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Cultura

Dudu Nobre encerra edição de 2024 do MS ao Vivo com samba e celebração à Consciência Negra

As nove edições do MS ao Vivo realizadas em 2024 chegaram a um público total de mais de 100 mil pessoas.

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O MS ao Vivo deste domingo (24) foi uma celebração ao Mês da Consciência Negra, com show especial de Dudu Nobre e com abertura dos artistas Dovalle, Dany Cristinne e Silveira, na apresentação do Pérolas Negras. Em homenagem ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, o evento ocorreu no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, com entrada gratuita.

O evento é uma realização do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul) e do Sesc-MS (Serviço Social do Comércio de Mato Grosso do Sul).

A atração principal, o cantor e compositor Dudu Nobre, consagrado mestre do cavaquinho e autor de sambas-enredo que conquistaram o Brasil, já esteve várias vezes em Campo Grande e adora a cidade.

“O meu show de hoje é um mix, a gente vai fazer uma lembrança desses 25 anos como cantor, prestando homenagem aos grandes nomes do samba e da MPB também, a gente tem que relembrar as músicas que a gente gravou que foram temas de novela, músicas de abertura de seriado, CDs de samba-enredo, músicas que eu escrevi como compositor, são mais de 300 músicas já gravadas, a gente tenta fazer um pequeno apanhado desses 40 anos de samba e 25 anos como cantor”.

O cantor e compositor considera o projeto MS ao Vivo super importante. “Além da preocupação com a saúde, educação, os governos também têm que ter esta preocupação com o social, o social é muito importante até para poder fortalecer a educação e a saúde. Você traz esse divertimento, as pessoas têm essa oportunidade de curtir este momento de lazer, quando você tem esta oportunidade de ver um show de graça num lugar tão bonito como esse parque é lindo demais. Eu fico muito feliz de poder, junto com outros grandes artistas nacionais, poder estar aqui fazendo parte deste evento”.

Abrindo o evento, o espetáculo Pérolas Negras apresentou um encontro entre a música preta brasileira e a cultura sul-mato-grossense. Liderado pelos artistas Dovalle, Silveira e Dany Cristinne, o show transita pela tradição do samba e pelos grooves contemporâneos, reverenciando as raízes e influências que moldaram a música brasileira.

Dovalle fez um show voltado para o Soul Music, que é um dos ritmos que acompanham a sua trajetória como artista. “Preparamos um material para mostrar justamente estas diferenças dentro das vozes que cada um tem, das possibilidades que a gente alcança e das pesquisas sonoras sobre as composições, trazendo as músicas autorais”.

Para o artista, abrir o show do Dudu Nobre no MS ao Vivo é uma honra muito grande. “Dudu Nobre está nas nossas vidas, não só pelas músicas com as quais ele se destacou no mercado musical, mas pelo grande instrumentista, o músico exímio que ele é, todas as participações nas composições nos interessa muito e nos coloca no lugar de admiradores deste artista maravilhoso. É uma honra fazer parte deste show. Este evento é com certeza um caminho pra gente firmar a cultura sul-mato-grossense e elevar a um nível maior e melhor. Esse palco nos dá a possibilidade de vivência, experiência, e traz uma melhoria para nossa caminhada como artista”.

A cantora Dany Cristinne trouxe muito pop para o palco do MS ao Vivo. “Este show é uma mistura de estilos, serão três artistas completamente diferentes. Eu sou do pop e eu fiz questão de trazer o meu pop com as minhas músicas para as pessoas. Participar do MS ao Vivo é uma oportunidade gigantesca que vão ter muitas pessoas aqui que ainda não conhecem o meu trabalho, é uma oportunidade de mostrar para que eu vim, mostrar o pop de MS na voz negra feminina. Toda a minha parte vai ser autoral, e no final a gente vai cantar três músicas juntos, cada um num estilo diferente”.

O músico Silveira trouxe muita diversidade de estilos musicais. “A gente vai cantar vários ‘brasis’, várias versões desse nosso Brasil com estilos musicais característicos daqui da nossa terra e de vários pontos do Brasil. Pra gente, eu falo por todos os cantores que vão abrir o show hoje, é muito importante fomentar a cena autoral daqui da nossa cidade, do nosso Estado, porque fortalece muito a cultura. A gente entende que existe esta necessidade de criar as visões que nós temos da nossa região, e é um privilégio enorme abrir um show com o Dudu Nobre, dividindo o palco com pessoas maravilhosas. O MS ao Vivo é um projeto que precisa ter longa duração, é muito interessante ver essa diversidade, a gente vê tantos estilos pisando no palco no mesmo dia e a recepção das pessoas é muito boa, é um projeto totalmente importante para nosso estado”.

O diretor-presidente da FCMS, Eduardo Mendes, afirmou que o projeto vai continuar no ano que vem. “O MS ao Vivo é um sucesso, é um projeto que deu certo, nove edições este ano, já tinha começado o ano passado no meio do ano, a perspectiva é de continuarmos durante todo o governo do Eduardo Riedel, que acreditou neste projeto, a Setesc também, e a Fundação de Cultura colocou ele em prática. A gente aprendeu muito entre erros e acertos, e agora é um evento muito bem visualizado, onde os artistas já começam a procurar a Fundação de Cultura para se apresentar. É um grande sucesso e com certeza teremos a edição 2025”.

O secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, afirmou que o projeto MS ao Vivo foi uma grande retomada do Governo do Estado, que oportuniza para toda a população de forma gratuita shows de extrema qualidade.

“A gente está muito feliz de concluir mais um ano, nessa parceria com o Sesc, esta ação muito bem organizada pela Fundação de Cultura de mato Grosso do Sul. A gente está muito feliz. É muito bacana estar fechando o ano com o Dudu Nobre, no Mês da Consciência Negra, valorizando e celebrando esta data tão importante. Certamente ano que vem teremos grandes novidades”.

No meio do público, Luiz Felipe Vieira, que trabalha com gestão de pessoas no Sesc, disse que o MS ao Vivo é um projeto que Campo Grande precisa ter, que trai público, pessoas de todas as idades. “A cidade precisa de eventos como esse, que fazem falta. Já fui a alguns shows do Dudu Nobre aqui em Campo Grande e em outros lugares, e vim aqui para prestigiar o show dele”.

Ana Paula Lima Batista, analista judiciária, acha o MS ao Vivo um projeto maravilhoso. “É uma oportunidade de ver os artistas e tudo de graça. Eu sou do Rio de Janeiro, estou morando aqui por conta do trabalho, e lá a gente não tem um projeto como esse, para mim é uma novidade, estou adorando”.

João Arthur Bertozi Dutra, motorista de aplicativo, considera o MS ao Vivo uma iniciativa fantástica por fomentar a cultura na cidade. “A população de Campo Grande merece eventos que enriquecem culturalmente a cidade. Quem vem de fora sente falta de shows, e isso ajuda o crescimento cultural. Conheço o Dudu Nobre pessoalmente; estive na cidade dele, no Rio de Janeiro, na semana passada. Gosto muito da música A Grande Família, que marcou minha infância. Achei incrível o show dos artistas regionais. O Pantanal é rico em talentos, e essa iniciativa da Secretaria de Cultura valoriza muito esses artistas”.

As nove edições do MS ao Vivo realizadas em 2024 chegaram a um público total de mais de 100 mil pessoas. Para 2025, as expectativas são de novos grandes shows ao longo do ano, mantendo o acesso gratuito da população à cultura.

(Com assessoria. Fotos: Divulgação)

Cultura

Exposição de Fer Castilho integra programação cultural no Paço Municipal

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A Prefeitura de Campo Grande abre espaço para a produção artística por meio do projeto Arte no Paço, que apresenta a exposição do artista visual Fer Castilho no segundo andar do Paço Municipal. A mostra tem entrada gratuita e pode ser visitada até 11 de dezembro, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30, na Avenida Afonso Pena, 3279.

A exposição reúne pinturas com composições florais, cores intensas e pinceladas expressivas. Nas telas, o artista explora diferentes formas de representar elementos da natureza, com atenção à textura, à luz e à organização das imagens.

Arquiteto de formação, Fer Castilho é graduado em Arquitetura e Urbanismo pelo Centro Universitário Metodista Bennett, no Rio de Janeiro, desde 1980. Durante a graduação, teve aulas com as artistas Rosa Magalhães e Maria Augusta Rodrigues, experiências que contribuíram para sua aproximação com as artes visuais.

Ao longo da carreira, também atuou como professor universitário nas áreas de História da Arte, Desenho Artístico, Plástica, Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo. Após 38 anos de atividade acadêmica, passou a se dedicar à atuação como arquiteto e artista visual.

Sua produção transita entre figuração e abstração e reúne pesquisas sobre diferentes temas. Entre as participações em exposições coletivas estão a II Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, em 1993, e a mostra Alterações Climáticas: a Paz e os Seres Vivos, apresentada em Campo Grande em 2024 e na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em 2025.

Nessas exposições, o artista apresentou a obra Queimada no Pantanal/MS III, produzida em acrílica sobre papel Canson. Em 2026, realizou a exposição individual A Violência Nossa de Cada Dia, na Galeria de Vidro, localizada na Plataforma Cultural, em Campo Grande.

O projeto Arte no Paço promove o contato do público com a produção artística em um espaço de circulação da administração municipal, ampliando as oportunidades de acesso gratuito às artes visuais.

Serviço

Exposição Fer Castilho — projeto Arte no Paço

  • Local: Paço Municipal, segundo andar
  • Endereço: Avenida Afonso Pena, 3279, Campo Grande
  • Visitação: de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30, até 11 de dezembro
  • Entrada: gratuita

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Cultura

Em Itaporã, Governo do Estado reforça apoio e incentivo às tradições campeiras de Mato Grosso do Sul

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Depois de uma extensa agenda pelo interior do Estado, o governador Eduardo Riedel encerrou o sábado (30) em meio a uma das mais tradicionais manifestações da cultura sul-mato-grossense. Acompanhado por autoridades estaduais e municipais, participou do 7º Encontro Carapé de Laço Comprido, realizado em Itaporã.

Ao prestigiar o encontro, o governador Eduardo Riedel enfatizou a força das tradições sul-mato-grossenses e reafirmou o compromisso do Governo do Estado com o incentivo aos clubes de laço e às manifestações culturais que fazem parte da identidade de Mato Grosso do Sul.

“Eventos como este demonstram a força da nossa cultura e o compromisso das pessoas que mantêm vivas as tradições do Mato Grosso do Sul. O que vemos aqui é organização, participação da comunidade e valorização de um esporte que faz parte da história e da identidade do nosso Estado. Por isso, o Governo tem sido parceiro dos clubes de laço, apoiando a realização de eventos e fortalecendo uma atividade que reúne famílias e preserva nossas raízes”, afirmou.

Riedel também ressaltou os investimentos que vêm sendo realizados no município e reafirmou o compromisso com novas obras de infraestrutura para a região.

“Estamos avançando com importantes projetos para Itaporã e para toda esta região. O anel rodoviário está em andamento e o projeto executivo da MS-270 está sendo concluído para que possamos avançar para a etapa de licitação. Esse trabalho é resultado de uma parceria entre Governo do Estado, Assembleia Legislativa, bancada federal e municípios, sempre com o objetivo de promover desenvolvimento e melhorar a vida das pessoas”, acrescentou.

O evento, que teve início na quinta-feira (29) e segue até amanhã (31), reúne competidores, famílias e amantes das tradições campeiras de diversas regiões de Mato Grosso do Sul, consolidando-se como uma das principais celebrações do calendário tradicionalista do Estado.

Promovida pelo Clube do Laço Itaporã, a programação fortalece a cultura do laço comprido e movimenta a economia local, atraindo visitantes e impulsionando setores como comércio, serviços e alimentação. Mais do que uma competição esportiva, o encontro se transformou em um espaço de integração entre gerações, valorização das raízes culturais e convivência comunitária.

A programação inclui disputas de laço, apresentações musicais, praça de alimentação e atrações voltadas para públicos de todas as idades.
A iniciativa conta com o apoio do Governo do Estado e da Prefeitura de Itaporã, reforçando o compromisso com a preservação das tradições regionais, o fortalecimento do convívio social e o incentivo às práticas esportivas que integram a identidade cultural sul-mato-grossense.

Durante o evento, o prefeito de Itaporã, Tiago Carbonaro, destacou a importância do evento para a preservação das tradições sul-mato-grossenses e ressaltou o apoio do Governo do Estado para a realização da festa, que reúne famílias, competidores e visitantes de diversas regiões.

“Esta é uma festa que representa a nossa cultura, as nossas raízes e a tradição do povo sul-mato-grossense. Ver as famílias reunidas, os jovens participando e as novas gerações aprendendo e valorizando o laço comprido mostra a força desse legado que passa de pais para filhos”, ressaltou.

Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS

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Cultura

Prefeitura lança edital para selecionar projetos culturais pela Lei Aldir Blanc

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Projetos culturais desenvolvidos em Dourados contam com incentivo da Política Aldir Blanc – Divulgação/ Assecom

A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc), publica em Diário Oficial Suplementar número 6.572, na tarde desta terça-feira (24), o edital de chamamento público número 002/2026 para seleção de 21 projetos culturais com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (Lei nº 14.399/2022), via Ministério da Cultura. O investimento total empenhado é de R$ 1.681.948,66, fortalecendo o setor cultural e ampliando as oportunidades para artistas, coletivos e produtores do município.

Os recursos estão organizados em ações estratégicas. A principal delas é o Fomento à Cultura, que destina R$ 877.364,06 à seleção dos 21 projetos, distribuídos em diferentes categorias: três projetos de R$ 100 mil; cinco de R$ 60 mil; sete de R$ 20 mil; um de R$ 12.364,03; e cinco projetos de oficinas no valor de R$ 25 mil cada. O objetivo é incentivar e valorizar as diversas manifestações culturais presentes em Dourados.

Outra frente é o Cultura Viva, com aporte de R$ 420.487,20, destinado à seleção de quatro projetos executados por Pontos de Cultura certificados pelo Ministério da Cultura (MinC), no valor de R$ 105.121,80 cada, conforme exigência da política nacional.

O município também prevê investimento de R$ 300 mil para reforma e manutenção do Museu de Dourados, atendendo ao artigo 5º da Lei Aldir Blanc, que permite aplicação de recursos na construção, ampliação e manutenção de equipamentos culturais, como museus, bibliotecas, centros culturais, teatros e outros espaços públicos de valorização da memória e da arte.

Para garantir a execução das ações, até 5% do valor total — R$ 84.097,43 — será destinado ao custo operacional, com contratação de Organização da Sociedade Civil (OSC), conforme previsto nas Leis nº 14.399/2022 e nº 13.019/2014.

O edital está disponível na íntegra, no site oficial da Prefeitura de Dourados, no Portal do Cidadão. As inscrições estarão abertas até o dia 16 de março de 2026, podendo ser realizadas de forma online pelo portal ou presencialmente na sede da Semc.

Podem participar pessoas físicas, Microempreendedores Individuais (MEI), pessoas jurídicas e grupos ou coletivos sem CNPJ que atuem nas diversas áreas artísticas, como artes cênicas, artes visuais, audiovisual, artesanato, cultura de rua, culturas de povos tradicionais, dança, literatura, música, entre outras.

Vale destacar que para habilitar o município ao recebimento dos recursos, a Prefeitura de Dourados, por determinação do prefeito Marçal Filho, elaborou um plano de ação detalhado, construído por uma equipe técnica e com participação da classe artística, por meio de escuta pública, garantindo transparência, planejamento e alinhamento às demandas do setor cultural local.

Ações como esta reforçam o compromisso da gestão municipal com a valorização da cultura, promovendo geração de renda, fortalecimento da identidade cultural e ampliação do acesso da população às diversas expressões artísticas.

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