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Política

Senadores lamentam morte da cantora Marília Mendonça

A cantora faleceu nesta sexta-feira, aos 26 anos: dezenas de senadores manifestaram pesar assim que receberam a notícia

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Senadores reagiram com choque e pesar à notícia da morte da cantora Marília Mendonça nesta sexta-feira (5). Ela e dois membros da sua equipe estavam em um avião particular que caiu nas proximidades de Caratinga (MG), onde Marília faria um show. Além deles, o piloto e o co-piloto da aeronave também morreram no acidente.

Pelas redes sociais, vários membros do Senado expressaram tristeza pela perda da cantora de 26 anos, uma das artistas mais populares da música brasileira. Os senadores também transmitiram seus sentimentos aos familiares e amigos das vítimas.

Marília Dias Mendonça nasceu em Cristianópolis (GO), em 1995. Começou a escrever músicas com apenas 12 anos e teve composições gravadas por artistas como Wesley Safadão, Cristiano Araújo e as duplas sertanejas João Neto & Frederico e Jorge & Mateus. Iniciou sua carreira como cantora em 2014, logo se tornando um dos principais nomes da música sertaneja e referência no movimento de mulheres dentro do estilo, o “feminejo”.

Em 2019, Marília conquistou o posto de artista brasileira mais ouvida no YouTube, ficando em 13º lugar no ranking mundial. No mesmo ano, ela foi a artista feminina mais ouvida do Brasil na plataforma de streaming Spotify. Seus quatro álbuns somam cerca de 4 milhões de cópias vendidas. Ela recebeu prêmios como o Troféu Imprensa de Revelação do Ano, em 2017, e o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Sertaneja de 2019, por “Todos os Cantos”.

Marília Mendonça deixa um filho, Léo Mendonça Huff, que vai completar dois anos em dezembro.

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado

Com muita tristeza recebo a notícia do falecimento da cantora Marília Mendonça, morta precocemente, aos 26 anos, vítima de um acidente aéreo em Minas Gerais, nesta sexta-feira (5). Expresso meus profundos sentimentos aos familiares, aos milhares de fãs e aos amigos da artista.

Simone Tebet (MDB-MS)

A música e o Brasil perdem Marília Mendonça. Talentosa, emprestava sua poderosa voz para falar de paixões e corações partidos, e representava o poder da mulher sertaneja. Aos familiares e fãs, o meu profundo pesar. Que Deus conforte o coração das famílias das vítimas desse acidente.

Antonio Anastasia (PSD-MG)

Que tristeza. Lamento profundamente o falecimento tão precoce da artista Marília Mendonça e dos quatro profissionais que a acompanhavam à Caratinga, no interior de nosso estado. O Brasil fica mais triste sem o talento e o sorriso contagiante dessa cantora tão talentosa. Levo a todos os familiares e amigos das vítimas desse trágico acidente aéreo os meus sentimentos e meu abraço solidário.

Eduardo Braga (MDB-AM)

Lamentável a morte trágica e prematura da cantora e compositora Marília Mendonça, em Piedade de Caratinga, em Minas Gerais. Aos familiares, amigos e fãs, os nossos profundos sentimentos. Que Deus acolha a nossa rainha da sofrência!

Paulo Rocha (PT-PA)

Nossos sinceros sentimentos aos familiares, amigos e milhões de fãs da cantora Marília Mendonça. Mais um grande nome da música nacional que nos deixa muito antes da hora.

Fabiano Contarato (Rede-ES)

O Brasil perde uma de suas principais artistas da música sertaneja. Marília Mendonça arrebatou milhões de fãs no país com suas canções sobre as dores e as alegrias do amor. Que Deus console a família dos falecidos nesta tragédia.

Jaques Wagner (PT-BA)

Recebo com tristeza a notícia da morte da cantora Marília Mendonça e dos demais tripulantes do acidente aéreo ocorrido hoje em Minas. O Brasil chora com essa partida tão precoce e inesperada. Minha solidariedade aos fãs, amigos e familiares dessa jovem e talentosa artista.

Rogério Carvalho (PT-SE)

Uma notícia muito triste e dolorosa.  Acabo de saber da morte da cantora Marília Mendonça. Realmente a vida é um sopro. Meus sentimentos a toda a família, amigos e fãs dela. Deus conforte o coração de sua família e de todas as vítimas dessa tragédia.

Wellington Fagundes (PL-MT)

É muito triste e chocante a notícia da morte da cantora Marília Mendonça e de sua equipe. O Brasil está em luto.

Rodrigo Cunha (PSDB-AL)

Completamente estarrecido com a notícia da tragédia ocorrida com a cantora Marília Mendonça e sua equipe. O Brasil perde hoje uma artista de um talento imensurável. Toda minha solidariedade às famílias das vítimas. Desejo força, e que Deus conforte seus corações.

Humberto Costa (PT-PE)

Entre tantas tristezas num ano tão difícil, agora mais uma. O Brasil perde, num acidente aéreo, a talentosa cantora Marília Mendonça. No auge de sua carreira, exalando vida e juventude. Tragédia enorme. Que Deus abençoe a família. Momento muito triste da música brasileira. Nossos sentimentos aos ocupantes do avião e à tripulação. Tragédia. Tristeza sem tamanho.

Jean Paul Prates (PT-RN)

Presto minha solidariedade à família e aos fãs da cantora Marília Mendonça, que nos deixou hoje. A cantora deixa um importante legado por ter sido uma das primeiras mulheres a se destacar no sertanejo, com uma carreira que foi exemplo para muitas outras.

Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

Estarrecido. Não há outra palavra. Triste, chocado, inconsolável. Meu Deus, console a família, os amigos e os fãs. Nosso país chora a partida de Marília Mendonça! Estendo meus sentimentos a todas as famílias das outras vítimas a bordo. Dia cruel!

Fernando Collor (Pros-AL)

Profundamente consternado pela morte precoce da talentosa cantora e compositora Marília Mendonça.  Envio meu sentimento de pesar aos familiares e amigos neste momento de dor.

Carlos Fávaro (PSD-MT)

Estamos todos estarrecidos com a triste notícia. Marília Mendonça fica eternizada na história musical do Brasil. Toda nossa solidariedade aos familiares, aos amigos e aos fãs.

Styvenson Valentim (Podemos-RN)

Com pesar, recebo a notícia da morte de Marília Mendonça. Muito jovem, no auge da carreira, de bem com a vida, um filho pequeno. Tragédia que vitimou outras quatro pessoas. Tristeza! Minha solidariedade aos familiares.

Daniella Ribeiro (PP-PB)

Minha solidariedade às famílias das vítimas do acidente aéreo de hoje, entre elas, a talentosa cantora e compositora Marília Mendonça. Uma tragédia que nos deixa profundamente consternados. Minhas orações para o pequeno Léo e demais familiares. Deus ampare cada um de vocês.

Luiz do Carmo (MDB-GO)

Goiás está em luto com a partida tão precoce da maior ídola da música sertaneja. Marília Mendonça conquistou os goianos e o Brasil inteiro. Peço a Deus que conforte os amigos, os familiares e os admiradores dessa grande artista. Vá em paz, rainha da sofrência.

Plínio Valério (PSDB-AM)

Com essa bela canção homenageio e lamento a perda de uma artista extraordinária [O senador publicou um vídeo da música “A Flor e o Beija-Flor”, interpretada por Marília Mendonça ao lado da dupla Henrique & Juliano]. Uma tragédia sua partida tão cedo. Meus sentimentos às famílias dos mortos.

Leila Barros (Cidadania-DF)

Dia triste para a música brasileira. Marília Mendonça deixa este plano com apenas 26 anos. O talento ficará marcado para sempre nos inúmeros sucessos de sua carreira. Rogo a Deus que conforte o coração dos familiares, amigos e fãs da cantora.

Romário (PL-RJ)

Tristeza imensa com a partida precoce da Marília Mendonça. Que Papai do Céu conforte o coração da sua família, de amigos e fãs, assim como o coração dos familiares dos demais passageiros.

Soraya Thronicke (PSL-MS)

“E a flor conhece o beija-flor / E ele lhe apresenta o amor / E diz que o frio é uma fase ruim / Que ela era a flor mais linda do jardim”. Tão talentosa… Vá com Deus! Que Deus possa confortar os corações da sua família e dos seus milhões de fãs.

Carlos Portinho (PL-RJ)

 Gostaria de me solidarizar com os familiares e amigos da cantora Marília Mendonça e dos demais vitimados na tragédia aérea de hoje (5) em Minas Gerais. Minhas condolências aos familiares, amigos e fãs neste momento tão difícil.

Paulo Paim (PT-RS) Muito triste a morte da talentosa cantora e compositora Marília Mendonça e dos demais tripulantes. Marília agora é uma estrela que brilha no céu.  Meus sentimentos aos familiares, amigos e fãs.
Mecias de Jesus (Republicanos-RR) É uma tristeza profunda a morte precoce da cantora e compositora Marília Mendonça. Ela deixa sua marca na história da música brasileira. Meus profundos sentimentos à família das vítimas envolvidas nessa tragédia. Descansem em paz!
Izalci Lucas (PSDB-DF) Grande tristeza perder um ídolo nacional jovem e no ápice da carreira e da fama! A poesia e as melodias da Marília Mendonça ficarão para sempre em nossas vidas e na cultura popular brasileira. Aos fãs, às famílias da Marília e das pessoas envolvidas no acidente, meus sentimentos!
Vanderlan Cardoso (PSD-GO) Muito triste a notícia da morte da cantora Marília Mendonça, vítima de acidente aéreo. Jovem demais, no auge da carreira. E ainda deixou um filho pequeno. Só Deus para consolar familiares, amigos e fãs! Meus sentimentos!
Renan Calheiros (MDB-AL) Chocado ao saber que a cantora Marília Mendonça está entre as vítimas do acidente com um avião em Minas. A morte de uma artista tão querida e talentosa, jovem e com um futuro promissor pela frente, entristece todos nós. Sua voz vai ecoar para sempre no coração do povo brasileiro.
Kátia Abreu (PP-TO) A música brasileira perde uma das vozes mais marcantes da atualidade. Que Deus conforte o coração dos familiares, amigos e fãs da cantora Marília Mendonça!
Alvaro Dias (Podemos-PR) A cantora Marília Mendonça, de 26 anos, morreu nesta sexta-feira (5/11) após sofrer um acidente aéreo nos arredores da cachoeira da Piedade, em Caratinga (MG). A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Sentimos muito por isso! Deus conforte os familiares, amigos e fãs!
Alessandro Vieira (Cidadania-SE) Que triste perder tão cedo uma artista marcante como Marília Mendonça! Só resta pedir a Deus que conforte sua família, as famílias das outras vítimas e os milhões de fãs espalhados pelo Brasil.
Marcos Rogério (DEM-RO) Uma triste notícia para o mundo sertanejo e o Brasil. Foi confirmada a morte da cantora Marília Mendonça e mais quatro pessoas após uma queda de avião. Uma jovem talentosa, mãe, com um futuro inteiro pela frente. Que Deus conforte o coração dos familiares e amigos!
Acir Gurgacz (PDT-RO) Manifesto minha consternação com a morte prematura, em acidente aéreo, da cantora Marília Mendonça e de outras quatro pessoas que estavam no mesmo avião. Compositora de vários sucessos do sertanejo, Marília Mendonça imprimiu um estilo próprio na música popular, que logo passou a ser chamado de “feminejo”. Meus mais profundos sentimentos de pesar e solidariedade aos familiares, aos amigos e aos fãs. Que Deus console a todos neste momento de tristeza.
Carlos Viana (PSD-MG) Um dia muito triste para todos, principalmente a nós, mineiros. A morte precoce de Marília Mendonça deixa um vazio muito profundo na música brasileira. Tenho absoluta confiança de que o acidente aéreo em Caratinga será apurado com rigor e transparência pela Força Aérea Brasileira.
Angelo Coronel (PSD-BA) Uma perda irreparável para a música brasileira a morte prematura dessa jovem e talentosa cantora, Marília Mendonça. Que Deus possa consolar a todos os familiares, aos amigos e aos fãs neste momento de dor.
Rose de Freitas (MDB-ES) Perdemos uma jovem e grande cantora.  Muita força a toda família e a todos os fãs.

(Fonte: Agência Senado. Foto: Divulgação)

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Política

ECA Digital começa a valer nesta terça; confira principais pontos

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© Rovena Rosa/Agência Brasil

A Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) n° 15.211/2025, começa a valer no Brasil nesta terça-feira (17). A legislação é voltada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, como redes sociais, jogos eletrônicos, serviços de vídeo e lojas virtuais de produtos e serviços voltados a este público ou que podem ser acessados por ele.

Sancionada em setembro do ano passado, a nova legislação não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, mas estabelece diretrizes mais rigorosas sobre os direitos do público infanto-juvenil, para garantir que a proteção prevista no mundo físico ocorra também no digital.

Pesquisadoras de entidades ligadas ao direito da infância, ouvidas pela Agência Brasil, qualificaram a nova lei como “histórica” e de “vanguarda” para o país.

A especialista em proteção digital de crianças e adolescentes, Águeda Barreto, que atua na coordenação da organização não governamental (ONG) ChildFund Brasil, considera que o país saiu na frente ao aprovar uma lei para subsidiar políticas públicas que preveem integração entre setores.

Águeda cita iniciativas para proteger a infância de outros países, como a Austrália que proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos.

“Nós acompanhamos que esse é um movimento global, mas essa lei brasileira aprovada é bem ampla”.

Lei Felca

São Paulo (SP), 13/08/2025 - Youtuber e influenciador digital Felipe Bressanim Pereira (Felca)  participa do Influent Summit 2025. Foto: Paulo Pinto/Agência
Vídeo do influenciador Felca trouxe o tema adultização para o debate e motivou aprovação do ECA Digital- Paulo Pinto/Agência Brasil

aprovação do ECA Digital ocorreu após o influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicar um vídeo, em agosto do ano passado, no qual denunciou perfis em redes sociais que usavam crianças e adolescentes para promover a sexualização de menores de 18 anos.

O vídeo de uma hora de duração alerta para os riscos de expor conteúdos impróprios para o público infanto-juvenil nas redes sociais e como os influenciadores lucravam com isso. Informalmente, o ECA Digital tem sido chamado também de Lei Felca.

A lei 15.211/2025 proíbe a monetização ou impulsionamento de qualquer conteúdo que retrate menores de forma sexualizada ou com linguagem adulta.

Maria Mello é gerente do eixo digital do Instituto Alana – organização da sociedade civil, sem fins lucrativos – e explica que desde a publicação do vídeo de Felca, a discussão sobre adultização gerou consenso e mobilizou autoridades, políticos, especialistas, famílias e organizações da sociedade civil em torno do tema.

“O debate público a esse respeito cresceu e foi bastante importante para a lei, que já estava madura, para que pudesse ser aprovada rapidamente.”

Impactos

Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mostram que, em 2025, 92% das crianças e adolescentes brasileiros com idades de 9 a 17 anos acessavam a internet, o que representa cerca de 24,5 milhões de pessoas. Segundo a pesquisa, 85% desse público têm perfil em, pelo menos, uma das plataformas investigadas.

Em um recorte mais específico, os dados mostram que na faixa etária de 9 e 10 anos, 64% dos usuários têm perfil em rede social. Esse percentual sobe para 79% entre o público de 11 e 12 anos; e para 91% entre usuários de 13 e 14 anos. Quase todos (99%) os usuários de internet com idade de 15 a 17 anos têm perfil em, ao menos, uma plataforma.

A partir desta terça-feira, o ECA Digital passará a dar respaldo a famílias com a do designer instrucional Filipe Adão, pai da Catarina, de 6 anos.

Filipe conta que o perfil da menina em uma rede social funciona sob uma lógica analógica: a do álbum de fotografia e não de uma rede social. A conta existe apenas para registrar memórias e é totalmente administrada pelos pais, Filipe Adão e Karen Lima.

“Ela não utiliza redes sociais. Temos um Instagram para registrar memórias dela. Ela gosta e se diverte porque, por enquanto, é como um álbum de família para ela”, explicou o pai.

Filipe faz parte de uma parcela de responsáveis que, embora ainda não domine os detalhes técnicos da nova legislação, apoia integralmente um controle maior sobre as gigantes de tecnologia.

“Já era hora de existir uma regulação, principalmente para proteger os jovens de influências negativas e crimes cibernéticos.”

A relação da criança com a tecnologia começou aos 2 anos, mas com um propósito específico: encurtar distâncias. Durante a pandemia de covid-19, o tablet foi a ferramenta que permitiu o contato da criança com parentes distantes. Hoje, o equipamento é restrito a jogos de quebra-cabeça off line, música e atividades escolares.

Brasília (DF),  16/03/2026 - ECA Digital entre em vigor nesta terça feira (17) - Karen Lima e Filipe Adão, pais de Catarina, que cuidam das fotos postadas na rede social da menina de 6 anos
Foto: Karen Lima/Arquivo Pessoal
Karen Lima e Filipe Adão administram o perfil da pequena Catarina nas redes sociais – Karen Lima/Arquivo Pessoal

Responsabilidade das famílias

Com o ECA Digital, a segurança na Internet dos usuários com menos de 18 anos deverá ser compartilhada entre as empresas de tecnologia e as famílias, que devem estar mais atentas ao uso da internet.

Para que essa supervisão parental seja reforçada, menores até 16 anos somente poderão acessar redes sociais, caso a conta esteja vinculada à de um responsável legal.

A pesquisadora do Child Fund Brasil, Águeda Barreto explica que o objetivo é monitorar mais de perto as conversas, o tempo de uso, o bloqueio de conteúdos inadequados e autorização para compras, por exemplo.

A advogada Bianca Mollicone, especialista em proteção de dados e regulação de novas tecnologias, enfatiza que a legislação sozinha não substitui o papel da família, de escolas e dos educadores:

“Não dá para terceirizar a educação dos filhos e depois culpar apenas as plataformas. Os pais precisam entender o que os filhos estão usando e não ter medo de proibir quando algo não faz sentido. Se você não está ali como pai e mãe, quem vai impedir?”, questiona Bianca.

Por outro lado, Maria Mello, do Instituto Alana, reconhece que a fiscalização do acesso online de crianças e adolescentes não pode recair exclusivamente sobre as famílias; para Maria, essa é uma conquista da legislação, que reconhece as desigualdades históricas do Brasil.

“Em uma sociedade com 11 milhões de mães solo, únicas cuidadoras, em que falta creche, parque público e segurança para que as crianças também possam sair da tela, ampliar o rol de responsabilidades é fundamental.”

Acompanhamento

Brasília (DF),  16/03/2026 - ECA Digital entre em vigor nesta terça feira (17) - Julianna Passos, psiquiatra, e mãe de Bernardo e Adam.
Foto: Julianna Passos/Arquivo Pessoal
Psiquiatra Julianna Passos e os filhos Bernardo e Adam – Julianna Passos/Arquivo Pessoal

A médica psiquiatra Julianna Passos adota uma postura que mistura o rigor técnico de sua profissão com o cuidado materno. Mãe de Bernardo, de 10 anos, ela compartilha uma experiência de gestão digital que prioriza o “mundo real” e o diálogo franco.

A criança ganhou o primeiro celular aos 9 anos, de presente do avô paterno. O dispositivo, no entanto, está longe de ser um passaporte livre para a internet. O uso é estritamente delimitado: durante a semana, serve apenas para dar “boa noite” ao pai; nos finais de semana, o acesso é liberado exclusivamente para o WhatsApp.

Redes sociais, como Instagram ou TikTok, são proibidas. “Ele nem tem conta ou acesso”, afirma Julianna.

Mesmo no WhatsApp, a vigilância é constante, com fiscalizações semanais.

“Escolhi dar a ele informações para que pudesse compreender a necessidade da limitação. O diálogo proporcionou a ele senso crítico, pondo fim na ansiedade de ter um aparelho sem restrição”, explica a mãe psiquiatra.

Essa educação digital já deu frutos. O próprio Bernardo identificou comportamentos inadequados em grupos de mensagens e decidiu sair, reportando o ocorrido à mãe.

O ECA Digital também determina que as plataformas devem disponibilizar configurações e ferramentas acessíveis e fáceis de usar que apoiem a supervisão parental. 

As plataformas Family Link e Qustodio são as mais conhecidas e permitem monitorar e seguir as atividades online de crianças, além de bloquear sites perigosos e protegê-las do bullying online.

Autodeclaração

Entre as regras estabelecidas pela nova lei está a proibição da simples autodeclaração de idade que, com apenas um clique em “tenho +18 anos” permite acesso irrestrito a redes sociais por usuários de qualquer idade.

Segundo a assessora em políticas públicas do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e especialista em direito digital, Kelli Angelini Neves, mecanismos mais confiáveis devem verificar a real idade do usuário, em vez da autodeclaração.

“O site terá que aferir a idade e terá que indisponibilizar contas e acessos de compras para os menores de 18 anos. O mesmo vale para site de conteúdos adultos que não é permitido para menores de 18 anos. Uma série de medidas devem ser implementadas pelas empresas para que realmente haja essa proteção.”

A especialista explica que o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) devem publicar, ainda neste mês, um decreto regulamentador definindo que mecanismos de aferição serão aceitos.

Vulnerabilidade

Brasília (DF), 28.06.2024. - Pesquisadora Águeda Barreto. Matéria sobre 10 anos da Lei da Palmada. Foto: ONG Child Fund/Divulgação.
Para a pesquisadora Águeda Barreto, o ECA digital é um arcabouço amplo – Foto: ONG Child Fund/Divulgação

No ano passado, o ChildFund publicou a pesquisa Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes na Internet que ouviu 8 mil adolescentes em todo o Brasil. O estudo mostrou que 54% dos adolescentes entrevistados já tinham sofrido algum tipo de violência sexual online.

A especialista da ChildFund Águeda Barreto conta que um dos caminhos para esse tipo de violência é a interação que jogos online permitem, por exemplo, com conversas virtuais: “O agressor liga pra essa criança por vídeo e coloca uma imagem sexual. É um exemplo da dimensão do problema que nós estamos vivendo.”

O ECA Digital também tem, entre seus objetivos, proteger as crianças desses ataques externos. Nesse contexto, a lei agiliza a remoção obrigatória, em prazo de até 24 horas, de conteúdo de exploração sexual, violência física, uso de drogas, bullyingcyberbullying, incentivo ao suicídio ou à automutilação, entre outros.

Essas ocorrências devem ser reportadas imediatamente à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Além disso, a legislação proíbe peças publicitárias consideradas predatórias, injustas ou enganosas, bem como aquelas que podem resultar em danos financeiros a crianças e a adolescentes.

Dados da TIC Kids Online Brasil, mostram que 53% dos usuários de 11 a 17 anos reportaram ter tido contato com vídeos ou conteúdos de influenciadores divulgando jogos de apostas. Na faixa etária de 15 a 17 anos, a exposição a esse tipo de conteúdo é pior, sobe para 63%.

Caixas de recompensa

Outro problema que o ECA Digital aborda são as caixas de recompensa, conhecidas como loot boxes. A legislação busca banir esse mecanismo, muito comum em jogos eletrônicos voltados para o público infanto-juvenil, como o Roblox. 

Essas caixas de recompensa armazenam itens aleatórios comprados com dinheiro real ou moedas virtuais. O usuário, no entanto, gasta sem saber exatamente o que vai ganhar. O resultado, neste caso, dependeria da sorte, e não da habilidade do jogador.

A advogada Bianca Mollicone explica que a lógica do jogo se assemelha à de máquinas caça-níqueis de cassinos, que influenciam no número de tentativas para receber recompensas melhores e resultam em perdas financeiras, ao se aproveitar do fator do vício e da vulnerabilidade infantil.

“Esse movimento cria um vício que acaba fazendo com que se gaste mais e mais. O que representa um ponto de alta monetização por parte das plataformas.”

A nova legislação vai mudar esse modelo de negócio.

Dados

A partir de agora, lojas virtuais de aplicativos (Google Play e Apple Store) e sistemas operacionais devem fornecer um “sinal de idade”, via Interface de Programação de Aplicações (API, sigla em inglês), para que outros aplicativos saibam a faixa etária do usuário e cumpram a lei, sem expor dados desnecessários.

Os produtos de acesso à internet também devem ter as configurações de proteção da privacidade e dados pessoais no nível máximo por padrão automático para contas de menores.

Para a gerente do eixo digital do Instituto Alana, Maria Mello, o principal avanço é estabelecer que todos os serviços de tecnologia de informação possam assumir responsabilidades concretas em relação à segurança e ao bem-estar de crianças e adolescentes.

“O que a lei faz é consagrar o princípio da proteção integral para o ambiente digital. Estabelece uma lógica de que produtos e serviços digitais precisam estar configurados de fábrica para proteger os usuários que tenham menos de 18 anos.”

Responsabilidades

O ECA Digital também prevê que as empresas que oferecem serviços online para crianças e adolescentes devem criar canais de apoio às vítimas e promover programas educativos.

As plataformas com mais de 1 milhão de usuários na faixa etária infanto-juvenil devem elaborar relatórios semestrais sobre o impacto de proteção de dados e submetê-los à ANPD.

Maria Mello avalia que a lei pode funcionar de forma proativa: “As empresas devem prestar contas de como elas estão lidando com as contas de crianças e adolescentes, com conteúdos que possam ferir os seus direitos.”

A especialista lembra que o ECA Digital é taxativo quanto às sanções aplicadas às empresas, em caso de descumprimento. Além das penas previstas no Código Penal, a legislação endurece as penas às empresas infratoras.

As sanções vão desde advertência, multas que podem chegar a 10% do faturamento do grupo econômico, passando por suspensão temporária dos serviços até a perda de autorização para funcionar no país, se houver reincidência de irregularidades.

No caso de empresa estrangeira, a filial ou o escritório no Brasil responde solidariamente.

*Colaborou a repórter da Rádio Nacional Priscilla Mazenotti

Daniella Almeida e Luiz Claudio Ferreira* – repórteres da Agência Brasil

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Política

Pesquisa mostra que 89,2% aprovam Marçal Filho na administração de Dourados

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O prefeito de Dourados, Marçal Filho (PSDB), chega ao fim do primeiro ano de mandato com a forma de administração aprovada por 89,2%. O bom desempenho do chefe do Poder Executivo aparece em pesquisa do Novo Ibrape. O levantamento mostra desaprovação de 10,8%. Esse quesito mede o apoio político ao prefeito….

Na sequência, o instituto quis saber como o entrevistado avalia a gestão municipal de Dourados de forma geral. O resultado foi de 81,9% de aprovação (soma de ótimo, bom e regular positivo) e 18,1% de reprovação (soma de ruim, péssimo e regular negativo)….

Para 78,1% da população, a cidade de Dourados está melhorando. Outros 17,3% avaliam que está igual. Enquanto 3,2% apontam piora. Já 1,4% não soube responder.

A pesquisa quantitativa foi realizada nas seguintes regiões da cidade: Central, Cachoeirinha/Itália, Grande Flórida, Grande Água Boa, Ouro Verde/Canaã, Industrial/Parque 1; Parque 2/Jockey, rural/aldeias.

A maioria dos entrevistados tem ensino médio (41,5%), idade superior a 50 anos (37,2%) e é do sexo feminino (53,9%). A renda familiar mensal da maioria dos participantes do levantamento é de até dois salários mínimos (41,8%)…

 

A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 19 de dezembro, com 500 entrevistas domiciliares. A margem de erro é de 4.4 pontos percentuais. O levantamento tem 95% de intervalo de confiança.

Eleito em 6 de outubro de 2024, o ex-deputado federal Marçal Filho  venceu a corrida eleitoral com a maior diferença de votos para o segundo colocado na história da cidade, emancipada em 1935. O radialista recebeu 60.418 votos (50,05% dos válidos)….

Para 2026, a Prefeitura de Dourados, maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul, prevê receita estimada de R$ 2,1 bilhões. O crescimento é de 10,68% em relação ao orçamento de 2025, que foi de R$ 1,9 bilhão.

Os setores de saúde, educação, obras e serviços urbanos vão receber o maior aporte de investimentos.

Prefeito Marçal Filho (de camiseta verde) durante mutirão em Dourados. (Foto: A. Frota)

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Política

Dourados sedia a 5ª Conferência Regional de Políticas para as Mulheres

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A coordenadora municipal de Políticas Públicas para as Mulheres em Dourados, Ana Caroline Prates diz que a conferência proporcionará ações inclusivas e eficazes – Foto: Arquivo/Assecom

Nesta quinta e na sexta-feira (24 e 25 de julho), Dourados será sede da 5ª Conferência Regional de Políticas para as Mulheres, que neste ano traz o tema “Mais democracia, mais igualdade, mais conquista para todas”. O evento, promovido pela Prefeitura de Dourados, será realizado na Câmara Municipal e reunirá representantes de 11 municípios da região para discutir as condições de vida das mulheres e propor estratégias de fortalecimento das políticas públicas de gênero.

A conferência é desenvolvida pela Coordenação de Direitos Humanos e Cidadania e pela Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, com apoio da Secretaria Municipal de Governo, Secretaria Municipal de Assistência Social, Câmara Municipal de Dourados e do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres.

A programação se estende por dois dias. Na quinta-feira (24), os trabalhos começam às 7h com credenciamento e coffee break, seguidos por uma apresentação cultural da cantora Ana Paula Lopes. Na sequência, haverá a abertura oficial com autoridades e a palestra aula magna “Quebrando silêncio e lendas”, ministrada por Bárbara Nicodemos. Após a aula magna, será realizado um painel de debates, com a leitura e aprovação do regimento interno. No período da tarde, as participantes farão discussões temáticas e elaboração de propostas.

Já na sexta-feira (25), a programação inicia às 7h30 com apresentação cultural de Rosana Daza, seguida pelo momento de aprovação das propostas, eleição das representantes para a etapa estadual da 6ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres e a leitura e aprovação das moções. O encerramento está previsto para as 11h30.

Participam da conferência representantes dos municípios de Dourados, Caarapó, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Itaporã, Jateí, Maracaju, Rio Brilhante e Vicentina. A proposta é construir um panorama regional sobre os desafios enfrentados pelas mulheres e apontar caminhos concretos para avanços sociais e institucionais.

A coordenadora municipal de Políticas Públicas para as Mulheres em Dourados, Ana Caroline Prates, explica que, mais que um evento, a conferência se apresenta como um espaço democrático de escuta, articulação e construção coletiva entre poder público e sociedade civil, com o objetivo de fortalecer a participação das mulheres na formulação de políticas públicas mais inclusivas e eficazes.

Entre os objetivos centrais estão: ampliar a participação feminina considerando diversidade e interseccionalidade; elaborar um diagnóstico participativo sobre as condições de vida e a efetividade das ações públicas; definir prioridades para as políticas de gênero no território regional; aproximar governo e sociedade civil na implementação de políticas públicas; e eleger as delegadas que representarão a região na etapa estadual da 6ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres.

As inscrições continuam abertas e podem ser feitas gratuitamente por meio do link https://forms.gle/S3FSNkWu9h6sTZaY8. Todas as participantes inscritas receberão certificado de participação.

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