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Economia

Sondagem Industrial aponta mais empresas com estabilidade na produção em agosto

Empresário industrial está mais confiante, segundo Fiems

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O número de indústrias sul-mato-grossenses que reportaram estabilidade na produção aumentou em agosto, na comparação com o mês anterior, segundo dados da Sondagem Industrial. O levantamento, elaborado pela Coordenação da Unidade de Pesquisa da FIEMS (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), aponta que 60% das empresas apresentaram produção estável na passagem de julho para agosto. O incremento é de 9 pontos percentuais.

De acordo com Ezequiel Resende Martins, economista coordenador do setor, a sondagem de agosto de 2021 revela ainda que os índices de confiança e intenção de investimentos seguem positivos, mas recuaram na comparação com o último mês. “Os empresários industriais de Mato Grosso do Sul projetam estabilidade para o número de funcionários e um crescimento menor na demanda por seus produtos e exportações”.

FIEMS revela que índice de confiança elevado mostra otimismo do empresariado

Em setembro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) alcançou a marca de 60,9 pontos. A redução é de 4,2 pontos em relação ao mês anterior, interrompendo uma sequência de quatro altas consecutivas. Ezequiel explica que, apesar da queda, o cenário entre os empresários ainda é positivo.

“A confiança recuou, sobretudo, em função do menor otimismo do empresário com os próximos seis meses. Ainda assim, o resultado consolidado permanece acima da linha divisória dos 50 pontos, indicando que o empresário industrial de Mato Grosso do Sul segue confiante”.

Condições econômicas das empresas melhoraram para 36,3%, aponta FIEMS

Na projeção para setembro, os entrevistados avaliaram as condições atuais da economia brasileira, da economia estadual e da própria empresa. Segundo o coordenador do estudo, as condições atuais das empresas melhoraram para 36,3% dos industriais. Para 50,9%, não houve alteração no quadro, e outros 10,9% sinalizaram piora nas condições.

Na visão dos empresários, as condições da economia estadual melhoraram para 29,1%; permaneceram as mesmas para 54,5%; e pioraram para 14,5%. Já a situação da economia nacional melhorou para 29,1%; manteve-se estável para 47,3%; e pioraram para 21,8% dos entrevistados.

Os dados indicam que o otimismo para os próximos seis meses se tornou menos intenso e disseminado entre os entrevistados da Sondagem Industrial. No entanto, segundo o economista, esse movimento nos índices pode estar relacionado a uma revisão nas expectativas dos empresários – algo que precisa ser confirmado nos próximos levantamentos.

Segmentos com empresas pesquisadas

Produtos alimentícios, confecção de artigos do vestuário e acessórios, produtos de material plástico, produtos de metal, produtos minerais não metálicos, produtos têxteis, máquinas e equipamentos, extração de minerais não metálicos, bebidas, produtos de madeira, biocombustíveis, químicos, produtos de borracha, metalurgia, máquinas, aparelhos e materiais elétricos, couros e artefatos de couro, móveis e produtos diversos.

Perfil da amostra da Sondagem Industrial da FIEMS

A amostra é composta por 55 empresas (2,9% da amostra nacional). São 25 pequenas, 26 médias e quatro grandes. São consideradas empresas pequenas as que têm entre dez e 49 empregados; média de 50 a 249 empregados; e as que empregam 250 trabalhadores ou mais. (Com assessoria. Foto: Fiems)

Economia

Com nova alta mundial do petróleo, governo mantém desconto na gasolina

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A nova alta dos preços do petróleo desta quinta-feira (9) motivou o Ministério da Fazenda a adiar para a próxima semana a decisão sobre o fim do subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, pretendia anunciar o fim da subvenção esta semana, mas teve que voltar atrás após Estados Unidos e Irã voltarem a se atacar militarmente, nesta quarta-feira (8) – o que provocou a imediata escalada do preço do barril de petróleo.

“Ontem, o preço do barril do petróleo voltou a subir para US$ 80, então, temos que ter cautela para retirar o subsídio”, disse Durigan em entrevista à Rádio Gaúcha.

“Vou analisar a retirada na próxima semana e, dependendo da situação, eu gostaria de retirar o subsídio da gasolina, parcial ou totalmente”, acrescentou o ministro, afirmando que o objetivo da subvenção ao combustível é evitar que a escalada dos preços globais encareça o custo de vida no Brasil, pressionando os preços dos produtos e serviços.

De acordo com Durigan, o cenário de “incerteza” não afeta os planos federais de aumentar as misturas de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel. Aprovada em 2024, a chamada Lei do Combustível do Futuro (14.993) estabelece que a proporção de etanol misturada à gasolina C pode variar entre 27% e 35%, e a de biodiesel no diesel de origem fóssil deve chegar a 20% em 1º de março 2030.

“Não altera nada. Pelo contrário. Fortalece o que o Brasil tem feito”, comentou Durigan, revelando que o governo federal não descarta propor percentuais ainda maiores.

Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

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Economia

Mercado financeiro reduz projeção da inflação para 5,30%

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado pelo mercado financeiro para este ano foi reduzido para 5,30%, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central (BC). Na última semana, a estimativa era de 5,33%.

O índice, que é referência oficial da inflação no país, foi reduzido pela primeira vez após 16 semanas, mas o percentual permanece acima da meta que deve ser perseguida pelo BC, de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2027, a projeção da inflação permanece em trajetória de aumento, passando de 4,17% para 4,18% em relação à semana anterior. As estimativas para 2028 e 2029 se mantiveram estáveis em 3,7% e 3,5%, respectivamente.

Selic

A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 foi mantida pelos analistas em 14%, indicando que este ano haverá mais um corte sobre a atual taxa de 14,25% estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, no último dia 17 de junho. A próxima reunião do Copom deve ocorrer nos dias 4 e 5 de agosto.

A previsão da Selic para 2027 foi mantida em 12% ao ano, em relação à última projeção. Não houve alteração na taxa básica de juros esperada para os anos de 2028 e 2029, permanecendo as projeções da última semana em 10,5% e 10% ao ano.

PIB

A estimativa média de Produto Interno Bruto (PIB), que indica o crescimento da economia brasileira, permaneceu em 1,99% para este ano. Na projeção para 2027, o indicador, que resulta da soma dos bens e serviços produzidos no país, cresceu de 1,68%, para 1,69%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro manteve a estimativa do PIB em 2% para os dois anos.

Câmbio

No boletim Focus desta semana, a estimativa para a cotação do dólar, em 2026, foi mantida em R$ 5,20. Para 2027, a projeção permaneceu em R$ 5,58 e para 2028, em R$ 5,35. A previsão  para o câmbio em 2029 ficou estável em R$ 5,40.

Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

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Economia

Brasil confirma nova rodada de negociação com EUA sobre tarifas

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© Rovena Rosa/Agência Brasil

O governo brasileiro confirmou nesta quinta-feira (2) uma nova etapa das negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.

Após reunião de alto nível entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, os dois países decidiram intensificar as tratativas com encontros técnicos já no início da próxima semana.

Segundo nota divulgada pelo Mdic, o diálogo foi considerado “construtivo”, mas ainda será necessário mais tempo para detalhar propostas e reduzir divergências. A expectativa é promover um novo encontro ministerial antes de 15 de julho, prazo estabelecido pelo governo norte-americano para definir eventuais medidas comerciais.

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Diálogo mantido

Esta foi a quarta reunião de alto nível entre Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer. Os encontros anteriores ocorreram em 19 e 28 de maio e 13 de junho, além de sucessivas reuniões técnicas entre as equipes dos dois países.

De acordo com o ministério, as negociações cumprem a orientação definida pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante encontro ocorrido em 7 de maio, com o objetivo de buscar uma solução negociada para o comércio bilateral.

Temas em debate

As conversas abordaram os seis eixos da investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. Entre os temas discutidos estão:

  • comércio digital;
  • tarifas preferenciais;
  • combate à corrupção;
  • proteção à propriedade intelectual;
  • etanol;
  • desmatamento ilegal.

O governo brasileiro também apresentou argumentos para contestar críticas feitas por Washington em relação às políticas nacionais de comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico e decisões judiciais brasileiras.

Corrida contra o prazo

Márcio Elias Rosa afirmou que o governo trabalha para alcançar um consenso antes do prazo final.

“Estamos tentando construir um consenso. O tempo corre contra. O prazo é 15 de julho”, declarou o ministro, em evento no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, fatores externos têm dificultado o avanço das negociações.

“Toda vez que caminhamos positivamente surge um novo atropelo que precisamos superar.”

Críticas à politização

Sem citar nomes, Márcio Elias Rosa criticou brasileiros que, segundo ele, levam disputas políticas para uma negociação comercial. “Essas pessoas poluem o debate político, ou colocam num debate econômico comercial um debate político que não deveria estar”

O ministro também defendeu que o Brasil permaneça na mesa de negociação e reiterou o compromisso do governo com o multilateralismo.

“Se o Brasil sair da mesa técnica, vai cair no equívoco daqueles que patrocinam o unilateralismo.”

Próximos passos

Ao fim do encontro, Brasil e Estados Unidos determinaram que as equipes técnicas voltem a se reunir no início da próxima semana para aprofundar as discussões e preparar um novo encontro de alto nível antes de 15 de julho.

No comunicado, o Mdic informou que ambos os governos reconheceram o caráter construtivo das negociações e a necessidade de ampliar o diálogo para aproximar posições sobre os temas em disputa.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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