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Ponta Porã: em um ano, Hospital Regional faz 94% de exames CPRE pelo SUS em MS

Unidade vem atendendo pacientes de 38 municípios sul-mato-grossenses, de acordo com agendamento do Complexo Regulador Estadual (CORE)

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O Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, de Ponta Porã, realizou 94% dos exames terapêuticos de CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica) realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso do Sul, entre julho de 2020 a junho deste ano. Em relação a todos os procedimentos (incluindo terapêuticos e diagnósticos), o percentual foi de 43,6% no mesmo período.

Esses números fazem parte de levantamento realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que aponta a realização de 475 procedimentos, no período, pelos hospitais conveniados com o SUS, dos quais, somente o Hospital Regional de Ponta Porã realizou 211 exames CPRE’s. Deste total, 96 foram terapêuticos e 115 diagnósticos.

Segundo a área técnica da Secretaria Estadual de Saúde, responsável pelo acompanhamento da gestão do Hospital “Dr. José de Simone Netto”, gerido pelo Instituto Acqua, a unidade vem executando exames de CPRE em pacientes de 38 municípios sul-mato-grossenses, que são agendados pelo Complexo Regulador Estadual (CORE).

Além de usuários de Ponta Porã, onde está sediado, e de Campo Grande, o Hospital Dr. José de Simone Netto também procedeu exames de moradores de Água Clara, Alcinópolis, Amambai, Anastácio, Anaurilândia, Angélica, Antonio João, Aparecida do Taboado, Aquidauana, Aral Moreira, Bataguassu, Batayporã, Bodoquena, Bonito, Brasilândia, Caarapó, Chapadão do Sul, Coronel Sapucaia, Corumbá, Coxim, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Fátima do Sul, Iguatemi, Itaporã, Ivinhema, Jardim, Laguna Carapã, Maracaju, Miranda, Naviraí, Nioaque, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Paranaíba e Paranhos.

Inicialmente, o contrato para a realização desses exames foi firmado entre a SES e o Hospital Regional de Ponta Porã, em junho do ano passado, por um período de seis meses, tendo em vista a demanda reprimida, já que as demais unidades hospitalares não estavam conseguindo reduzir a fila de espera existente em Mato Grosso do Sul. Posteriormente, houve a necessidade da prorrogação do convênio por mais seis meses e, depois, por mais um ano.

O diretor-técnico da unidade, Antonio Martinussi, explica que o hospital é referência neste procedimento para o Mato Grosso do Sul. “O exame é realizado por um especialista em endoscopia e são feitos de forma eletiva, por meio da regulação, e temos o suporte de emergência 24 horas por dia”, salienta.

“No Hospital Regional de Ponta Porã prestamos um atendimento de alta qualidade e, em alguns casos, socorrendo as deficiências da saúde pública em outros municípios do Estado, como é o caso desses exames de CPRE. A incumbência que nos foi dada pelo governador Reinaldo Azambuja é de atender cada vez melhor todos os sul-mato-grossenses, usuários do Sistema Único de Saúde”, avalia o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende.

Idiran José Catellan Teixeira, 53 anos, reside no município de Dourados e passou pelo procedimento da CPRE e retirada da vesícula no Hospital Dr. José de Simone Netto. Ele deixou uma carta de agradecimento aos profissionais da saúde. “Ressalto a boa estrutura da unidade na realização do procedimento e agradeço a todos que me atenderam com dedicação, competência e empenho dos profissionais em realizar as funções com boa vontade”, disse.

O que é CPRE

A colangiopancreatografia retógrada endoscópica é um procedimento que objetiva detectar e tratar doenças que acometem os ductos de drenagem do fígado e do pâncreas, vias biliares e o canal pancreático principal.

Anualmente, mais de 1 milhão de pacientes no mundo são submetidos a CPRE para diagnosticar e, principalmente, tratar doenças bilio-pancreáticas.

Antonio Martinussi explica a importância da realização do exame. “Por meio da CPRE podemos localizar e, às vezes remover, cálculos biliares presos no duto biliar. Ele também pode detectar câncer, cirrose hepática e infecções. Muitos pacientes que demoram para realizar a cirurgia de vesícula podem acabar obstruindo o duto”, alerta.

Para Demétrius do Lago Pareja, diretor-geral do Hospital Dr. José de Simone Netto, a oferta do exame é esforço conjunto que garante atenção à população regional.

“Esse serviço demonstra que a nossa política de boa gestão tem sido implementada efetivamente. O Instituto Acqua, juntamente com a SES, tem feito todos os esforços para melhorar e ampliar o atendimento à população, não só em termos quantitativos, mas em termos técnicos, trazendo avanço nos atendimentos para que nossos pacientes não precisem se deslocar para outros estados para fazer exames”, conclui Pareja.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

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Grupo RCN investe em Dourados com nova rádio Massa FM

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O ano de 2025 começa com novidades em Dourados para o mercado de radiodifusão e para os ouvintes de rádio na região. A Rádio Massa (FM 90,3 MHz) está finalizando os últimos detalhes para inaugurar a emissora oficialmente no dia 5 de fevereiro próximo.
A Massa FM em Dourados e região é resultado da parceria entre o Grupo RCN e o Grupo Massa, do apresentador Ratinho, do SBT. “Essa parceria coroa um trabalho de muitos anos de planejamento para implantar esta emissora de rádio em frequência modulada, numa das regiões mais estratégicas do Estado. Dourados é muito importante em todos os aspectos e vamos trabalhar muito para oferecer ao público de Dourados e região uma programação moderna e inovadora, além de investir em tecnologia de ponta para oferecer o melhor em qualidade de transmissão sonora para os ouvintes e parceiros”, disse Estêvão Congro, diretor executivo do Grupo RCN de Comunicação.
Com origem no Paraná, a rádio Massa está entre os modelos de comunicação que mais crescem no Brasil, marcando presença em todas as regiões do país. Atualmente, a “franquia” Massa está em quase 80 cidades e, além de Dourados, vai continuar com um forte processo de expansão ao longo do ano. “Entendemos que o modelo da Massa FM é mais versátil e moderno e que atende em cheio o gosto dos ouvintes e os interesses do comércio em geral, que é o nosso público anunciante”, destacou Estêvão.
Grupo RCN
Tradição e trabalho são os adjetivos que definem o Grupo RCN, responsável por implantar a Massa FM em Dourados. O Grupo RCN tem suas raízes no Jornal do Povo, fundado em 1949, em Três Lagoas. A partir do jornal impresso, houve uma grande ampliação na área de atuação e, atualmente, o grupo controla 13 veículos de comunicação em Mato Grosso do Sul, espalhados por cinco cidades, incluindo a capital Campo Grande. O Grupo RCN reúne seis rádios, portal de notícias (rcn67.com.br), TV e mídia indoor, outdoor e Led.
“Com a instalação da rádio em frequência moderada na sintonia 90,3 MHz em Dourados, o Grupo RCN reafirma a missão de continuar investindo em Mato Grosso do Sul. “Vamos contratar pessoas, serviços, comprar produtos e fazer negócios com os parceiros da cidade e da região. Além disso, a operação em Dourados cria novas oportunidades no cenário da comunicação no Estado, unindo plataformas e audiências para criar um impacto significativo e duradouro para os ouvintes e parceiros de negócios”, ressaltou o diretor-geral do Grupo RCN, Rosário Congro Neto.
Rede Massa
A Massa é integrada ao Grupo Massa, que pertence ao apresentador e empresário Carlos Roberto Massa (popularmente conhecido como Ratinho) e está sediada em Curitiba-PR. Fundado há quinze anos, o Grupo Massa é considerado um dos maiores grupos de comunicação e negócios do país, com 5 emissoras de TV afiliadas ao SBT (Sistema Brasileiro de Televisão); mais de 75 emissoras de rádio espalhadas pelo Brasil, que compõem a Rede Massa FM, segunda maior rede de rádios no país. Também atua no portal Massa News; e o Massa Digital, conectando todo o conteúdo dos veículos de comunicação do Grupo Massa aos canais digitais. Agora, a Rede Massa está presente na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul.

Com informações do Grupo RCN

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Placas do Hospital Universitário em Dourados recebem tradução em Guarani

HU é o terceiro maior hospital do Brasil e o maior fora da região Norte em internação de população indígena

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Com grande parte de atendimentos sendo de pacientes indígenas, o HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados) traduziu as placas informativas da unidade para o Guarani.

Em 2022, o HU-UFGD já havia contratado serviço de confecção, entrega e instalação de elementos de sinalização e comunicação visual para atendimento às necessidades do hospital. Entretanto, não havia sido discutida a possibilidade de inclusão de texto em outra língua nas placas de sinalização interna.

De acordo com o hospital, o HU é o terceiro maior hospital do Brasil e o maior fora da região Norte em internação de integrantes da população indígena. Em 2022, foram internados 1.181 pacientes, o que representou um aumento de 19,29% em relação ao ano anterior, com 990 internações.

Até setembro de 2023, foram 736 internações (81,77/mês) e 86 consultas ambulatoriais (10,75/mês) totalizando 822 atendimentos, uma média de 92,53 atendimentos de pacientes/mês dessa população.

Tendo em vista que a alteração se daria unicamente no conteúdo a ser impresso nas placas e não geraria alteração nos tipos e dimensões dos elementos, a empresa licitada concordou com a confecção. Com apoio de alguns professores da FAIND/UFGD e colaboradores do HU, falantes do idioma guarani, as traduções foram realizadas em consonância com o entendimento do povo guarani/kaiowá.

O paciente indígena da etnia kaoiwá, Ademir Riquelme, explica como a tradução foi importante e inclusiva. “A gente se sente representado e a gente acha o lugar”, diz.

A iniciativa também se deu devido à grande concentração dos povos guarani e kaiowá falantes do idioma guarani na região adscrita ao hospital.

“Não podemos esquecer que estamos lidando com questões políticas e culturais muito importantes. Por isso, ter esse olhar de inclusão é muito significativo. Ao incluirmos o idioma que é mais familiar para a população indígena, ela se sente mais bem orientada e mais acolhida, o que também reflete de forma positiva no atendimento e tratamento, e ainda contribui na nossa constante luta contra a violência e discriminação históricas que enfrentam”, afirma o superintendente do Comitê de Saúde Indígena do HU, Hermeto Macario Amin Paschoalick.

 

(Fonte: Midia Max. Fotos: Reprodução)

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Indígenas liberam rodovia de Dourados após bloqueio contra falta de água em aldeias

Sesai se comprometeu a levar reivindicação dos indígenas aos governos Estadual e Federal

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Os indígenas da Aldeia Jaguapiru liberaram a rodovia MS-156 no fim da tarde desta quinta-feira (11), em Dourados. O bloqueio acontecia desde o início da manhã, por conta da falta de água potável na aldeia.

A PMR (Polícia Militar Rodoviária) ficou no local até o fim da manifestação. Conforme apurado pelo Dourados News, centenas de veículo formaram filas quilométricas nos dois sentidos da rodovia. Apenas veículos de emergência, como ambulâncias, eram liberados para passar.

entre Dourados e Itaporã. Segundo o vice cacique Guarani Ivan Cleber, a mobilização teria duração até que uma solução para o problema fosse encontrada.

Solução

Após conversa com lideranças indígenas, representante do Sesai (Saúde Indígena) prometeram levar até o Governo de Mato Grosso do Sul e do Governo Federal a demanda de escavar poços artesianos de grande profundidade para atender os 25 mil indígenas nas aldeia Jaguapiru e Bororó.

Além disso, Itaporã liberando duas cargas diárias de caminhão-pipa para atender a comunidade indígena e uma máquina retroescavadeira para arrumar possíveis canos danificados.

“Os guarani precisam de acesso a saneamento básico e água potável urgente, e as autoridades venham ver a nossa realidade”, disse Ivan. A reivindicação é antiga. Eles pedem construção de poços artesianos para atender a população que não tem água potável.

“As escolas estão numa situação precária, não tem água para limpar e as aulas vão começar em breve. O NAM (Núcleo de Atividades Múltiplas) não tem água para dar descarga. Não podemos dar banho nas crianças, não tem água para beber. É desumano! A gente tem direitos iguais, a gente vota como todos, então precisamos de uma solução”, disse Sônia Maria Maciel, moradora da Aldeia Bororó.

Em setembro do ano passado, o vice-governador Barbosinha (PP), que está à frente do projeto que visa levar água às famílias da Reserva Indígena de Dourados, disse que aguardava retorno do Governo Federal sobre o projeto entregue à Sesai (Secretaria de Saúde Indígena).

(Fonte: Midia Max. Foto: Reprodução)

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