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Economia

Em Brasília: Governador Riedel discutiu investimentos ao Estado para fortalecer economia e infraestrutura

O objetivo foi reduzir as perdas e impulsionar a arrecadação do Mato Grosso do Sul.

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O governador Eduardo Riedel avaliou como positiva e produtiva as inúmeras agendas feitas em Brasília. Foram tratados assuntos importantes para o desenvolvimento e futuro do Mato Grosso do Sul, entre eles a reforma tributária, a parceria com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e projetos importantes para infraestrutura, como a delegação das rodovias BR-262 e BR-267 ao Estado, para que entre no projeto de concessão junto com a MS-040.

“Foi um dia extremamente produtivo. Assim vamos construindo este Estado que tem um ritmo de crescimento acima da média nacional, mas que precisamos dar boas condições para que as empresas sejam mais competitivas e possam gerar oportunidades para nossa gente”, afirmou o governador.

Um dos temas centrais em Brasília foi a discussão da reforma tributária, onde o governador se reuniu com o senador Eduardo Braga, relator da reforma. O objetivo foi reduzir as perdas e impulsionar a arrecadação do Mato Grosso do Sul. Junto com a bancada federal conseguiu incluir no texto a prorrogação do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de MS) por mais dez anos. Antes o fundo teria validade até 2033 e agora irá funcionar até 2043.

Reunião do governador em Brasília para firmar acordo com o BID

Em entrevista às mídias nacionais também reforçou que é a favor da reforma tributária, que segundo ele é importante para o futuro do Brasil. “Uma reforma que o País tem que enfrentar, não é a perfeita, mas uma reforma possível, dentro da complexidade e diversidade do País, que é heterogêneo”.

Ao longo do dia o governador fechou os últimos detalhes do contrato com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que tem como foco o trabalho de modelagem e elaboração de estudos de PPPs (Parceria Público-Privada) voltados para a área da saúde pública, com a intenção atrair investimentos privados estimados em R$ 1 bilhão para o setor.

Também participou do 6º Brasil Investment Forum (BIF 2023), maior evento de investimentos estrangeiros da América Latina. No encontro apresentou as estratégias adotadas pelo Estado para alcançar um desenvolvimento em negócios sustentáveis e atrair investimentos.

Governador participou do 6º Brasil Investment Forum

Infraestrutura e transportes

O governador terminou os compromissos em Brasília na terça-feira (7) em uma grande reunião com o ministro dos Transportes, Renan Filho. No encontro foram discutidos projetos importantes para infraestrutura e logística do Estado, como rodovias, ferrovias e obras previstas no Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

“Tratamos sobre grandes projetos estruturantes, como a delegação da BR-262 e BR-267 para que a gente possa concessionar junto com a MS-040. Outro assunto foi os investimentos das obras do PAC para Mato Grosso do Sul”, descreveu o governador.

Governador e bancada federal se reuniu com ministro Renan Filho

Riedel ainda revelou que no encontro tratou da alça de acesso a ponte sobre o Rio Paraguai, em Porto Murtinho, que será feita pelo Governo Federal. “Até o dia 14 (novembro) deve homologar a licitação e já estão planejando a assinatura da ordem de serviço para o início da obra. Este investimento é muito importante para rota bioceânica”.

Outro tema que entrou na discussão foram os investimentos em ferrovias que passam pelo Estado. “Elas são muitos importantes, com aumento do volume de cargas e investimentos da iniciativa privada no Estado. Precisamos revitalizar a Malha Oeste, para que volte a funcionar esta importante ferrovia para Mato Grosso do Sul”.

A reunião contou com a presença dos secretários Jaime Verruck (Semadesc), Hélio Peluffo (Seilog), Eliane Detoni (EPE), assim como os deputados federais e senadores que formam a bancada federal do Estado.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

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Economia

Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,11% este ano

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© Joédson Alves/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,09% para 5,11% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima terceira semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

A inflação de maio será divulgada na próxima sexta-feira (12) pelo IBGE.

Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,02% para 4,03%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,65% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.

Em ata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento, o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 subiu de 13,25% ao ano para 13,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,9% para 1,91%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu ​1,1% na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,15 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,20.

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

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Economia

Bancos não terão atendimento presencial no feriado de Corpus Christi

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© Agencia Brasil/arquivo

As agências bancárias estarão fechadas nesta quinta-feira (4), feriado de Corpus Christi, informou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O atendimento presencial ao público será normalizado na sexta-feira (5) nas localidades onde não haja feriado estadual ou municipal ou ponto facultativo.

De acordo com a Febraban, algumas salas de atendimento poderão estar disponíveis em algumas localidades, mas isso será definido a critério de cada instituição bancária.

As compensações bancárias não serão efetivadas durante o dia 4. Já o PIX continuará funcionando 24 horas por dia, inclusive nos feriados.

“Boletos de cobrança e contas de consumo (água, energia, telefone, entre outros) com vencimento em 4 de junho poderão ser pagos, sem acréscimo, no dia útil seguinte (5), nas localidades onde não há feriado ou ponto facultativo. O sábado não é considerado dia útil e, por essa razão, não há liquidação financeira”, informou a Febraban.

A federação alerta que, no caso de tributos e impostos que vençam nos dias em que não há compensação bancária, é necessário que o pagamento seja antecipado, para evitar a incidência de juros e multa.

A Febraban esclarece que a suspensão do atendimento presencial não impede o acesso dos clientes aos serviços bancários por meio dos canais digitais e das áreas de autoatendimento oferecidas pelas instituições.

Boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos podem ser pagos via Débito Direto Autorizado.

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

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Economia

Indústria cresce 0,7% em abril, quarto mês seguido de avanço

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Agência Brasil

A produção industrial brasileira teve alta de 0,7% em abril de 2026 frente a março de 2026, na série com ajuste sazonal, quarto mês seguido de aumento, acumulando 4,4% de avanço neste período.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, a indústria está 4,7% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas registra 12,9% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011.

A indústria brasileira acumula crescimento de 1,7% nos quatro primeiros meses de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior.

Na passagem de março para abril de 2026, duas das quatro grandes categorias econômicas e 14 dos 25 ramos industriais pesquisados avançaram na produção. As influências mais significativas vieram dos segmentos de indústrias extrativas (3,1%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,1%), ambas crescendo pelo quinto mês consecutivo.

“Nestas atividades, as pressões positivas mais relevantes vieram de óleos brutos de petróleo, gás natural e minério de ferro, no caso do setor extrativo, e de álcool etílico e dos derivados do petróleo, especialmente o óleo diesel, para a atividade dos derivados do petróleo e biocombustíveis”, explicou o gerente da PIM, André Macedo.

Segundo o IBGE, outras contribuições positivas sobre o total da indústria vieram de produtos de borracha e de material plástico (3,1%), produtos de madeira (8,5%), produtos têxteis (4,1%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,2%).

Por outro lado, entre as 11 atividades que recuaram na produção, produtos químicos (-3,9%) exerceu a principal influência no mês. “Destaca-se também os impactos negativos dos setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,0%), máquinas e equipamentos (-2,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%) e metalurgia (-1,0%)”, diz o IBGE.

© CNI/José Paulo Lacerda/Direitos reservados

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