Com o pagamento do salário e primeira parcela do 13° aos servidores estaduais, o comércio vive a expectativa de aumento das vendas neste final de semana. O governo do Estado injetou R$ 665 milhões na economia de Mato Grosso do Sul, o que vai movimentar diversos setores neste começo de julho.
De acordo com a SAD (Secretaria Estadual de Administração e Desburocratização), são R$ 415 milhões da folha mensal líquida aos 79 mil servidores (ativos e inativos), além de mais R$ 250 milhões do 50% do abono natalino, que traz um alento e estímulo ao comércio e serviços, neste momento de pandemia.
Um dos centros comerciais mais tradicionais do Estado, o “Mercadão”, já espera aumento das vendas neste período. “A liberação de uma parte do 13° salário ajuda bastante, expectativa muito positiva para este meio do ano para aumentar as vendas, dá mais um ânimo para o comércio. As vendas já estão boas e devem melhorar um pouco mais”, afirmou o comerciante Ambrósio Stefanio.
O comerciante José Luiz da Silva, que tem uma loja de queijos, disse que sempre que ocorre esta liberação “extra” aos servidores, o movimento aumenta. “Mais dinheiro na praça ajuda o povão movimentar o comércio. As vendas aqui são boas, porque são produtos que só acham aqui no Mercadão”.
Já Ramon Henrique, que é funcionário de uma loja de celulares, espera que este recurso extra siga para as compras, ao invés de apenas para pagar contas.Dona da Banca Pantaneira, que vende pimentas e produtos de pequi, Ilma Fermino disse que já espera mais movimento e compras neste final de semana. “Quando liberam 13° salário sempre ajuda nas vendas, o pessoal já gasta mais”.
Camelódromo
Já Jhony dos Santos, vendedor de uma loja de eletrônicos, disse que a expectativa é positiva. “No começo do mês quando sai o pagamento a venda já sobe um pouco, quando tem recurso do 13° ajuda bastante para gente, pois é um dinheiro que sobra e o cliente poderá gastar”.Destino de muitos campo-grandenses para compras em geral, os comerciantes do Camelódromo também esperam ser beneficiados com esta antecipação do governo em relação ao 13° salário. “Como trabalho com o perfume importado, este dinheiro extra que o servidor recebe sempre ajuda o comércio e o meu setor, e as vendas aumentam”, disse Luciene Moraes, que tem uma loja de perfumes.
Dono de uma loja de pesca, Isaias Pereira relatou queda das vendas em função do frio, mas espera recuperar com a boa notícia do 13° salário. “Com este dinheiro extra aos servidores, esperamos que a situação fique melhor nas próximas semanas”.Ivanete Oliveira, dona de uma banca de roupas, citou que desde o começo do frio as suas vendas já aumentaram e que agora espera movimento ainda maior. “Trabalho com roupas infantis, então a procura deve ser ainda maior neste mês”.
Todos os servidores estaduais foram beneficiados com a antecipação de 50% do 13° salário, sendo que outra metade será paga em 20 de dezembro. Esta medida do governador Reinaldo Azambuja tem como objetivo fomentar e fortalecer a economia local. (Com assessoria)
A decisão entre o desconto simplificado e o modelo por deduções legais pode fazer uma grande diferença no seu bolso.
“A declaração completa é ideal para as pessoas que têm muitas despesas dedutíveis na área de saúde, educação, previdência privada e dependentes. Permite que eu detalhe todas as minhas despesas. Na declaração simplificada, aplica o desconto padrão de 20%, sem necessidade de comprovação das minhas despesas. É indicada para pessoas que têm pouca despesa dedutível”, explica o professor de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera, Gilder Daniel Torres.
A melhor estratégia para o contribuinte é testar os dois modelos, simplificado e completo.
“Utilizar seus gastos com saúde, educação, colocar seus dependentes na declaração. Gastos com médicos, dentistas, hospitais, plano de saúde, podem ser deduzidos sem limites, desde que comprovados os gastos com dependentes. A educação, desde que respeitado o limite anual. Também é possível utilizar os gastos com seus dependentes”, orienta a professora Ahiram Cardoso.
Já o especialista Paulo Pêgas, vice-presidente de controle interno do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRC-RJ), dá uma dica importante para não errar na escolha final.
“O contribuinte deve informar as deduções que tem, porque o próprio programa da Receita Federal informa quanto você teria que pagar no modelo completo e quanto você teria que pagar no modelo simplificado. E aí, você escolhe: o menor valor a pagar ou o maior valor a restituir.”
O modelo simplificado é mais prático, mas se você tem dependentes e gastos elevados com saúde e educação, o modelo completo pode ser o seu maior aliado.
Organize seus recibos, compare os modelos no sistema e garanta o melhor resultado financeiro.
Edgard Matsuki – Repórter da Radioagência Nacional
O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.717 para o ano que vem, com aumento nominal de 5,92%. O valor consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.
O reajuste segue a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o crescimento da economia em 2025, limitado ao crescimento de gastos de 2,5% acima da inflação, determinado pelo arcabouço fiscal. A estimativa para o INPC também consta do PLDO.
O projeto também apresentou previsões de R$ 1.812 para o salário mínimo em 2028, de R$ 1.913 para 2029 e de R$ 2.020 para 2030. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.
Em 2023, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB, soma das riquezas produzidas pelo país, de dois anos antes. Essa fórmula vigorou de 2006 a 2019. Por essa regra, o salário mínimo aumentaria 2,3% acima do INPC.
O pacote de corte de gastos aprovado no fim de 2024, no entanto, limitou o crescimento. Isso porque o salário mínimo entrou nos limites do arcabouço fiscal, que prevê crescimento real (acima da inflação) dos gastos entre 0,6% e 2,5%. Como o crescimento de 2,3% no PIB está abaixo do teto de 2,5%, a expansão da economia em 2025 poderá ser aplicada.
O Ministério do Trabalho e Emprego inicia, nesta quarta-feira (15), o pagamento do terceiro grupo de trabalhadores com direito ao abono salarial. Em nota, a pasta informou que serão pagos benefícios a um total de 4.272.981 trabalhadores nascidos em março e abril, com um desembolso de R$ 5,4 bilhões.
“O abono salarial será pago a 3.826.355 trabalhadores vinculados a empresas privadas cadastradas no Programa PIS, por meio da Caixa Econômica Federal, e a 446.626 trabalhadores servidores públicos vinculados ao Programa Pasep, por meio do Banco do Brasil”, destacou o comunicado.
O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2024. Em 2026, o calendário de pagamento do abono salarial teve início em 16 de fevereiro. Os valores, segundo a pasta, ficarão disponíveis aos trabalhadores até 30 de dezembro de 2026.
Têm direito ao abono salarial trabalhadores que atendem a critérios como:
estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo;
ter recebido, de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), até o valor de referência de R$ 2.766 de remuneração mensal no ano-base 2024;
ter exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração;
ter seus dados do ano-base 2024 informados corretamente pelo empregador no eSocial.
Pagamento
O pagamento do abono salarial pela Caixa será realizado prioritariamente por crédito em conta do trabalhador (corrente, poupança ou Conta Digital) ou por meio do aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital aberta automaticamente.
Para o trabalhador não correntista, o pagamento será realizado por meio de canais como agências, lotéricas, autoatendimento, Caixa Aqui e demais canais disponibilizados pelo banco.
Já no Banco do Brasil, o pagamento será realizado prioritariamente por crédito em conta bancária, transferência via TED ou Pix e presencialmente, nas agências de atendimento, para trabalhadores não correntistas e que não possuem chave Pix.
“Informações adicionais poderão ser obtidas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho ou pelo telefone 158”, concluiu a pasta.