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Economia

Com novo reajuste, servidores de Dourados acumulam maior aumento em sete anos

Se índice proposto for aceito, em dois anos os reajustes superam em duas vezes o acumulado entre 2015 e 2021

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A Prefeitura de Dourados apresentou aos representantes dos servidores municipais, nesta quarta-feira (26), a proposta de revisão anual dos vencimentos, com aumento de 6% linear para todas as categorias. Após a resposta, um Projeto de Lei deve ser enviado à Câmara Municipal para análise e aprovação dos vereadores, antes de ser incorporado à folha mensal, que deve passar dos R$ 54 milhões.

De acordo com números apresentados por Ernani de Almeida Silva Jr, diretor do Departamento de Planejamento e Controle de Receitas e Despesas, o índice proposto acumula, nos dois últimos anos, quase 25% de reajuste para os professores e 16,5% para os demais servidores. “Esse índice é mais do que o dobro que todas as categorias dos servidores receberam nos últimos sete anos”, explica o economista.

Segundo levantamento feito junto ao setor de Recursos Humanos da Prefeitura de Dourados, os servidores não tiveram reajuste em 2015. No ano seguinte, apenas os professores conseguiram aumento de 5%. Em 2017, mais uma vez os servidores passaram o ano em branco. Em 2018 e 2019, o reajuste foi linear para todos os servidores, com índices de 2,68% e 4,38%, respectivamente. Já em 2020 foi outro ano sem reajuste.

No primeiro ano da gestão Alan Guedes, em 2021, também não houve aumento para os servidores, mas para isso há uma explicação legal. “Não pudemos reajustar os salários do funcionalismo municipal devido a uma vedação de lei federal, ainda como consequência dos gastos no período mais difícil da pandemia da covid-19”, disse o prefeito.

O aumento proposto pela Prefeitura encaixa, segundo a Semfaz (Secretaria Municipal de Fazenda), dentro do limite da lei de Responsabilidade Fiscal e é maior, por exemplo, do índice proposto pelo Governo do Estado aos seus servidores, que é de 5%, e supera a inflação dos últimos 12 meses, que fechou em março em 4,65%.

“Esse esforço que a Gestão faz é em reconhecimento ao trabalho das carreiras públicas municipais. Gostaríamos de atender os pedidos feitos por todas as categorias, mas existem limites legais e financeiros que precisamos respeitá-los. Não adianta oferecermos um aumento maior agora, e no fim do ano não ter como pagar os salários. Seremos responsáveis para nunca mais os servidores terem que receber salários atrasados e em parcelas”.

Desde que assumiu a gestão Alan Guedes afirma que tem como uma das prioridades cuidar das carreiras de servidores e também garantir para que o pagamento dos salários não seja afetado por algum desiquilíbrio fiscal. Prova disso, é que a administração tem como prática recorrente fazer os pagamentos antes do quinto dia útil. “Sem os servidores a prefeitura não anda. São profissionais que precisam ser respeitados e reconhecidos. Com muita responsabilidade fazemos de tudo para atender as categorias”, completa o prefeito.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

Economia

Consulta ao segundo lote de restituição do IRPF 2026 inicia hoje

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© Bruno Peres/Agência Brasil

A Receita Federal libera nesta terça-feira (23) a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). O crédito bancário será realizado no dia 30 de junho. 

A consulta pode ser feita a partir das 9h, pelo site da Receita Federal, na opção “Meu Imposto de Renda” e depois “Consultar minha restituição”

Também é possível consultar pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones,

Com R$ 16 bilhões em créditos e 9.585.797 contribuintes contemplados, o lote é o maior da história em quantidade de contribuintes contemplados. O valor pago será igual ao do primeiro lote de restituição deste ano, registrado no dia 29 de maio deste ano.

>>Confira a série Tira-Dúvidas do IR 2026

Do total, R$ 4.494.204.020,63 serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:

  • Idosos acima de 80 anos: 155.060 restituições
  • Idosos entre 60 e 79 anos: 1.106.923 restituições
  • Pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave: 106.294 restituições
  • Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério: 507.768 restituições

Outras 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes sem prioridade legal, mas que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram por receber via PIX.

Agência Brasil

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Economia

Segundo lote de restituição do IRPF 2026 pode ser consultado amanhã

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© Bruno Peres/Agência Brasil

A Receita Federal libera nesta terça-feira (23) a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). 

O lote é o maior da história em quantidade de contribuintes contemplados (9.585.797). Serão pagos R$ 16 bilhões em créditos.

O valor pago será igual ao do primeiro lote de restituição deste ano, registrado no dia 29 de maio deste ano.

A consulta pode ser feita a partir das 9h, pelo site da Receita Federal, na opção “Meu Imposto de Renda” e depois “Consultar minha restituição”

Também é possível consultar pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones,

“O volume recorde de pagamentos reforça o esforço do órgão em tornar o processo de restituição cada vez mais rápido, eficiente e abrangente”, explica a Receita.

>>Confira a série Tira-Dúvidas do IR 2026

O crédito bancário será realizado no dia 30 de junho. Do total, R$ 4.494.204.020,63 serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:

  • Idosos acima de 80 anos: 155.060 restituições
  • Idosos entre 60 e 79 anos: 1.106.923 restituições
  • Pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave: 106.294 restituições
  • Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério: 507.768 restituições

Outras 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes sem prioridade legal, mas que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram por receber via PIX.

Agência Brasil

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Economia

Entidades consideram insuficiente redução da taxa Selic

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© José Cruz/Agência Brasil

redução de 0,25% ponto percentual na taxa básica de juros da economia, a Selic, foi considerada insuficiente por entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). 

Para as representações da indústria e dos trabalhadores, o corte nos juros é incapaz de reverter “o quadro de estagnação dos investimentos” e não atende “às necessidades urgentes do país e do povo brasileiro”.

A decisão de reduzir a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano foi anunciada nesta quarta-feira (17) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

Para a CNI, a redução não contribui para a reversão da asfixia financeira das empresas e das famílias.

“Enquanto os juros reais continuarem tão elevados, beneficiando diretamente o capital especulativo, o custo do crédito vai seguir inviabilizando os planos de produção e expansão da indústria. Da mesma forma, a medida se mostra ineficaz em aliviar o orçamento das famílias, das empresas e do próprio governo, que seguirão estrangulados pelo serviço da dívida, adiando a retomada do consumo e do investimento e a superação do fantasma da inadimplência”, disse o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A CNI avalia que, diante do acordo entre Estados Unidos e Irã para o fim da guerra, haveria espaço para o Banco Central intensificar o ciclo de cortes da Selic na próxima reunião.

“O provável fim do conflito já impacta na queda do preço do petróleo — elemento que vinha pressionando os custos das cadeias produtivas globais. Ao retirar o principal componente de pressão sobre a expectativa de preços e juros, há um ambiente mais favorável para uma flexibilização monetária”, completou Alban.

Redução tímida

Para a CUT, principal central sindical do país, a redução é tímida e não atende às necessidades urgentes do país e do povo brasileiro. Segundo a entidade, a política monetária do BC ignora os sinais positivos da economia brasileira e de alívio no cenário internacional, como a recente queda no preço do petróleo.

“Manter os juros nesse patamar absurdo continua sufocando o setor produtivo, encarecendo o crédito e penalizando diretamente a classe trabalhadora, que segue pagando a conta da lógica do rentismo”, diz comunicado da central.

A CUT disse ainda que a redução de apenas 0,25% pontos na taxa de juros expõe os limites e os perigos do atual modelo de autonomia do Banco Central, que mantém o país refém da especulação financeira .

“Taxas de juros reais tão elevadas drenam recursos públicos que deveriam financiar a saúde, a educação e a infraestrutura, destinando-os para o pagamento da dívida com os grandes detentores de capital. O desenvolvimento nacional e a geração de empregos de qualidade exigem um corte contundente da taxa de juros, e não mais uma concessão ao mercado”, disse a CUT.

Continuidade

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) considera positiva a redução da taxa Selic, mas diz que é necessário que o movimento tenha continuidade.

Segundo a entidade, o nível dos juros ainda impõe desafios relevantes à atividade econômica e à retomada dos investimentos.

“A continuidade do processo de flexibilização monetária é uma sinalização positiva para a economia. No entanto, a Selic ainda permanece em um patamar restritivo, o que encarece o crédito, adia decisões de investimento e dificulta um crescimento econômico mais consistente”, afirmou a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos.

Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

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