feita a partir das 9h, pelo site da Receita Federal, na opção “Meu Imposto de Renda” e depois “Consultar minha restituição”

Também é possível consultar pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones,

Com R$ 16 bilhões em créditos e 9.585.797 contribuintes contemplados, o lote é o maior da história em quantidade de contribuintes contemplados. O valor pago será igual ao do primeiro lote de restituição deste ano, registrado no dia 29 de maio deste ano.

>>Confira a série Tira-Dúvidas do IR 2026

Do total, R$ 4.494.204.020,63 serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:

  • Idosos acima de 80 anos: 155.060 restituições
  • Idosos entre 60 e 79 anos: 1.106.923 restituições
  • Pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave: 106.294 restituições
  • Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério: 507.768 restituições

Outras 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes sem prioridade legal, mas que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram por receber via PIX.

Agência Brasil

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Economia

Segundo lote de restituição do IRPF 2026 pode ser consultado amanhã

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© Bruno Peres/Agência Brasil

A Receita Federal libera nesta terça-feira (23) a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). 

O lote é o maior da história em quantidade de contribuintes contemplados (9.585.797). Serão pagos R$ 16 bilhões em créditos.

O valor pago será igual ao do primeiro lote de restituição deste ano, registrado no dia 29 de maio deste ano.

A consulta pode ser feita a partir das 9h, pelo site da Receita Federal, na opção “Meu Imposto de Renda” e depois “Consultar minha restituição”

Também é possível consultar pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones,

“O volume recorde de pagamentos reforça o esforço do órgão em tornar o processo de restituição cada vez mais rápido, eficiente e abrangente”, explica a Receita.

>>Confira a série Tira-Dúvidas do IR 2026

O crédito bancário será realizado no dia 30 de junho. Do total, R$ 4.494.204.020,63 serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:

  • Idosos acima de 80 anos: 155.060 restituições
  • Idosos entre 60 e 79 anos: 1.106.923 restituições
  • Pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave: 106.294 restituições
  • Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério: 507.768 restituições

Outras 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes sem prioridade legal, mas que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram por receber via PIX.

Agência Brasil

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Economia

Entidades consideram insuficiente redução da taxa Selic

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© José Cruz/Agência Brasil

redução de 0,25% ponto percentual na taxa básica de juros da economia, a Selic, foi considerada insuficiente por entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). 

Para as representações da indústria e dos trabalhadores, o corte nos juros é incapaz de reverter “o quadro de estagnação dos investimentos” e não atende “às necessidades urgentes do país e do povo brasileiro”.

A decisão de reduzir a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano foi anunciada nesta quarta-feira (17) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

Para a CNI, a redução não contribui para a reversão da asfixia financeira das empresas e das famílias.

“Enquanto os juros reais continuarem tão elevados, beneficiando diretamente o capital especulativo, o custo do crédito vai seguir inviabilizando os planos de produção e expansão da indústria. Da mesma forma, a medida se mostra ineficaz em aliviar o orçamento das famílias, das empresas e do próprio governo, que seguirão estrangulados pelo serviço da dívida, adiando a retomada do consumo e do investimento e a superação do fantasma da inadimplência”, disse o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A CNI avalia que, diante do acordo entre Estados Unidos e Irã para o fim da guerra, haveria espaço para o Banco Central intensificar o ciclo de cortes da Selic na próxima reunião.

“O provável fim do conflito já impacta na queda do preço do petróleo — elemento que vinha pressionando os custos das cadeias produtivas globais. Ao retirar o principal componente de pressão sobre a expectativa de preços e juros, há um ambiente mais favorável para uma flexibilização monetária”, completou Alban.

Redução tímida

Para a CUT, principal central sindical do país, a redução é tímida e não atende às necessidades urgentes do país e do povo brasileiro. Segundo a entidade, a política monetária do BC ignora os sinais positivos da economia brasileira e de alívio no cenário internacional, como a recente queda no preço do petróleo.

“Manter os juros nesse patamar absurdo continua sufocando o setor produtivo, encarecendo o crédito e penalizando diretamente a classe trabalhadora, que segue pagando a conta da lógica do rentismo”, diz comunicado da central.

A CUT disse ainda que a redução de apenas 0,25% pontos na taxa de juros expõe os limites e os perigos do atual modelo de autonomia do Banco Central, que mantém o país refém da especulação financeira .

“Taxas de juros reais tão elevadas drenam recursos públicos que deveriam financiar a saúde, a educação e a infraestrutura, destinando-os para o pagamento da dívida com os grandes detentores de capital. O desenvolvimento nacional e a geração de empregos de qualidade exigem um corte contundente da taxa de juros, e não mais uma concessão ao mercado”, disse a CUT.

Continuidade

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) considera positiva a redução da taxa Selic, mas diz que é necessário que o movimento tenha continuidade.

Segundo a entidade, o nível dos juros ainda impõe desafios relevantes à atividade econômica e à retomada dos investimentos.

“A continuidade do processo de flexibilização monetária é uma sinalização positiva para a economia. No entanto, a Selic ainda permanece em um patamar restritivo, o que encarece o crédito, adia decisões de investimento e dificulta um crescimento econômico mais consistente”, afirmou a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos.

Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

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