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Saúde

Doação de sangue: hematologista esclarece mitos e verdades

Uma única doação pode salvar até quatro vidas

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Doar sangue é um gesto altruísta, solidário e voluntário que pode salvar a vida de uma pessoa. Aliás, uma única doação é capaz de salvar até quatro vidas. Não é à toa que os hemocentros estão sempre promovendo campanhas para sensibilizar e conscientizar a população sobre a importância desse gesto nobre e que pode mudar o rumo da vida de muitas pessoas.  

“A doação de sangue é fundamental para ajudar pessoas que têm doenças crônicas como talassemia, anemia falciforme e aplasia de medula óssea, ou ainda aquelas que estão com doenças muito graves, como as leucemias e mielodisplasias, para as que precisam se submeter a tratamentos e intervenções médicas de grande complexidade, como quimioterapia, transplantes de órgãos ou de medula, hemodiálise e cirurgias. Além disso, o sangue doado é indispensável para pessoas que sofreram traumas com grandes hemorragias devido a acidentes graves”, pontua a Dra. Éveny Cristine Luna de Oliveira, hematologista da Unimed Campo Grande. 

Apesar de simples, ainda existem muitas dúvidas acerca da doação de sangue, e por isso a Dra. Éveny esclarece o que é mito ou verdade. Confira! 

-O sangue representa cerca de 7% do peso corporal de um indivíduo adulto. 

VERDADE – Um indivíduo de aproximadamente 70 quilos, por exemplo, possui cerca de cinco litros de sangue. 

-A doação de sangue pode engrossar ou afinar o sangue. 

MITO – O ato de doar sangue não interfere na “espessura” do sangue. 

-Doar sangue emagrece.

MITO. Assim como não emagrece, doar sangue também não engorda. O volume plasmático é reposto em 24 horas. Além disso, os  glóbulos vermelhos voltam aos valores de antes da doação em 1 semana, e o ferro, entre 8 e 12 semanas. 

-Mulheres podem doar sangue mesmo no período menstrual. 

VERDADE – Mulheres podem doar sangue em qualquer fase, desde que atendam aos outros requisitos. 

– Não existe substituto para o sangue 

VERDADE – A ciência já avançou muito e existem muitos medicamentos e substâncias que ajudam no tratamento de distúrbios sanguíneos, mas até hoje o sangue e seus componentes continuam sendo essenciais e insubstituíveis para tratar inúmeras condições médicas que só podem ser revertidas através da transfusão sanguínea. 

– Não há risco de contrair doenças durante a doação. 

VERDADE- Todo o material utilizado durante a coleta é esterilizado e descartável, além disso, os doadores são submetidos a uma entrevista clínica, onde são avaliados os critérios de doação, conforme legislação vigente.  

– O organismo é capaz de repor rapidamente o sangue doado.

VERDADE – Um adulto, dependendo do seu peso, possui aproximadamente entre 4 a 5 litros de sangue em seu corpo, e em uma doação são coletados, no máximo, 450 mililitros, ou seja, em torno de 10% de todo o sangue do seu organismo. O volume líquido do sangue doado é reposto pelo próprio organismo em 24h. Além disso, os glóbulos vermelhos voltam aos valores de antes da doação em 1 semana e o ferro em 8 a 12 semanas. 

– Homens e mulheres devem aguardar intervalos de tempo diferente para doar novamente. 

VERDADE – Para homens, o tempo indicado é de dois meses, com um limite de quatro doações por ano. Já para as mulheres, a indicação de intervalo entre uma doação e outra é de três meses, com um limite de três doações anuais. Isso porquê a reposição de ferro no organismo é diferente entre eles devido o ciclo menstrual da mulher. 

– O melhor doador é o que possui sangue O -, pois pode doar para qualquer tipo sanguíneo. 

MITO – Todos os tipos sanguíneos são importantes para a doação, sendo os mais comuns no Brasil o O positivo e o A positivo, mas qualquer pessoa de qualquer tipo sanguíneo pode precisar de sangue, e a melhor transfusão é a de tipagem totalmente compatível.  

O uso de tipos O positivo ou O negativo em pessoas de outros tipos de sangue deve ser considerada apenas em eventos excepcionais de falta total de outras tiragens no banco de sangue. Além disso, o tipo O negativo é doador universal de glóbulos vermelhos, mas o tipo AB é o doador universal de plasma, hemocomponente utilizado para controle de hemorragias e componente em que estão diluídas as plaquetas. Portanto, doadores de todos os tipos sanguíneos são importantes para o sistema de saúde. 

Como doar sangue  

Para fazer a sua parte nessa corrente do bem, basta procurar o hemocentro mais próximo, ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 quilos, estar bem alimentado e apresentar um documento de identificação com foto. 

Em Campo Grande, o Hemosul está localizado na Av. Fernando Correa da Costa nº 1304 – Centro. 

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

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Saúde

Prefeitura amplia grupos terapêuticos para ajudar quem deseja parar de fumar

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Rede municipal de saúde oferece apoio e tratamento para quem busca se livrar da dependência do cigarro, gratuitamente. Foto: Divulgação

A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça as ações do Programa de Combate ao Tabagismo, que oferece acompanhamento gratuito aos moradores que desejam abandonar o cigarro. O atendimento é realizado pela Atenção Primária à Saúde (APS), com apoio das equipes multiprofissionais (eMulti), seguindo as orientações do Ministério da Saúde. A iniciativa ganha ainda mais importância diante do cenário nacional, que aponta aumento no número de fumantes após quase duas décadas de queda.

Levantamento do Ministério da Saúde divulgado neste ano, mostram que quase 12% da população adulta brasileira fumava em 2024. Embora o índice seja menor que os 15,7% registrados em 2006, ele representa uma alta em relação a 2023, quando 9,2% dos adultos declararam fumar. Entre os homens, a prevalência passou de 19,5% em 2006 para 13,9% em 2024. Entre as mulheres, o percentual caiu de 12,4% em 2006 para 9,5% em 2024, mas também apresentou aumento em relação aos 7,3% registrados em 2023.

Os dados também chamam atenção para o uso de dispositivos eletrônicos para fumar. A frequência de adultos que fumam ou utilizam esses dispositivos aumentou, mas entre jovens de 18 a 24 anos, o crescimento foi ainda maior. O índice passou de 7,4% em 2019 para 10,1% em 2024, o maior percentual da série histórica para essa faixa etária. O avanço entre os jovens representa um desafio adicional para as ações de prevenção e controle do tabagismo.

Em Dourados, a procura pelo serviço também vem aumentando ao longo do ano, principalmente de mulheres. Atualmente, dois grupos estão em andamento e novas turmas estão sendo organizadas pelas unidades de saúde, que mantêm listas de espera para os próximos ciclos. O atendimento é realizado em grupos de até 20 participantes, favorecendo uma abordagem mais acolhedora e participativa. Todas as Unidades Básicas de Saúde da Atenção Primária são referência para o Programa de Combate ao Tabagismo. O morador que deseja parar de fumar deve procurar a unidade de referência para receber informações e realizar o cadastro para os próximos grupos ou verificar a possibilidade de atendimento individualizado.

O cuidado ao paciente envolve diferentes etapas, começando pela identificação do uso de tabaco e avaliação do grau de dependência e da motivação para abandonar o cigarro. Na sequência, os profissionais orientam sobre os benefícios da cessação, auxiliam na preparação para a mudança, definem estratégias de tratamento e acompanham a evolução do paciente. O trabalho também inclui o manejo de possíveis recaídas e o reforço das estratégias para manter a abstinência.

O período ativo dos grupos dura, em média, quatro meses, com sessões estruturadas e encontros periódicos conforme a organização das equipes. Considerando as etapas de avaliação, intervenção e manutenção da abstinência, o tempo total sugerido para o tratamento pode chegar a 12 meses.

No dia 29 de agosto, quando é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo, a Prefeitura de Dourados reforça a importância da prevenção, da conscientização e do acesso ao tratamento. A data é uma oportunidade para alertar sobre os riscos do tabagismo, prevenir a iniciação ao consumo de produtos derivados do tabaco, especialmente entre os jovens, e incentivar quem já fuma a procurar ajuda para abandonar o hábito.

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Saúde

Construção do CAPS AD III acelera e amplia rede de saúde mental em Dourados

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Prefeito Marçal Filho e secretário de saúde Márcio Figueiredo percorreram o canteiro de obras do mais novo CAPS em Dourados – Fotos: A. Frota

A construção do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD III) atingiu 45% de conclusão em Dourados. As equipes trabalham atualmente na finalização da laje e, na sequência, a obra entrará na etapa de cobertura. Nesta segunda-feira (24), o prefeito Marçal Filho vistoriou o canteiro de obras acompanhado do secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo. Durante a vistoria, eles percorreram os futuros espaços da unidade e conversaram com a equipe de engenharia responsável pela construção.

O prefeito destacou a importância do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas para as pessoas. “Estamos construindo uma estrutura moderna, ampla e preparada para acolher pessoas que precisam de atendimento especializado”, enfatizou. “Cuidar da saúde mental é uma prioridade e esse novo CAPS vai ampliar a rede de proteção, oferecendo tratamento contínuo, digno e humanizado para os pacientes e suas famílias”, destacou Marçal Filho.

O projeto, bem como toda rede de atendimento que será implantada com o novo serviço, é parte da prioridade da atual gestão de cuidar integralmente das pessoas, proporcionando acolhimento, atendimento de excelência e atenção às famílias de Dourados. “Sempre defendi que o serviço público deve ser de qualidade e que a atenção com a saúde da população deve ser integral, de forma que as pessoas sintam-se acolhidas pela prefeitura”, enfatizou Marçal Filho.

O prédio está sendo erguido em terreno público de 7.802,56 metros quadrados, na Rua Abílio de Mattos Pedroso, nº 1.565, no Jardim Novo Horizonte, nas proximidades do Clube Indaiá. A estrutura terá 722,92 metros quadrados de área construída. As paredes, o contrapiso e o reboco já foram concluídos.

O investimento total é de R$ 4.825.527,58. Desse montante, R$ 2.351.000 são recursos do Governo Federal, por meio do Novo PAC Saúde, enquanto R$ 2.474.527,58 correspondem à contrapartida do Município. A nova unidade contará com recepção, salas de acolhimento e atividades coletivas, farmácia, sala de aplicação de medicamentos, espaço de convivência, refeitório, dormitórios, cozinha, sanitários, lavanderia e ambientes de apoio.

O CAPS AD III terá funcionamento 24 horas, inclusive com acolhimento noturno. O serviço atenderá pessoas em situações relacionadas ao uso prejudicial de álcool e outras drogas, com suporte em crises, acompanhamento clínico, terapias individuais e em grupo, além de ações voltadas à reinserção social.

Segundo o secretário de Saúde, Márcio Figueiredo, o atendimento será realizado por uma equipe multiprofissional, que atuará de forma integrada na elaboração do Projeto Terapêutico Singular para cada paciente, com participação da família e articulação com toda a rede de saúde.

Atualmente, Dourados mantém três unidades de CAPS: o CAPS i, voltado a crianças e adolescentes com sofrimento psíquico; o CAPS AD, para atendimento relacionado ao uso de álcool e outras drogas; e o CAPS II, destinado a pessoas de todas as idades com sofrimento psíquico, com residência terapêutica. Juntas, as unidades funcionam das 7h às 18h, atendem cerca de 1,5 mil pacientes por mês e realizam mais de 2,5 mil procedimentos mensais.

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Saúde

Prefeitura e universidades públicas debatem saúde e mudanças climáticas

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Efeitos das mudanças climáticas na saúde e no trabalho serão debatidos durante o PET-Saúde e Clima. Foto: Divulgação/Assecom

A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), realiza no dia 2 de setembro de 2026, a partir das 16h, o evento de abertura do PET-Saúde Clima. A programação será realizada no Anfiteatro do Bloco A da Uems.

O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde Clima ) é uma iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação do Governo Federal. O programa une universidades, serviços de saúde e comunidade para preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) e formar profissionais aptos a enfrentar os impactos das mudanças climáticas na saúde pública, com vigência entre 2026 e 2028.

A iniciativa tem como proposta fortalecer a integração entre formação em saúde, mudanças climáticas, equidade e proteção das populações em situação de maior vulnerabilidade. O projeto também busca estimular a reflexão e a construção coletiva de estratégias para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde da população.

A programação terá início às 16h, com a abertura oficial do evento. Na sequência, às 16h30, será realizada a palestra “Mudanças e emergências climáticas: eventos extremos e seus impactos socioambientais”, ministrada pelo professor doutor Charlei Aparecido da Silva. Após breve intervalo para um coffee break, serão apresentados os planos de trabalho dos grupos que integram o PET-Saúde Clima.

Para o professor Bruno Ferezim Morales, da Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais da UFGD, o início das atividades representa um importante momento para aproximar universidade, gestão pública e comunidade na discussão de estratégias de prevenção, cuidado e promoção da saúde diante dos desafios relacionados às mudanças climáticas e aos eventos extremos.

“A parceria entre a UFGD, a Uems e a Secretaria Municipal de Saúde de Dourados reforça a importância da atuação integrada entre ensino, pesquisa, serviço e sociedade, contribuindo para a formação de profissionais preparados para responder aos novos desafios socioambientais e de saúde pública”, enfatiza o professor.

SERVIÇO

Evento: Abertura do PET-Saúde Clima

Data: 2 de setembro de 2026

Horário: A partir das 16h

Local: Anfiteatro do Bloco A – Uems

Palestra: “Mudanças e emergências climáticas: eventos extremos e seus impactos socioambientais”

Palestrante: Prof. Dr. Charlei Aparecido da Silva

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