A união de esforços dos governos municipal, estadual e federal foi citada pelo secretário nacional de saúde indígena, Weiber Tapeba, como fator preponderante para que o primeiro Samu do Brasil voltado exclusivamente para a população indígena saísse do papel. “Parabéns a todos os profissionais que estarão envolvidos nessa grande entrega, todas as autoridades, são os esforços de cada um que farão com que esse piloto dê certo e a gente consiga garantir uma expansão para os outros territórios indígenas do Brasil”, falou o representante do Ministério da Saúde.
“Eu acredito que esse momento aqui, ele é um divisor de águas. Nós estamos aqui, no Dia Internacional dos Povos Indígenas, para dizer que estamos, na junção de esforço do Estado, dos municípios, especialmente do governo federal, fazendo a promoção da defesa dos direitos dos povos indígenas”, pontuou.
Sobre o Samu indígena, o secretário afirmou ser uma ação prioritária do governo federal, e pioneira nos territórios indígenas. “É esse serviço de urgência e de emergência que vai permitir uma maior fluidez no atendimento à nossa população indígena”, apontou.
O prefeito Marçal Filho aproveitou a cerimônia de inauguração do Samu Indígena e a presença de autoridades das esferas estadual e federal, para cobrar melhorias nas aldeias Jaguapiru e Bororó, principalmente nas áreas de saneamento básico e infraestrutura, como pavimentação asfáltica, por exemplo.
Marçal também citou o fato de maior parte da reserva indígena pertencer ao município de Itaporã, que teria a responsabilidade de levar os serviços públicos às aldeias. “Hoje, a reserva indígena é um bairro de Dourados. E passou a ser também um bairro de Itaporã”, disse, observando que a aldeia Bororó, em sua totalidade, está em território de Itaporã, assim como parte da aldeia Jaguapiru.
O prefeito foi enfático na cobrança de uma solução para o impasse. “Nesse momento nós estamos em tratativas para que a cidade de Itaporã também faça a sua parte, porque todo o serviço público que está sendo feito dentro da reserva indígena é mantido pela prefeitura de Dourados”, observou Marçal. “No entanto, a aldeia está dentro do município de Itaporã hoje. Mas quero garantir e tranquilizar o prefeito que enquanto nós não tivermos essas tratativas bem feitas com a participação do governo do Estado, do governo federal, nós não vamos deixar os nossos indígenas na mão”, prosseguiu. “Não importa se eles estão em Itaporã ou estão em Dourados, a prefeitura de Dourados não vai deixar os indígenas na mão”, garantiu Marçal Filho.
Marçal Filho entrega a deputado Vander Loubet projeto para pavimentação asfáltica dos acessos às escolas no interior da reserva indígena de Dourados
O deputado federal Vander Loubet foi na mesma linha do titular da Sesai e citou a união de esforços para a efetivação do Samu Indígena em Dourados. “Isso aqui faz parte de políticas públicas”, disse, destacando a luta das lideranças indígenas e a união dos governos municipal, estadual e federal. “Todos que estão aqui têm compromisso com as causas originárias, com a luta”, destacou.
Por sua vez, o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, destacou os esforços do corpo técnico da Secretaria de Saúde, da Missão Evangélica Caiuás, das lideranças indígenas e o envolvimento do prefeito Marçal Filho que, em pouco tempo, sete meses de mandato, se esforçou para que esse importante projeto, que era piloto, hoje se concretizasse como o primeiro Samu indígena do país. “Essa unidade será espelho para outros Estados e outras cidades e os moradores das aldeias de Dourados precisam desse atendimento humanizado, desse tempo de resposta diminuído, para que tenham acesso na hora que mais precisam dos serviços de saúde”, finalizou.Também destacaram as parcerias e a concretização do projeto, lideranças da Missão Caiuá, caciques e outras lideranças indígenas. Todos destacaram a união de esforços para cuidar de quem mais precisa e que muitas das vezes ficaram à margem da história. As lideranças das aldeias celebram a conquista como primeiro fruto de uma luta iniciada há três anos e pediram que as demandas dos povos indígenas possam avançar.
Secretário de Saúde de Dourados, Marcio Figueiredo destaca trabalho da equipe técnica
Em meio à rotina de cuidados, desafios e cobranças que acompanham a maternidade, encontrar um espaço para falar, ser ouvido e compartilhar experiências também é uma forma de cuidado. Foi com essa proposta que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio da Gerência de Saúde do Servidor (Gersau), reuniu servidoras mães atípicas em um momento de escuta, acolhimento e troca de experiências.
A atividade integrou as ações do mês dedicado à valorização da vida e foi realizada na área verde da Sesau. Conduzido pela psicóloga Leyisa Sena, da Gerência de Atenção Psicossocial (GRAP/Sesau), o encontro criou um ambiente para que as participantes pudessem falar sobre sentimentos e situações que fazem parte de suas rotinas, muitas vezes marcadas pela sobrecarga e pela dificuldade de reservar tempo para si mesmas.
Mais do que uma palestra, a proposta foi abrir espaço para a escuta. Entre os temas abordados estiveram o autocuidado, a culpa, a autoexigência e a sensação de que, ao cuidar de todos, muitas mães acabam deixando as próprias necessidades em segundo plano.
“Quem era você antes de precisar cuidar tanto? O que você cobra de si que não cobra de outra mãe?”, foram algumas das reflexões propostas durante a conversa.
A partir dessas perguntas, histórias pessoais começaram a surgir. Relatos de desafios, descobertas, pequenas conquistas e também de sonhos mostraram como a identificação entre as participantes pode ser uma forma de alento.
“Meu sonho é que o meu filho fale”, compartilhou uma das servidoras. A frase, carregada de significado para aquela mãe, também evidenciou a importância de um espaço em que experiências tão particulares possam ser compreendidas por quem vive situações semelhantes.
Cuidar de quem cuida
Entre os participantes estava o único pai presente na roda de conversa, Darllon Duarte, 34 anos, gerente da USF Universitário. Pai de uma menina de 11 anos, que está em processo de diagnóstico, e de um menino de 10 anos com seletividade alimentar, ele falou sobre a culpa, a necessidade de dividir responsabilidades e a importância de reconhecer cada conquista dos filhos.
“A gente precisa olhar para a família. A gente foca na mãe da criança porque é o que está mais em evidência, é mais necessário esse olhar, muitas estão sobrecarregadas. Sabemos que existem muitas mães solo, que não têm rede de apoio, mas os pais devem se envolver. O pai precisa saber onde seu filho está, o que ele faz, o que come, como fazer aquela criança desenvolver. Temos que aprender, mas precisamos ser ouvidos também”, desabafou.
A técnica de enfermagem Nadiellen Rodrigues Brito Barbosa, 40 anos, também compartilhou sua experiência como mãe de um menino de 10 anos com seletividade alimentar. Para ela, falar sobre as dificuldades ajuda a ressignificar a culpa e a reconhecer os avanços que, para outras pessoas, podem parecer pequenos, mas têm grande significado para a família.
“Sofri muito. Sempre pensando onde errei. A culpa não adianta. Hoje levo o acolhimento. Hoje vejo ele comendo duas colheres de arroz e, para mim, já é um paraíso. É paciência, trabalhando a paciência”, relatou.
Gratidão e aprendizado
Assistente social do CAPS AD IV, Josimara Pasqualine, 51 anos, é mãe de dois filhos, entre eles um adolescente de 15 anos, nível 3 de suporte. Emocionada, ela destacou o significado de ser acolhida também enquanto mãe e não apenas no papel de profissional que cuida de outras pessoas.
“Já tenho 32 anos de serviço e esse é um momento histórico. Ser acolhida como mãe atípica e uma pessoa neurodivergente, todas as dificuldades que a gente tem, está sendo um momento grandioso. Eu me sinto recompensada, valorizada. A gente trata tanto das pessoas, cuida dos outros, e às vezes a gente não tem esse tempo. Esse olhar que a Sesau tem com o trabalhador tem sido portas e esperança. A gente precisa ser ouvida. Muito grata pelo convite e pela oportunidade”, disse.
Durante uma das dinâmicas, a psicóloga da Gersau, Cléo Cabral, escolheu a palavra “gratidão” para representar o sentimento daquele momento. Mesmo sem ser mãe, ela destacou que ouvir as experiências das servidoras também foi uma oportunidade de aprendizado.
“Ainda não sou mãe, mas sou grata por este momento. Aprendi muito com vocês. A gente aprende ouvindo e, no futuro, tenho o sonho de ainda ser mãe. Obrigada por compartilharem suas histórias e vidas”, revelou.
Para a psicóloga Leyisa Sena, proporcionar esse espaço de escuta também faz parte do cuidado com o servidor.
“A proposta é fortalecer vínculos, estimular o autocuidado e mostrar às servidoras que elas não precisam enfrentar sozinhas os desafios da maternidade”, afirmou.
A profissional também destacou o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Apoio às Mães Atípicas (NAMA), criado pela administração municipal como uma política pública voltada ao acolhimento, organização e acompanhamento dessas famílias.
O cadastramento no NAMA pode ser feito pelo telefone (67) 99179-5948, canal também destinado à atualização de informações e ao acesso aos serviços oferecidos pelo núcleo.
Um novo medicamento para o tratamento da enxaqueca foi aprovado nesta terça-feira (8) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Aquipta (atogepanto) é indicado para adultos que têm pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca.
De acordo com a agência, a substância atua no bloqueio de uma via envolvida na transmissão da dor. Além disso, é capaz de prevenir o aparecimento das crises. O laboratório que solicitou o registro foi a ABBVIE Farmacêutica, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Os estudos apontam que o atogepanto é capaz de reduzir “significativamente” o número de dias mensais de enxaqueca.
Segundo a Anvisa, apesar de existirem opções terapêuticas para prevenção da enxaqueca, “muitas delas não atuam especificamente nos mecanismos fisiopatológicos da doença”. Por essa razão, o Aquipta representa uma nova opção de tratamento oral para prevenção da doença.
Sobre a doença
A enxaqueca é caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, frequentemente acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.
A doença atinge cerca de 15% da população mundial, com impacto significativo na qualidade de vida.
Vacinas contra chikungunya e febre amarela serão aplicadas aos sábados, em setembro e outubro, na Sala de Vacinação do PAM. Foto: A. Frota/Arquivo/Assecom
A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está ampliando as estratégias de vacinação contra a chikungunya e a febre amarela para facilitar o acesso da população e contribuir para o aumento das coberturas vacinais no município. Durante os meses de setembro e outubro, a Sala de Vacinação do Pronto Atendimento Médico (PAM) terá atendimento aos sábados, das 8h às 14h.
No mês de setembro, os atendimentos serão realizados nos dias 5, 12, 19 e 26. Em outubro nos dias 3, 17, 24 e 31.
A vacinação aos finais de semana é uma alternativa para quem não consegue comparecer a uma unidade de saúde durante os dias úteis. A estratégia também busca ampliar a adesão da população e reforçar a proteção antes do período de verão, quando as condições ambientais podem favorecer a circulação de arboviroses.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de a população verificar a situação vacinal e procurar os serviços de saúde para colocar as doses em dia, conforme os critérios estabelecidos para cada vacina.
A preocupação é especialmente relevante diante do cenário epidemiológico da Chikungunya. Dourados já enfrentou uma importante epidemia da doença e a Secretaria de Saúde trabalha para ampliar a proteção da população e reduzir os riscos de uma nova onda de transmissão.
“A vacinação é uma das principais ferramentas de prevenção e precisamos facilitar o acesso da população. Ao oferecer a vacinação também aos sábados, estamos criando uma oportunidade para quem trabalha ou tem dificuldade de ir à unidade durante a semana. É importante que cada pessoa confira sua situação vacinal e procure a unidade de saúde”, destaca o secretário municipal de Saúde, Márcio Grei Vidal de Figueiredo.
CHIKUNGUNYA
A Secretaria de Saúde chama atenção especialmente para a vacinação contra a Chikungunya, destinada ao público que atende aos critérios definidos pelo Ministério da Saúde. A orientação é que pessoas com idade entre 18 e 59 anos verifiquem nas unidades de saúde se estão dentro dos critérios para receber a vacina.
A medida integra o conjunto de ações adotadas pelo Município para fortalecer a prevenção e preparar Dourados para os próximos meses.
FEBRE AMARELA
A campanha também reforça a importância da vacinação contra a febre amarela. A população deve verificar sua situação vacinal e buscar orientação nas unidades de saúde, especialmente quem ainda não possui o esquema recomendado. A Secretaria de Saúde orienta que a população não espere o surgimento de novos casos para procurar proteção e, também, ao ir receber a dose, levar documento pessoal e, se possível, a carteira de vacinação para conferência e atualização do esquema vacinal.