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Economia

Volume dos Serviços recua 0,6% em outubro

O setor de serviços está 10,2% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 3,2% abaixo de dezembro de 2022 (auge da série histórica).

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Em outubro de 2023, o volume de serviços no Brasil recuou 0,6% frente a setembro, na série com ajuste sazonal. Foi o terceiro resultado negativo consecutivo do indicador, período em que acumulou perda de 2,3%. O setor de serviços está 10,2% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 3,2% abaixo de dezembro de 2022 (auge da série histórica).

PERÍODO VARIAÇÃO (%)
VOLUME RECEITA NOMINAL
Outubro 23 / Setembro 23* -0,6 -0,1
Outubro 23 / Outubro 22 -0,4 3,9
Acumulado Janeiro-Outubro 3,1 6,9
Acumulado nos Últimos 12 Meses 3,6 7,8
*série com ajuste sazonal  

Na série sem ajuste sazonal, frente a outubro de 2022, o volume de serviços recuou 0,4%. O acumulado do ano mostrou expansão de 3,1% frente a igual período de 2022. O acumulado em doze meses mostrou perda de dinamismo ao passar de 4,4% em setembro para 3,6% em outubro de 2023 e registrou o resultado menos intenso desde julho de 2021 (2,9%).

PESQUISA MENSAL DE SERVIÇOS  –  VOLUME DE SERVIÇOS, SEGUNDO AS ATIVIDADES DE DIVULGAÇÃO  –  OUTUBRO 2023 – VARIAÇÃO (%)
ATIVIDADES DE DIVULGAÇÃO MÊS/MÊS
ANTERIOR (1)
MENSAL (2) ACUMULADO
NO ANO (3)
ÚLTIMOS 12 MESES (4)
AGO SET OUT AGO SET OUT JAN-AGO JAN-SET JAN-OUT ATÉ AGO ATÉ SET ATÉ OUT
Volume de Serviços – Brasil -1,4 -0,3 -0,6 0,6 -1,1 -0,4 4,1 3,5 3,1 5,3 4,4 3,6
1. Serviços prestados às famílias -3,7 2,5 -2,1 -1,0 2,8 0,1 5,0 4,7 4,2 7,1 5,9 5,0
1.1 Serviços de alojamento e alimentação -4,0 0,7 -0,5 -1,4 0,6 0,8 5,2 4,6 4,2 7,0 5,6 4,8
   1.1.1 Alojamento  –  –  – 1,1 6,5 5,5 8,5 8,3 8,0  –  –  –
   1.1.2 Alimentação  –  –  – -0,2 -0,9 -1,6 4,7 4,1 3,4  –  –  –
1.2 Outros serviços prestados às famílias -1,7 19,8 -18,1 0,9 15,4 -4,3 4,1 5,4 4,4 8,0 7,7 5,9
2. Serviços de informação e comunicação -0,9 -0,6 0,3 2,4 -0,6 -0,5 4,9 4,2 3,7 4,6 4,1 3,3
2.1 Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC) -1,1 -1,0 1,2 1,8 -1,2 -0,6 5,2 4,4 3,9 5,0 4,3 3,4
2.1.1 Telecomunicações -0,7 0,3 1,7 2,1 0,0 5,1 2,6 2,3 2,6 -0,2 0,2 1,0
2.1.2 Serviços de tecnologia da informação -1,7 -0,7 1,4 1,5 -2,5 -5,9 7,9 6,7 5,2 10,7 8,8 6,0
2.2 Serviços audiovisuais 4,9 -0,6 -3,8 7,5 5,4 1,3 2,9 3,2 3,0 2,0 2,5 3,0
3. Serviços profissionais, administrativos e complementares 0,8 -1,1 1,0 4,2 0,8 3,9 4,5 4,0 4,0 5,5 4,9 4,6
3.1 Serviços técnico-profissionais 2,0 -3,3 2,8 6,5 -3,2 6,2 6,0 4,8 5,0 6,8 5,7 5,5
3.2 Serviços administrativos e complementares -0,5 0,4 -0,5 2,8 2,5 2,3 4,1 3,9 3,8 5,2 4,8 4,4
   3.2.1 Aluguéis não imobiliários 1,9 1,7 3,4 17,9 16,8 20,3 20,9 20,4 20,4 24,1 22,9 22,0
   3.2.2 Serviços de apoio às atividades empresariais -1,0 -0,1 -1,8 -1,3 -1,6 -2,9 -0,4 -0,5 -0,8 0,3 0,1 -0,4
4. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio -2,1 -0,2 -2,0 -1,2 -2,1 -1,2 4,1 3,4 2,9 6,6 5,2 4,1
4.1 Transporte terrestre -1,1 -0,2 -1,8 3,2 2,2 2,8 8,6 7,8 7,3 11,5 9,9 8,6
   4.1.1 Rodoviário de cargas  –  –  – 10,9 4,9 7,0 12,5 11,6 11,1  –  –  –
   4.1.2 Rodoviário de passageiros  –  –  – -8,9 -10,7 -7,2 2,2 0,7 -0,1  –  –  –
   4.1.3 Outros segmentos do transporte terrestre  –  –  – 0,8 9,6 1,4 2,5 3,3 3,1  –  –  –
4.2 Transporte aquaviário -1,4 3,3 -4,6 -2,0 4,9 -1,2 8,0 7,7 6,7 8,8 8,2 7,3
4.3 Transporte aéreo -0,5 -2,4 0,8 8,5 2,0 12,9 1,5 1,5 2,5 3,9 2,4 2,7
4.4 Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio -5,0 2,3 -1,2 -13,3 -13,7 -12,4 -4,5 -5,6 -6,3 -1,7 -3,2 -4,6
5. Outros serviços -1,6 -0,4 0,0 -6,1 -4,7 -4,2 -0,3 -0,8 -1,2 1,1 0,9 0,0
    5.1 Esgoto, gestão de resíduos, recuperação de materiais e descontaminação  –  –  – 1,0 0,4 1,4 3,3 3,0 2,8  –  –  –
    5.2 Atividades auxiliares dos serviços financeiros  –  –  – -2,9 -5,2 -3,7 -4,6 -4,7 -4,6  –  –  –
    5.3 Atividades imobiliárias  –  –  – 14,1 5,7 14,1 14,5 13,5 13,5  –  –  –
    5.4 Outros serviços não especificados anteriormente  –  –  – 4,3 4,1 -2,7 8,1 7,7 6,6  –  –  –
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas. (1) Base: mês imediatamente anterior – com ajuste sazonal; (2) Base: igual mês do ano anterior;  (3) Base: igual período do ano anterior; (4) Base: 12 meses anteriores.

A retração do volume de serviços (-0,6%), de setembro para outubro de 2023, foi acompanhada por duas das cinco atividades investigadas: transportes (-2,0%) e serviços prestados às famílias (-2,1%), com o primeiro setor acumulando uma perda de 4,3% entre agosto e outubro; e o último eliminando quase todo o ganho de setembro (2,5%).

Em sentido oposto, os serviços profissionais, administrativos e complementares (1,0%) e os de informação e comunicação (0,3%) assinalaram as únicas expansões do mês, com a primeira atividade recuperando quase toda retração observada em setembro (-1,1%); e a última apontando um ligeiro acréscimo depois de três resultados negativos seguidos, quando teve perda acumulada de 1,6%. Por fim, os outros serviços (0,0%) registraram estabilidade neste mês, após recuarem 2,0% no período agosto-setembro.

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral foi de -0,8% no trimestre encerrado em outubro frente ao nível do mês anterior. Entre os setores, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, houve disseminação de taxas negativas, já que quatro das cinco atividades recuaram frente ao nível do trimestre terminado em setembro: transportes (-1,4%); serviços prestados às famílias (-1,1%); outros serviços (-0,7%); e informação e comunicação (-0,4%), ao passo que os profissionais, administrativos e complementares (0,3%) apontaram o único resultado positivo.

Frente a outubro de 2022, o volume do setor de serviços, ao recuar 0,4% em outubro de 2023, registra o segundo revés seguido. A queda deste mês foi acompanhada por três das cinco atividades de divulgação e contou ainda com crescimento em 56,0% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, outros serviços (-4,2%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,2%) exerceram os principais impactos negativos, pressionados, principalmente, pela queda da receita em atividades auxiliares dos serviços financeiros; corretores e agentes de seguros, de previdência complementar e de saúde; administração de fundos por contrato ou comissão; e administração de bolsas e mercados de balcão organizados, no primeiro ramo; e gestão de portos e terminais; rodoviário coletivo de passageiros; atividades de agenciamento marítimo; e operação de aeroportos, no último.

O outro recuo veio de informação e comunicação (-0,5%), explicado, em grande parte, pela menor receita vinda de suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação; portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet; operadoras de TV por assinatura por satélite; e TV aberta.

Em sentido oposto, os serviços profissionais, administrativos e complementares (3,9%) e os prestados às famílias (0,1%) exerceram as únicas contribuições positivas sobre o volume total de serviços, impulsionados pelo aumento de receita das empresas que atuam com locação de automóveis; consultoria em gestão empresarial; serviços de engenharia; agências de viagens; administração de cartões de desconto e de programas de fidelidade; e locação de meios de transporte (exceto automóveis), no primeiro setor; e com serviços de bufê e hotéis, no último.

O índice acumulado no ano do setor de serviços, frente a igual período de 2022, foi de 3,1%, com quatro das cinco atividades de divulgação apontando taxas positivas e crescimento 57,8% dos 166 tipos de serviços investigados. A contribuição positiva mais importante ficou com o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,9%), impulsionado pelo aumento das receitas das empresas de transporte rodoviário de cargas; aéreo de passageiros; navegação de apoio marítimo e portuário; transporte por navegação interior de carga; rodoviário coletivo de passageiros; dutoviário; e armazenamento.

Os demais avanços vieram de informação e comunicação (3,7%); de serviços profissionais, administrativos e complementares (4,0%) e de serviços prestados às famílias (4,2%), explicados, principalmente, pelo aumento na receita das empresas de telecomunicações; desenvolvimento e licenciamento de softwares; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; consultoria em tecnologia da informação; e desenvolvimento de programas de computador sob encomenda, no primeiro ramo; de locação de automóveis; serviços de engenharia; cobranças e informações cadastrais; agências de viagens; e atividades de intermediação de negócios em geral, no segundo; e de hotéis; serviços de bufê; restaurantes; e atividades de condicionamento físico, no último.

A única influência negativa no acumulado no ano veio de outros serviços (-1,2%), devido à menor receita vinda de serviços financeiros auxiliares; corretoras de títulos e valores mobiliários; e administração de bolsas e mercados de balcão.

Serviços recuam em 12 das 27 unidades da Federação em outubro

Houve retrações em 12 das 27 unidades da Federação em outubro de 2023, frente a setembro. Entre os locais que apontaram taxas negativas nesse mês, o impacto mais importante veio do Rio de Janeiro (-2,9%), seguido por Mato Grosso (-7,0%) e Paraná (-2,1%). Em contrapartida, São Paulo (0,4%), seguido por Minas Gerais (1,2%), Rio Grande do Sul (1,9%) e Distrito Federal (2,5%) exerceram as principais contribuições positivas do mês.

Frente a outubro de 2022, houve retrações no volume de serviços em apenas 5 das 27 unidades da federação. A influência negativa mais importante ficou com São Paulo (-6,1%). Já os principais avanços foram de Minas Gerais (7,3%) e Paraná (9,6%), seguidos por Rio de Janeiro (2,4%), Rio Grande do Sul (5,5%) e Bahia (5,9%).

No acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (3,1%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 25 das 27 unidades da federação também mostraram expansão na receita real de serviços. Os principais impactos positivos foram em Minas Gerais (8,3%), Paraná (11,7%) e Rio de Janeiro (4,9%), seguidos por Mato Grosso (16,9%), Santa Catarina (8,7%) e Rio Grande do Sul (5,9%). As únicas influências negativas vieram de São Paulo (-1,3%) e Amapá (-3,6%).

Atividades turísticas recuam 1,1% em outubro

Em outubro de 2023, o índice de atividades turísticas apontou retração de 1,1% frente ao mês imediatamente anterior, após ter mostrado expansão de 1,5% em setembro. Com isso, o segmento de turismo se encontra 5,0% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 2,4% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014.

Regionalmente, sete dos 12 locais pesquisados acompanharam este movimento de retração verificado na atividade turística nacional (-1,1%). A influência negativa mais relevante ficou com Rio de Janeiro (-9,0%), seguido por Santa Catarina (-5,1%) e Bahia (-2,6%). Em sentido oposto, São Paulo (1,9%), seguido por Pernambuco (4,2%) e Distrito Federal (3,5%) assinalaram os principais avanços em termos regionais.

Na comparação outubro de 2023 / outubro de 2022, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil apresentou expansão de 6,5%, trigésima primeira taxa positiva seguida, sendo impulsionado, principalmente, pelo aumento na receita de empresas que atuam nos ramos de locação de automóveis; transporte aéreo; serviços de bufê; agências de viagens; transporte rodoviário coletivo de passageiros; e hotéis.

Nove das doze unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (6,8%), seguido por Rio de Janeiro (11,6%) e Minas Gerais (14,1%). Em contrapartida, Ceará (-11,3%), Espírito Santo (-6,1%) e Goiás (-0,7%) exerceram os principais impactos negativos do mês.

No acumulado no ano, o agregado especial de atividades turísticas subiu 7,9% frente a igual período do ano passado, impulsionado, sobretudo, pelos aumentos de receita obtidos por empresas dos ramos de locação de automóveis; transporte aéreo; hotéis; serviços de bufê; agências de viagens; rodoviário coletivo de passageiros; e restaurantes.

Regionalmente, onze dos doze locais investigados também registraram taxas positivas, onde sobressaíram os ganhos vindos de São Paulo (6,9%), seguido por Rio de Janeiro (11,7%), Minas Gerais (17,1%), Bahia (13,7%) e Paraná (12,7%). Em sentido oposto, Ceará (-0,3%) apontou o único resultado negativo.

Transporte de passageiros avança e o de cargas apresenta retração em outubro

Em outubro de 2023, o volume de transporte de passageiros no Brasil registrou expansão de 0,7% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, recuperando, assim, parte da queda de 1,1% verificada em setembro. Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 0,6% abaixo do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 23,5% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).

Por sua vez, o volume do transporte de cargas apontou retração de 2,3% em outubro de 2023, terceiro revés seguido, período em que acumulou uma perda de 4,7%. Dessa forma, o segmento se situa 4,7% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 36,9% acima de fevereiro de 2020.

No confronto com igual mês do ano anterior, sem ajuste sazonal, o transporte de passageiros mostrou expansão de 1,4% em outubro de 2023, após ter recuado 3,9% em setembro; ao passo que o transporte de cargas, no mesmo tipo de confronto, cresceu 4,9%, assinalando, assim, o trigésimo oitavo resultado positivo consecutivo.

No acumulado no ano, o transporte de passageiros mostrou expansão de 1,7% frente a igual período de 2022, enquanto o de cargas avançou 9,0% no mesmo intervalo investigado.

(Com assessoria. Foto: Divulgação)

Economia

Brasileiros têm mais de R$ 5,1 bilhões esquecidos em bancos

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© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Valores divulgados nesta terça-feira (11) pelo Banco Central (BC) mostram que há mais de R$ 5,12 bilhões esquecidos em instituições financeiras brasileiras. Desse total, R$ 3,76 bilhões pertencem a cerca de 22,66 milhões de pessoas físicas, e R$ 1,35 bilhão a 2 milhões de pessoas jurídicas, de acordo com informações do Sistema Valores a Receber (SVR).

Segundo o BC, dos mais de R$ 20,93 bilhões que estavam esquecidos em instituições financeiras como bancos e consórcios, R$ 15,81 bilhões foram sacados.

Dos valores já devolvidos, R$ 11,65 bilhões tiveram como destino 38,73 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 4,15 bilhões foram destinados a 4,7 milhões de pessoas jurídicas.

Saques

Os brasileiros sacaram, em junho, R$ 340 milhões em valores esquecidos por clientes bancários no sistema financeiro. Em maio, foram retirados R$ 427 milhões, valor ligeiramente inferior aos R$ 483 milhões devolvidos em abril.

As quantias dos valores a receber são geralmente mais baixas. Para cerca de 18,5 milhões de beneficiários, os valores esquecidos são de até R$ 10 – o que corresponde a cerca de 70% do total de beneficiários.

Para 4,96 milhões de usuários, os valores devidos encontram-se na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100 (18,73% do total).

Valores acima disso foram esquecidos por cerca de 3 milhões de brasileiros (cerca de 11% do total).

Sistema

O SVR é um serviço do BC por meio do qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa morta tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.

Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para aquelas já fechadas.

Caso haja algum valor, é preciso acessar o sistema e fazer login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro e verificação em duas etapas.

Resgate

O dinheiro pode ser resgatado de três formas:

  1. Solicitar diretamente à instituição responsável;
  2. Requerer pelo próprio Sistema de Valores a Receber;
  3. Pedir resgate automático de valores.

Os valores esquecidos são originados de:

  • contas-correntes ou poupanças encerradas;
  • cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito;
  • recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados;
  • tarifas cobradas indevidamente;
  • parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente;
  • contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas;
  • contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas;
  • outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

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Economia

Banco Central estuda interligar Pix com sistemas de outros países

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© Bruno Peres/Agência Brasil

O Banco Central (BC) do Brasil estuda interligar o Pix com sistemas de pagamentos de outros países e com mecanismos multilaterais globais de pagamentos instantâneos. A autoridade monetária argumenta que a medida tem o potencial de diminuir tarifas e ampliar o acesso a transações internacionais.

“Estão em discussão tanto interligações bilaterais como a participação em hubs multilaterais. Essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos”, diz o BC.

A agenda de novos produtos e funcionalidades do Pix foi divulgada, nesta segunda-feira (10), no Relatório de Gestão do Pix 2023-2025. O BC informou ainda que monitora os modelos de transações internacionais, com o uso do Pix, que vêm sendo implementadas por empresas nacionais e estrangeiras.

Outras inovações previstas pelo Banco Central para o Pix são a possibilidade de realizar transações por aproximação offline, sem internet, e o uso do Pix automático em substituição ao débito em conta.

Edifício do Banco Central no Setor Bancário Norte
Banco Central divulgou agenda de novos produtos e funcionalidades do Pix – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pix crédito

Também vem sendo estudada pelo BC a integração do Pix ao mercado de crédito com objetivo de permitir a utilização dos “fluxos futuros de Pix” como garantias para financiamentos.

“Como resultado esperado, a solução pode contribuir para a melhoria da qualidade das garantias e para a redução do custo do crédito, especialmente para empresas com forte uso do Pix”, diz o documento.

Mensagens de texto via Pix

O Banco Central tem identificado o uso abusivo de mensagens nas transações de Pix para ofensas, ameaças ou intimidações “frequentemente associadas a transferências de valor irrisório”.

Originalmente, as mensagens foram pensadas para registrar informações sobre as transações. Com o uso distorcido por parte dos usuários, o BC criou um grupo de trabalho para discutir alternativas para o campo das mensagens do Pix.

“Com base nas conclusões desse trabalho, o BC avaliará e instituirá, se julgar necessário, as medidas regulamentares adequadas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens”, destaca o documento.

Sistema antifraude

Além disso, a instituição monetária prevê oito medidas para aprimorar a segurança das transações via Pix. A chamada agenda de segurança conta, entre outras mudanças, com a previsão de criação de “critérios objetivos mínimos” para definição de transações suspeitas de fraude.

“Atualmente, esses critérios ficam a cargo das políticas de cada instituição. Isso gera comportamentos heterogêneos e permite que diversas transações que deveriam ter tratamento diferenciado, como transações de elevado valor durante horário não comercial, sejam autorizadas sem uma avaliação mais cuidadosa”, argumentou o BC.

A agenda de segurança prevê ainda o desenvolvimento de um indicador de “probabilidade de fraude no Pix” a ser calculado pelo BC em tempo real para todas as transações.

“Será construído com base em modelo de machine learning [de Inteligência Artificial] e deverá ser disponibilizado às instituições participantes para alimentarem os seus sistemas antifraude”, diz o informe.

Outras mudanças consistem na padronização obrigatória dos “alertas de fraudes” já previstos por algumas instituições financeiras, assim como o aprimoramento do fluxo de informações para bloqueios cautelares de transações suspeitas.

“A criação de um fluxo direto e automatizado entre as instituições permitirá a troca fluida e tempestiva de informações, o que irá facilitar a avaliação sobre a transação, de forma a aumentar a assertividade na detecção de fraudes”, informa o BC.

Também está prevista a “ampliação do rol de medidas cautelares”, como a restrição de cadastro de novas chaves Pix, para instituições que coloquem em risco o funcionamento do sistema de pagamentos.

Alvo dos EUA

O Pix entrou na mira do governo dos Estados Unidos (EUA), sendo uma das justificativas para o recente tarifaço de 25% contra parte dos produtos do país. A Casa Branca alega que o mecanismo é uma “prática desleal” do Brasil no mercado financeiro, argumento que é refutado pelo governo brasileiro.

Especialista consultados pela Agência Brasil ponderam que ação do governo Donald Trump contra o Pix ocorre pelo fato de o modelo nacional desafiar o controle financeiro de Washington sobre a infraestrutura de pagamentos eletrônicos do Brasil.

Ao criar estruturas financeiras de pagamentos sem o controle dos EUA, o Brasil reduz a capacidade de a Casa Branca usar sanções financeiras, por exemplo, para pressionar o país a favor de políticas ou posições que sejam de interesse exclusivo dos norte-americanos.

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

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Economia

Falsos anúncios sobre Desenrola Brasil enganam usuários nas redes

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© MCTI/divulgação

Em apenas dois meses e meio, 544 falsos anúncios sobre o programa Desenrola Brasil, do governo federal, foram veiculados em redes sociais, para praticar golpes contra seus usuários. A constatação é de um levantamento do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais (Netlab), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O estudo foi feito com as redes sociais mantidas pela empresa Meta (Instagram, Facebook, WhatsApp, Threads e Messenger) além da Audience Network, através da qual, segundo os pesquisadores, a empresa veicula anúncios em aplicativos de terceiros.

Os pesquisadores analisaram essas plataformas entre 1º de abril e 14 de junho deste ano e revelaram que as fraudes foram feitas por 48 páginas diferentes. A maioria delas (34) usou o nome oficial do programa (Desenrola Brasil) para publicar 278 anúncios e enganar os usuários.

Outras 15 páginas usavam um programa governamental inexistente, que foi chamado de Libera Brasil, para publicar 264 anúncios. Uma das páginas misturava os dois nomes para praticar sua fraude.

O Desenrola Brasil foi um programa criado em 2023 com o objetivo de facilitar a renegociação de dívidas pelos consumidores. Em maio deste ano, o governo lançou uma segunda versão do programa.

Segundo o Netlab, os golpes que usam anúncios falsos sobre o programa começaram logo que a primeira versão foi lançada, em 2023. Em julho daquele ano, de acordo com o grupo de pesquisa, o Ministério da Justiça determinou a retirada dos anúncios do ar e uma medida cautelar foi determinada, o que resultou em uma multa de R$ 9,3 milhões contra a Meta.

Os anúncios continuaram neste ano e, em maio, ganharam força, depois do lançamento da segunda versão do Desenrola Brasil, de acordo com o Netlab.

Os pesquisadores constataram que a maioria dos anúncios (72%) faz uso indevido do nome e da imagem do governo e/ou de marcas privadas como sites de notícias e bancos. Além disso, 19,1% deles promovem links que se passam por canais oficiais do governo e 38,1% apresentam conteúdo gerado por inteligência artificial.

“As pessoas não sabem que tantos anúncios fraudulentos estão circulando nas redes sociais sem nenhum tipo de fiscalização, de filtro ou de sistema de segurança. Então, isso torna cada vez mais perigoso, porque as pessoas veem anúncios legítimos e ilegítimos numa mesma plataforma, misturados. Para o usuário, é muito difícil diferenciar e, claro, isso torna as pessoas cada vez mais vulneráveis”, explica a diretora do Netlab, Marie Santini.

Ao atrair os usuários das redes sociais para seus sites fraudulentos, os golpistas coletam dados sigilosos e pessoais além de direcionar a vítima para conversas de WhatsApp, onde outras etapas do golpe são conduzidas.

O estudo destaca que os anunciantes golpistas usam estratégias de manipulação comuns a esse tipo de anúncios fraudulentos relacionados a políticas públicas, como promessas de soluções financeiras irreais e falsa urgência para induzir cliques.

Marie Santini defende que as plataformas digitais deveriam ter sistemas de controles que verificassem a legitimidade dos anunciantes e analisassem os próprios conteúdos dos anúncios.

“É obrigação daquele que presta o serviço garantir segurança e qualidade para o consumidor. E o que as autoridades públicas deveriam fazer para impedir esse tipo de crime? As autoridades precisam punir as plataformas”, afirma.

Meta

Por meio de nota, a Meta informou que o combate a fraudes e golpes online é uma prioridade.

“Estamos intensificando nossos esforços utilizando tecnologia de inteligência artificial, modelos de linguagem de grande escala (LLMs) e reconhecimento facial para detecção e remoção de conteúdos, aplicando políticas rigorosas e oferecendo ferramentas de segurança e alertas”.

De acordo com a Meta, as denúncias de usuários sobre anúncios de golpes caíram mais de 50% entre meados de 2024 e final de 2025.

“Em 2025, removemos mais de 159 milhões de anúncios fraudulentos por violarem nossas políticas, sendo 92% deles antes de serem denunciados, e também desativamos 10,9 milhões de contas no Facebook e Instagram associadas a centros de aplicação de golpes de criminosos”.

A Meta conclui que não permite atividades fraudulentas ou que violem os Padrões da Comunidade ou de Publicidade. “Usamos uma combinação de tecnologia e revisão humana para identificar e remover conteúdos violadores, o que temos feito em relação ao Desenrola Brasil. A Meta reforça ainda que coopera e responde a requisições das autoridades brasileiras nos termos da legislação aplicável”.

Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

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