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Saúde

UPA terá atendimento 24h neste fim de semana e feriado

A unidade é voltada paras atendimentos de urgência e emergência

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A  Fundação de Serviços de Saúde de Dourados (FUNSAUD) informa que a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) estará funcionando 24 horas neste fim de semana e feriado de 7 de setembro.

A unidade é voltada paras atendimentos de urgência e emergência. Apenas pacientes com suspeita de covid-19 e sintomas graves devem procurar a UPA para atendimento. Pacientes com sintomas leves devem procurar o atendimento ambulatorial no PAM (Pronto Atendimento Médico) na quarta-feira (8).

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

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Saúde

Prefeitura entrega equipamentos de última geração para atender mulheres nas unidades de saúde

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Novos equipamentos estarão disponíveis no Centro de Atendimento à Mulher (CAM) e no Pronto Atendimento Médico (PAM)- Fotos: A. Frota

No mês que celebra a mulher, a Prefeitura de Dourados inicia a entrega de dezenas de equipamentos modernos voltados ao atendimento do público feminino nas unidades de saúde do município. O prefeito Marçal Filho esteve na Secretaria Municipal de Saúde (Sems) na manhã desta segunda-feira (9) para conferir os itens, que somam investimento superior a R$ 1,2 milhão e começam a ser distribuídos a partir de hoje.

O investimento é proveniente de recursos próprios da Prefeitura de Dourados e de emenda da deputada estadual Lia Nogueira. Foram adquiridos cinco aparelhos de ultrassom, 47 mesas ginecológicas fixas, 17 mesas para exames, 48 unidades de ar-condicionado de 18.000 BTUs, 19 unidades de ar-condicionado de 30.000 BTUs e 62 seladoras de pedal.

O prefeito Marçal Filho destacou que solicitou celeridade às equipes para a aquisição dos itens, com o objetivo de ampliar a qualidade do atendimento prestado às mulheres na rede municipal de saúde. “Nosso pedido foi para que essas melhorias chegassem o quanto antes à população e agora podemos fazer essa entrega com alegria justamente em um mês dedicado às mulheres, investindo na saúde delas, no acolhimento e no bem-estar”, afirmou.

Outro ponto ressaltado pelo prefeito é o padrão tecnológico dos equipamentos, especialmente os aparelhos de ultrassom. Ele também reforçou que a busca por excelência tem sido uma marca de sua gestão, citando como exemplo a construção da nova Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim dos Estados. “São equipamentos de última geração, que muitos municípios ainda não possuem e que agora estarão disponíveis para nossa população”, enfatizou. “Temos prezado muito por investir na saúde, vale citar a nova UBS que estamos construindo, por exemplo, que tem estrutura semelhante à de uma clínica particular”, disse o prefeito ao apontar ainda que “durante muito tempo a saúde pública foi vista como inferior, mas a prefeitura está trabalhando para mudar essa realidade”.

Juntamente com secretário de Saúde, Márcio Figueiredo, e coordenadora da Rede Aline, Mariana, prefeito Marçal Filho destaca cuidado com o público feminino nas unidades de saúde de Dourados

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Marcio Grei Figueiredo, os novos equipamentos estarão disponíveis no Centro de Atendimento à Mulher (CAM), no Pronto Atendimento Médico (PAM) e nas Unidades Básicas de Saúde, conforme a demanda de cada local. “Estamos seguindo firmes na determinação do prefeito Marçal Filho de investir em tecnologia para melhorar a qualidade dos serviços que são prestados à população”, enfatizou o secretário.

Mariana Faria Gonçalves, coordenadora da Rede Aline, voltada ao atendimento de mulheres em Dourados, ressaltou que a chegada dos equipamentos representa um avanço importante na estrutura de atendimento e nas condições de trabalho das equipes de saúde. “Vamos substituir mesas ginecológicas que já estavam bastante desgastadas pelo tempo de uso em várias unidades e com essa renovação, conseguiremos oferecer mais conforto e dignidade às pacientes durante os atendimentos” frisou, ao citar ainda que com a aquisição dos modernos ultrassons, será possível Dourados ampliar a oferta de exames como ultrassom morfológico”.

Os itens que foram definidos a partir de critérios técnicos e avaliação especializada representam mais cuidado a mulher na rede e reafirmam o compromisso da prefeitura com a saúde pública.

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Saúde

SUS ganha neste mês teleatendimento para mulheres expostas à violência

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© Rafael Nascimento/MS

Mulheres expostas à violência ou em vulnerabilidade psicossocial que vivem no Recife e no Rio de Janeiro terão acesso a teleatendimento em saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir deste mês. O cronograma do Ministério da Saúde prevê que, em maio, a ação chegará a cidades com mais de 150 mil habitantes e, em junho, ao restante do país.

Em nota, a pasta informou que estão previstos 4,7 milhões de teleatendimentos psicológicos ao ano, por meio de parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

Para ter acesso ao serviço, as mulheres poderão ser orientadas e encaminhadas por unidades da atenção primária à saúde, unidades básicas de saúde (UBS) e serviços da rede de proteção.

Também será possível buscar o atendimento diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, por meio de um mini app previsto para começar a funcionar no fim do mês.

Na plataforma, a mulher fará um cadastro para avaliação inicial da situação de violência e, a partir dessas informações, o aplicativo enviará uma mensagem com o dia e o horário do teleatendimento.

A primeira consulta, segundo o ministério, identificará riscos, rede de apoio e demandas, com articulação junto a serviços de referência.

“A gente lançou esta semana o teleatendimento como suporte para pessoas que já estão em situação de compulsão por jogos eletrônicos. E a gente vai construir o mesmo modelo, mas com arranjos diferentes na relação com a atenção primária em saúde e na pactuação com estados e municípios”, detalhou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Ofertar esse teleatendimento com psiquiatra, psicólogo, assistente social e, em algumas situações, com terapeuta ocupacional para mulheres – não só aquelas que já foram vítimas de violência, mas àquelas que estão sinalizando ou que estão em extrema vulnerabilidade”, completou.

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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Saúde

Uma em cada cinco crianças e adolescentes tem sobrepeso ou obesidade

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© Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Dados do Atlas Mundial da Obesidade 2026 revelam – no Dia Mundial da Obesidade, lembrado hoje (4) – que 20,7% das crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos em todo o planeta vivem com sobrepeso ou obesidade – o equivalente a um em cada cinco, totalizando 419 milhões. A previsão da Federação Mundial de Obesidade é que, até 2040, o número salte para 507 milhões de crianças e adolescentes no mundo com sobrepeso ou obesidade.

Em nota, a entidade alerta que a obesidade e o sobrepeso na infância levam a condições semelhantes às observadas em adultos, incluindo quadros como hipertensão e doença cardiovascular. A estimativa é que, até 2040, 57,6 milhões de crianças apresentem sinais precoces de doença cardiovascular e que 43,2 milhões apresentem sinais de hipertensão.

“O atlas mostra como as ações para enfrentar a obesidade infantil permanecem inadequadas em todo o mundo, com muitos países aquém do conjunto de políticas necessárias para prevenção, monitoramento, rastreamento e manejo”, destacou a federação, ao cobrar medidas firmes para reverter as tendências atuais.

Entre as ações a serem implementadas, a entidade destaca impostos sobre bebidas adoçadas com açúcar; restrições ao marketing direcionado a crianças, incluindo plataformas digitais; implementação das recomendações globais de atividade física para crianças; proteção do aleitamento materno; padrões mais saudáveis de alimentação escolar e integração da prevenção e do cuidado aos sistemas de atenção primária.

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Brasil

Os números revelam que, no Brasil, 6,6 milhões de crianças com idade entre 5 e 9 anos estão com sobrepeso ou obesidade. O número sobe para 9,9 milhões quando considerados crianças e adolescentes com idade entre 10 e 19 anos, totalizando 16,5 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos vivendo com sobrepeso ou obesidade no país.

Desse total, quase 1,4 milhão foram diagnosticados, em 2025, com hipertensão atribuída ao Índice de Massa Corporal (IMC), enquanto 572 mil foram diagnosticados com hiperglicemia atribuída ao IMC; 1,8 milhões com triglicerídeos elevados atribuídos ao IMC; e 4 milhões com doença hepática esteatótica metabólica (quando há acúmulo de gordura no fígado).

A previsão é que, até 2040, os números no Brasil passem a ser os seguintes: mais de 1,6 milhão de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos diagnosticados com hipertensão atribuída ao IMC; 635 mil com hiperglicemia atribuída ao IMC; 2,1 milhões com triglicerídeos elevados atribuídos ao IMC; e 4,6 milhões com triglicerídeos elevados atribuídos ao IMC; e doença hepática esteatótica metabólica.

Análise

Para o vice-presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), Bruno Halpern, o atlas mostra “crescimento assustador” nos índices de obesidade e sobrepeso infantil em todo o mundo, sobretudo em países de média e baixa renda.

“A alimentação à base de alimentos pouco ricos nutricionalmente, ultraprocessados e baratos vem crescendo exponencialmente. Isso afeta mais crianças de classes socioeconômicas mais baixas dentro desses países.”

“O Brasil não é exceção. Há dois anos, a gente já sabia que, em dez anos, metade das crianças e adolescentes no Brasil teria sobrepeso ou obesidade. Os dados estão se confirmando. Os índices estão crescendo, são alarmantes”, completou.

Halpern, que também é membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e presidente eleito da Federação Mundial de Obesidade para o biênio 2027-2028, lembra que a obesidade é problema de todos. “Temos 8 bilhões de razões para agir – a população do mundo”.

“Temos que sair da ideia de que a obesidade é um problema individual e entender que, hoje, é também um problema socioeconômico”, disse. “Se metade das crianças vai ter obesidade ou sobrepeso em alguns anos, não é problema dos outros, é problema de todos nós. Se não for o seu filho, vai ser o filho da sua irmã ou alguém muito próximo vivendo com isso”, completou.

“Precisamos ter estratégias de taxação de ultraprocessados e refrigerantes, a gente precisa diminuir a propaganda infantil. A gente precisa trabalhar também a obesidade materna, que é um ponto que o atlas focou bem. Se a gente tratar a obesidade nas mães, pode ser uma forma de prevenir a obesidade dessas crianças no futuro”, concluiu.

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