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Saúde

Prefeitura acaba com espera de 1 ano e garante direito das pessoas com fibromialgia

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A fibromialgia é uma síndrome clínica caracterizada por dor muscular generalizada e crônica, por isso, hoje tem os mesmos direitos assegurados às pessoas com deficiência em Dourados. Foto: Divulgação

Após mais de um ano desde a sanção da primeira lei sobre fibromialgia, a Prefeitura de Dourados inicia neste mês a emissão das carteirinhas de identificação para pessoas com a patologia. O lançamento oficial acontece no próxima segunda-feira, dia 12 de maio, às 9h, no auditório da Prefeitura, durante as atividades do Dia Municipal de Conscientização e Enfrentamento à Fibromialgia.

A medida representa a efetivação da Lei nº 5.112, de 24 de novembro de 2023, de autoria da vereadora Liandra Brambilla, que garante às pessoas com fibromialgia os mesmos direitos assegurados por lei às pessoas com deficiência. Entre eles, estão o atendimento prioritário em filas, assentos preferenciais em transporte público, vagas reservadas em estacionamentos e acesso facilitado aos serviços de saúde.

Segundo a vereadora, a solicitação para criação e emissão das carteirinhas já havia sido feita desde a gestão anterior, sem avanços. “A emissão dessas carteirinhas é fundamental para que esses indivíduos possam usufruir de direitos básicos que fazem grande diferença na qualidade de vida. Graças à gestão do prefeito Marçal Filho, conseguimos finalmente atender essa demanda tão justa”, declarou Liandra.

A entrega oficial das carteirinhas aos usuários ocorrerá no dia 13 de maio, terça-feira, em solenidade na Câmara Municipal de Dourados, seguida da liberação do sistema online de acesso, garantindo comodidade ao público alvo. Atualmente, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde, 210 pessoas já foram diagnosticadas com fibromialgia na rede pública de Dourados. No entanto, esse número pode ser bem maior, já que muitos pacientes ainda não buscaram atendimento especializado no SUS ou iniciaram na rede particular.

De acordo com Priscila Sayuri Akahoshi Domingues, gerente da rede de cuidados à pessoa com deficiência, o processo de diagnóstico e emissão da carteirinha inicia com o atendimento nas unidades básicas de saúde. “O paciente é encaminhado ao Hospital Universitário, onde temos quatro reumatologistas. Após o diagnóstico e com o laudo em mãos, ele pode solicitar a carteirinha pelo portal do cidadão”, explicou.

O sistema de solicitação está disponível no site da Prefeitura de Dourados (cidadao.dourados.ms.gov.br). Para obter a carteirinha, o paciente precisa apresentar, documento de identidade (RG), CPF, Cartão SUS, comprovante de residência, foto 3×4 e laudo médico com diagnóstico de fibromialgia, emitido nos últimos 3 anos.

A fibromialgia é uma síndrome clínica caracterizada por dor muscular generalizada e crônica, frequentemente acompanhada de cansaço, distúrbios do sono, dificuldades de memória e concentração, rigidez muscular e, em alguns casos, síndrome do intestino irritável. Embora não tenha cura, o tratamento multidisciplinar pode proporcionar mais conforto e qualidade de vida ao paciente.

 

Com assessoria.

Saúde

Estudo mostra que maioria da população brasileira tem excesso de peso

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© Walterson Rosa/MS

Em 18 anos, o excesso de peso da população brasileira aumentou em 20 pontos percentuais. Em 2024, 62,6% dos brasileiros tinham excesso de peso, contra 42,6% em 2006. A obesidade (IMC igual ou maior que 30 kg/m²) dobrou, passando de 11,8% para 25,7% da população.

Os dados são do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde, divulgados nesta quarta-feira (28). O levantamento é realizado em todas as capitais e no Distrito Federal.

O diagnóstico médico de diabetes em adultos apresentou aumento de 5,5%, em 2006, para 12,9% em 2024. A hipertensão em adultos passou de 22,6% para 29,7%.

A atividade física no deslocamento pelas cidades diminuiu de 17% em 2009 para 11,3% em 2024 devido ao maior uso de carros por aplicativos e transporte público. Já a atividade moderada no tempo livre com pelo menos 150 minutos semanais cresceu de 30,3% em 2009 para 42,3% em 2024.

O consumo regular de frutas e hortaliças (5 dias por semana ou mais) manteve-se relativamente estável, variando de 33% (2008) para 31,4% (2024).

O consumo de refrigerantes e sucos artificiais (5 dias por semana ou mais) teve redução de 30,9% (2007) para 16,2% (2024).

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, avaliou que dados positivos como diminuição do consumo de refrigerante e aumento da atividade física não têm sido suficientes para reduzir a incidência de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e obesidade.

“À medida que o Brasil vai envelhecendo cada vez mais, surgem mais pessoas com doenças crônicas. Por isso, precisamos ter mais políticas de cuidado e prevenção”, defendeu.

Insônia

Pela primeira vez, o Vigitel analisou o sono da população brasileira: 20,2% dos adultos nas capitais disseram dormir menos de 6 horas por noite e 31,7% dos adultos têm pelo menos um dos sintomas de insônia, com maior prevalência entre mulheres (36,2%) que homens (26,2%).

Segundo Padilha, esse dado mostra que o sono tem sido insuficiente e interrompido ao longo da noite.

“Isso preocupa porque um sono sem qualidade tem relação direta com ganho de peso, obesidade, com piora das doenças crônicas e com o tema da saúde mental. Chama a atenção esse dado nacional e vamos reforçar com as equipes de atenção primária para perguntar sobre o sono”, disse.

Viva Mais Brasil

Em cerimônia no Super Centro Carioca de Vacinação, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, Padilha lançou a estratégia Viva Mais Brasil, mobilização nacional voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.

De acordo com o ministério, serão investidos R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, com destaque para a retomada da Academia da Saúde, que receberá R$ 40 milhões ainda em 2026.

A nova estratégia articula e fortalece políticas já existentes do Sistema Único de Saúde (SUS), com ações voltadas à alimentação adequada e saudável, à prática de atividade física, ao cuidado integral e ao acesso à informação de qualidade.

A iniciativa busca incentivar e apoiar a população brasileira na adoção de modos de vida saudáveis, com ações nas unidades do SUS e no setor privado, ampliando o alcance das políticas de promoção da saúde.

O Viva Mais Brasil conta com dez compromissos para viver mais e melhor:

  • mais movimento e vida ativa;
  • mais alimentação saudável;
  • menos tabaco e álcool;
  • mais saúde nas escolas;
  • menos doenças crônicas;
  • mais vacinação em todo o Brasil;
  • mais protagonismo e autonomia;
  • mais saúde digital;
  • mais cultura da paz e menos violências; e
  • mais práticas integrativas e complementares.

 

Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

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Saúde

Janeiro Roxo: teste rápido amplia cuidado a contactantes de pacientes com hanseníase

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Tratada como tabu por muitos anos, a hanseníase ainda mantém números elevados no Brasil, que ocupa o segundo lugar em número de casos no mundo. Em Campo Grande, pessoas que mantêm contato com pacientes diagnosticados com a doença têm acesso a um teste rápido, que identifica se houve ou não exposição ao agente causador da infecção.

O exame, que leva menos de 15 minutos para apresentar o resultado, está disponível na rede pública de saúde há três anos e já foi realizado em 93 contactantes de pacientes com hanseníase, todos com resultado negativo até o momento.

“Após a avaliação clínica, onde é identificado se há algum sinal ou sintoma da doença, e observada a inexistência de lesão ou quando não há a possibilidade de diagnóstico clínico, o contactante realiza o teste rápido para identificar se já houve o contato com a bactéria que causa a hanseníase”, explica o responsável técnico pela vigilância epidemiológica da doença na Sesau, Michael Cabanhas.

Segundo o enfermeiro, quando o resultado é positivo, a pessoa passa a realizar acompanhamento por cinco anos, com o objetivo de identificar precocemente o surgimento de lesões características da doença.

Somente no último ano, foram registrados 35 novos casos de hanseníase em Campo Grande. Dos 68 pacientes acompanhados no período, a maioria já apresentava múltiplas lesões pelo corpo no momento do diagnóstico.

A transmissão da hanseníase ocorre por via respiratória, por meio da fala, tosse ou espirro, mas de forma diferente de outras doenças. Para que haja o contágio, é necessário um contato íntimo e prolongado, como morar na mesma casa ou compartilhar o mesmo ambiente de trabalho. A transmissão não se dá apenas pelo toque. O compartilhamento de utensílios e toalhas também pode favorecer a transmissão.

Por isso, pessoas que mantêm esse vínculo mais próximo com pacientes diagnosticados também precisam de acompanhamento contínuo, com atenção especial ao surgimento de possíveis lesões.

Michael reforça que tanto o tratamento dos pacientes quanto o acompanhamento dos contactantes são realizados na própria unidade de saúde. “Quando se tem o conhecimento de um novo caso que não está em tratamento, o contactante deve buscar a unidade de referência da região onde mora, para que seja feita a investigação”, explica.

Dados e tratamento

Tanto a testagem rápida quanto o tratamento da hanseníase são  disponibilizados na rede pública, pelo SUS. Seguir corretamente o esquema terapêutico é fundamental para evitar complicações futuras e reduzir a transmissão da doença — que é interrompida apenas 24 horas após o início do tratamento.

Entre os principais sinais de alerta estão manchas na pele, que podem ser avermelhadas, acastanhadas ou esbranquiçadas, associadas à diminuição da sensibilidade, redução dos pelos e do suor. Também podem ocorrer perda de força muscular em face, mãos e pés, além do surgimento de caroços, que em alguns casos são avermelhados e dolorosos.

Em Campo Grande, parte dos pacientes ainda procura atendimento quando a doença já apresenta sequelas irreversíveis. No último ano, dos 68 pacientes em acompanhamento, 54 apresentavam múltiplas lesões, enquanto 14 tinham apenas uma ou poucas manchas pelo corpo. Do total, 35 eram casos novos.

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Saúde

Confira os bairros por onde o fumacê passa nesta sexta-feira (23)

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O combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor de arboviroses como Dengue, Zika e Chikungunya, será reforçado em cinco bairros de Campo Grande, com o uso do serviço de borrifação ultrabaixo volume (UBV) – conhecido como Fumacê, nesta sexta-feira (23).

As equipes da Gerência de Controle de Endemias Vetoriais (GCEV) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) circularão das 16h às 22h pelas ruas dos seguintes bairros: Piratininga, Aero Rancho, Parati, Pioneiros e Nasser.

Para uma maior eficácia do inseticida, é necessário que o morador abra portas e janelas, assim o veneno consegue atingir os locais onde há maior probabilidade de estarem os mosquitos.

Os serviços podem ser adiados ou até mesmo cancelados em caso de chuvas, ventos ou neblina, uma vez que tais atividades meteorológicas prejudicam a aplicação do veneno.

O inseticida atinge os mosquitos adultos, preferencialmente as fêmeas, que são as transmissoras das doenças. Ainda assim é possível que outras espécies sejam atingidas e, por isso, é necessária uma aplicação criteriosa do veneno.

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