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Saúde

Campanha ‘Governo MS Vacina Mais’ imuniza 1,5 mil servidores estaduais contra Influenza

A vacinação é uma das principais medidas preventivas e uma das medidas mais eficazes para evitar casos graves e óbitos por gripe.

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A SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da coordenadoria de Imunização, realizou entre os dias 16 e 24 de maio a campanha ‘Governo MS Vacina Mais’. Durante a ação, que faz parte do Projeto MS Vacina Mais, foram aplicadas 1.508 doses da vacina contra Influenza nos servidores estaduais.

A estratégia teve como objetivo a ampliação do acesso à vacinação contra influenza aos servidores do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, promovendo a proteção dos trabalhadores e redução do absenteísmo, dos atendimentos ambulatoriais e internações durante o período do outono e inverno.

Conforme a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, a estratégia de modo extramuros – quando a vacinação é realizada fora da unidade de saúde – facilita o acesso ao imunizante.

“Trouxemos uma facilidade na oferta do imunizante para os trabalhadores que atuam nas instituições do Governo do Estado, no Parque dos Poderes. Nós sabemos que as doenças respiratórias estão em alta, em especial as SRAGs (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e a Influenza que é uma doença imunoprevenível. Então, essa estratégia veio para facilitar o acesso dessa população, que é o servidor estadual, para que ele se mantenha protegido dessas doenças”, afirma.

Até o momento, Mato Grosso do Sul apresenta uma cobertura vacinal para os grupos prioritários de 31,59%. Campo Grande já aplicou 142.308 doses da vacina, alcançando uma cobertura para os grupos prioritários de 31,01% de uma população alvo de 367.493 pessoas (Dados contidos na RNDS – Rede Nacional de Dados em Saúde até o dia 23/05/2024).

A assessora pedagógica da SED (Secretaria de Estado de Educação), Mayara Rocha, elogiou a iniciativa de levar até os servidores a campanha de vacinação. “Foi muito bom trazer a vacina até nós porque temos uma rotina corrida e às vezes não dá tempo por conta de várias atividades e acabamos deixando para depois. E quando vem até o nosso ambiente de trabalho, deixa muito mais prático, muito mais rápido, todo mundo se mobilizou, teve bastante gente que veio para ‘tomar’ a vacina. Então, foi ótimo, foi maravilhoso”.

O engenheiro civil da SED, Jeferson Rodrigues, também aprovou a ação. “O que eu achei mais interessante foi a facilidade de acesso, porque às vezes temos que nos deslocar até o posto, facilita a logística ainda mais no meu caso que viajo muito a trabalho, além da preocupação com os servidores, nos sentimos privilegiados”, enalteceu.

A vacinação é uma das principais medidas preventivas e uma das medidas mais eficazes para evitar casos graves e óbitos por gripe.

“A estratégia é exitosa porque temos o entendimento de que a vacinação dos grupos que não são prioritários colabora também com os serviços de saúde, para que não fiquem sobrecarregados. Estamos em um período de circulação viral e para pessoas que trabalham o dia inteiro, uma ação extramuros facilita, pois ela não precisa se deslocar até a unidade de saúde, é uma estratégia de ampliação de acesso. As pessoas querem se vacinar e uma ação dessa oportuniza essa vacinação”, afirma o gerente de Imunização da SES, Frederico Jorge Pontes de Moraes.

Tradicionalmente realizada em todo o País entre os meses de abril e maio, a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza começou em março neste ano, em razão do aumento da circulação de vírus respiratórios no território nacional. A vacina utilizada é trivalente, ou seja, apresenta três tipos de cepas de vírus em combinação – A (H1N1); A (H3N2) e B (linhagem B/Victoria) – protegendo contra os principais vírus em circulação.

A campanha ‘Governo MS Vacina Mais’ percorreu 13 órgãos estaduais:

  • SEAD (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos);
  • CGE (Controladoria Geral do Estado);
  • SAD (Secretaria de Administração e Desburocratização);
  • Governadoria;
  • Sanesul – Unidades I e II;
  • Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública);
  • Detran;
  • Procon;
  • Semadesc/Agraer (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação/Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural);
  • Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul);
  • PGE (Procuradoria-Geral do Estado);
  • SES (Secretaria de Estado de Saúde); e
  • SED (Secretaria de Estado de Educação).

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

Saúde

COE cria Plano de Ação Incidente para enfrentamento da epidemia de Chikungunya

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Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya foi apresentado aos integrantes do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública- Divulgação/ Assecom

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, apresentou nesta quarta-feira (15) o Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya, um documento de 36 páginas com um conjunto de medidas fundamentais para vencer o avanço da doença. “Plano de Ação considera o cenário epidemiológico caracterizado pela evidência de transmissão sustentada e expansão do agravamento da doença com com impacto significativo na rede de atenção à saúde, incluindo aumento da demanda por atendimentos, internações e potencial sobrecarga dos serviços”, explica Márcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE.

O plano leva em consideração o fato de o município de Dourados abrigar a Reserva Indígena, o que impõe especificidades operacionais à resposta e demanda articulação permanente entre a gestão municipal e o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS), que compartilham a condução das ações no âmbito do COE. “Essa integração é fundamental para assegurar a efetividade das medidas adotadas, respeitando as particularidades socioculturais e garantindo equidade no acesso às ações de saúde.

O Plano de Ação de Incidente de Dourados traz uma abordagem estratégica, estruturado em eixos que organizam e orientam de forma integrada o planejamento, a operação, o monitoramento e a avaliação das ações, com foco no fortalecimento da resposta à chikungunya no território indígena e na zona urbana. A estratégia central fundamenta-se na ampliação do acesso, na qualificação da assistência e na redução da morbimortalidade, tendo a Atenção Primária à Saúde como eixo ordenador do cuidado, articulada de forma resolutiva com os demais níveis de atenção.

Os eixos estratégicos direcionam intervenções prioritárias voltadas à organização da rede assistencial, ao fortalecimento da capacidade diagnóstica e à padronização dos fluxos, assegurando estratificação de risco, manejo clínico oportuno e encaminhamento ágil dos casos. De forma complementar, incorporam a integração entre os pontos da Rede de Atenção à Saúde, o desenvolvimento contínuo das equipes e a gestão qualificada da informação como pilares para a tomada de decisão.

O plano estabelece uma lógica operacional dinâmica, baseada no acompanhamento sistemático do cenário epidemiológico e na capacidade de adaptação das ações, consolidando-se como instrumento estratégico para uma resposta coordenada, eficiente e orientada por evidências. A implantação do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública para enfrentamento da Chikungunya (COE-Chikungunya) constitui medida estratégica prevista neste Plano de Ação de Incidente, integrando a resposta à emergência em saúde pública decorrente da transmissão do vírus chikungunya.

ESTRATÉGIAS DO PLANO

O Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya tem como estratégia assegurar a coordenação e execução eficiente das ações de resposta, por meio do planejamento estratégico, gestão de recursos, monitoramento contínuo e uso qualificado da informação.

Os desafios do plano são: coordenar a governança e articulação institucional; planejar e executar ações prioritárias; monitorar indicadores e analisar cenários; integrar ações intersetoriais; coordenar recursos financeiros, contratos e equipes; garantir transparência e suporte logístico-operacional.

O objetivo central do plano é coordenar a resposta à situação epidemiológica de Chikungunya, atuando na mitigação/redução da incidência e dos impactos à saúde pública, de forma integrada e articulada nos componentes da assistência e vigilância. O plano busca ainda fortalecer a organização da rede de atenção à saúde, de forma integrada à vigilância em saúde, para ampliação da capacidade de resposta técnica, operacional e logística no âmbito da gestão municipal, para assegurar o cuidado integral, oportuno e resolutivo às pessoas com suspeita ou confirmação de Chikungunya.

Outros desafios são detectar oportunamente alterações no padrão de transmissão da doença, subsidiando a tomada de decisão e a implementação de medidas de controle; reduzir a ocorrência de casos graves e óbitos por chikungunya, por meio da implementação de estratégias direcionadas na rede de atenção à saúde, com ênfase no diagnóstico precoce e manejo oportuno dos casos; promover assistência adequada às pessoas acometidas, assegurando acesso oportuno ao diagnóstico, tratamento e ao manejo clínico qualificado.

Em outra frente, o Plano de Ação de Incidente vai analisar o perfil epidemiológico e os determinantes dos casos e óbitos, com vistas à reorientação das ações de assistência e à prevenção de novos óbitos; apoiar na realização de ações de educação em saúde para eliminação de criadores do Aedes aegypti , e controle vetorial, em ação conjunta com Sesai no território indígena, Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Estado e município; realizar ações de controle vetorial e ações intersetorais para reduzir a disponibilidade de criadouros e a infestação no município, incluindo ações de controle focal.

Por fim, o plano terá ainda a missão de ampliar em ação conjunta com o Estado através da Central de Regulação Estadual, a oferta de serviços de saúde (leitos, Serviço de Apoio Diagnóstico Terapêutico – SADT, Recursos Humanos – RH) especialmente 20 no pólo indígena, e nas demais regiões do município de Dourados com grande circulação vetorial e aumento no número de atendimentos garantindo assistência imediata às pessoas afetadas.

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Saúde

Postos de Saúde de Naviraí Recebem Novos Equipamentos e Climatização

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Prefeitura de Naviraí, por meio da Gerência Municipal de Saúde e em parceria com o Governo do Estado, iniciou nessa segunda-feira (13-04) a entrega de equipamentos para a rede de atenção básica (postos de saúde) do município. Ao todo, foram investidos R$ 169.739,68 em aparelhos que já estão sendo instalados nas Estratégias de Saúde da Família (ESFs), visando garantir mais conforto para os pacientes e melhores condições de trabalho para os servidores.

 

A entrega foi acompanhada pelo prefeito Rodrigo Sacuno e pela coordenadora de Imunizações, Cristina Gradella. Com os novos aparelhos, as unidades modernizam o atendimento diário garantindo dede a organização de prontuários até a segurança na conservação de medicamentos e vacinas. Com destaque para o refrigerador é considerado um item essencial para o armazenamento seguro de produtos biológicos sensíveis, fundamentais para as campanhas de vacinação e rotina de cuidados da rede municipal.

 

O investimento inclui a climatização dos ambientes com novos aparelhos de ar-condicionado. Para agilizar o atendimento administrativo, os kits incluem computadores e nobreaks, que asseguram que o sistema não sofra interrupções mesmo em situações de queda ou oscilação de energia elétrica.

A atual gestão destinou os aparelhos para as seguintes unidades: ESF Dr. Carlos Vidoto, ESF Ipê, ESF Maria de Lourdes dos Santos, ESF Paraíso I e II, ESF Pe. Antonio Koreman, ESF São Pedro e ESF Vila Nova.

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Saúde

Chikungunya avança em Dourados com quase 4 mil notificações e alta taxa de contágio

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Agentes de endemia concentram os trabalhos nas regiões com maior incidência de infestação de focos do Aedes aegypti. Foto: A. Frota

A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou nesta terça-feira (07) o mais recente relatório epidemiológico sobre a chikungunya, apontando um cenário de avanço da doença no município. Até a Semana Epidemiológica 10, foram registradas 3.971 notificações, sendo 2.859 casos prováveis, 1.442 confirmados, 1.973 em investigação e 556 descartados. A taxa de positividade chegou a 72%, índice considerado extremamente elevado e indicativo de intensa circulação viral.

A análise temporal mostra que a epidemia ainda está em curso. Embora haja indícios de queda nas semanas mais recentes, os dados podem sofrer influência de atraso nas notificações. Outro fator de preocupação é a pressão sobre os serviços de saúde, pois a UPA – Unidade de Pronto Atendimento, registra média de 451 atendimentos diários, com aumento significativo desde o dia 23 de março. Atualmente, 40 pacientes estão internados em hospitais do município com suspeita ou confirmação da doença.

A distribuição dos casos por unidades de saúde evidencia maior concentração em algumas regiões. Destaque para a Unidade Básica de Saúde da Aldeia Bororó I, com 582 notificações, seguido pelo posto do Jóquei Clube, com 256 casos, e pela unidade Seleta, com 189 registros. Também apresentam números expressivos as unidades do Parque das Nações II (72), Maracanã (66) e Parque do Lago II (75), indicando maior incidência em bairros populosos e áreas específicas do município.

O relatório também confirma 5 óbitos por chikungunya, todos da Reserva Indígena, além de 3 mortes em investigação, sendo dois indígenas. A população indígena segue como a mais impactada, concentrando 1.697 casos prováveis e 1.153 confirmados, além de 2.088 notificações e 237 atendimentos hospitalares. Segundo a Secretaria de Saúde, apesar da predominância inicial nas aldeias, a doença já avança para toda a área urbana.

Diante do cenário, o município reforça que a situação é de emergência em saúde pública, com sobrecarga nos atendimentos da atenção básica e hospitalar. A Prefeitura intensifica ações de vigilância, combate ao mosquito transmissor e atendimento à população, além de alertar para a importância da eliminação de criadouros e busca por atendimento ao surgimento dos sintomas.

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