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Educação

Com tecnologia e inovação, ensino na Rede Estadual é aprovado por alunos, professores e pais em MS

A EE Carmelita Canale Rebuá, em Miranda, tem 42 anos de funcionamento, mas está mais moderna do que nunca.

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Olhos atentos e mãos treinadas para buscar conhecimento nos laboratórios de ciências, robótica e informática. Com tecnologia, interatividade e inovação, o processo de aprendizagem nas unidades da REE (Rede Estadual de Ensino) de Mato Grosso do Sul é atrativo e contribui para auxiliar os estudantes no ensino em tempo integral.

Diversos temas, assuntos e conteúdos ficam mais fáceis de aprender em uma pesquisa na internet, e com o professor em sala de aula os alunos tiram dúvidas. Autonomia e protagonismo do estudante no ambiente que proporciona segurança e contribui na busca por conhecimento.

A EE Carmelita Canale Rebuá, em Miranda, tem 42 anos de funcionamento, mas está mais moderna do que nunca. O prédio, que já recebeu gerações de estudantes, foi completamente reformado, o que abriu caminhos para novas necessidades e possibilidades dos alunos, que são diferentes daqueles de quatro décadas atrás.

Com um clique no computador, na montagem de um robô ou na edição de vídeos para as redes sociais, os estudantes interagem com novos meios de aprendizagem, sempre com o acompanhamento dos professores.

Graziela Detol, 16 anos, está no 1° ano do ensino médio e consegue ter proximidade com as tecnologias todos os dias na escola. “Com o computador e a internet aqui na escola, é uma forma muito legal de aprender. Depois da reforma tudo melhorou, dá vontade de vir estudar”.

Ela e a irmã, Neuzielen – que tem 13 anos e é aluna do 7° ano do ensino fundamental – são as caçulas de dez irmãos e todos foram alunos da “Carmelita”, como a escola é carinhosamente chamada.

“A minha história com a Carmelita é de muito tempo atrás. Todos os meus dez filhos estudaram nesta escola, que ajudou cada um deles a se desenvolver na educação. A estrutura é muito segura, o ensino integral é muito bom”, disse Aparecida Detol, mãe das meninas e moradora da Aldeia Passarinho. Dos filhos que já passaram pela escola, três cursaram nível superior, e se tornaram professores. “Para mim é um orgulho. É uma alegria saber que meus filhos estão apendendo e vão contagiar minha comunidade, mostrando o caminho do conhecimento”.

A comunidade indígena da etnia terena tem aproximadamente 1,6 mil moradores e parte das crianças e adolescentes são alunos da “Carmelita”. A escola tem 230 alunos – dos quais, 15% são indígenas – do 6° ano do ensino fundamental ao 3° ano do ensino médio, além de turmas do curso de Normal Médio.

“A reforma ficou excelente. Com certeza, a melhoria da estrutura da escola contribui para a formação dos alunos, daqui vão sair bons profissionais”, afirmou o cacique da aldeia, Dirceu Marcos Justinho, que tem uma filha que é aluna da unidade.

Coordenadora de práticas inovadoras, Cíntia Beuk, comemora a reforma e as novas possibilidades oferecidas aos alunos. “Fomos contemplados com laboratório de informática, com computadores novos, e laboratório de ciências, onde os alunos conseguem desenvolver atividades práticas, experimentos. Isso tem contribuído muito com o aprendizado deles. A escola é período integral e assim é possível ter mais opções de atividades e desenvolvimento dos estudantes em todas as áreas”.

Além da melhoria no ensino, a reforma proporcionou bem-estar e conforto aos alunos, professores e funcionários. “Estamos realizados, em um ambiente novo e adaptado. Mudou o conforto, para estudantes e funcionários contribuiu muito. Com esse calor que estamos passando, agora temos as salas todas climatizadas, com novos aparelhos de ar-condicionado”, disse Cíntia.

A escola aderiu ao ensino em tempo integral em 2020 e na época Luana Dell’amore, mãe de alunos, foi resistente a novidade. “Eu tirei eles da escola, fiquei com medo de ficarem ociosos e não terem o que fazer. Agora meus dois filhos que estudam aqui estão super envolvidos, amam. Eu falo que tenho que brigar com eles para voltarem para casa. E no ano que vem minha filha mais nova também vai vir estudar aqui, no 6° ano”.

O cuidado como ensino e com a segurança dos alunos conquistou Luana, que agora é só elogios. “A reforma beneficiou muito, melhorou a qualidade de vida deles na escola, com salas climatizadas, porque aqui é uma cidade muito quente. Além disso, os materiais oferecidos são de qualidade, o local das refeições é adequado. E a segurança me deixa tranquila, a escola é vigiada”.

E o ensino em tempo integral também deixou de ser uma preocupação, para ser prioridade na rotina. “Meus filhos participam bastante, são atuantes. Tudo isso despertou neles o desejo maior de estar na escola. Meu filho gosta da parte de robótica, inventar, desmontar e montar de novo. E a minha filha sempre gostou de biologia, ciências, e está encantada com o laboratório. É um sonho realizado”, disse Luana.

Com a garantia de segurança e ensino de qualidade, Luciana Araújo Leite viu a filha Mariana Xavier, 15 anos – aluna do 1° ano do ensino médio –, ser motivada e se destacar para conhecimentos em diferentes áreas, potencializado com o investimento em tecnologia.

“Eu decidi colocar minha filha para estudar aqui na Carmelita porque achei importante a parte da estrutura, segurança, organização, e pela forma que estão investindo no futuro desses jovens, na educação e no aprendizado. Para mim está sendo maravilhoso. Eu vi o desenvolvimento da minha filha, ela gosta de editar e eles se preocupam com isso. E ela também faz vôlei, basquete, ela se abriu e não foi só para o estudo”.

O cuidado com os alunos, o ambiente seguro, e as diferentes possibilidades de ensino-aprendizagem são pontos importantes e que recebem atenção do Governo do Estado em todas as unidades da REE.

“Até me emociono, eu fico feliz por isso. Eu sei que na escola minha filha está segura, posso ir trabalhar tranquila. Eu sei que tem monitoramento, mas não é só isso, são pessoas qualificadas que cuidam e se preocupam o bem-estar dos alunos”, disse Luciana.

Investimentos

Com investimentos de R$ 180 milhões, o Governo do Estado, por meio da SED (Secretaria de Estado de Educação), concluiu reformas (parciais e totais) em 40 unidades escolares em 2023, e outras 20 devem ser entregues no início do próximo ano letivo.

Além disso, atualmente 120 escolas passam por com algum tipo de intervenção (obras de acessibilidade, readequação de rede elétrica e/ou hidráulica e pintura). Desde junho, o Governo do Estado liberou R$ 300 milhões para novas intervenções e melhorias de infraestrutura das escolas.

A REE tem atualmente 348 escolas com 187 mil estudantes atendidos. Em 2024, todos os municípios do Estado terão oferta de turmas com ensino em tempo integral. A meta tinha prazo até 2026 para ser alcançada, o que ocorreu no primeiro ano da atual gestão estadual.

No total, são 166 unidades escolares com ensino em tempo integral este ano com 30 mil estudantes atendidos, que passam a ser quase 49 mil alunos em 219 escolas em 2024 – mais 53 unidades com a oferta, seis delas na área rural, garantindo mais de 5,4 mil novas vagas.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

ATENÇÃO IMPRENSA: Confira aqui o PACK de imagens e vídeos da escola e personagens.

Educação

Reme testa novo sistema de acompanhamento escolar

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Quatorze escolas da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande começaram a testar o sistema Avalia+, nova ferramenta digital criada para modernizar a rotina escolar e facilitar o acompanhamento da vida dos estudantes.

O projeto piloto foi apresentado nesta terça-feira (26), pela Prefeitura de Campo Grande e será utilizado nas unidades participantes entre os dias 1º de junho e 17 de julho.

Na ocasião, o secretário municipal de Educação, Lucas Henrique Bitencourt, destacou que a iniciativa representa um avanço para a rede. “Estamos estruturando um sistema próprio, pensado para a realidade das nossas escolas, que contribui para fortalecer a gestão e apoiar o trabalho dos professores”, pontuou.

O diretor-presidente da Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação (Agetec), Leandro Basmage, ressaltou o compromisso com o desenvolvimento da plataforma. “Durante esse período, o sistema será utilizado de forma intensiva pelas unidades, justamente para que possamos testá-lo em diferentes situações do dia a dia escolar. Esse uso mais exigente é fundamental para identificar ajustes e garantir que a plataforma atenda às necessidades da rede”, explicou.

O Avalia+ reúne funções como lançamento de notas, registro de frequência, planejamento pedagógico e diário de classe digital, permitindo mais organização e agilidade no acompanhamento escolar.

A proposta é testar a ferramenta em situações reais da rotina das escolas antes da expansão para toda a rede municipal. A expectativa é que, até o fim do ano, o sistema esteja implantado nas 209 unidades da Reme.

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Educação

Encceja 2026: prazo de inscrição termina sexta-feira (15)

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© Divulgação/ MEC

O prazo para que os interessados se inscrevam no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026 termina nesta sexta-feira (15).

O objetivo da avaliação é oferecer, a jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade certa, a oportunidade de obter a certificação do ensino fundamental ou ensino médio.

A participação no exame nacional é voluntária e gratuita. Na data da prova, é necessário ter ao menos 15 anos, para o ensino fundamental, e 18 anos, para o ensino médio.

Inscrição

A inscrição deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Encceja.

Ao acessar a plataforma do exame, o candidato deve seguir os seguintes passos:

1. clique no botão “Inscrição 2026”;

2. preencha os campos com seus dados pessoais, como o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e a data de nascimento;

3. depois, clique no desafio de autenticação e assinale a figura correspondente à palavra proposta;

3. Na página seguinte, preencha os dados obrigatórios como Cor ou Raça, Estado civil, Nacionalidade, endereço completo;

4. Na próxima página, o internauta pode sinalizar se precisa de algum tipo de atendimento especializado para fazer a prova. Se positivo, o candidato deve marcar a condição que motiva a solicitação de atendimento especializado (como cegueira, deficiência física, auditiva, intelectual, Transtorno do Espectro Autista, gestante, lactante, idoso, estudante em classe hospitalar ou outra condição específica);

5 – Na mesma página, a pessoa deve indicar o recurso de acessibilidade necessário para a realização da prova, de acordo com sua necessidade e anexar o laudo de comprovação da condição especial indicada;

6 – Ao clicar em “próximo”, deve ser confirmado que as informações declaradas são verdadeiras, sob pena de responder por crime contra a fé pública;

7. A pessoa deve verificar se as informações preenchidas estão corretas e continuar a inscrição;

6. Se desejar, o candidato pode marcar a opção de tratamento pelo nome social. O direito é reservado a participantes travestis, transexuais ou transgêneros que se identificam e querem ser reconhecidos socialmente conforme sua identidade de gênero;

7. A próxima etapa é preencher o nível de ensino para o qual busca obter certificação (fundamental ou médio) e assinalar as provas que precisa fazer para conseguir a certificação do nível de ensino pretendido;

8. Na sequência, o candidato precisa selecionar o estado e município em que deseja fazer a prova. Também é necessário indicar a instituição certificadora em que prefere solicitar o documento de conclusão ou declaração parcial de proficiência, após a devida liberação dos resultados;

9. Para prosseguir, o candidato deve marcar que a declaração de todas as informações está correta e que tem conhecimento de todas as regras estabelecidas no edital do exame;

10. A penúltima etapa é o preenchimento do questionário socioeconômico do Encceja com cerca de 70 questões com informações como família, moradia, trabalho, renda mensal, etc;

11. O candidato também é questionado sobre sua percepção do Encceja, hábitos de leitura, habilidades no uso de dispositivos eletrônicos, etc;

12. Por fim, a pessoa deve informar seus dados de contato corretamente, sendo pelo menos um número de telefone para possível contato da equipe do Inep.

13. O sistema alerta que não será possível alterar o questionário após selecionar a opção “confirmar”;

14. Pronto, a inscrição será confirmada.

As provas

O Encceja avalia competências, habilidades e saberes adquiridos no processo escolar ou extraescolar.

As provas serão aplicadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no dia 23 de agosto, em dois turnos, em todos os estados e no Distrito Federal.

O exame é composto por quatro provas objetivas e uma redação, tanto para o ensino fundamental quanto para o médio.

As avaliações são organizadas por áreas do conhecimento. No ensino fundamental, os participantes são avaliados em ciências naturais, matemática, língua portuguesa (incluindo redação), língua estrangeira, artes, educação física, história e geografia.

Já no ensino médio, as áreas incluem linguagens e códigos acompanhadas de redação, matemática, ciências da natureza e ciências humanas.

Cada prova objetiva conta com 30 questões de múltipla escolha, totalizando 120 itens, além da produção de texto.

Sobre o Encceja

Realizado pelo Inep desde 2002, o exame garante a certificação de níveis do ensino da educação básica e, com isso, possibilita a retomada da trajetória escolar.

O Encceja ainda norteia a implementação de políticas para a melhoria da qualidade da oferta da educação de jovens e adultos.

Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

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Educação

Naviraí Oficializa Pedido ao MEC por Curso de Enfermagem para o Campus da UFMS

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Uma das agendas do Prefeito de Naviraí, Rodrigo Sacuno, nesta semana em Brasília foi uma audiência no Ministério da Educação. A reunião viabilizada pelo Deputado Federal Geraldo Resende, objetivou reforçar o pedido pela criação do Curso de Enfermagem no Campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul no município.

A reunião teve além do Deputado e equipe da Prefeitura, a participação da Reitoria da UFMS, através do Vice-Reitor Albert Schiaveto de Souza. Atualmente são ofertados em Naviraí os cursos de Pedagogia, Administração, Arquitetura e Urbanismo, além da pós-graduação (especialista) em Educação Infantil e pós mestrado profissional em Pedagogia.

Uma satisfação ter ido ao Ministério da Educação, atendendo solicitação do Prefeito e um anseio da própria Universidade, para tratar da possibilidade da implantação do curso de Enfermagem da UFMS em Naviraí, disse o Deputado Geraldo. “A expansão da universidade pública, através da oferta de novos cursos é uma ação importante que visa dar oportunidade para mais estudantes ingressarem na UFMS no interior do estado” destacou.

O resultado da reunião foi o compromisso do Ministério de fazer o projeto para o curso e o compromisso do Parlamentar de conseguir via emenda o recurso para a UFMS implantá-lo. A previsão é de viabilização do processo durante esse ano, para implantação do novo curso em 2027.

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