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Saúde

É possível adoecer no ambiente de trabalho?

Psiquiatra responde questões importantes sobre o assunto

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Já se sentiu estressado ou aflito com suas demandas? Sabia que um ambiente de trabalho adequado pode reduzir o nível de estresse do colaborador? E Síndrome de Burnout, sabe o que é e como pode afetar a vida de profissionais?

Todo mundo já teve uma correria no trabalho ou se viu cheio de serviços, diante de uma vida intensa isso pode acontecer, mas ainda assim é importante ficar atento e saber que ter saúde mental no ambiente corporativo e torna-la uma rotina é essencial para um bom desempenho profissional.

E sim, é possível adoecer no ambiente de trabalho, por isso, para esclarecer o assunto e prevenir para que isto não aconteça, Dra. Aline Moreira, psiquiatra da Unimed Campo Grande, respondeu perguntas importantes. O assunto ganha ainda mais força neste mês, afinal, é Setembro Amarelo, uma campanha nacional com o objetivo de prevenir e reduzir os índices de suicídio no Brasil.


É possível adoecer no ambiente de trabalho?  

Sim, é possível. Em vários ambientes podemos adoecer e no trabalho existem fatores específicos que contribuem para o adoecimento.

Como reconhecer uma pessoa com pensamentos suicidas no ambiente de trabalho? 

O pensamento suicida muitas vezes não será explícito. O acometido destes pensamentos terá seu comportamento alterado e por muitas vezes tentará disfarçar seus sentimentos. Um olhar atento para si e para o outro pode facilitar a abordagem deste assunto.

Como o ambiente de trabalho pode auxiliar na redução do nível de estresse e prevenção ao suicídio? 

A informação sobre suicídio e a abertura para se falar das doenças mentais, sem julgamento e preconceitos, é a melhor forma de prevenção.

Os profissionais devem ajustar sua carga horária de trabalho para que tenham noites de sono suficientes para a homeostase do organismo (condição de estabilidade que o corpo necessita para o seu equilíbrio), momentos de lazer, descanso e convívio social satisfatório.

Órgãos públicos e empresas privadas precisam estabelecer metas atingíveis, promover o relacionamento entre os colegas de forma a evitar o isolamento social, estabelecer maneiras saudáveis de competição, reconhecer o funcionário nas conquistas e estimula-lo no processo.

Um ambiente de trabalho adequado é fundamental para oferecer qualidade de vida e saúde ao colaborador? 

O colaborador com qualidade de vida, alegre, disposto, interessado e responsável trabalha com maior satisfação e com menor risco de vir a ter pensamentos negativos.

É importante que gestores e funcionários estejam atentos aos sinais de possíveis transtornos psicológicos de colaboradores?  

Os gestores e funcionários devem estar atentos. Para isso, deve-se estimular a procura por um médico psiquiatra para que o especialista possa estabelecer um diagnóstico e tratamento adequado, além de oferecer suporte psicológico, se houver na empresa.

O que é Síndrome de Burnout?  

Síndrome de Burnout é um tipo de estresse ocupacional que acomete profissionais envolvidos com qualquer tipo de cuidado em uma relação de atenção direta, contínua e altamente emocional.

A síndrome é marcada por um desgaste, aumento de sentimentos de exaustão emocional, atitude de cinismo frente aos clientes e uma tendência a avaliação negativa devido a insatisfação do indivíduo com o seu trabalho.

A carga excessiva de trabalho, má gestão do tempo, remuneração insuficiente e ausência de equidade são os principais fatores causadores do Burnout. Reconhecer seus limites e ter a abertura para conversar com a chefia sobre a carga de trabalho pode prevenir o adoecimento.

Qual a importância da saúde mental no ambiente de trabalho e quais são as dicas para mantê-la neste espaço?  

A saúde mental é essencial para um melhor desempenho profissional, com ela em dia o indivíduo tem suas capacidades preservadas de forma a alcançar os melhores resultados.

Dicas

– Entrar e sair na hora acordada

– Evitar sacrificar-se fazendo horas extras

– Estabelecer bom vínculo com os colegas de trabalho

– Procurar alimentar-se de maneira saudável

– Priorizar o período de sono e descanso

– Fazer tratamento psicoterápico e psiquiátrico de forma regular, quando indicado

Observar, ouvir e acolher são ações importantes para ajudar quem está em sofrimento.  Sem contar que, segundo a médica, é importante lembrar sempre em buscar ajuda de um especialista, afinal, conforme falado pela psiquiatra, procurar assistência não é vergonhoso, quanto mais cedo, melhor será o tratamento desta doença.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

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Saúde

Estudo mostra que maioria da população brasileira tem excesso de peso

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© Walterson Rosa/MS

Em 18 anos, o excesso de peso da população brasileira aumentou em 20 pontos percentuais. Em 2024, 62,6% dos brasileiros tinham excesso de peso, contra 42,6% em 2006. A obesidade (IMC igual ou maior que 30 kg/m²) dobrou, passando de 11,8% para 25,7% da população.

Os dados são do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde, divulgados nesta quarta-feira (28). O levantamento é realizado em todas as capitais e no Distrito Federal.

O diagnóstico médico de diabetes em adultos apresentou aumento de 5,5%, em 2006, para 12,9% em 2024. A hipertensão em adultos passou de 22,6% para 29,7%.

A atividade física no deslocamento pelas cidades diminuiu de 17% em 2009 para 11,3% em 2024 devido ao maior uso de carros por aplicativos e transporte público. Já a atividade moderada no tempo livre com pelo menos 150 minutos semanais cresceu de 30,3% em 2009 para 42,3% em 2024.

O consumo regular de frutas e hortaliças (5 dias por semana ou mais) manteve-se relativamente estável, variando de 33% (2008) para 31,4% (2024).

O consumo de refrigerantes e sucos artificiais (5 dias por semana ou mais) teve redução de 30,9% (2007) para 16,2% (2024).

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, avaliou que dados positivos como diminuição do consumo de refrigerante e aumento da atividade física não têm sido suficientes para reduzir a incidência de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e obesidade.

“À medida que o Brasil vai envelhecendo cada vez mais, surgem mais pessoas com doenças crônicas. Por isso, precisamos ter mais políticas de cuidado e prevenção”, defendeu.

Insônia

Pela primeira vez, o Vigitel analisou o sono da população brasileira: 20,2% dos adultos nas capitais disseram dormir menos de 6 horas por noite e 31,7% dos adultos têm pelo menos um dos sintomas de insônia, com maior prevalência entre mulheres (36,2%) que homens (26,2%).

Segundo Padilha, esse dado mostra que o sono tem sido insuficiente e interrompido ao longo da noite.

“Isso preocupa porque um sono sem qualidade tem relação direta com ganho de peso, obesidade, com piora das doenças crônicas e com o tema da saúde mental. Chama a atenção esse dado nacional e vamos reforçar com as equipes de atenção primária para perguntar sobre o sono”, disse.

Viva Mais Brasil

Em cerimônia no Super Centro Carioca de Vacinação, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, Padilha lançou a estratégia Viva Mais Brasil, mobilização nacional voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.

De acordo com o ministério, serão investidos R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, com destaque para a retomada da Academia da Saúde, que receberá R$ 40 milhões ainda em 2026.

A nova estratégia articula e fortalece políticas já existentes do Sistema Único de Saúde (SUS), com ações voltadas à alimentação adequada e saudável, à prática de atividade física, ao cuidado integral e ao acesso à informação de qualidade.

A iniciativa busca incentivar e apoiar a população brasileira na adoção de modos de vida saudáveis, com ações nas unidades do SUS e no setor privado, ampliando o alcance das políticas de promoção da saúde.

O Viva Mais Brasil conta com dez compromissos para viver mais e melhor:

  • mais movimento e vida ativa;
  • mais alimentação saudável;
  • menos tabaco e álcool;
  • mais saúde nas escolas;
  • menos doenças crônicas;
  • mais vacinação em todo o Brasil;
  • mais protagonismo e autonomia;
  • mais saúde digital;
  • mais cultura da paz e menos violências; e
  • mais práticas integrativas e complementares.

 

Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

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Saúde

Janeiro Roxo: teste rápido amplia cuidado a contactantes de pacientes com hanseníase

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Tratada como tabu por muitos anos, a hanseníase ainda mantém números elevados no Brasil, que ocupa o segundo lugar em número de casos no mundo. Em Campo Grande, pessoas que mantêm contato com pacientes diagnosticados com a doença têm acesso a um teste rápido, que identifica se houve ou não exposição ao agente causador da infecção.

O exame, que leva menos de 15 minutos para apresentar o resultado, está disponível na rede pública de saúde há três anos e já foi realizado em 93 contactantes de pacientes com hanseníase, todos com resultado negativo até o momento.

“Após a avaliação clínica, onde é identificado se há algum sinal ou sintoma da doença, e observada a inexistência de lesão ou quando não há a possibilidade de diagnóstico clínico, o contactante realiza o teste rápido para identificar se já houve o contato com a bactéria que causa a hanseníase”, explica o responsável técnico pela vigilância epidemiológica da doença na Sesau, Michael Cabanhas.

Segundo o enfermeiro, quando o resultado é positivo, a pessoa passa a realizar acompanhamento por cinco anos, com o objetivo de identificar precocemente o surgimento de lesões características da doença.

Somente no último ano, foram registrados 35 novos casos de hanseníase em Campo Grande. Dos 68 pacientes acompanhados no período, a maioria já apresentava múltiplas lesões pelo corpo no momento do diagnóstico.

A transmissão da hanseníase ocorre por via respiratória, por meio da fala, tosse ou espirro, mas de forma diferente de outras doenças. Para que haja o contágio, é necessário um contato íntimo e prolongado, como morar na mesma casa ou compartilhar o mesmo ambiente de trabalho. A transmissão não se dá apenas pelo toque. O compartilhamento de utensílios e toalhas também pode favorecer a transmissão.

Por isso, pessoas que mantêm esse vínculo mais próximo com pacientes diagnosticados também precisam de acompanhamento contínuo, com atenção especial ao surgimento de possíveis lesões.

Michael reforça que tanto o tratamento dos pacientes quanto o acompanhamento dos contactantes são realizados na própria unidade de saúde. “Quando se tem o conhecimento de um novo caso que não está em tratamento, o contactante deve buscar a unidade de referência da região onde mora, para que seja feita a investigação”, explica.

Dados e tratamento

Tanto a testagem rápida quanto o tratamento da hanseníase são  disponibilizados na rede pública, pelo SUS. Seguir corretamente o esquema terapêutico é fundamental para evitar complicações futuras e reduzir a transmissão da doença — que é interrompida apenas 24 horas após o início do tratamento.

Entre os principais sinais de alerta estão manchas na pele, que podem ser avermelhadas, acastanhadas ou esbranquiçadas, associadas à diminuição da sensibilidade, redução dos pelos e do suor. Também podem ocorrer perda de força muscular em face, mãos e pés, além do surgimento de caroços, que em alguns casos são avermelhados e dolorosos.

Em Campo Grande, parte dos pacientes ainda procura atendimento quando a doença já apresenta sequelas irreversíveis. No último ano, dos 68 pacientes em acompanhamento, 54 apresentavam múltiplas lesões, enquanto 14 tinham apenas uma ou poucas manchas pelo corpo. Do total, 35 eram casos novos.

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Saúde

Confira os bairros por onde o fumacê passa nesta sexta-feira (23)

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O combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor de arboviroses como Dengue, Zika e Chikungunya, será reforçado em cinco bairros de Campo Grande, com o uso do serviço de borrifação ultrabaixo volume (UBV) – conhecido como Fumacê, nesta sexta-feira (23).

As equipes da Gerência de Controle de Endemias Vetoriais (GCEV) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) circularão das 16h às 22h pelas ruas dos seguintes bairros: Piratininga, Aero Rancho, Parati, Pioneiros e Nasser.

Para uma maior eficácia do inseticida, é necessário que o morador abra portas e janelas, assim o veneno consegue atingir os locais onde há maior probabilidade de estarem os mosquitos.

Os serviços podem ser adiados ou até mesmo cancelados em caso de chuvas, ventos ou neblina, uma vez que tais atividades meteorológicas prejudicam a aplicação do veneno.

O inseticida atinge os mosquitos adultos, preferencialmente as fêmeas, que são as transmissoras das doenças. Ainda assim é possível que outras espécies sejam atingidas e, por isso, é necessária uma aplicação criteriosa do veneno.

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