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Economia

Campo Grande: Além de ponto turístico, Cidade do Natal gera economia e renda

Além de encantar crianças e adultos, a Cidade do Natal proporciona experiências gastronômicas com preços acessíveis

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Além de ser um ponto turístico famoso no fim de ano, a Cidade do Natal gera economia e renda. No local, dezenas de comerciantes aproveitam o momento para gerar recursos e prestar atendimento ao público. Há barracas de pipoca, churros, batata-frita, brinquedos, estúdio de fotografia, barracas de doces e uma super praça de alimentação.

Além de encantar crianças e adultos, a Cidade do Natal proporciona experiências gastronômicas com preços acessíveis. Com abertura todos os dias, das 17h30 às 22h, a Cidade do Natal também oferece diversos pontos decorativos para as famílias eternizarem momentos. Além disso, há brinquedos e Roda-gigante de graça para quem quiser brincar.

Na Praça de Alimentação, a população terá à disposição uma variedade de produtos que vão desde sorvetes a pasteis, cheesburguer, espetinho, barca de costela, sobá, entre outros pratos que serão vendidos com valores a partir de R$ 10,00 como o pastel de carne, queijo ou pizza. Já as bebidas serão comercializadas com valor a partir de 5,00 no caso de refrigerantes e sorvete a partir de R$ 6,00.

Algumas lanchonetes e restaurantes que estão nesta edição da Cidade do Natal são: Batata no Cone, Standard, Da Terra Açaí, Vitória Régia – Pasteis, Toque Du Chef, Espeto Delícias D’Maria, Gran Costela, Miti Sabor Oriental, Senhora Gula, Chiquinho Sorvetes, Tao Espeto, Oficina Food Truck, Delícias da Mari, Divina Batata Recheada, entre outros.

Denise Daniela Ribeiro Guimarães, de 40 anos, é autônoma há 23 anos. Ela vende deliciosas batatas chips e suco de laranja natural. Ela destaca que todo ano aproveita as vendas na Cidade do Natal. “Já faz uns 9 anos que eu estou aqui na Cidade de Natal. Vendemos batatas chips, e o nosso diferencial é que nosso produto é sempre fininho e crocante. Temos o suco também super gelado e que é muito bom neste calor”, disse Denise.

A comerciante conta ainda que ano passado investiu na barraca de açaí, e que para este ano as expectativas de vendas são as melhores. “Agora que vai chegando perto do Natal, lota de gente. Isso aqui fica bombando e até o final temos as melhores expectativas.”

Rafael Ribeiro Figueiredo, de 32 anos, está a frente da barraca de frutas com chocolate. Os doces são maravilhosos e o público adora os “espetinhos” de frutas-doces. Segundo ele, a Cidade do Natal proporciona ótimas oportunidades para o trabalhador autônomo.

“A oportunidade de estar aqui é ótima. Viemos há alguns anos, e sempre retornamos quando abre. Esse ano, o movimento está muito bom. Às vezes chove e diminui, mas aí não está no nosso controle. Mas ainda assim, o movimento está bem legal. É uma ótima oportunidade de gerar renda.”

Vendendo churros deliciosos e salgadinhos no copo, Moacir Prioste, de 52 anos, cita que desde o segundo ano da existência da Cidade do Natal disponibiliza a barraca ao público. “Nós gostamos muito da Cidade do Natal, e trabalhamos com equipe de três pessoas, eu, minha sobrinha e uma ajudante. Para nós é excelente. Todo ano é bom, mas esse já percebemos que melhorou muito. As pessoas estão comprando bastante, saindo de casa e isso é importante.”

Os brinquedos que soltam bolhas de sabão são um sucesso, Antônio Manoel de Sousa, 68 anos, trabalha com a venda de brinquedos diversos. A criançada adora.

“Trabalho com vendas há 40 anos e estamos adorando esse Natal. Desde o começo está muito bom. Nossos clientes encontram de todo aqui, temos balões, carrinhos, eletrônicos e os mais diversos brinquedos. A expectativa é ótima.”

Aproveitando para realizar vendas do famoso acarajé, a Zézé do Acarajé, disse que vende o prato típico baiano desde 2012. A Cidade do Natal para ela é uma oportunidade de sustento à família. “Estou muito feliz de ter um lugar aqui. Eu vendo na feira da Orla Morena e vejo que as pessoas adoram o meu acarajé, por isso cozinho fazendo o melhor que posso. Estou gostando bastante deste ano e as expectativas de venda são as melhores.”

Cidade do Natal

As comemorações do “Natal de CG é Tamanho Família” terão uma série de programações neste mês com diversas apresentações e atrativos. Localizada nos Altos da Afonso Pena, a Cidade do Natal está toda decorada, com Presépio, Árvore Iluminada, incrível Praça de Alimentação e a Casa do Papai Noel.

A Cidade do Natal vai funcionar todos os dias, das 17h30 às 22h. A Parada Natalina será sempre às 21 horas.

A programação do Natal deste ano terá novamente o tradicional passeio do City Tour, com distribuição de senhas. Haverá saída da Praça Ari Coelho e da Cidade do Natal.

 

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

Economia

Mercado financeiro reduz projeção da inflação para 5,30%

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado pelo mercado financeiro para este ano foi reduzido para 5,30%, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central (BC). Na última semana, a estimativa era de 5,33%.

O índice, que é referência oficial da inflação no país, foi reduzido pela primeira vez após 16 semanas, mas o percentual permanece acima da meta que deve ser perseguida pelo BC, de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2027, a projeção da inflação permanece em trajetória de aumento, passando de 4,17% para 4,18% em relação à semana anterior. As estimativas para 2028 e 2029 se mantiveram estáveis em 3,7% e 3,5%, respectivamente.

Selic

A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 foi mantida pelos analistas em 14%, indicando que este ano haverá mais um corte sobre a atual taxa de 14,25% estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, no último dia 17 de junho. A próxima reunião do Copom deve ocorrer nos dias 4 e 5 de agosto.

A previsão da Selic para 2027 foi mantida em 12% ao ano, em relação à última projeção. Não houve alteração na taxa básica de juros esperada para os anos de 2028 e 2029, permanecendo as projeções da última semana em 10,5% e 10% ao ano.

PIB

A estimativa média de Produto Interno Bruto (PIB), que indica o crescimento da economia brasileira, permaneceu em 1,99% para este ano. Na projeção para 2027, o indicador, que resulta da soma dos bens e serviços produzidos no país, cresceu de 1,68%, para 1,69%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro manteve a estimativa do PIB em 2% para os dois anos.

Câmbio

No boletim Focus desta semana, a estimativa para a cotação do dólar, em 2026, foi mantida em R$ 5,20. Para 2027, a projeção permaneceu em R$ 5,58 e para 2028, em R$ 5,35. A previsão  para o câmbio em 2029 ficou estável em R$ 5,40.

Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

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Economia

Brasil confirma nova rodada de negociação com EUA sobre tarifas

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© Rovena Rosa/Agência Brasil

O governo brasileiro confirmou nesta quinta-feira (2) uma nova etapa das negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.

Após reunião de alto nível entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, os dois países decidiram intensificar as tratativas com encontros técnicos já no início da próxima semana.

Segundo nota divulgada pelo Mdic, o diálogo foi considerado “construtivo”, mas ainda será necessário mais tempo para detalhar propostas e reduzir divergências. A expectativa é promover um novo encontro ministerial antes de 15 de julho, prazo estabelecido pelo governo norte-americano para definir eventuais medidas comerciais.

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Diálogo mantido

Esta foi a quarta reunião de alto nível entre Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer. Os encontros anteriores ocorreram em 19 e 28 de maio e 13 de junho, além de sucessivas reuniões técnicas entre as equipes dos dois países.

De acordo com o ministério, as negociações cumprem a orientação definida pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante encontro ocorrido em 7 de maio, com o objetivo de buscar uma solução negociada para o comércio bilateral.

Temas em debate

As conversas abordaram os seis eixos da investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. Entre os temas discutidos estão:

  • comércio digital;
  • tarifas preferenciais;
  • combate à corrupção;
  • proteção à propriedade intelectual;
  • etanol;
  • desmatamento ilegal.

O governo brasileiro também apresentou argumentos para contestar críticas feitas por Washington em relação às políticas nacionais de comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico e decisões judiciais brasileiras.

Corrida contra o prazo

Márcio Elias Rosa afirmou que o governo trabalha para alcançar um consenso antes do prazo final.

“Estamos tentando construir um consenso. O tempo corre contra. O prazo é 15 de julho”, declarou o ministro, em evento no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, fatores externos têm dificultado o avanço das negociações.

“Toda vez que caminhamos positivamente surge um novo atropelo que precisamos superar.”

Críticas à politização

Sem citar nomes, Márcio Elias Rosa criticou brasileiros que, segundo ele, levam disputas políticas para uma negociação comercial. “Essas pessoas poluem o debate político, ou colocam num debate econômico comercial um debate político que não deveria estar”

O ministro também defendeu que o Brasil permaneça na mesa de negociação e reiterou o compromisso do governo com o multilateralismo.

“Se o Brasil sair da mesa técnica, vai cair no equívoco daqueles que patrocinam o unilateralismo.”

Próximos passos

Ao fim do encontro, Brasil e Estados Unidos determinaram que as equipes técnicas voltem a se reunir no início da próxima semana para aprofundar as discussões e preparar um novo encontro de alto nível antes de 15 de julho.

No comunicado, o Mdic informou que ambos os governos reconheceram o caráter construtivo das negociações e a necessidade de ampliar o diálogo para aproximar posições sobre os temas em disputa.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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Economia

Com alívio da guerra, Petrobras reduz preço do querosene de aviação

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© Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) que reduziu o preço de venda do querosene de aviação (QAV) em 14,5%. O preço do combustível vendido às distribuidoras é reajustado sempre no início do mês, e a variação de julho é o segundo recuo seguido.  

A mudança representa diminuição de R$ 0,81 por litro. Nas refinarias da companhia, o novo preço varia de R$ 4,67 a R$ 4,93 por litro.

A estatal explicou que o movimento de baixa no preço foi possível por causa da “atenuação” dos efeitos que o conflito no Oriente Médio impôs ao preço internacional dos derivados do petróleo.

No ano, no entanto, o combustível usado por aviões e helicópteros está 40,5% mais alto que o do final de 2025. Isso representa acréscimo de R$ 1,39 por litro. 

Com a eclosão da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, a cadeia logística da indústria do petróleo sofreu perturbações, o que levou à disparada de preços.

O motivo principal foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, ao sul do Irã. Antes da guerra, 20% da produção internacional de óleo e gás passava pela região. Com menos oferta de petróleo nos mercados, o preço subiu. 

Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o produto e seus derivados, por serem commodities (matéria-prima negociada em grandes quantidades), têm o preço definido no mercado internacional.

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Últimos meses

Em abril, a Petrobras reajustou o QAV em 55%. Em maio houve alta de 18%. Na ocasião, para suavizar o efeito do encarecimento nos caixas das companhias, a estatal permitiu que as distribuidoras parcelassem o reajuste. Em junho a empresa reduziu o QAV em 14,2%.

A atenuação dos efeitos da guerra fez também com que o governo federal iniciasse o processo de retirada de subsídios (espécie de reembolso) às empresas produtoras e importadoras de combustíveis. A medida era uma forma de impedir choque de preços para o consumidor final.

Cadeia de comércio

A Petrobras comercializa para as distribuidoras o QAV produzido nas refinarias da empresa ou importado. Uma vez comprado pelas distribuidoras, as empresas transportam o combustível e vendem para companhias de transporte e outros consumidores finais nos aeroportos ou ainda para revendedores.

A estatal tem participação de cerca de 85% da produção do QAV, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras.

Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

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