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Saúde

Encontro Estadual de Saúde Bucal reforça programas de prevenção e tratamento odontológico da SES

O evento destacou a importância da integração entre todos os profissionais da saúde bucal, visando um atendimento mais eficiente e humanizado para a população sul-mato-grossense.

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Com foco no controle dos agravos em saúde bucal e difundir os avanços técnico-científicos relacionados à prática odontológica, o Bioparque Pantanal foi palco na última terça-feira (17) do I Encontro Estadual de Saúde Bucal: Evidências para a Prática Clínica. Promovido pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), o evento reuniu profissionais da odontologia de todo o Estado de Mato Grosso do Sul com o objetivo de promover a educação continuada e aprimorar as práticas em saúde bucal de forma efetiva e tecnológica no SUS.

O encontro contou com a participação de coordenadores de saúde bucal dos municípios, dentistas da Atenção Primária à Saúde, profissionais dos Centros de Especialidades Odontológicas e das equipes de Atenção Primária Prisionais, todos comprometidos com a melhoria da saúde bucal da população sul-mato-grossense. A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, e a presidente do CRO/MS (Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso do Sul), Silvania Silvestre, estiveram presentes no evento.

“A saúde bucal, é um dos grandes pilares da saúde do ser humano. É muito importante que os profissionais relacionados, odontólogos, THDs e todos que compõem a equipe de saúde bucal, estejam em educação permanente, aprimorando seus conhecimentos e conhecendo as políticas do atual governo: verde, próspero, inclusivo e digital. A saúde bucal do Estado de Mato Grosso do Sul também está voltada a esses pilares, com atendimento a portadores de necessidades especiais, se aprimorando também no atendimento prestado nas unidades prisionais, nas populações ribeirinhas. Dessa forma se mantendo bastante voltado a uma saúde bucal inclusiva”, afirma a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone.

A secretária-adjunta de Saúde pontuou que nos aspectos digitais a odontologia tem muita tecnologia empregada na profissão e revelou que em parceria com o Ministério da Saúde e UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) será implantado um Centro de Especialidades Digital em Campo Grande, que irá agregar novas tecnologias no atendimento odontológico.

Foram realizados debates que abordaram as políticas públicas de atenção integral aos usuários do SUS, buscando apoiar as atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil em prol do controle dos agravos em saúde bucal, além de difundir os avanços na efetividade das ações e na utilização de tecnologias inovadoras. “O objetivo desse evento é continuar a educação permanente com os nossos profissionais de todos os 79 municípios. Os profissionais da APS (Atenção Primária à Saúde) CEO (Centros de Especialidades Odontológicas e equipes de saúde prisional foram convidados. Debatemos sobre a prática clínica da odontologia no SUS, além de apresentar algumas experiências exitosas dos municípios”, disse a Coordenadora de Saúde Bucal da SES, Giovana Buzinaro.

Os participantes discutiram estratégias para apoiar as atividades organizadas pela sociedade civil em prol do controle dos agravos em saúde bucal, além de compartilhar e difundir os avanços técnico-científicos que estão transformando a prática odontológica no estado. O evento destacou a importância da integração entre todos os profissionais da saúde bucal, visando um atendimento mais eficiente e humanizado para a população sul-mato-grossense.

O coordenador de Saúde Bucal do município de Ponta Porã, cirurgião-dentista Lucas Becher, enfatizou a importância do evento no que diz respeito a troca de experiências exitosas entre os municípios e o desafio de trabalhar a prevenção. “O encontro é importante para a trazer a prática de cada município e comparar como está sendo feito em relação aos outros lugares. Também é uma oportunidade para vermos o que podemos melhorar e aprimorar nos serviços e atendimentos prestados. O grande desafio da saúde bucal é conseguir trabalhar a prevenção e fazer com que os pacientes levem isso a sério. Acredito que, ao reforçarmos essa importância e termos tempo para realizar esse trabalho, conseguiremos elevar a saúde bucal, focando mais na prevenção do que no tratamento”, destaca.

A presidente do CRO/MS, Silvania Silvestre, destacou a parceria com o Governo do Estado, por meio da SES, municípios e outras instituições, na missão de tornar a odontologia do Estado uma referência. “É essencial que os coordenadores municipais estejam aqui presentes para conhecer as novidades que têm sido implementadas pela saúde bucal. Gostaria de destacar que Mato Grosso do Sul recebeu prêmios importantes do Conselho Federal de Odontologia, que reconhecem os melhores resultados dos municípios. O município de Deodápolis conquistou o primeiro lugar na categoria cidades com até 20 mil habitantes na região do Centro-Oeste”, ressaltou Silvania Silvestre.

Com a realização deste encontro, espera-se que os conhecimentos adquiridos contribuam para a melhoria da qualidade dos serviços de saúde bucal prestados à comunidade, fortalecendo o compromisso de todos os envolvidos na construção de um sistema mais acessível.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

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Saúde

Hemosul atualiza exigências para doação de sangue de pessoas em tratamento com canetas emagrecedoras

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Critério passa de seis meses para 14 dias em casos de uso de medicamentos regularizados pela Anvisa

O Hemosul Coordenador passou a adotar novos critérios para a doação de sangue após a publicação de Nota Técnica do Ministério da Saúde, que padroniza, em todo o país, as orientações para pessoas que utilizaram medicamentos emagrecedores regularizados pela Anvisa.

A principal mudança é a redução do prazo de inaptidão temporária, que antes variava de seis meses a um ano e agora passa a ser de 14 dias, desde que o doador esteja em boas condições de saúde. A medida traz mais clareza às normas adotadas pelas hemorredes e tem como foco a proteção da saúde do doador, sem impacto na qualidade do sangue coletado.

O que muda com a nova orientação

Antes da publicação da Nota Técnica, o Hemosul adotava prazos mais longos por precaução, diante da ausência de diretrizes federais específicas. Com a nova norma, o uso de medicamentos autorizados pela Anvisa deixa de ser, por si só, um impedimento prolongado para a doação.

O prazo de 14 dias deve ser respeitado após:

  • início do uso do medicamento;
  • alteração ou aumento da dose;
  • presença de sintomas;

A contagem começa após a completa resolução dos sintomas, quando a pessoa estiver se sentindo bem, assegurando a proteção da saúde do doador durante todo o processo.

A gerente técnica da rede Hemosul, Andrea Campos, explica que, com a publicação da Nota Técnica, passou a existir um critério nacional claro. “O foco é sempre a segurança do doador, e agora conseguimos aplicar um prazo mais adequado, baseado em evidências”, afirma.

Para pessoas que utilizaram medicamentos não regularizados pela Anvisa, o prazo de inaptidão temporária permanece em seis meses, conforme os critérios adotados anteriormente. A triagem clínica continua sendo fundamental para identificar o tipo de substância utilizada e avaliar as condições gerais de saúde de quem procura doar sangue.

Reavaliação após atualização dos critérios

Pessoas que procuraram o Hemosul para doar sangue antes da publicação da nova orientação e foram consideradas inaptas, mas que agora se enquadram nos critérios atualizados, podem retornar às unidades para reavaliação. Nesses casos, a orientação é procurar diretamente a recepção do Hemosul e informar que foi considerada inapta anteriormente em razão do uso de canetas emagrecedoras. A equipe fará o encaminhamento para nova triagem clínica.

Avaliação continua sendo individual

Andrea reforça que a mudança nos prazos não elimina a análise cuidadosa de cada caso. “Cada pessoa que busca doar sangue continua sendo avaliada individualmente. É fundamental estar em boas condições de saúde no dia da doação. A atualização traz mais segurança e uniformidade ao processo”, destaca a gerente técnica.

Importância da hidratação e da boa alimentação

O Hemosul orienta que as pessoas interessadas em doar sangue mantenham boa hidratação e alimentação equilibrada, especialmente nos dias que antecedem a coleta. Esses cuidados contribuem para um procedimento mais tranquilo e para a recuperação adequada após a doação.

Quem pode doar sangue

De forma geral, podem doar sangue pessoas que:

  • estejam em boas condições de saúde;
  • tenham entre 16 e 69 anos;
  • estejam bem alimentadas e descansadas no dia da doação;
  • apresentem documento oficial com foto;
  • pesem, no mínimo, 51 quilos.

Menores de 18 anos podem doar somente com a presença e autorização do pai, da mãe ou do responsável legal no momento da doação.

Todas as pessoas que procuram o Hemosul para doar sangue passam por triagem clínica antes da coleta, conforme as normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde. A atualização das orientações amplia o acesso de doadores aptos e contribui para a manutenção dos estoques de sangue, mantendo a segurança como prioridade em todo o processo.

André Lima, Comunicação SES
Foto: Mayra Franceschi/Hemosul

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Saúde

Estudo mostra que maioria da população brasileira tem excesso de peso

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© Walterson Rosa/MS

Em 18 anos, o excesso de peso da população brasileira aumentou em 20 pontos percentuais. Em 2024, 62,6% dos brasileiros tinham excesso de peso, contra 42,6% em 2006. A obesidade (IMC igual ou maior que 30 kg/m²) dobrou, passando de 11,8% para 25,7% da população.

Os dados são do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde, divulgados nesta quarta-feira (28). O levantamento é realizado em todas as capitais e no Distrito Federal.

O diagnóstico médico de diabetes em adultos apresentou aumento de 5,5%, em 2006, para 12,9% em 2024. A hipertensão em adultos passou de 22,6% para 29,7%.

A atividade física no deslocamento pelas cidades diminuiu de 17% em 2009 para 11,3% em 2024 devido ao maior uso de carros por aplicativos e transporte público. Já a atividade moderada no tempo livre com pelo menos 150 minutos semanais cresceu de 30,3% em 2009 para 42,3% em 2024.

O consumo regular de frutas e hortaliças (5 dias por semana ou mais) manteve-se relativamente estável, variando de 33% (2008) para 31,4% (2024).

O consumo de refrigerantes e sucos artificiais (5 dias por semana ou mais) teve redução de 30,9% (2007) para 16,2% (2024).

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, avaliou que dados positivos como diminuição do consumo de refrigerante e aumento da atividade física não têm sido suficientes para reduzir a incidência de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e obesidade.

“À medida que o Brasil vai envelhecendo cada vez mais, surgem mais pessoas com doenças crônicas. Por isso, precisamos ter mais políticas de cuidado e prevenção”, defendeu.

Insônia

Pela primeira vez, o Vigitel analisou o sono da população brasileira: 20,2% dos adultos nas capitais disseram dormir menos de 6 horas por noite e 31,7% dos adultos têm pelo menos um dos sintomas de insônia, com maior prevalência entre mulheres (36,2%) que homens (26,2%).

Segundo Padilha, esse dado mostra que o sono tem sido insuficiente e interrompido ao longo da noite.

“Isso preocupa porque um sono sem qualidade tem relação direta com ganho de peso, obesidade, com piora das doenças crônicas e com o tema da saúde mental. Chama a atenção esse dado nacional e vamos reforçar com as equipes de atenção primária para perguntar sobre o sono”, disse.

Viva Mais Brasil

Em cerimônia no Super Centro Carioca de Vacinação, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, Padilha lançou a estratégia Viva Mais Brasil, mobilização nacional voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.

De acordo com o ministério, serão investidos R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, com destaque para a retomada da Academia da Saúde, que receberá R$ 40 milhões ainda em 2026.

A nova estratégia articula e fortalece políticas já existentes do Sistema Único de Saúde (SUS), com ações voltadas à alimentação adequada e saudável, à prática de atividade física, ao cuidado integral e ao acesso à informação de qualidade.

A iniciativa busca incentivar e apoiar a população brasileira na adoção de modos de vida saudáveis, com ações nas unidades do SUS e no setor privado, ampliando o alcance das políticas de promoção da saúde.

O Viva Mais Brasil conta com dez compromissos para viver mais e melhor:

  • mais movimento e vida ativa;
  • mais alimentação saudável;
  • menos tabaco e álcool;
  • mais saúde nas escolas;
  • menos doenças crônicas;
  • mais vacinação em todo o Brasil;
  • mais protagonismo e autonomia;
  • mais saúde digital;
  • mais cultura da paz e menos violências; e
  • mais práticas integrativas e complementares.

 

Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

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Saúde

Janeiro Roxo: teste rápido amplia cuidado a contactantes de pacientes com hanseníase

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Tratada como tabu por muitos anos, a hanseníase ainda mantém números elevados no Brasil, que ocupa o segundo lugar em número de casos no mundo. Em Campo Grande, pessoas que mantêm contato com pacientes diagnosticados com a doença têm acesso a um teste rápido, que identifica se houve ou não exposição ao agente causador da infecção.

O exame, que leva menos de 15 minutos para apresentar o resultado, está disponível na rede pública de saúde há três anos e já foi realizado em 93 contactantes de pacientes com hanseníase, todos com resultado negativo até o momento.

“Após a avaliação clínica, onde é identificado se há algum sinal ou sintoma da doença, e observada a inexistência de lesão ou quando não há a possibilidade de diagnóstico clínico, o contactante realiza o teste rápido para identificar se já houve o contato com a bactéria que causa a hanseníase”, explica o responsável técnico pela vigilância epidemiológica da doença na Sesau, Michael Cabanhas.

Segundo o enfermeiro, quando o resultado é positivo, a pessoa passa a realizar acompanhamento por cinco anos, com o objetivo de identificar precocemente o surgimento de lesões características da doença.

Somente no último ano, foram registrados 35 novos casos de hanseníase em Campo Grande. Dos 68 pacientes acompanhados no período, a maioria já apresentava múltiplas lesões pelo corpo no momento do diagnóstico.

A transmissão da hanseníase ocorre por via respiratória, por meio da fala, tosse ou espirro, mas de forma diferente de outras doenças. Para que haja o contágio, é necessário um contato íntimo e prolongado, como morar na mesma casa ou compartilhar o mesmo ambiente de trabalho. A transmissão não se dá apenas pelo toque. O compartilhamento de utensílios e toalhas também pode favorecer a transmissão.

Por isso, pessoas que mantêm esse vínculo mais próximo com pacientes diagnosticados também precisam de acompanhamento contínuo, com atenção especial ao surgimento de possíveis lesões.

Michael reforça que tanto o tratamento dos pacientes quanto o acompanhamento dos contactantes são realizados na própria unidade de saúde. “Quando se tem o conhecimento de um novo caso que não está em tratamento, o contactante deve buscar a unidade de referência da região onde mora, para que seja feita a investigação”, explica.

Dados e tratamento

Tanto a testagem rápida quanto o tratamento da hanseníase são  disponibilizados na rede pública, pelo SUS. Seguir corretamente o esquema terapêutico é fundamental para evitar complicações futuras e reduzir a transmissão da doença — que é interrompida apenas 24 horas após o início do tratamento.

Entre os principais sinais de alerta estão manchas na pele, que podem ser avermelhadas, acastanhadas ou esbranquiçadas, associadas à diminuição da sensibilidade, redução dos pelos e do suor. Também podem ocorrer perda de força muscular em face, mãos e pés, além do surgimento de caroços, que em alguns casos são avermelhados e dolorosos.

Em Campo Grande, parte dos pacientes ainda procura atendimento quando a doença já apresenta sequelas irreversíveis. No último ano, dos 68 pacientes em acompanhamento, 54 apresentavam múltiplas lesões, enquanto 14 tinham apenas uma ou poucas manchas pelo corpo. Do total, 35 eram casos novos.

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