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Economia

Comércio de MS ganhou 1,8 mil lojas, mas reduziu funcionários em 2020

A maioria das empresas é do comércio varejista, sendo 15.367 unidades

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Em 2020, primeiro ano de pandemia, Mato Grosso do Sul registrou aumento de 9,9% nas empresas comerciais, na contramão do País, que teve mais fechamento do que abertura de empresas.

Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Comércio (PAC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme a pesquisa, o número de lojas de comércio em Mato Grosso do Sul era de 20.326 em 2020, enquanto em 2019 havia 18.479 empresas, o que indica um aumento de 1.847 lojas de um ano para o outro.

A maioria das empresas é do comércio varejista, sendo 15.367 unidades. Há ainda 2.238 lojas no comércio de veículos, peças e motocicletas e 2.721 unidades de comércio por atacado.

Apesar do resultado positivo no número de empresas, houve redução no quantitativo de funcionários.

Entre 2019 e 2020, o comércio do Estado perdeu 1.519 trabalhadores (1,1%).

Segundo o IBGE, essa redução foi motivada pelos impactos das restrições da pandemia de Covid-19.

“Todos esseos estabelecimentos onde a venda presencial é muito importante para experimentar a mercadoria sentiram os efeitos da pandemia de forma mais acentuada nesse primeiro ano”, explicou a gerente de Análise Estrutural do IBGE, Synthia Santana.

Com as lojas fechadas ou atendendo de forma diferente, via on-line, drive-thru ou com restrições devido ao isolamento social, muitas empresas dispensaram funcionários.

No Estado, o comércio empregou 134.348 pessoas em 2020, sendo 73,4% no comércio varejista, 15,1% no comércio por atacado e 11,4% no comércio de veículos peças e motociclistas.

O varejo, segmento que mais emprega os trabalhadores da área comercial, teve redução de 2,9% em sua ocupação.

Já o setor de comércio por atacado obteve avanço de 11,1%, apresentando 20.327 pessoas ocupadas em 2020, mantendo-se como o segundo setor que mais emprega, seguido pelo comércio de veículos, peças e motocicletas onde houve queda de 3,7%, ficando com 15.416 pessoas ocupadas.

Segundo Synthia, o atacado foi o setor mais resiliente no primeiro ano de pandemia e teve resultados positivos em quase todos os estados,

“As exportadoras, por negociarem diretamente com outras empresas ou entidades, fazem parte do atacado. O fato de, em 2020, o comércio internacional ter apresentado um comportamento mais expressivo também eleva o setor atacadista a resultados que divergem um pouco do que foi exibido pelo varejo, que teve queda no número de empresas e de pessoas ocupadas”, afirma.

No ranking nacional, Mato Grosso do Sul ficou no 15º lugar entre os estado com mais pessoas ocupadas, mantendo a mesma posição do ano anterior.

Pagamento de salários – Em 2020, as empresas comerciais de Mato Grosso do Sul pagaram R$ 3,1 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.

O montante representa uma queda de 0,7% na comparação com 2019.

O comércio varejista pagou R$ 1,9 bilhão de remunerações em 2020, enquanto o segmento atacadista destinou R$ 299,4 milhões em remunerações, e o comércio de veículos, R$ 267 milhões.

Receita bruta – Mesmo na pandemia, no ano de 2020, o comércio em Mato Grosso do Sul obteve os maiores valores de receita bruta da história local, com R$ 84,5 bilhões de receita operacional bruta.

O valor representa um aumento de 20% em relação a 2019.

Do montante total de 2020, R$ 43,5 bilhões (51,5%) vieram do comércio por atacado, R$ 33,2 bilhões (39,3%) do comércio varejista e R$ 7,7 bilhões (9,1%) do comércio de veículos, peças e motocicletas.

A margem do comércio, definida pela diferença entre a receita líquida de revenda e o custo de mercadorias vendidas, o valor foi de R$ 14,2 bilhões em 2020.

Houve um aumento de 9,7% em relação a 2019, quando a margem era de R$ 13 bilhões.

Brasil – No País, no primeiro ano da pandemia, o comércio brasileiro perdeu 4% de sua ocupação, 7,4% das empresas e 7% das lojas.

Dos 404,1 mil trabalhadores que saíram do setor, 90,4% estavam empregados no varejo.

Nesse segmento, apenas duas atividades, consideradas serviços essenciais durante a crise sanitária, tiveram incremento de pessoal: a de hipermercados e supermercados e a de produtos farmacêuticos, perfumaria, cosméticos e artigos médicos, ópticos e ortopédicos.

Foi a maior queda na ocupação do comércio, no intervalo de um ano, desde o início da série histórica da pesquisa, em 2007.

Também houve queda recorde do número de trabalhadores em dois dos três grandes segmentos do comércio: – 4,8%, no setor varejista, que emprega 73,7% dos trabalhadores do comércio, e -8,5% no segmento de veículos, peças e motocicletas.

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

Economia

É melhor fazer a declaração do IRPF completa ou simplificada?

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© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Na hora de prestar contas com a Receita Federal, uma dúvida é comum a milhões de brasileiros: qual o melhor modelo de declaração para pagar menos imposto ou aumentar a restituição? 

A decisão entre o desconto simplificado e o modelo por deduções legais pode fazer uma grande diferença no seu bolso.

“A declaração completa é ideal para as pessoas que têm muitas despesas dedutíveis na área de saúde, educação, previdência privada e dependentes. Permite que eu detalhe todas as minhas despesas. Na declaração simplificada, aplica o desconto padrão de 20%, sem necessidade de comprovação das minhas despesas. É indicada para pessoas que têm pouca despesa dedutível”, explica o professor de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera, Gilder Daniel Torres.

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Despesas com educação e saúde

Para quem opta pelo modelo completo, as despesas com educação são um pilar importante, mas exigem atenção aos detalhes.

O abatimento vale para mensalidades escolares, graduação e cursos técnicos, mas deixa de fora o material escolar e os cursos de idiomas.

Agora, se o seu gasto foi com saúde, o cenário é outro: não existe limite de valor para a dedução. Mas cuidado com as exclusões.

Procedimentos puramente estéticos, compra de medicamentos em farmácias ou gasto com acompanhantes em hospitais não dão direito ao abatimento.

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A melhor estratégia para o contribuinte é testar os dois modelos, simplificado e completo.

“Utilizar seus gastos com saúde, educação, colocar seus dependentes na declaração. Gastos com médicos, dentistas, hospitais, plano de saúde, podem ser deduzidos sem limites, desde que comprovados os gastos com dependentes. A educação, desde que respeitado o limite anual. Também é possível utilizar os gastos com seus dependentes”, orienta a professora Ahiram Cardoso.

Já o especialista Paulo Pêgas, vice-presidente de controle interno do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRC-RJ), dá uma dica importante para não errar na escolha final.

“O contribuinte deve informar as deduções que tem, porque o próprio programa da Receita Federal informa quanto você teria que pagar no modelo completo e quanto você teria que pagar no modelo simplificado. E aí, você escolhe: o menor valor a pagar ou o maior valor a restituir.”

O modelo simplificado é mais prático, mas se você tem dependentes e gastos elevados com saúde e educação, o modelo completo pode ser o seu maior aliado. 

Organize seus recibos, compare os modelos no sistema e garanta o melhor resultado financeiro.

Edgard Matsuki – Repórter da Radioagência Nacional

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Economia

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.717 para o ano que vem, com aumento nominal de 5,92%. O valor consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.

O reajuste segue a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o crescimento da economia em 2025, limitado ao crescimento de gastos de 2,5% acima da inflação, determinado pelo arcabouço fiscal. A estimativa para o INPC também consta do PLDO.

O projeto também apresentou previsões de R$ 1.812 para o salário mínimo em 2028, de R$ 1.913 para 2029 e de R$ 2.020 para 2030. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.

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Em 2023, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB, soma das riquezas produzidas pelo país, de dois anos antes. Essa fórmula vigorou de 2006 a 2019. Por essa regra, o salário mínimo aumentaria 2,3% acima do INPC.

O pacote de corte de gastos aprovado no fim de 2024, no entanto, limitou o crescimento. Isso porque o salário mínimo entrou nos limites do arcabouço fiscal, que prevê crescimento real (acima da inflação) dos gastos entre 0,6% e 2,5%. Como o crescimento de 2,3% no PIB está abaixo do teto de 2,5%, a expansão da economia em 2025 poderá ser aplicada.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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Economia

Abono salarial começa a ser pago para nascidos em março e abril

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© Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Ministério do Trabalho e Emprego inicia, nesta quarta-feira (15), o pagamento do terceiro grupo de trabalhadores com direito ao abono salarial. Em nota, a pasta informou que serão pagos benefícios a um total de 4.272.981 trabalhadores nascidos em março e abril, com um desembolso de R$ 5,4 bilhões.

“O abono salarial será pago a 3.826.355 trabalhadores vinculados a empresas privadas cadastradas no Programa PIS, por meio da Caixa Econômica Federal, e a 446.626 trabalhadores servidores públicos vinculados ao Programa Pasep, por meio do Banco do Brasil”, destacou o comunicado.

O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2024. Em 2026, o calendário de pagamento do abono salarial teve início em 16 de fevereiro. Os valores, segundo a pasta, ficarão disponíveis aos trabalhadores até 30 de dezembro de 2026.

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Quem tem direito

Têm direito ao abono salarial trabalhadores que atendem a critérios como:

  • estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo;
  • ter recebido, de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), até o valor de referência de R$ 2.766 de remuneração mensal no ano-base 2024;
  • ter exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração;
  • ter seus dados do ano-base 2024 informados corretamente pelo empregador no eSocial.

Pagamento

O pagamento do abono salarial pela Caixa será realizado prioritariamente por crédito em conta do trabalhador (corrente, poupança ou Conta Digital) ou por meio do aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital aberta automaticamente.

Para o trabalhador não correntista, o pagamento será realizado por meio de canais como agências, lotéricas, autoatendimento, Caixa Aqui e demais canais disponibilizados pelo banco.

Já no Banco do Brasil, o pagamento será realizado prioritariamente por crédito em conta bancária, transferência via TED ou Pix e presencialmente, nas agências de atendimento, para trabalhadores não correntistas e que não possuem chave Pix.

“Informações adicionais poderão ser obtidas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho ou pelo telefone 158”, concluiu a pasta.

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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