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Saúde

CoronaVac tem eficácia contra Ômicron, mostra estudo preliminar

Resultado mostra maior eficácia em comparação à vacinas de mRNA

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Um estudo realizado por pesquisadores de universidades chinesas e publicado na última segunda-feira (10) na revista Emerging Microbes & Infections, aponta que a vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan e pelo laboratório chinês Sinovac, tem efetividade na neutralização da variante Ômicron. O estudo ainda á preliminar. Apesar de já ter sido publicado e passado por revisão de pares, o artigo médico-científico contém dados observados em laboratório, o que ainda não demonstra se há a mesma efetividade na população em geral.

Para o estudo, os pesquisadores usaram pseudovírus contendo a proteína Spike de sete variantes do vírus Sars-CoV-2: Ômicron, Alpha, Beta, Gama, Delta, Lambda e Mu. Um pseudovírus é uma partícula viral que possui todas as propriedades do vírus, com a diferença de que ele não infecta as células. Os pseudovírus foram utilizados na pesquisa por permitir uma manipulação mais segura em laboratório.

No experimento foi utilizado plasma sanguíneo de pessoas vacinadas com a CoronaVac e também de pessoas com infecção prévia. Essas amostras são então infectadas com os pseudovírus que carregam a proteína Spike das variantes.

O teste consiste em checar se anticorpos gerados em decorrência da vacina vão neutralizar, ou seja, combater o vírus nesse cultivo. O resultado é então comparado com a capacidade de neutralização dos anticorpos da linhagem de vírus que circulava no início da pandemia.

Os testes de neutralização conseguem avaliar a capacidade dos anticorpos de erradicar o vírus, mas não medem outros aspectos de defesa do organismo, como por exemplo a memória do sistema imunológico.

O que diz o estudo

Após produzidos os pseudovírus das sete variantes, pesquisadores analisaram anticorpos neutralizantes de 16 pessoas convalescentes de covid-19 e também de 20 pessoas que haviam tomado duas doses da vacina CoronaVac. O estudo não incluiu pessoas que tomaram doses de reforço.

No caso das pessoas que tiveram a infecção prévia, foi observada uma redução de 10,5 vezes da neutralização contra a variante Ômicron, ou seja, a neutralização pela Ômicron é 10,5 vezes pior do que para cepa original do novo coronavírus. No caso da Alfa, a redução é de 2,2 vezes; 5,4 vezes contra a Beta; 4,8 vezes contra a Gama; 2,6 vezes contra a Delta; 1,9 vez contra a Lambda; e 7,5 vezes contra a variante Mu.

Já no teste feito com os anticorpos neutralizantes das 20 pessoas que tinham tomado as duas doses da vacina CoronaVac, a redução de neutralização média foi de 12,5 vezes sobre a Ômicron; de 2,9 vezes contra a Alfa; 5,5 vezes contra a Beta; 4,3 vezes contra a Gama; 3,4 vezes contra a Delta; 3,2 vez contra a Lambda; e 6,4 vezes contra a variante Mu.

Para os autores do trabalho, essa redução de neutralização de cerca de 12,5 vezes da CoronaVac frente a Ômicron – que demonstra perda de efetividade da vacina em relação à cepa original – é muito “melhor do que os trabalhos publicados sobre duas doses de vacinas de RNA mensageiro, nas quais foi observada uma diminuição de 22 vezes e de 30 até 180 vezes da neutralização em imunizados com a Pfizer”.

Mesmo assim, os autores destacam que a comparação dos estudos da CoronaVac com a Pfizer pode ter problemas, já que a diferença encontrada entre eles pode ser atribuída a ensaios diferentes ou amostras diferentes.

“A CoronaVac, ou outras vacinas inativadas, induzem um repertório maior de imunidade contra covid-19. Recentemente, há evidências científicas de que a capacidade de neutralização da CoronaVac contra a variante Ômicron é maior do que a capacidade das vacinas baseadas em proteína S. A consequência disso é que as vacinas inativadas, como a CoronaVac, resistem mais às variantes”, disse Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

Para especialistas que leram o estudo publicado na revista científica, ainda faltam dados para que seja possível afirmar que duas doses da CoronaVac seriam suficientes para neutralizar a Ômicron. Eles destacam que faltam dados, por exemplo, de resposta celular. Eles também lembram que o resultado observado com anticorpos neutralizantes nem sempre corresponde ao que é observado em cenários epidemiológicos reais.

Todas as vacinas aprovadas até este momento foram desenvolvidas para combater apenas a cepa original do SarS-CoV-2, que surgiu inicialmente na China. Todas elas apresentam, em maior ou menor grau, queda de eficácia em relação às variantes.

Vacinação

Independentemente do resultado desse estudo, especialistas lembram que vacinas salvam vidas. Ontem (12), em entrevista coletiva, o coordenador executivo do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, João Gabbardo, disse que as vacinas que estão sendo aplicadas em todo o mundo ajudam a prevenir mortes e hospitalizações por covid-19.

Segundo ele, a variante Ômicron, que fez os casos de covid-19 explodirem em todo o mundo, tem sido, no geral, uma pandemia de não vacinados. “Estamos enfrentando uma pandemia dos não vacinados. E, quando se fala dos não vacinados, estamos falando das pessoas com mais de 18 anos que não completaram o seu esquema vacinal e das crianças que ainda não foram vacinadas. Esses dois segmentos é que são responsáveis por esse acréscimo no número de internações e de casos”, disse ele. “Quando dizem que esta variante é inofensiva, que os casos são leves, temos que levar em consideração que isso é resultado da vacinação. O número de pessoas que ainda se infectam é muito elevado. E internações, embora não sejam tão graves, são muito elevadas”, falou Gabbardo.

Resposta imunológica

O Instituto Butantan divulgou que um outro estudo, feito no Chile e que ainda não foi publicado, demonstrou que três doses da CoronaVac foram capazes de reforçar a resposta imunológica celular contra a variante Ômicron.

“Os primeiros resultados que obtivemos são respostas celulares, que são células chamadas linfócitos T, que reconhecem antígenos de coronavírus. Fomos capazes de medir a capacidade de reconhecimento e de resposta imune em amostras obtidas de pessoas vacinadas com duas doses da CoronaVac, mais a dose de reforço, e detectamos um nível significativo de reconhecimento da proteína S da variante Ômicron”, disse o pesquisador Alexis Kalergis, diretor do Instituto Milênio de Imunologia e Imunoterapia, professor na Pontifícia Universidade Católica do Chile, em entrevista à Rádio Pauta.

Para a pesquisa, foi analisado um grupo de 24 pessoas com ciclo vacinal completo feito com a CoronaVac e que haviam recebido uma dose de reforço do mesmo imunizante após seis meses. Amostras de sangue dos vacinados foram avaliadas em laboratório para verificar a capacidade específica dos linfócitos T em identificar cepas da variante Ômicron. “Esses linfócitos T têm a capacidade de reconhecer células infectadas para eliminá-las. Para conseguir isso, os linfócitos T também devem produzir uma molécula antiviral chamada interferon gama e nossos resultados mostram que essa molécula foi efetivamente produzida”, disse o pesquisador chileno.

(Fonte: Agência Brasil. Foto: Reprodução)

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Saúde

Campanha de Vacinação Contra a Influenza em Naviraí terá Início no dia 28 de Março

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A campanha de vacinação contra a influenza em Naviraí terá início no próximo dia 28 de março, ocasião em que a Gerência de Saúde fará o dia D. A campanha será no mesmo período, de 28/03 á 31/05 em todo o estado de Mato Grosso do Sul.

De acordo com a Coordenadora de imunização da Saúde Municipal, Maria Cristina Gradella, as doses serão oferecidas em todas as unidades de saúde. O objetivo é proteger a população antes do período de maior circulação do vírus, reduzindo casos graves, internações e mortes por gripe.

A vacina é destinada prioritariamente aos seguintes grupos: crianças de 6 meses a menores de 6 anos*;* idosos (60 anos ou mais); gestantes e puérperas*;* profissionais da saúde*;* pessoas com comorbidades*;* professores*;* profissionais de segurança e salvamento*;* motoristas de caminhões e de transporte coletivo*;* população privada de liberdade*;* além de funcionários dos Correios e terceirizados.

A Gerência de Saúde reforça que a imunização é a estratégia mais eficaz para garantir a segurança epidemiológica do município, especialmente com a aproximação das baixas temperaturas.

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Saúde

Naviraí terá “Dia B da Saúde Bucal” com Mutirão em Escolas em Alusão ao Dia Mundial da Saúde Bucal

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Ação do Programa Mais Saúde Bucal no PSE levará atendimento odontológico e atividades preventivas a estudantes da rede pública. O município de Naviraí realizará, no dia (20-03), uma mobilização em alusão ao “Dia B da Saúde Bucal”, com a promoção de um mutirão de Tratamento Restaurador Atraumático (ART) em duas unidades da rede municipal de ensino.

A ação acontecerá na Escola Municipal Professor José Carlos da Silva, localizada no bairro Jardim Paraíso, e na Escola Municipal Professora Maria de Lourdes Aquino Sotana, no bairro Boa Vista.
A iniciativa será desenvolvida pelas equipes de saúde bucal do município e integra as atividades do Programa Mais Saúde Bucal no PSE (Programa Saúde na Escola). A mobilização faz parte de uma estratégia de enfrentamento da cárie dentária no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), priorizando a ampliação do acesso ao cuidado por meio da Odontologia de Mínima Intervenção.

Durante ao mutirão, os estudantes passarão previamente, por triagem e, quando identificada a necessidade, receberão o Tratamento Restaurador Atraumático (ART). A técnica é indicada para o tratamento de lesões de cárie de forma minimamente invasiva, utilizando instrumentos manuais e cimento de ionômero de vidro, sem a necessidade de anestesia ou equipamentos rotatórios, proporcionando maior conforto ao paciente.

Além dos atendimentos clínicos no ambiente escolar, também serão realizadas aplicações tópicas de flúor, atividades educativas sobre orientações de higiene bucal, escovação dental supervisionada e entrega de kits de higiene bucal. As atividades integram o conjunto de ações preventivas desenvolvidas ao longo do ano nas escolas atendidas pelo programa.

Atualmente, o Programa Mais Saúde Bucal no PSE contempla diversas instituições de ensino em Naviraí, incluindo Centros de Educação Infantil, escolas municipais e escolas estaduais:

• CIEI Professora Anaí Maria Ramos Ricci
• CIEI Professora Azená Ricco de Freitas (antigo CIEI Sonho de Criança)
• CIEI Eva Moraes de Oliveira
• CMEI Irmã Evanete dos Santos
• CIEI Professor Francisco Antônio de Aquino
• CIEI Maria José da Silva Cançado
• CIEI Vera Maria de Brida
• CIEI Professora Zenaide Nunes dos Santos
• EMEF Prof. Diomedes Valentim Cerri
• EMEF Prof. José Carlos da Silva
• EMEIEF José Martins Flores
• EMEF Marechal Rondon
• EMEF Profª Maria de Lourdes Aquino Sotana
• EMEF Prof. Milton Dias Porto
• EMEIEF Ver. Odércio Nunes de Matos
• EMEIEF Cândido de Marco – Polo e extensões
• EE Antônio Fernandes
• EE Eurico Gaspar Dutra
• EE Juracy Alves Cardoso
• EE Vinícius de Moraes
• EE Presidente Médici

O mutirão reforça o compromisso do município em aproximar os serviços de saúde da comunidade escolar, ampliando o acesso dos estudantes às ações de prevenção e cuidado com a saúde bucal.

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Saúde

Saúde de Naviraí terá Ação Preventiva no Dia Mundial do Rim

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As equipes da Clínica de Hemodiálise, com apoio da Prefeitura de Naviraí através da Gerência de Saúde, realizam nesta quinta-feira (12-03) uma ação preventiva em alusão ao Dia Mundial do Rim, com uma mobilização de saúde na rotatória da Avenida Weimar Gonçalves Torres e a Rua México, a partir das 08h até as 17h. O objetivo é alertar a população sobre os cuidados com a saúde renal e a importância do diagnóstico precoce de doenças nos rins. Atualmente, o Centro de Nefrologia Sakae Kamitani atende 57 pacientes renais, sendo 45 do município e outros 12 de cidades da região.

O Dia Mundial do Rim, celebrado em 12 de março, é uma campanha internacional voltada para a conscientização sobre as doenças renais e formas de prevenção. A data mobiliza profissionais de saúde, instituições e municípios em diversas atividades educativas e de atendimento à população.

Durante a mobilização em Naviraí, equipes do centro orientarão a população sobre hábitos que ajudam a proteger os rins e prevenir doenças renais, além de reforçar a importância de exames periódicos. Entre as principais atividades programadas para este dia 12, estão:

  • Aferição de pressão arterial;
  • Teste de glicemia;
  • Orientações sobre alimentação saudável;
  • Informações sobre prevenção da doença renal crônica;
  • Encaminhamento para exames, quando necessário.

Essas ações são fundamentais porque as doenças renais costumam evoluir de forma silenciosa, muitas vezes sem sintomas nas fases iniciais. Por isso, o diagnóstico precoce é considerado essencial para evitar complicações graves, como a insuficiência renal e a necessidade de diálise ou transplante.

Os profissionais de saúde alertam que algumas pessoas têm maior risco de desenvolver problemas nos rins, como pessoas com diabetes, hipertensos, idosos, pessoas com obesidade e quem tem histórico familiar de doença renal. A recomendação é manter hábitos saudáveis, beber água regularmente, controlar a pressão e a glicemia e procurar atendimento médico para exames de rotina.

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