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Saúde

Hospital da Vida vai substituir equipamento de tomografia e exames vão para o HU/UFGD

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Equipamento de Tomografia Computadorizada que será substituído pelo Hospital da Vida de Dourados. Foto: Divulgação/Assecom

A Fundação de Serviços de Saúde (Funsaud), vinculada à Secretaria Municipal de Saúde de Dourados, divulgou nota nesta segunda-feira (12) informando que iniciou a retirada do aparelho de Tomografia Computadorizada do Hospital da Vida em virtude da necessidade de instalação de novo equipamento, cujo fornecimento é de responsabilidade da Secretaria de Estado de Saúde. Enquanto o novo equipamento estiver sendo instalado, os exames de tomografia não poderão ser realizados na unidade, mas todos os pacientes terão o atendimento garantido.

De acordo com a direção da Funsaud, para assegurar a continuidade dos serviços,  os pacientes serão transportados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para a realização dos exames de tomografia no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU/UFGD), até a conclusão da instalação do novo equipamento, prevista para o dia 31 de janeiro de 2026.

O equipamento que está sendo substituído atende uma alta demanda de exames de imagens no Hospital da Vida, com 15.439 procedimentos. O novo equipamento será uma TC Canon de 80 canais, igual a que está instalada lá hoje, mas que terá maior vida útil em razão dos elevados números de exames de tomografia de crânio, abdômen, tórax, entre outros, que são realizados diariamente no Hospital da Vida de Dourados.

O Setor de Imagens da unidade é composto por três tipos de exames: Raio-X HBR, Tomografia Computadorizada HBR e Raio-X Fidi. Somente no ano passado, foram realizados 16.975 exames de Raio-X HBR, sendo 1830 em janeiro; 1754 em fevereiro; 1673 em março; 1692 em abril; 1822 em maio; 1716 em junho; 2000 em julho; 1802 em agosto; 1864 em setembro; 534 em outubro; 115 em novembro e 170 em dezembro, considerando que nesses últimos 3 meses os exames de Raio-X HBR também foram realizados fora da unidade.

De janeiro a dezembro de 2026, o Hospital da Vida também realizou 15.439 exames de Tomografia Computadorizada, sendo 1172 em janeiro; 111 em fevereiro; 1250 em março; 1212 em abril; 1250 em maio; 1223 em junho; 1497 em julho; 1377 em agosto; 1392 em setembro; 1243 em novembro e 1331 em dezembro.

Também de janeiro a dezembro, o Hospital da Vida realizou 3.611 exames de Raio-X Fidi. “Esse elevado volume de exames no setor de imagem do Hospital da Vida comprova a importância que Dourados tem para os 33 municípios da região que enviam seus pacientes de urgência e emergência para atendimento na nossa unidade, daí a necessidade dos entes federados, como o Estado e a União, destinarem mais recursos para a saúde pública em nosso município”, ressalta Márcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde.

UPA 24 HORAS

Se no Hospital da Vida a demanda por exames de imagens foi gigantesca, atingindo o total de 36.025 exames somente em 2025, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que recebe pacientes de urgência e emergência 24 horas por dia, não foi diferente. De janeiro a setembro de 2025 foram realizados 24.196 exames de Raio-X HBR na UPA, sendo 1979 em janeiro; 2074 em fevereiro; 2431 em março; 2.500 em abril; 2627 em maio; 2705 em junho; 3.902 em julho; 2829 em agosto e 3.149 em setembro.

No ano passado, a Unidade de Pronto Atendimento também realizou 2287 exames de Raio-X Fidi. “Grande parte desses exames de Raio-X HBR e Raio-X Fidi realizados na UPA também foram para atender pacientes da região, reforçando a necessidade de um aporte maior de recursos federais e estaduais na saúde de Dourados”, enfatiza Marcio Figueiredo.

Saúde

Estudo mostra que maioria da população brasileira tem excesso de peso

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© Walterson Rosa/MS

Em 18 anos, o excesso de peso da população brasileira aumentou em 20 pontos percentuais. Em 2024, 62,6% dos brasileiros tinham excesso de peso, contra 42,6% em 2006. A obesidade (IMC igual ou maior que 30 kg/m²) dobrou, passando de 11,8% para 25,7% da população.

Os dados são do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde, divulgados nesta quarta-feira (28). O levantamento é realizado em todas as capitais e no Distrito Federal.

O diagnóstico médico de diabetes em adultos apresentou aumento de 5,5%, em 2006, para 12,9% em 2024. A hipertensão em adultos passou de 22,6% para 29,7%.

A atividade física no deslocamento pelas cidades diminuiu de 17% em 2009 para 11,3% em 2024 devido ao maior uso de carros por aplicativos e transporte público. Já a atividade moderada no tempo livre com pelo menos 150 minutos semanais cresceu de 30,3% em 2009 para 42,3% em 2024.

O consumo regular de frutas e hortaliças (5 dias por semana ou mais) manteve-se relativamente estável, variando de 33% (2008) para 31,4% (2024).

O consumo de refrigerantes e sucos artificiais (5 dias por semana ou mais) teve redução de 30,9% (2007) para 16,2% (2024).

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, avaliou que dados positivos como diminuição do consumo de refrigerante e aumento da atividade física não têm sido suficientes para reduzir a incidência de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e obesidade.

“À medida que o Brasil vai envelhecendo cada vez mais, surgem mais pessoas com doenças crônicas. Por isso, precisamos ter mais políticas de cuidado e prevenção”, defendeu.

Insônia

Pela primeira vez, o Vigitel analisou o sono da população brasileira: 20,2% dos adultos nas capitais disseram dormir menos de 6 horas por noite e 31,7% dos adultos têm pelo menos um dos sintomas de insônia, com maior prevalência entre mulheres (36,2%) que homens (26,2%).

Segundo Padilha, esse dado mostra que o sono tem sido insuficiente e interrompido ao longo da noite.

“Isso preocupa porque um sono sem qualidade tem relação direta com ganho de peso, obesidade, com piora das doenças crônicas e com o tema da saúde mental. Chama a atenção esse dado nacional e vamos reforçar com as equipes de atenção primária para perguntar sobre o sono”, disse.

Viva Mais Brasil

Em cerimônia no Super Centro Carioca de Vacinação, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, Padilha lançou a estratégia Viva Mais Brasil, mobilização nacional voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.

De acordo com o ministério, serão investidos R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, com destaque para a retomada da Academia da Saúde, que receberá R$ 40 milhões ainda em 2026.

A nova estratégia articula e fortalece políticas já existentes do Sistema Único de Saúde (SUS), com ações voltadas à alimentação adequada e saudável, à prática de atividade física, ao cuidado integral e ao acesso à informação de qualidade.

A iniciativa busca incentivar e apoiar a população brasileira na adoção de modos de vida saudáveis, com ações nas unidades do SUS e no setor privado, ampliando o alcance das políticas de promoção da saúde.

O Viva Mais Brasil conta com dez compromissos para viver mais e melhor:

  • mais movimento e vida ativa;
  • mais alimentação saudável;
  • menos tabaco e álcool;
  • mais saúde nas escolas;
  • menos doenças crônicas;
  • mais vacinação em todo o Brasil;
  • mais protagonismo e autonomia;
  • mais saúde digital;
  • mais cultura da paz e menos violências; e
  • mais práticas integrativas e complementares.

 

Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

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Saúde

Janeiro Roxo: teste rápido amplia cuidado a contactantes de pacientes com hanseníase

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Tratada como tabu por muitos anos, a hanseníase ainda mantém números elevados no Brasil, que ocupa o segundo lugar em número de casos no mundo. Em Campo Grande, pessoas que mantêm contato com pacientes diagnosticados com a doença têm acesso a um teste rápido, que identifica se houve ou não exposição ao agente causador da infecção.

O exame, que leva menos de 15 minutos para apresentar o resultado, está disponível na rede pública de saúde há três anos e já foi realizado em 93 contactantes de pacientes com hanseníase, todos com resultado negativo até o momento.

“Após a avaliação clínica, onde é identificado se há algum sinal ou sintoma da doença, e observada a inexistência de lesão ou quando não há a possibilidade de diagnóstico clínico, o contactante realiza o teste rápido para identificar se já houve o contato com a bactéria que causa a hanseníase”, explica o responsável técnico pela vigilância epidemiológica da doença na Sesau, Michael Cabanhas.

Segundo o enfermeiro, quando o resultado é positivo, a pessoa passa a realizar acompanhamento por cinco anos, com o objetivo de identificar precocemente o surgimento de lesões características da doença.

Somente no último ano, foram registrados 35 novos casos de hanseníase em Campo Grande. Dos 68 pacientes acompanhados no período, a maioria já apresentava múltiplas lesões pelo corpo no momento do diagnóstico.

A transmissão da hanseníase ocorre por via respiratória, por meio da fala, tosse ou espirro, mas de forma diferente de outras doenças. Para que haja o contágio, é necessário um contato íntimo e prolongado, como morar na mesma casa ou compartilhar o mesmo ambiente de trabalho. A transmissão não se dá apenas pelo toque. O compartilhamento de utensílios e toalhas também pode favorecer a transmissão.

Por isso, pessoas que mantêm esse vínculo mais próximo com pacientes diagnosticados também precisam de acompanhamento contínuo, com atenção especial ao surgimento de possíveis lesões.

Michael reforça que tanto o tratamento dos pacientes quanto o acompanhamento dos contactantes são realizados na própria unidade de saúde. “Quando se tem o conhecimento de um novo caso que não está em tratamento, o contactante deve buscar a unidade de referência da região onde mora, para que seja feita a investigação”, explica.

Dados e tratamento

Tanto a testagem rápida quanto o tratamento da hanseníase são  disponibilizados na rede pública, pelo SUS. Seguir corretamente o esquema terapêutico é fundamental para evitar complicações futuras e reduzir a transmissão da doença — que é interrompida apenas 24 horas após o início do tratamento.

Entre os principais sinais de alerta estão manchas na pele, que podem ser avermelhadas, acastanhadas ou esbranquiçadas, associadas à diminuição da sensibilidade, redução dos pelos e do suor. Também podem ocorrer perda de força muscular em face, mãos e pés, além do surgimento de caroços, que em alguns casos são avermelhados e dolorosos.

Em Campo Grande, parte dos pacientes ainda procura atendimento quando a doença já apresenta sequelas irreversíveis. No último ano, dos 68 pacientes em acompanhamento, 54 apresentavam múltiplas lesões, enquanto 14 tinham apenas uma ou poucas manchas pelo corpo. Do total, 35 eram casos novos.

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Saúde

Confira os bairros por onde o fumacê passa nesta sexta-feira (23)

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O combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor de arboviroses como Dengue, Zika e Chikungunya, será reforçado em cinco bairros de Campo Grande, com o uso do serviço de borrifação ultrabaixo volume (UBV) – conhecido como Fumacê, nesta sexta-feira (23).

As equipes da Gerência de Controle de Endemias Vetoriais (GCEV) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) circularão das 16h às 22h pelas ruas dos seguintes bairros: Piratininga, Aero Rancho, Parati, Pioneiros e Nasser.

Para uma maior eficácia do inseticida, é necessário que o morador abra portas e janelas, assim o veneno consegue atingir os locais onde há maior probabilidade de estarem os mosquitos.

Os serviços podem ser adiados ou até mesmo cancelados em caso de chuvas, ventos ou neblina, uma vez que tais atividades meteorológicas prejudicam a aplicação do veneno.

O inseticida atinge os mosquitos adultos, preferencialmente as fêmeas, que são as transmissoras das doenças. Ainda assim é possível que outras espécies sejam atingidas e, por isso, é necessária uma aplicação criteriosa do veneno.

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